domingo, 31 de julho de 2016

Dia da rua gritar por mudanças no Brasil


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

A politicagem treme. O povo volta às ruas novamente neste 31 de julho de 2016. O volume da manifestações importará menos que a qualidade dos desejos cidadãos sinceramente manifestados em recados diretos. Na prática, o efeito é desopilante. O (ainda) impopular Presidento interino Michel Temer ouvirá, claramente, que corre o risco de dançar rapidinho, se não destravar a economia. A tarefa não será fácil com conceitos errados (juros altos e impostos mais caros). O grito de "Fora, Temer" já está prontinho para ser solto. As pessoas estão vigilantes.

No domingão pré-olim-piada, as motivações dos manifestantes serão variadas. A maioria vai apenas confirmar seu desejo pela saída definitiva de Dilma Rousseff - cujo julgamento no Senado deve ocorrer entre 29 de agosto e 2 de setembro. Um número grande de pessoas vai alvejar Lula e sua petelândia. Muitos vão gritar contra a corrupção, cobrando o fim da impunidade na política. Outros tantos vão exigir mudanças por um Brasil melhor: menos intervenção estatal, menos impostos e melhor gestão da coisa pública, sobretudo nas áreas de educação, saúde e segurança.

Independentemente da motivação, a rua fala grosso. A politicagem brasileira só entende as coisas desta forma. No entanto, o Brasil ainda tem um problema gigantesco, cultural, a ser superado. A maioria dos brasileiros ainda sonha com o socorro estatal para a solução de problemas. Historicamente, o brasileiro foi acostumado a ser Estado-dependente. Essa distorção civilizatória - que torna o Poder Estatal mais importante que o potencial cidadão - trava a evolução do País, asfixia a Ação Política e praticamente inviabiliza a livre iniciativa econômica.

O filósofo Olavo de Carvalho, em comentário para seus quase 275 mil seguidores no Facebook, soltou a boca contra o vício do brasileiro em se institucionalizar, estatizando, burramente, as soluções que dependem fundamentalmente da legítima pressão cidadã: "Nesta MERDA de país, cada um que quer interferir na política já pensa em "se candidatar". Que porra! Ninguém pensa em criar núcleos de poder NA SOCIEDADE CIVIL. No Brasil, até liberal só acredita no Estado. Assim não dá, caraio".

A "Estadodependência" do brasileiro ainda é nossa mais perigosa doença - complicadíssima de ser curada. A maioria continua esperando a salvação cair do céu - ou melhor, ser promovida pelo "Estado Salvador-Interventor". Desde que foi achado pelos navegadores portugueses, o Brasil funciona assim, com a cidadania passiva. Não foi à toa que movimentos de libertação do cidadão, ao longo de 500 anos de História, sempre terminaram violenta e facilmente inibidos pelo Poder Estatal em vigor.

Reclamar do passado trágico pouco resolve. O único jeito é agir corretamente no presente, para que o futuro chegue melhor - ou, no caso brasileiro, "menos ruim". Os brasileiros têm muito a definir. Queremos mudanças. Mas não definimos, claramente, quais, quando e como, podemos e devemos mudar. A única solução efetiva para o Brasil será reproclamar a República, redefinindo o modelo estrutural de Estado, em um amplo debate constitucional. Em resumo: o Brasil necessita, para ontem, de uma redefinição Política e Estratégica: o que fazer e como fazer.

O retumbante fracasso de gestão nazicomunopetralha, que não conseguiu implantar aqui um bolivarianismo comuno-socialista do Foro de São Paulo, foi extremamente bom para a construção do processo de mudanças. O problema é o alto custo pago pela sociedade brasileira - que ao menos acordou para a necessidade de exercer a cidadania livremente. O passo seguinte será descobrir como se livrar das dependências estatais - culturalmente arraigadas.

Por isso, é preciso festejar as pessoas nas ruas, em família, exigindo "mudanças" (mesmo que ainda não tenham plena clareza sobre o que e como precisa ser mudado). No entanto, temos de evoluir para um amplo debate que começa a acontecer no frenesi emocional, quase nunca racional, das redes sociais. Estamos interligados, juntos e misturados, porém ainda longe do nível de discussão cidadã com a qualidade necessária para facilitar o processo (inevitável) de mudança.

Eis o nosso dilema ou paradoxo tupiniquim. Quem pode muda para Miami e adjacências. Quem não pode se sacode por aqui, na internet e nas ruas. Protestar é preciso! Mudar o Brasil corretamente, mais ainda. Vamos debater mais e melhor os problemas e soluções viáveis. Vamos agir corretamente, com legitimidade, democracia, legalidade, inteligência e ética. Vamos promover a Intervenção Cívica Constitucional que Tiradentes e a turma dele sonharam no final do distante século 18. "Liberdade, Liberdade" não pode ser apenas uma novela da Rede Globo - que a maioria não assiste porque vai no ar muito tarde da noite...

Reinventemos o Brasil, ou nada vai mudar de verdade!

Enquanto isso, vem chegando agosto - o mês do desgosto para a politicagem canalha e corrupta... Tomara que sim...

Se vira com os 11...

Do genial diretor de fotografia cinematográfica Carlos Ebert, no Facebook:
Ouvi uma boa : "O Brasil mudou; hoje todo mundo sabe os nomes dos juízes do Supremo, mas ninguém sabe a escalação da seleção ..."

E o problema grave para a torcida brasileira, caro Mestre Ebert, é que os 11 não andam jogando bem - em ambos os times...

Releia o artigo de sábado: Salvação para Temer: aliança com militares, devassa da Lava Jato no PMDB, redução de gastos e impostos


Intervenção, já!

Recado do patriota Antônio José Ribas Paiva, que estará na grande manifestação da Avenida Paulista:

"O Estado existe para proteger as pessoas. No Brasil é diferente, o Estado é inimigo do povo, porque foi usurpado pelo crime, que comanda a classe política. A Nação precisa libertar-se da ditadura do crime. O único caminho é a intervenção no processo político, através dos seus instrumentos de força e poder: as FORÇAS ARMADAS. INTERVENÇÃO CONSTITUCIONAL JÁ !!!"

Sem escapatória


Saudações leoninas


Presepagem sucessória


Força das Dilmetes?


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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 31 de Julho de 2016.

O Esforço Civilizatório


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Há uma anedota, não sei se verídica, de que alguém perguntou ao Duce (Mussolini) se era difícil governar a Itália, auge da civilização.Ele teria respondido: “Não é difícil; é inútil!”

Os países são como os cães.Há os de boa índole e os perigosos.

O Brasil pode ser comparado a um amoroso golden retriever.

Voluntarioso, alegre e indisciplinado.

Não tem propriamente um dono; dedica-se a alguém que o afague e alimente. Por sua grandeza inefável, só a música pode definí-lo.

A ópera Guarani de Carlos Gomes, em sua ária “Sento una forza indomita” foi a melhor tentativa de mostrar-nos o que é nosso grande país.


Os maus brasileiros, traidores da Pátria, querem nos vender a idéia de que somos vira-latas.

A nossa verdadeira raça ainda está se formando.

Em breve assombraremos o mundo, com mil maravilhas.

Se fosse perguntado sobre qual é a maior virtude do brasileiro, responderia sem hesitar: é a fé!

Fé em Deus que nos brindou com todas as formosuras da natureza.

A fé no próximo: a compaixão. A fé em nós mesmos: a perseverança.

A gratidão aos maiores e a esperança nos pósteros. “Criança, ama com paixão o país em que nasceste. Jamais verás algum como este!”



Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador. Não é Malandro, porém adora Ópera.

Autoestima


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Roberto Gotaç

O verdadeiro caráter de Sr. Lula foi, afinal, desnudado e o que se viu foi algo desagradável, digno da mais vulgar ópera bufa, atingindo de maneira impactante toda a sociedade brasileira. 

Seu recurso desesperado à ONU, não se sabe com que propósito, tentando vender a imagem vitimizada de um ser perseguido e tratado com parcialidade pela sua justiça, mostra inequivocamente a sua enorme covardia e o seu desprezo pela imagem do Brasil no exterior, além de ressaltar seu egoismo e aleivosia. 

A par dessa iniciativa lamentável no âmbito internacional, partida de um cidadão comum mas, infelizmente, talvez por falta de temas mais substanciais, ainda contemplado pelos holofotes da mídia nacional, o Juiz Ricardo Leite, da 10a. Vara de Justiça Federal de Brasília, o transformou em réu, juntamente com o ex-senador Delcídio do Amaral e outros, por obstrução ao desenvolvimento da Lava Jato, numa clara agressão ao Poder Judiciário. 

Esperemos que os representantes da ONU estejam pelo menos razoavelmente bem informados sobre o que está realmente acontecendo por aqui e, ao se manifestarem, o façam com critério e cuidado, pois está em jogo a autoestima de todo um povo.


Paulo Roberto Gotaç é Capitão de mar e guerra reformado.

Efeitos remotos da longa mutação


Provocação no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Olavo de Carvalho

O início do impeachment de Dilma Rousseff e a acusação criminal contra Lula são EFEITOS REMOTOS de um longo processo de mutação da atmosfera mental brasileira, que eu mesmo iniciei entre 1993 e 1996 com os livros "A Nova Era e a Revolução Cultural" e "O Imbecil Coletivo" e com a série de mais de mil artigos de mídia que se seguiram desde então, bem como com inumeráveis conferências em instituições culturais, religiosas e militares.

Esse esforço só deu sinais de gerar frutos visíveis a partir de 2003, mais ou menos, quando blogs de caráter liberal e conservador começaram a proliferar na internet, junto com milhares de páginas do Facebook, tudo resultando nos movimentos de rua que eclodiram a partir de 2013.

Infelizmente, o curso das coisas tem sido muito mais lento e errático do que eu esperava, graças ao afluxo de oportunistas, carreiristas e imediatistas, que, sem o menor conhecimento ou experiência de guerra cultural, lançam palavras-de-ordem e programas políticos de toda sorte, levados pela emoção do momento, e que ainda têm o desplante de clamar pela "unidade da direita", como se existisse unidade sem estratégia unificada, a qual não é concebível sem um longo e trabalhoso esforço diagnóstico fundado em sólidos alicerces científicos, o que por sua vez exige a colaboração de muitos estudiosos bem preparados e sinceros.

Desse ponto de vista, tudo ainda está por fazer. As poucas vitórias pontuais obtidas têm um grande valor psicológico, mas não abalaram no mais mínimo que seja o poder hegemônico da esquerda -- comunopetista e tucana - que ainda controla confortavelmente a situação, não só na política oficial, mas na educação e na mídia.

É em face dessa situação que lançarei em breve mais um "curso de emergência", com o tema GUERRA CULTURAL: HISTÓRIA E ESTRATÉGIA. Nos próximos dias publicarei o programa do curso.


Olavo de Carvalho é Filósofo. Originalmente publicado no Facebook do autor em 30 de julho de 2016.

Interpretação da Lei


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Laercio Laurelli

A imprensa noticiou, que: “Moro é acusado por petistas de ter inflado os ânimos políticos a favor do processo de impeachment na condução das investigações sobre desvios de recursos públicos para pagamentos de propinas envolvendo a Petrobras”. Um dos principais fatos que o levaram a ser criticado foi quando ele incluiu em um inquérito que veio a público uma conversa telefônica entre o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff, na qual ela disse que encaminharia a ele o 'termo de posse' de ministro da Casa Civil. A presidente então disse que o termo só deveria ser usado em "caso de necessidade".

Esta declaração nos induz a entender cometimento de crime, quer do investigado Lula da Silva, quer da Presidente Dilma!

Significa dizer, que pessoas desatentas, deveriam atender melhor o Ordenamento Jurídico Pátrio, ou seja, ler e interpretar satisfatoriamente a lei.

A jurisprudência tem aclamado que a inclusão de uma comunicação da existência de um crime, aos atos persecutórios do Estado, ou mesmo, a determinação de extração de peças do processo, remetendo-as para compor os autos de um inquérito que tramita na esfera da polícia, eventualmente  em decorrência de uma investigação, que já consta de uma denúncia fundada em conduta criminosa, originada pelo próprio investigado, não há maneira de se entender que deste ato possa surgir uma dependência constrangedora ao agente criminoso.

Ademais, este ato decorre da função judiciária pela exegese do artigo 40 do Código de Processo Penal, uma vez que, “in casu”, cabe ao Ministério Público Federal à relevância da apreciação e, se este avaliza referida inclusão desta “conversa telefônica”, nada mais há a discutir, face considerar lícito o ato, já que de uma atitude tipicamente correcional, dever funcional jurisdicional, a “fumaça do bom direito” em favor do Estado, pelo aval ministerial, torna-se legitima a “persecutio criminis” em relação à ocorrência do ilícito penal.

Da mesma forma que um magistrado da ativa possui o dever, determinado pela lei de se pronunciar, se e quando verificar a existência de crime de ação pública tem igualmente, o dever, reservado ao subscritor desta matéria, de levar a conhecimento público, à sociedade brasileira, a razoabilidade quanto à interpretação de uma norma penal, com objetivo de informar a realidade do direito, que traduz a viabilidade de inexistência de ilegalidade no ato necessário, exercido pela jurisdição da 13ª Vara Criminal Federal da Comarca de Curitiba do Estado do Paraná.

Com minha admiração ao Juiz Sergio Fernando Moro, segue ele, de forma implacável e incensurável, no exercício de sua função judiciale, neste comboio de aplausos, a ministrar aulas magistrais, quanto às matérias de Direito Penal e Processual Penal. Parabéns!


Laercio Laurelli – Desembargador aposentado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo ( art. 59 do RITJESP) – Professor de Direito Penal e Processo Penal – Jurista – Articulista – Idealizador, diretor e apresentador do programa de T.V. “Direito e Justiça em Foco” - Patriota.

A Justiça não é cega


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Enio Mainardi

A Justiça sempre foi a justiça dos vitoriosos, administrada como um jeito de jogar as culpas em cima do perdedor. No Julgamento de Nuremberg, por exemplo, os países vencedores da Grande Guerra encontraram bons argumentos para enforcar os criminosos de guerra nazistas. Mas nenhum criminoso de guerra americano foi considerado criminoso, esses nem foram julgados, aliás.

O fato que prevalece é: a Justiça sempre foi torta, defendendo os interesses de quem tem o poder. No Brasil como estamos em matéria de Justiça? Nestes dias vamos politicamente assim: a maioria quer se livrar do lulismo, que desgraçou o país pela corrupção e desmoronamento dos valores morais.

Em tempos revolucionários, francamente falando, quereríamos é ver o lula pendurado pelo pescoço, num patíbulo, em praça pública. Nosso ideal seria ter uma Justiça que claramente se colocasse à favor dessa vontade profunda da maioria do povo brasileiro. O STF não é esse tribunal, que parece fazer justamente o contrário, sempre se aliando e defendendo os interesses espúrios do pt. Interesses esses que não reconhecemos como nossos, nem legítimos.

Enfim, nós enxergamos o pt e seu estado maior como uma máfia de criminosos de guerra e assim desejaríamos puní-los. E eles manobram para frustrar nosso desejo de acabar com eles, de vê-los julgados e condenados. Nessa confrontação de vontades, o pt quer alijar o Temer do poder, no caso da dilma cair. A racionalização é: se os dois, presidente e vice foram eleitos juntos, por que não impixar os dois juntos, também?

Essa é a última cartada à ser tentada pelo pt. Que aproveitando um possível vazio institucional, caso essa tese fosse aceita, poderia tentar “eleger” um Renan, uma Marina ou alguém desse naipe. Ou até mesmo o lula. Com isso afundando o país 30 metros abaixo do nível do mar. O que nos faz voltar à idéia de Nuremberg.

Queremos que os inimigos da Pátria sejam derrotados e “enforcados” - todos os criminosos de guerra do lado de lá. O interesse nacional, nestas circunstâncias, teria (tem) que prevalecer, se sobrepondo a eventuais interpretações constitucionais exxxpertas que possam se prestar a dar vitória, mesmo que parcial, ao partido que desejaríamos fosse banido daqui.
Por enquanto vai ganhando firmeza o Temer na presidência, pela vontade do povo alfabetizado. Assim permitindo a volta paulatina da democracia possível, corrigindo-se no tempo todas as distorções e erros cometidos pelo governo entreguista e corrupto do pt. Esse raciocínio pode ser considerado simplista, distorcido.

Mas a Justiça é assim, melhor classificada como pragmática. Vai vencer nosso lado, a sentença começa a ser concretizada com o impixe da dilma. E o pt vai se danar. Vão-se então doer os países bolivarianos, cuba, os ditadores africanos ladrões e todos os que se locupletaram com o roubo maciço e sistemático de nossas riquezas.

Mas a Justiça finalmente será feita - para o bem do país - e do interesse nacional.


Ênio Mainardi é Publicitário. Originalmente publicado no Facebook do autor em 30 de julho de 2016. 

O Seguro Velhice na Nomenklatura


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

O texto abaixo é, mais uma vez, o resumo de um dos capítulos do livro “A NOMENKLATURA – Como Vivem as Classes Privilegiadas na União Soviética”, de autoria de MICHAEL S. VOSLENSKY, considerado no Ocidente um dos mais eminentes especialistas em política soviética. Foi professor de História na Universidade de Amizade dos Povos Patrice Lumumba, em Moscou, e membro da Academia de Ciências Sociais junto ao Comitê Central do PCUS. O livro foi editado no Brasil pela Editora Record.

NOMENKLATURA, uma palavra praticamente desconhecida pela maioria dos brasileiros, exceto por alguns especialistas, merece tornar-se tão célebre quanto o termo GULAG. Designa a classe dos novos privilegiados, essa aristocracia vermelha que dispõe de um poder sem precedentes na História, já que ela é o próprio Estado. Atribui a si mesma imensos e inalienáveis privilégios – dachas e moradias luxuosas, limusines, restaurantes, lojas, clínicas, centros de repouso especiais e quase gratuitos -.
________________________

As crianças cresceram e se tornaram, elas também, nomenklaturistas. Os anos passaram e o chefe de setor se prepara para gozar, como se diz, uma aposentadoria bem ganha. Ao contrário do cidadão comum não terá que conseguir um rosário de atestados para poder solicitar, junto ao escritório do Serviço de Prestações Sociais (Raysobes) uma pensão que não ultrapassará 120 rublos por mês.Uma decisão do CC lhe atribuirá uma pensão ad personam no escalão da União, e ele continuará a ocupar uma residência do CC e a repousar, de tempos em tempos, numa casa de tratamento do CC.

Um oficial superior mora numadatcha, da qual é proprietário. Se desejar construir, receberá um terreno com área de um hectare, e não 12 vezes menor, como o do cidadão comum. Os generais de divisão e generais de Exército – sem falar nos marechais – entram no que se chama “o Grupo do Paraíso” do Ministério da Defesa, e fazem parte, portanto, do grupo de privilegiados que conservam todas as vantagens ligadas às suas antigas funções: carro oficial com motorista, residência funcional, datcha oficial, ajudante de ordens, rações alimentares, etc., sem ter que dar nada em contraprestação.

O que se concede ao nomenklaturista representa, para a grande massa da população soviética, uma verdadeira fortuna.

E, depois, trata-se de um privilégio. O homem, ser social, não considera jamais sua própria situação isoladamente, compara-a com a de outros membros da sociedade. Quando você, caro leitor, anda tranqüilamente pela rua, não possui um sentimento particular. Mas, imagine que uma autoridade tirânica o obrigue a andar “de quatro patas”, e o autorize, em seguida, na sua bondade, a retomar sua posição normal. Imagine a sua alegria e o seu orgulho. Você faria, então, tudo o que estivesse ao seu alcance para justificar, como se diz na URSS, a confiança depositada em você.

Essa maneira de ver não é própria dos nomenklaturistas. Muitas vezes, os jornalistas estrangeiros que tiveram ocasião de trabalhar em Moscou, relembram depois, com nostalgia, os tempos passados lá. Objetivamente, isso não mais se justifica: com efeito, é muito difícil conseguir em Moscou outras informações além daquelas já publicadas nos órgão oficiais. Os correspondentes estrangeiros sofrem, constantemente, a vigilância da KGB.

Não podem escrever nada que contrarie as autoridades sem se expor a aborrecimentos ou sanções, podendo chegar, até, à expulsão. Os contatos com a população local são reduzidos à expressão mais simples. É necessário trazer do exterior diversos produtos, inclusive alimentícios, e ali se está muito pior alojado do que no Ocidente, e é proibido aos não soviéticos se deslocarem à sua vontade no território da URSS.

Profissionalmente, uma estada em Moscou pode representar interesse para um jornalista. Mas, o que torna a vida lá tão atraente?
A situação de privilegiado. A despeito desses inconvenientes, o jornalista ocidental vive em Moscou incomparavelmente melhor do que os moscovitas comuns. As moradias, se bem que inferiores às ocidentais,  representam para os moscovitas uma maravilha inacessível. Eles, os moscovitas, não podem fazer compras nas lojas especiais e, menos ainda, mandar buscar produtos no exterior. Eles também não podem ir ao exterior e trazer de lá certas coisas; não podem assinar publicações nem livros ocidentais, e não podem manifestar-se livremente sobre problemas políticos.

É essa situação de privilégios que constitui o essencial para a Nomenklatura, sempre pronta para manter os atributos do Poder. Mas não se deve subestimar o conteúdo material desses privilégios.

Para observar esse país à parte, que é a Nomenklatura, adotemos, pois, a perspectiva – nem muita alta, nem muito baixa – de um chefe de Setor junto ao CC do PCUS. Ora, a Nomenklatura é um país de montanhas, caracterizado pelo fato de que o solo se torna mais fértil e os frutos mais suculentos à medida que se ganha altura.

A diferença entre um chefe de Setor e um chefe de Departamento no CC do PCUS salta imediatamente aos olhos quando se entra em seu gabinete. Para o chefe de Setor, o acesso é direto, a partir do corredor; o gabinete confortável, mas bastante exíguo não se distingue dos demais. O “Samsav” - chefe adjunto de Departamento - dispõe de um gabinete elegante, com uma ante-sala; tem uma secretária que, em geral, não é mais jovem, a fim de evitar qualquer comentário maldoso.O chefe de Setor pede seu carro oficial à central do CC; o Samsav dispõe de um carro com motorista, que fica à sua disposição.

Nas férias, reservam-lhe uma datcha confortável com pessoal de serviço. Recebe vencimentos mais elevados, seu contingente de bônus “Kremliovka” é mais substancial e ele se beneficia com uma melhor moradia. Se subimos mais alto na hierarquia, chegamos ao escalão do primeiro chefe adjunto de Departamento. Este não faz mais parte da Nomenklatura do Secretário do CC, mas do Politburo. Goza, pois, de privilégios ainda maiores.

Um Primeiro Secretário de um Comitê de Região do Partido é uma espécie de sátrapa todo-poderoso, e os demais secretários nada mais são do que seus adjuntos. Todas essas pessoas se beneficiam não somente de vencimentos elevados, de moradias funcionais, de datchas oficiais, de carros, de rações alimentares, de clínicas e de casas de férias reservadas, mas podem, além disso, meter a mão, à sua vontade, nas riquezas materiais de sua região. Ora, uma região tem um território tão grande quanto o de um país europeu médio.

O chefe de Departamento no CC do PCUS se beneficia, talvez, de menores privilégios materiais do que os sátrapas regionais. Mas, por outro lado, já colocam um pé no círculo dirigente da Nomenklatura. O chefe de um grande Departamento é, ao mesmo tempo, Secretário do CC do PCUS. É, portanto, um daqueles que ocupam um lugar no mausoléu de Lenin e que acenam para a multidão por ocasião das festividades oficiais, um daqueles que se reconhecem nos clichês da imprensa e da televisão.

O chefe de Departamento tem uma posição bem superior à do chefe de Setor. Mesmo a morte não os reúne. A do chefe de Setor é assinalada por uma curta notícia, tarjada de preto, a menos que um grupo de kamaradas assine um breve necrológio no Pravda. Por outro lado, os méritos do chefe adjunto de Departamento, ou do Primeiro Secretário do Comitê de Região, são objeto de um grande necrológio, acompanhado de foto do falecido e da assinatura dos membros do Politburo.

Quanto ao resto, o chefe de Setor não tem do que se queixar. Sua viúva não terá problemas  com um comitê sindical, que lhe concederá, embora a contragosto, 20 rublos para as despesas de sepultamento – não, os funerais solenes serão por conta do Estado: um comboio de Tchaikas e de Volgas pretos seguirá o féretro, o serviço fúnebre “leigo” dará lugar a discursos e, após o cemitério, beber-se-á conhaque armênio pela memória do falecido. Diante do luxuoso cadafalso, uma orquestra de instrumentos de sopro atacará fogosamente o famoso
        
“Tombaram na luta contra a morte
         
Tombaram ao serviço do povo
         
Dando tudo ao povo sem nada exigir”

O chefe de Setor não apodrece num cemitério comum, para mortais comuns, mas num cemitério reservado, no claustro Novodevichi, onde os restos das pessoas da Nomenklatura repousam sob suntuosas pedras tumulares. É ali que jazem Allilueva, mulher de Stalin, a mulher de Kossyguin, e Nikita Kruschev, caído em desgraça. A mulher do chefe de Setor, que reage agora inteiramente como seu falecido marido, vai simplesmente deplorar amargamente que ele não tivesse conseguido içar-se às altas esferas da Nomenklatura, onde se tem direito a uma inumação na Praça Vermelha, nas muralhas do Kremlin. E será presa de uma secreta inveja ao ver que, mesmo ali, no cemitério de Novodevichi, é aos generais mortos que se prestam honras militares, e não ao seu falecido marido, que amava, tanto quanto eles, as honrarias...e o Poder.

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

sábado, 30 de julho de 2016

Salvação para Temer: aliança com militares, devassa da Lava Jato no PMDB, redução de gastos e impostos


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Michel Temer tem muitos desafios estratégicos e táticos para assumir, com plenos poderes, a Presidência da República, assim que o impeachment de Dilma Rousseff for confirmado no final de agosto - se não houver atrasos com os conchavos entre a petelândia e Renan Calheiros - um inimigo nada oculto do Presidento Interino. O Palhasso do Planalto aposta que Dilma vai renunciar na véspera da decisão, para preservar seus direitos políticos.

Ma prática, Temer só conseguirá fechar um pacto de sustentação e governabilidade se tomar medidas que rompam com o caos montado pela desastrosa gestão petista-peemedebista. Se Temer não se reinventar, e a economia não destravar depressa, acabará engolido pelo tsunami da antecipação eleitoral - na qual Lula (legítimo gono-réu) aposta suas fichas para se salvar na guerra de todos contra todos. O desfecho do desastre é imprevisível...

O primeiro passo Michel Temer já está dando. Já vazou a articulação que ele faz com a cúpula militar, assumindo compromissos de fortalecer o papel das Forças Armadas, tão logo seja efetivado na Presidência. Ao contrário do que se comenta em algumas análises, os militares não querem voltar ao protagonismo político. No entanto, exigem (este é o termo usado) condições plenas para cumprir sua missão escrita no artigo 142 da Constituição Federal, sobretudo para promover a Segurança Nacional destroçada pela ação estratégica do Foro de São Paulo. A contrapartida do acerto entre militares e Temer é neutralizar o golpismo bolivariano em adiantado curso, apesar da aparente derrocada do PT.

O segundo passo de Temer é complicadíssimo politicamente: uma limpeza na cúpula do PMDB. O Presidente terá de sair do mero apoio retórico e dar todo sinal verde para que a Força Tarefa da Lava Jato promova uma ampla devassa no partido que ele (Temer) presidia até outro dia. Interessa demais a Michel Temer que seja eliminado um de seus inimigos declarados, mas que opera na mais refinada falsidade política no trato com o governo provisório: Renan Calheiros. O Presidento Michel terá de rezar para que o "bode expiatório" Eduardo Cunha assuma sozinho suas broncas, sem causar danos letais ao grupo próximo ao presidente.

O terceiro passo de Temer também é complicado, porém é inteiramente possível, contando com o apoio da maioria esmagadora de empresários e trabalhadores. Temer terá de apostar todas as duas fichas na redução real dos gastos públicos, junto com a redução de impostos. Para isso, terá de contrariar o pensamento ortodoxo de sua equipe econômica. O andar da carruagem globalitária indica que Temer receberá forte pressão do FMI para reduzir despesas urgentemente para evitar a quebradeira sistêmica previsível do setor público no Brasil. Temer sabe que vai se ferrar se aplicar o remédio errado, aumentando a insuportável carga tributária e mantendo os juros na estratosfera.

A melhora econômica é o capital fundamental de Temer para ter sucesso nas complexas negociações políticas, jurídicas e militares. Por isso, mais que nunca, Temer precisa sentir e se render à pressão popular por melhoras e mudanças, nas ruas e nas redes sociais. O momento brasileiro exige dele serenidade, seriedade e atitudes corretas.

Temer tem capacidade de articulação para cumprir tantos desafios estratégicos. Ele só não tem o direito de errar nas táticas, cedendo aos interesses espúrios a sua volta. Temer ainda tem (pouco) tempo para provar que consegue ser um estadista. Do contrário, cairá igualzinho a Dilma.

$talinácio em ação

Recados de Lula, ontem, em palestra na Conferência Nacional dos Bancários, em São Paulo:

"Eu não quero falar dos meus problemas pessoais para não transformá-los em coletivos. Mas enquanto estou aqui conversando com vocês eu fiquei sabendo que foi aceita uma denúncia contra mim de obstrução da Justiça. Eu não conheço a notícia, vamos ver o que é".

"Eu não ia tocar no assunto, mas eu já cansei. Eu não tenho que provar que eu tenha apartamento. É a imprensa que acusou, são o Ministério Público e a Polícia Federal que dizem que eu tenho, que precisam provar. Eles é que têm que apresentar documento de compra, pagamento de prestação, algum contrato assinado. Porque se não tiver, em algum momento eles vão ter que me dar de presente uma chácara e um apartamento
".

"Eu tenho 70 anos de idade e tenho muita vontade brigar. Se o objetivo de tudo isso é tirar o Lula da campanha de 2018, não precisa fazer isso porque a gente pode escolher um outro companheiro com mais qualidade. Agora, essa provocação me dá uma coceira. Achar que vou ficar quieto por conta de ameaça, eu não vou. Duvido que tenha alguém neste país que seja mais cumpridor da lei do que eu, duvido que tenha alguém que respeita mais as instituições do que eu".

"Estamos sendo vítima de um golpe parlamentar, A única coisa que eu quero é respeito e que a imprensa não faça o julgamento pelas manchetes. A única coisa que eu quero é que não haja vazamento mentiroso sobre pessoas inocentes. Contra isso, eu vou brigar até o último dia da minha vida".

Guerra da Cana (ou dá cana)...

Releia o artigo de ontem: Lula e PT vão para o golpe final. E o PMDB?


Pedido de pé

O Alerta Total repete o humilde pedido:

Algum dos 11 ministrros do Supremo Tribunal Federal do Brasil deveria vir a público para um protesto veemente contra o factóide jurídico-globalitário cometido por Luiz inácio Lula da Silva em apelar à Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas contra o juiz Sérgio Moro e a Força Tarefa da Lava Jato.

Se nenhum supremo magistrado nada reclamar, o País passará o recibo ou a falsa impressão de que nossa mais alta Corte do Judiciário não funciona.

Corremos o risco de algum gaiato lá de fora perguntar, com toda maldade e ironia: "Fecharam o STF?".

Armação Inútil


Delegação zicada


Sigla explicativa


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Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!


O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Julho de 2016.

Gono Réu


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Um ex-protegido do céu, agora foi jogado ao léu.

De joelhos diante dos que antes chamava de “pentelhos”.

Já, já vai pro beleléu.

Na força da ONU aposta, sem saber que a mesma é uma rima; levanta, dá um pé na Anta e não desanima.

Agora, com a viola em cacos, só lhe resta pentear macacos.

Pior é ficar maluco e tomar tiro de trabuco.

O filho de Pernambuco, vai roer um ossobuco.

Enquanto o povo exulta: “Pegaram o filho da catapulta !”, nosso burgomestre multa.

A “açeçoria” mais estulta, pensa em deixar a merda oculta.

No vizinho país seria “chorro”; aqui o poste mija no cachorro.

A classe política não dá trégua e o humorismo lava a égua,

Só falta algum “amigo” minhoto, delatar o molusco ...(vocês sabem !).

Enfim, só nos resta esperar, a grande pantomima acabar.

No fim de agosto, rei morto, rei posto.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Apoio Criminoso, não!


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Laercio Laurelli

A imprensa publicou que:

“- O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou nesta quinta-feira, 28, ao Comitê de Direitos Humanos da ONU um recurso para tentar barrar ações que considera como 'abuso de poder' do juiz Sérgio Moro e dos procuradores da Operação Lava Jato. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do ex-presidente.

Na petição, os advogados de Lula dizem haver 'clara falta de imparcialidade' nas investigações e classifica como 'atos ilegais' a gravação e divulgação de conversas privadas com a presidente afastada Dilma Rousseff, além de sua condução coercitiva para um depoimento. Lula também cita posicionamentos da Comissão de Direitos Humanos da ONU e outros cortes internacionais a respeito das ações “enviesadas” de Moro e, portanto, na avaliação da defesa do petista, o juiz não teria condições de julgá-lo ou prendê-lo.

“Se isso acontecer, que seja decidido por um juiz imparcial”, diz o recurso.Com a atitude, o ex-presidente espera criar um constrangimento internacional para evitar uma eventual prisão. Quem avaliará o caso é Comitê de Direitos Humanos, com base na Convenção Internacional de Direitos Políticos. Embora o acordo não tenha como punir o Brasil e nem impedir uma prisão, uma avaliação da entidade poderia pesar e criar pressão a favor ou contra o ex-presidente.”

É preciso acabar com essa pouca vergonha em que o “grupo” da mais perigosa facção criminosa deste país, comandada pelo investigado Luiz Inácio Lula da Silva, decide procurar apoio de sua conduta criminosa, no exterior. Como se lá, os tais de direitos humanos ostentassem  condições suficientes de resolverem problemas que não dizem respeito a soberania deles, mormente agora que estão sendo assaltados pelos malfadados terroristas travestidos de “emigrantes sem teto”.

Gente! O país está a deriva, graças a um governo incompetente que ao invés de proteger o povo com segurança efetiva, coloca em estado de perigo os honrados militares para  fazer proselitismo com as Olimpíadas, conspurcando a seriedade do esporte e dos esportistas estrangeiros e brasileiros, que entram na onda da falsa sustentabilidade dos que se aproveitam desse evento para entrar, também de “cabeça” com o objetivo de obterem lucros com a desgraça da Pátria. São os que fingem serem patriotas, mas que apoiam a corrupção.

PARA SAIR DESTA “CRISE” BASTA COPIAR A AÇÃO  RESTAURADORA DO PRESIDENTE DA ARGENTINA.

Temos que defender o Poder Judiciário, único que irá salvar a sociedade brasileira destes que se utilizam da comunicação para obterem o “lucro certo”. Deixem o Juiz Sergio Moro e outros dignos magistrados exercerem em paz seu trabalho digno.
  

Laercio Laurelli – Desembargador aposentado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo ( art. 59 do RITJESP) – Professor de Direito Penal e Processo Penal – Jurista – Articulista – Idealizador, diretor e apresentador do programa de T.V. “Direito e Justiça em Foco” - Patriota.

Brasileiros, escolham!


Ora, quando o 'rugido das ruas' entra pelas janelas da Câmara e do Senado, os políticos funcionam de um jeito; se as ruas se calam, de outro.

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Renato Sant'Ana

Para quem tem dúvidas quanto à validade das "manifestações", aqui vai um assunto da maior gravidade e a afirmação de como o cidadão comum, contribuinte, o simpático que fica vendo TV e falando mal dos políticos pode, sim, influenciar e evitar a derrocada.

Conforme matéria veiculada em ÉPOCA, está sendo elaborada uma proposta para a nova Lei Orgânica da Magistratura (Loman), que mesmo alguns magistrados (com elevado senso de dignidade e civismo) rejeitam, tais são os exageros: 17 salários por ano e uma pilha de adicionais, artifícios que legalizam flagrantes privilégios.

Joaquim Falcão, ex-conselheiro do CNJ e diretor da Faculdade de Direito da FGV, acusando excessos na lei em gestação, defende que os magistrados "precisam de prerrogativas - como independência - para exercer sua função, não de privilégios".

Já o juiz federal Saulo Bahia, membro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), defende o projeto, alegando que é uma uniformização dos benefícios já praticados em muitos Estados: não propõe remover os exageros existentes, mas a uniformização dos privilégios.

O presidente do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda (Sinprofaz), Heráclio Camargo, critica o projeto: "Não concordamos com penduricalhos que não sejam publicamente justificáveis. (...) Não é possível criarmos castas de privilegiados que se autoconcedem penduricalhos injustificáveis em um país tão injusto".

Veja-se para onde vai a coisa: se o tal projeto virar lei, os membros do Ministério Público vão pegar carona e "conquistar" seus privilégios. Mas para a presidente da Associação Nacional dos Membros do MP, Norma Cavalcanti, isso é bom: "É um sonho! Você imagina o ideal, busca o ideal para a carreira, devemos sempre buscar." Claro, o "ideal" é enriquecer...

MAS SERÁ POSSÍVEL TER ESPERANÇA? Para quem não está espiritualmente enfermo, sim! "Não creio que o Judiciário como um todo será favorável a um projeto dessa natureza. Sou otimista. Sobretudo confio nos juízes mais jovens", declarou Joaquim Falcão. Para ele, está nascendo uma nova geração de juízes, mais jovem e com maior presença de mulheres, o que fará a diferença e terá um impacto a médio-prazo.

QUE RESTA FAZER?

A tal lei é elaborada no STF. Depois, é mandada para o Congresso Nacional: senadores e deputados terão de aprová-la, na íntegra ou em parte; ou mesmo mandá-la às favas de algum modo, depende do clima. Ora, quando o "rugido das ruas" entra pelas janelas da Câmara e do Senado, os políticos funcionam de um jeito; se as ruas se calam, de outro.

Entenderam? Várias iniciativas antirrepublicanas vão morrer ou condenar o nosso futuro, dependendo da atitude de cada um de nós.

Se este 31 de julho tiver a pujança do 13 de março (quando vimos a maior manifestação cívica da história), ficará muito grande a pressão sobre o Congresso Nacional. Será um apoio àqueles parlamentares que ainda pensam no melhor para o Brasil. E ainda vai desencorajar algumas iniciativas mal intencionadas.

Ou seja, resta-nos escolher: ajudamos os bons, ou favorecemos os maus. Ou ficamos de bobeira no domingo, ou ajudamos a amplificar a voz que clama por dignidade no país!

P.S. Leia a matéria de Época em:

http://epoca.globo.com/tempo/noticia/2015/07/projeto-de-lei-preve-ate-17-salarios-e-aumenta-beneficios-juizes.html


Renato Sant'Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito.