quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Dilma sofre impeachment, mas Senado preserva seus direitos políticos. Temer assume e vai pra China


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

O jogo foi de cartas marcadas, com um evidente ás de copas nas mangas dos petistas. A tão aguardada resposta dos 81 senadores neste histórico 31 de agosto de 2016 foi o esperado impeachment de Dilma, por 61 votos a favor e 20 contra. Senadores também decidiram pela manutenção dos direitos políticos de Dilma por oito anos. A habilitação da função pública foi um prêmio de consolação para Dilma. A votação ficou abaixo dos dois terços: placar de 42 a 36, e três abstenções.

A jogada pode beneficiar Eduardo Cunha no julgamento de cassação de mandato marcado para segunda-feira, 12 de setembro, na Câmara dos Deputados. Renan Calheiros, presidente do Senado, votou pelo impeachment, mas pregou voto pela manutenção dos direitos de Dilma. Ficou claro que aconteceu um acordo prévio de bastidores para compensar Dilma pela perda da Presidência.

Houve queima de fogos de artifício em todo Brasil, para comemorar a queda da Presidanta. Certamente pt da vida, Dilma assistiu à previsível derrota pela televisão, no Palácio da Alvorada, acompanhada de Luiz Inácio Lula da Silva e alguns ex-ministros e assessores. Michel Temer toma posse às 16 horas em sessão do Congresso Nacional. Já deixou gravada a fala às 20 horas em cadeia nacional de rádio e televisão. Empossado, passou a Presidência, interinamente, a Rodrigo Maia, para viajar à China. Vai em busca de negócios e para participar da reunião do G-20, dias 4 e 5 de setembro. Temer volta correndo para a festa do Dia da Pátria, em 7 de setembro.

Eram necessários 54 votos para impedir Dilma - afastada desde maio da Presidência. Ela era pronunciada desde 9 de agosto pelo tribunal senatorial conduzido por Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal. Dilma era julgada desde 25 de agosto, após 18 questões de ordens e vários depoimentos, com ampla defesa proporcionada para a Presidenta (11 horas e 35 minutos respondendo a perguntas de 48 senadores). O caso Dilma teve 72 volumes em 24.700 páginas.

Até outro dia parceiro do PT, Michel Miguel Temer Lulia agora está efetivado na Presidência da República Federativa do Brasil. Vai durar no cargo se comprovar capacidade para tirar o País da mais brutal crise estrutural da história. Pacificar a política e melhorar a economia são missões nada fáceis para quem até ontem presidia o PMDB - partido entranhado no poder federal desde 1985 e com dirigentes sempre suspeitos de altíssima corrupção. A petelândia rodou. Quem mais vai se ferrar? Eis a questão que aguarda resposta para breve...

O julgamento final começou às 11h 15min. Ricardo Lewandowski fez um super resumo do processo. Em seguida, abriu para destaques dos senadores. Aí começaram as surpresas. O ex-presidente e senador Fernando Collor de Mello reclamou da falta de isonomia entre seu impedimento, em 1992, e o atual caso Dilma. Em seguida, malandramente, o PT apresentou um requerimento pedindo uma votação em separado para avaliação da possível perda de direitos políticos de Dilma. Lewandowski acatou a questão de ordem petista e jogou a decisão para a famosa "soberania do plenário".

Assim, a pergunta fatal do processo de impeachment acabou providencialmente modificada, em cima do laço da votação, para salvar os direitos políticos de Dilma, em futuro recurso judicial ao STF: "Cometeu a acusada, a senhora presidente da República, Dilma Vana Rousseff, os crimes de responsabilidade correspondentes à tomada de empréstimos junto à instituição financeira controlada pela União e à abertura de créditos sem autorização do Congresso Nacional, que lhe são imputados e deve ser condenada à perda do seu cargo?" Ficou para votação posterior a pendência: "ficando, em consequência, inabilitada para o exercício de qualquer função pública pelo prazo de oito anos?".

Agora "impichada", Dilma está longe do juizo final. Aqui e no exterior, sem foro privilegiado, ela deve responder judicialmente pelos prejuízos que sua desastrada gestão causou à Petrobras e Eletrobras. Também deve se tornar ré pela tentativa de obstrução judicial com a nomeação de Lula da Silva para a Casa Civil, a fim de devolver ao decadente chefão petista o foro privilegiado para escapar das garras da "República de Curitiba". Dilma vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal não para recuperar o mandato perdido, mas para tentar recuperar seus direitos políticos, alegando que não cometeu crime de responsabilidade. Tudo pode acontecer no País do rigor seletivo e da judicialização da politicagem.

A crise estrutural brasileira parece longe de ser resolvida por Temer. No entanto, ele tem a oportunidade histórica de provar que não é um idiota ou apenas mais um boneco corrupto na presidência de uma rica colônia de exploração comandada de fora para dentro por poderes globalitários. Temer tem a caneta para, no mínimo, lançar o debate sobre as mudanças necessárias. Sabe que não tem margem para erros primários. Sua popularidade é frágil. O eleitorado é volátil. O mercado é desconfiado e inconfiável. Se Temer errar, dança depressa. Melhor não falhar...

A petelândia vem com tudo para vender a tese do plebiscito sobre eleições gerais. A esquerda e os petistas continuam mais vivos que nunca. O Brasil tem todas as pré-condições para uma confusão revolucionária. O gramscismo puro e sua corruptela, o marxismo cultural, fizeram um enorme estrago na cabeça dos brasileiros. A idiotização, principalmente das tais "zelites", são um entrave ao desenvolvimento do País.

Em meio a um regramento excessivo, nossa democracia tem a consistência de uma gelatina no calor do inferno político. As instituições foram e continuam rompidas pela ação do crime organizado. Os três poderes batem cabeça, na guerra de todos contra todos. A judicialização da política é um perigoso atalho para o autoritarismo - permamente ameaça no Brasil.

A maior fragilidade do País é que não enfrentamos a crise estrutural com um amplo e livre debate sobre o que tem de mudar, definindo prazos, condições objetivas e responsáveis pelas missões. Se Temer quiser sobreviver, e entrar para a História como um Estadista e não como mais um mero medíocre, ele tem o dever de liderar o debate estratégico. Fracassará se ficar preso às meras intenções capimunistas da cúpula corrupta de seu partido e de outras agremiações aliadas por oportunismo.

Michel Temer ainda depende de si mesmo para mudar o Brasil. Por isso, deve ser cobrado insistentemente. O agora governo definitivo (?) precisa de oposição responsável e propositiva. Os segmentos esclarecidos da sociedade brasileira não podem dar trégua.

A pressão da sociedade tirou o PT do poder após 13 anos. No entanto, os petistas aparelharam o Estado e inseminaram as bases para o longo projeto de poder sob conceitos equivocados e ideologicamente criminosos.

Ainda falta muito para a limpeza. Temer pode varrer o lixo para a casa do vizinho ou assumir a nobre função de presidir a companhia de limpeza, mesmo que não seja o "lixeiro" mais qualificado do Brasil ou do mundo.

Cumpra seu dever, Michel Temer. E torça para que a petelândia ou a grande incógnita Eduardo Cunha não atrapalhem seus planos. Que temer presida o Brasil - e não seja mais um déspota esclarecido no Palácio do Planalto.

Temer, sua vida na Presidência pode ser bela como a Marcela. Aproveite o embalo olímpico de vitórias e faça as coisas certas. Cuidado, porque o PT quer te dar "Medalha de Chumbo". Tudo vai depender mais de você que de outros fatores internos e externos.

Descentralize e cobre resultados administrativos dos subordinados. Leve em nas críticas, por piores que sejam. Fuja dos puxa-sacos. Aja com transparência. Promova o diálogo. Exercite a tolerância. E, mais importante estrategicamente, contenha a vaidade. Todo isto só depende de você...

Releia: Dilma impichada aposta em futuro perdão Supremo

Reveja, também: Carta Aberta a Eduardo Cunha


A Banda virou Bunda


Paródia que circula da famosa canção "A Banda", do ilustre petista Chico Buarque:

Estava à toa na vida
E o PT me chamou
Pra ver a Dilma mentir
Contando coisas de horror

A presidenta fingida
mentiu sem nenhum pudor
E eu com cara de bunda
Assistindo aquele pavor

O Odebrecht que dava dinheiro parou
O empreiteiro que levava vantagem parou
A namorada que viajava com o Lula
Parou para ouvir e pedir passagem

A economia na mão dela ruiu
A Pasadena que foi comprada faliu
E a petezada toda se assanhou
Pra levar patrocínio e propina
Cantando coisas de amor

Estava à toa na vida
O Lula então me chamou
Pra ver a Dilma mentir
Contando coisas de horror

A minha gente sofrida
Despediu-se da dor
E eu com cara de bunda
Ouvindo aquele estupor

O Sergio Moro descobriu a roubalheira e julgou
Perdemos a Petrobrás e o patrocínio dançou
A Jandira debruçou na janela
Pensando que a banda tocava pra ela

A multidão se espalhou na avenida e pediu
A presidenta que vivia escondida surgiu
Minha cidade toda se enfeitou
Pra ver o fim da Dilma e sua turma de horror

Mas para meu desencanto
O que era doce acabou
Tudo tomou seu lugar
Depois que a Dilma passou

E cada qual no seu canto
Em cada canto uma dor
Depois da Dilma passar
Fazendo coisas de horror
Depois da Dilma passar
Fazendo coisas de horror.


Collor se vingou...




Recado no zap-zap da Dilma


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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 31 de Agosto de 2016.

Dilma sofre impeachment


2a Edição Extra do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

O jogo foi mesmo de cartas marcadas, com tentiva de ás nas mangas apresentado pelo PT. A tão aguardada resposta dos 81 senadores neste histórico 31 de agosto de 2016 foi o esperado impeachment de Dilma, por 61 votos a favor e 20 contra, na votação ocorrida às 13h 33min. Dilma assistiu à previsível derrota pela televisão, no Palácio da Alvorada, acompanhada de Luiz Inácio Lula da Silva e alguns ex-ministros e assessores. Agora, o Senado decidirá se Dilma perde ou não os direitos políticos. Será que teremos surpresas desagradáveis? E a manobra que pode ter beneficiado Dilma agora vai também valer para o julgamento do mandato de Eduardo Cunha, no próximo dia 12 de setembro?

Daqui a pouco, a analise final do impeachment.

Dilma já era! Só falta votar... PT arma golpe


Edição Extra do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

O jogo é de cartas marcadas. Pelo menos 55 dos 81 senadores, em diferentes enquetes, acabam de revelar que votarão a favor do impeachment de Dilma. Como são necessários 54 votos para impedir Dilma - afastada desde maio da Presidência, a parada está decidida. Só falta o Senado acabar com a esperada embromação e botar um ponto final na votação.

Ainda paira a dúvida sobre uma manobra de última hora lançada pelo PT para a votação em separado do pedido de impedimento e da perda dos direitos políticos de Dilma por oito anos. A jogada abre caminho para um futuro recurso de Dilma ao Supremo Tribunal Federal, na tentativa de recuperar a capacidade de eleger e ser eleita. O "golpe" está armado para preservar Dilma.

Normal seria que as penas de impeachment e de inabilitação para o exercício de funções públicas fossem julgadas conjuntamente. Fatiar a decisão pode produzir o golpe esdrúxulo de cassar Dilma, porém permitindo que ela continue com plenos direitos políticos, contrariando a Constituição e a Lei da Ficha Limpa.

Daqui a pouco, segunda edição com o resultado final

Dilma impichada aposta em futuro perdão Supremo


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

O juizo final de Dilma Rousseff deveria ir além do mero impeachment, se o Brasil não fosse o País da impunidade com rigor seletivo. Ela será condenada neste 31 de agosto de 2016 pelas "pedaladas fiscais" - que outros já deram, mas só ela, uma ciclista militante, foi derrubada. Isto é pouco. Dilma é uma ré em potencial. Ainda terá de responder por aquela tentativa de obstrução judicial com a nomeação de Lula da Silva para a Casa Civil, a fim de devolver ao ministro o foro privilegiado para escapar das garras da "República de Curitiba". Aqui e no exterior, Dilma deve responder judicialmente pelos prejuízos que sua desastrada gestão causou à Petrobras e Eletrobras.

É previsível que Dilma Rousseff, com foro privilegiado perdido, tomará a decisão de recorrer ao Supremo Tribunal Federal contra seu impedimento. Aparentemente, o recurso poderia parecer inútil, mas nunca é no Brasil do jeitinho. A defesa de Dilma pode não reverter completamente a condenação (política) do impeachment. No entanto, aposta-se que possa reverter, de algum jeito, a perda de seus direitos políticos por oito anos. A intenção de Dilma ficou clara na tática de defesa no Senado. Na Petelândia, aposta-se que a maioria do STF rejeite a tese de que ela cometeu crime de responsabilidade. Por força de pressão de poder político, a Presidência não lhe seria devolvida. No entanto, Dilma poderia ganhar uma espécie de "anistia", para seguir na vida pública, em vez do mero exílio em Porto Alegre ou Cuba - paraísos simbólicos das esquerdas inconsequentes.  

Neste histórico 31 de agosto, o Brasil assistirá a um impeachment e a duas posses Presidenciais: a efetiva de Michel Temer e uma interina do filho de Cesar Maia, o jovem Rodrigo Maia. O supremo magistrado Ricardo Lewandowski, presidente do STF e do tribunal senatorial contra Dilma-ré, marcou para às 11 horas da manhã a leitura do resumo final do processo. Em seguida, começa a esperada votação final. Só tem almoço depois que a votação acabar. Dos 81 senadores, sete ainda têm a cara de pau e a sem-vergonhice de não antecipar o voto. Dilma tem 21 senadores em sua tropa de choque - conhecida por "Jardim de Infância", pela arrogância juvenil de seus pares. Garantidos para derrubá-la declaram-se 53 senadores. Falta pelo menos um, pois o mínimo para o impeachment é 54. Entre os sete "indecisos" - que negociam vantagens para além do juízo-final -, estão alguns algozes de Dilma.

A Presidanta vai para o saco logo mais. O Palácio do Planalto tem a maior pressa de que os senadores não embromem a decisão, porque Michel Temer tem pressa de viajar para a reunião do G-20, na China, já como Presidente efetivo. O "Presidento interino" tem tudo para ser prejudicado por inúteis manobras dos infantes da Dilma. Os 21 prometem demorar na votação, com longos discursos. O avião presidencial tem programação de decolagem para as 15 horas. Temer deseja tomar posse, na Câmara dos Deputados, por volta de 13 horas, horário otimista para o fim do sepultamento de Dilma no Senado. A correria vai ser aloprada no Congresso Nacional...

A Petelândia tem algumas prioridades imediatas após a queda de Dilma. A primeira é recorrer da decisão no STF, enquanto se insiste na divulgação transnacional da tese de "golpe parlamentar" em tempos de (suposta) democracia no Brasil. A segunda urgência é fazer de tudo, nos bastidores do judiciário, para impedir que Luiz Inácio Lula da Silva seja submetido à desmoralização de uma prisão provisória ou temporária, antes de uma previsível condenação imposta pelo pelo juiz Sérgio Moro. A terceira medida apressada é incendiar a militância para forçar a pressão pela cassação do mandato do inimigo Eduardo Cunha - estranhamente agendada para 12 de setembro, uma segunda-feira, em pleno calor da campanha eleitoral municipal, onde a previsão de quórum é baixíssima. A petelândia alopra (e pode se beneficiar politicamente) se Cunha for "milagrosamente" salvo por seus deputados aliados...    

Independemente da decisão contra ou a favor do aliado Cunha, o quase-efetivo Michel Temer tem missões espinhosas pela frente, assim que retornar do beija-mão aos poderosos do mundo globalitário, certamente depois de fechar grandes negócios que interessam à oligarquia financeira transnacional controladora do Brasil. Temer terá de administrar a instabilidade política que a petelândia vai aprofundar, ainda mais se a esquerda obtiver previsíveis vitórias na eleição municipal. Enquanto Temer projete "pacificação política", a petelândia segue na guerra, apostando na pregação por um plesbiscito para eleições gerais. O maior e óbvio desafio de Temer, no entanto, é conter a crise econômica - que tem causas estruturais, e não meramente conjunturais. O tal "deus mercado", que agora finge dar crédito a Temer, pode lhe virar a cara se os resultados não vierem na velocidade desejada pelos rentistas. Ou seja, lucros para ontem...

Haja paciência... Lewandowski pagou ontem todos os pecados que porventura tivesse ouvindo 63 senadores falarem sem parar por mais de 16 horas. Tanto papo furado serviu para demonstrar que a classe política continua a mesma, desqualificada, corrupta e cara de pau. As brigas e lágrimas de ontem, no Senado, foram mais um espetáculo dantesco de um Brasil sem segurança do Direito, e que precisa ser passado a limpo por mudanças estruturais que a sociedade tem o dever de debater exaustivamente.

"In dubio pro societas", a ré Dilma será cassada. O famoso "in dubio pro ré" não valeu para Dilma. Vamos aguardar o resultado final do placar contra a "Coração Valente" - que promete lutar além do próprio fim. Esta é a ansiedade política de hoje. As confusões que vêm depois ficam para os futuros textos.    

Defesa elogiada


Vingança programada


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OBS) Valores até R$ 9.999,00 não precisam identificar quem faz o depósito; R$ 10 mil ou mais, sim.

III) Depósito no sistema PagSeguro, da UOL, utilizando-se diferentes formas (débito automático ou cartão de crédito).

IV) Depósito no sistema PayPal, para doações feitas no Brasil ou no exterior.

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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 31 de Agosto de 2016.

O País que se lixe


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Espichando ao máximo a novela do empiche, cada um se autopromove.

O país que se lixe.

A defunta já está fedendo e não se consuma o enterro.

É traição senhores e não simples erro.

Talvez quando se puder ler esta nota o cenário tenha mudado.

Vivemos a república do caleidoscópio. O que era vermelho no segundo anterior, agora pode ser verde-amarelo.

Em ano de eleição, quem quer se associar à cor da corrupção?

No passado se dizia “encarnado”.

Vermelho vem de vermillus. Pequeno verme que exprimido, tinha a cor de bandido moderno. Ninguém escapa; todos vão pro inferno.

A televisão conseguiu a proeza de enfurecer a população.

As redes sociais, indigitaram os verdadeiros animais.

Não adianta censura pra estancar um mal que ninguém mais cura.

Só falta desmascarar a lisura das urnas.

Antes estavam na mão de Totó folião. Joguete de ocasião.

Evitam tocar nesse assunto, os candidatos a virar presunto.

Os deuses e semideuses, podem começar a dar seus Adeuses!

A fúria do homem de bem, tarda; não se detém.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

O Senado tem moral para condenar Dilma?


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Mtnos Calil

O Senado tem moral para condenar Dilma? É claro que não tem. Isso é um óbvio ululante. Algumas horas depois que a senadora Gleisi Hoffmann, do PT do Paraná, declarou que o Senado não tem moral para julgar Dilma, ela mesma se corrigiu acrescentando que a ela também faltava essa moral, já que estava sendo processada por suspeita de corrupção, como outros senadores:


Ocorre que as leis desconhecem esse conceito de “autoridade moral”.
Ninguém neste mundo precisa ter autoridade moral para julgar e condenar outras pessoas. Nem os juízes de direito! Alguns deles adoram aparecer ornados narcisicamente com suas togas, como declarou Eliana Calmon em sua inesquecível entrevista concedida à Revista Veja, na qual ela batizou o narcisismo dos juizes com o apropriado termo “juizite”. Olha só... (é assim que falam hoje os jornalistas de TV... olha só...):

Nós, magistrados, temos tendência a ficar prepotentes e vaidosos. Isso faz com que o juiz se ache um super-homem decidindo a vida alheia. Nossa roupa tem renda, botão, cinturão, fivela, uma mangona, uma camisa por dentro com gola de ponta virada. Não pode. Essas togas, essas vestes talares, essa prática de entrar em fila indiana, tudo isso faz com que a gente fique cada vez mais inflado. Precisamos ter cuidado para ter práticas de humildade dentro do Judiciário. É preciso acabar com essa doença que é a “juizite”.-  Revista Veja, 15/08/2011

Ocorre que o nosso Senado também não  tem autoridade moral para defender a D. Dilma. Se o Senado a absolvesse, a moral do Senado teria mudado?

É claro que não!

Há algo, no entanto, que pelo menos serve de consolo para os brasileiros:  a corrupção é universal.

Por exemplo, o candidato  TRUMP à Presidência dos Estados Unidos, que alguns psicanalistas consideram maluco, acusou a Fundação Clinton de ser “the most corrupt enterprise in political history” – o empreendimento mais corrupto da história da política. Mas ao fazer essa declaração Trump se esqueceu que sua fundação havia feito uma doação de pelo menos 100 mil dólares para a “Clint Foundation”, informa o New York Times:

Esse “trump” (pronuncia=se TRAMP), um autêntico “tramposo”, que na língua portuguesa significa “trapaceiro, velhaco”, foi escolhido como candidato à Presidência dos Estados Unidos, por um dos dois grandes partidos americanos – o chamado “Republicano”. (republicano, perno no mucho).  Essa escolha está simplesmente desmoralizando este partido, o que implica, a desmoralização da própria democracia americana. Que democracia é essa que pode ter como Presidente um camarada que o ex-prefeito de Nova York, que governou esta cidade durante 12 anos  desqualificou nestes termos:

·         “Ao longo de sua carreira, Trump deixou para trás um rastro bem documentado de falências, milhares de ações judiciais, acionistas furiosos, fornecedores que se sentiram enganados e clientes que se sentiram roubados”

·         “Trump diz que quer dirigir a nação como está a gerir os seus negócios? Deus nos ajude"

·          Trump é um vigarista e um demagogo perigoso

Isso não significa porém que Hillary Clinton seja uma pessoa qualificada para governar a “América”. A dupla Hillary-Trump tem o mesmo padrão de incompetência, mediocridade e imoralidade da dupla Temer-Dilma.
Brasil e Estados Unidos constituem hoje uma magnifica amostra do processo de terrível decadência que está assolando a dita (e falsa) democracia vigente no mundo.

O sistema político está se esmigalhando de norte a sul, de leste a oeste do Planeta Terra.

Devemos pedir ajuda a Deus? Podemos pedir, mas não vai adiantar. Deus decidiu que não vai intervir na Terra nem para salvar as crianças que estão sendo massacradas na Siria e em outras plagas demoniácas. Porque ele tomou essa decisão de não intervir? Ninguém sabe, mas alguns atribuem essa crueldade divina ao fato de Deus ter concedido aos humanoides o livre-arbítrio. Será que ao fazer isso Ele não depositou uma confiança excessiva nos humanoides? E se ele é Todo Poderoso como dizem seus seguidores, porque ele permite, com seu imenso poder, que crianças sejam massacradas, e isso sem falar nas que estão morrendo de fome na África, por exemplo.


Mtnos Calil, Psicanalista, é coordenador do Grupo Mãos Limpas Brasil. Em campanha permanente contra todas as formas de engano e de auto-engano.

Recordando um poema de Charles Chaplin


Poema no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

Recordando um Poema escrito por Charlie Chaplin, no seu 70º aniversário, em 16 de abril de 1959:

Quando comecei a amar-me
Eu entendi que em qualquer momento da vida, estou sempre
no lugar certo na hora certa.
Compreendi que tudo o que acontece está correto.
Desde então, eu fiquei mais calmo.
Hoje eu sei que isso se chama CONFIANÇA.

Quando eu comecei a amar-me, entendi o quanto isso pode ofender alguém

Quando eu tentei impor minha vontade sobre esta pessoa,
Mesmo sabendo que não era o momento certo e a pessoa não estava preparada para isso,
E que, muitas vezes, essa pessoa era eu mesmo.
Hoje, sei que isto significa DESAPEGO.

Quando comecei a amar-me
Eu pude compreender que dor emocional e tristeza
são apenas avisos para que eu não viva contra minha própria verdade.
Hoje, sei que a isso se dá o nome de AUTENTICIDADE.

Quando comecei a amar-me
Eu parei de ansiar por outra vida
e percebi que tudo ao meu redor é um convite ao crescimento.
Hoje eu sei que isso se chama MATURIDADE.

Quando comecei a amar-me
Parei de privar-me do meu tempo livre
e parei de traçar magníficos projetos para o futuro.
Hoje faço apenas o que é diversão e alegria para mim,
o que eu amo e o que deixa meu coração contente,
do meu jeito e no meu tempo.
Hoje eu sei que isso se chama HONESTIDADE.

Tratei de fugir de tudo o que não é saudável para mim,
de alimentos, coisas, pessoas, situações
e de tudo que me puxava para baixo e para longe de mim mesmo.
No início, pensava ser "egoísmo saudável",
Mas hoje eu sei que trata-se de AMOR PRÓPRIO.

Quando comecei a amar-me
Parei de querer  ter sempre razão
Dessa forma, cometi menos enganos.
Hoje eu reconheço que isso se chama HUMILDADE.

Quando comecei a amar-me
Recusei-me a viver no passado
e preocupar-me com meu futuro.
Agora eu vivo somente este momento onde tudo acontece.
É assim que eu vivo todos os dias e isto se chama CONSCIÊNCIA.

Quando comecei a amar-me
Reconheci, que meus pensamentos
podem fazer-me infeliz e doente.
Quando eu precisei da minha força interior,
minha mente encontrou um importante parceiro.
Hoje eu chamo esta conexão de SABEDORIA DO CORAÇÃO.

Não preciso mais temer discussões,
conflitos e problemas comigo mesmo e com os outros,
pois até as estrelas às vezes chocam-se umas contra as outras
e criam novos mundos.
Hoje eu sei que isto é VIDA! 
  

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Petelândia aterroriza São Paulo contra o impeachment


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Não se conserta um desastre quando a dimensão da tragédia já se consumou - sobretudo no imaginário popular. Eis a lição que a teimosia e a falta de visão estratégica de Dilma Rousseff não permitirão que ela tire deste momento presente na História. O impeachment tornou-se inevitável porque a expectativa de poder migrou da Dilma afastada para o Michel Temer interino - mesmo que ele ainda soe como uma opção temerária e ainda não confiável para resolver graves problemas econômicos.

Dilma Rousseff não teria caído se tivesse governado com a qualidade, segurança, equilíbrio e eficiência com que atuou no histórico depoimento de 29 de agosto de 2016 ao Senado. Dilma foi melhor que o esperado em sua defesa contra o impeachment impossível de reverter. Ela perderá, definitivamente, a Presidência. Deve ganhar vários processos judiciais quando perder o foro privilegiado. Como prêmio de consolação no julgamento, Dilma bem que merecia um Oscar (Melhor atriz, combinado com Efeitos Especiais). Dilma precisará da mesma resistência de ontem para suportar as broncas que logo virão contra ela - muito piores e mais graves que as pedaladinhas fiscais do impedimento.

Foi um belíssimo "Embromation Day"... Durante 15 horas, Dilma Rousseff repetiu um "mantra" que dificilmente será seguido pelos senadores pré-programados para condená-la. Dilma insistiu na tese o tempo todo: "Não se pode tirar do poder uma Presidente(a) eleita pelo voto direto sem a comprovação de um crime de responsabilidade". Apesar do esforço retórico da bem preparada defesa, e do trabalho agerruido da tropa de choque do jardim de infância, o impeachment passará. Não adianta chorar. A expectativa de poder - sobretudo o econômico que influencia o político - favorece, no momento, Michel Temer. Depois, o jogo pode mudar... A dúvida persiste: até quando os peemedebostas vão sobreviver à crise estrutural do Estado Capimunista brasileiro?

Pouco ou nada importou o que Dilma Rousseff disse em seu discurso ou em suas respostas aos senadores que julgam seu impeachment. Dilma, afastada da Presidência da República, já era im cadáver politicamente insepulto! Inegavelmente, a Presidanta foi vítima do golpismo. Ela só não teve sinceridade nem honestidade intelectual para fazer a autocrítica de que o golpe foi dado por ela mesma contra si mesma. Dilma não caiu: derrubou-se! Claro que os corruptos do PT, PMDB e demais comparsas ajudaram... No entanto, a culpa de perder o poder é principalmente da arrogância dela.

Dilma não sobreviveu a si mesma, nem ao tsunami de corrupção que atingiu o PT e que ganhou amplitude midiática e popular graças aos movimentos de rua que foram habilmente instrumentalizados pela oposição ao regime nazicomunopetralha. A petelândia, que sempre se arvorou de ter a hegemonia das massas, perdeu a batalha comunicativa e política. A Lava Jato foi fatal. Lula acabou condenado previamente, passando de falso herói a grande vilão do Brasil. O desastre dele e do PT arrasou com a Dilma. O fracasso econômico completou o serviço.

O juízo final de Dilma recomeça às 10 horas no Senado. A previsão é que os trabalhos desta terça-feira avancem pela quarta-feira. De madrugada, a decisão fatal contra Dilma será tomada. O mínimo de 54 votos para detonar Dilma já está garantido. Assim que o Senado tirar o segundo mandato de Dilma, o sucessor Michel Temer assume imediatamente a Presidência da República.

O curioso e irônico é que, neste dia 31, como Temer já tem viagem programada para a reunião do G-20 na China, teremos outro Presidente interino: Rodrigo Maia - o sucessor do Eduardo Cunha que foi fundamental para degolar a Dilma. O Brasil deveria acabar com essa palhaçada de dupla-presidência nas viagens presidenciais ao exterior.

Mais palhaçada? Em São Paulo, a petelândia começa o dia bloqueando, com pneus queimados, todas as pistas das Marginais Tietê e Pinheiros. Ações básicas de terrorismo urbano conseguem parar a maior cidade do País no protesto contra o impeachment. Tudo feito de maneira profissional por militantes fanáticos. A Polícia, que estava de prontidão, foi lenta demais em reprimir os terroristas urbanos. Militantes do MTST botaram um caminhão de bombeiro para correr.

A baderna que não ocorreu no governo provisório de Temer tem tudo para se fortalecer a partir de agora, quando ele assume definitivamente. O terror vai se ampliar... Toda véspera de eleição é assim... Mas, agora, a queda de Dilma e a inevitável posse de Temer facilitam a radicalização do momento.

A esquerda segue em hegemonia no Brasil. Caso consiga se reinventar, o petismo que agora em desgraça tem tudo para retomar o poder, futuramente.

Fashion


Embromation Day


Insuportáveis


Preço da traição


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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Agosto de 2016.

Ratatatatatatanta!


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Não, amáveis leitores. Não se trata de uma metralhadora.

Rajadas de asneiras de Anta.

Amanhã não será mais amanhAnta!

DesAntificados e desinfetados, os covis dos tarados.

Rasgaremos a página.

O tempo ruge!

Dona Onça, deitada em berço esplêndido, virará pro lado e continuará no sono dos justos. Nosotros (pobres mortais) continuaremos levando sustos.

Já fui chamado de tudo: prefiro calar; ficar mudo.

Mas por afinidade com cão, tenho olfato muito apurado pra maldade.

Sinto ou pressinto cheiro de carniça.

Mais sofrerá quem mais cobiça.

Já estamos fartos de cobras e lagartos.

No caso de gente mixa, também de lagartixa.

Muito me dirão: “Sois mau profeta!”

Mas conheço o limite e não dobro a meta.

Vícios de linguagem e de outros tipos, surgirão de popótamos hipos!

EsperneAnta, ninguém mais aguAnta!


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

"Nós fomos chamados de idiotas"


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Renato Sant'Ana

Faz alguns dias, Toquinho - músico notável que nunca emprestou sua "celebridade" a nenhum partido político - deu uma entrevista à Rádio Gaúcha. E, respondendo a uma pergunta, assim falou dos governos petistas (Lula e Dilma): "Nós fomos chamados de idiotas, estes anos todos, com tantas mentiras, tantas jogadas políticas (...). É uma coisa muito ruim a gente ser enganado (...)"

Corrijo o tempo do verbo: a turma do PT segue chamando os brasileiros de idiotas! Poderia eu dar muitos exemplos, mas vou indicar apenas um.

A senhora Dilma Rousseff, com a mais desajeitada malandragem, desde que se viu na iminência de sofrer o impeachment, vem insistindo em defender a realização de um PLEBISCITO para, segundo ela, o povo manifestar-se sobre a realização de eleições gerais antecipadas. Ah, é?

Em 2005, o governo petista engendrou um referendo para o povo opinar sobre a proibição do comércio de armas (já incluída na lei, mas pendente da aceitação popular). O recado das urnas foi claro: "Não aceitamos desarmar quem vive na legalidade, enquanto bandidos seguem armados."

Sim, os brasileiros votaram contra o "desarmamento", contrariando o projeto petista de poder (baseado este na doutrina de Antonio Gramsci). E o que fez o governo lulo-petista? Ora, deu uma banana para o povo! passou por cima da tão decantada "soberania popular" e manteve o que ele havia metido no Estatuto do Desarmamento - por ele impingido ao povo em 2003.

Para o PT, a "vontade popular" só é válida quando está de acordo com o projeto de poder do partido. Só quando o povo aceita ser tangido como rebanho inconsciente. Do contrário, é simplesmente ignorada, desdenhada e atropelada.

Embora sejam incontáveis os exemplos de mentiras, fraudes, traições e toda sorte de vilania praticada por essa gente, uns quantos brasileiros seguem acreditando que o PT é capaz de cumprir acordos e de honrar palavra empenhada. Apesar de todas as evidências, acreditam em Dilma Rousseff e na falácia do plebiscito (que, sim, é a tentativa de golpe da
Dilma).

Lamentável. Dilma e seu círculo de apoiadores tratam os brasileiros como idiotas. Mas tem uma coisa: aceitar ou não a condição de idiota é a escolha pessoal de cada um!


Renato Sant'Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito.