segunda-feira, 31 de outubro de 2016

A arte de inventar um golpe que não houve


2ª Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

O Alerta Total segue no mergulho sobre um escândalo econômico que, até agora, só recebeu abordagens unilaterais na amestrada mídia tupiniquim. Em mais um capítulo do Caso Laep, a intenção é chamar a atenção para um fenômeno recorrente no Brasil do rigor seletivo: a arte de inventar golpes que não houve, iludindo com números inflados, com o objetivo de assassinar reputações e matar negócios fundamentais para o País.

Afinal, quais são as polêmicas acusações contra a Laep e o empresário Marcus Elias? Divulgadas de maneira genérica, difusa e confusa, é preciso alguma consulta nos inquéritos para entender que as acusações contra a Laep e seus ex-administradores decorrem basicamente dos aumentos de capital que a empresa realizou, para emissões de novas ações resultantes de conversões de dívida a capital.

A primeira dúvida que surge, portanto, é se as emissões de ações obedeceram a regulamentação específica, e logo se vê que foram devidamente autorizadas pelas Assembléias de acionistas, e atenderam todos os preceitos legais. E que foram devidamente publicizadas como decorrentes de um programa de conversão de dívida a capital que era público, isonômico e devidamente comunicado à CVM e ao mercado.

Mas se cumpriram todas as exigências legais, como então as emissões puderam virar objeto de acusações que se tornaram processos legais? Ocorre que um grupinho reduzido, mas muito influente e poderoso de investidores da Laep apresentou enorme quantidade de denúncias perante diversos Órgãos Públicos, especialmente à CVM.

Acusaram, sem provas, terem sido admitidas à conversão dívidas e credores inexistentes, empresas de fantasmas ligadas aos administradores, o que seria uma fraude de desvio de dinheiro.

Antes mesmo de investigar a procedência de tais denúncias, a Procuradoria Federal Especializada lotada na CVM (PFE-CVM) ingressou com uma Ação Civil Pública na Justiça Federal, bloqueando todos os bens da Laep e de seu controlador, Marcus Elias.

Após obter o bloqueio judicial dos bens, a CVM instaurou um Inquérito Administrativo para investigar as conversões de dívida, e assim então fazer prova da fraude e dos desvios, que antes mesmo de qualquer investigação, foram pré-julgadamente considerados existentes.

A CVM intimou todas as empresas que converteram dívida recebendo ações da Laep, para que comprovassem com documentos como notas fiscais, contratos, etc, as dívidas convertidas.

As investigações, que por lei deveriam durar 90 dias, demoraram quase quatro anos e a conclusão foi a de que não houve fraude. Não houve desvios.  Todas as dívidas eram legítimas e nenhuma das empresas que receberam ações em pagamento de dívidas tinham qualquer ligação com os administradores da Laep, ou seu controlador.

Constatado o equivoco, após quase quatro anos, a CVM reconheceu em juízo nunca ter tido provas das acusações de fraude e desvio que lançou, sem prévia verificação, tomadas integralmente do grupinho acusador. Fez mais: teve que formalmente desistir da acusação em face dos acusados antes chamados de artífices e testas de ferro do desvio, que afinal nunca existiu. 

Para obter o bloqueio dos bens, a PFE-CVM afirmou em juízo, replicando como suas as falsas acusações do grupinho, que a Laep tinha dado um golpe de 1 bilhão no mercado de capitais. E explicou a conta: a Laep captou no IPO de 2007 cerca de R$ 500 milhões, e emitiu cerca de R$ 600 milhões em novas ações para seu programa de conversão de dívida a capital e operações de capitalização com os fundos Gem e Yorkvile.

Em outras palavras, a acusação é de que todas as transações que levaram a re-estruturação do Balanço da Parmalat e demais subsidiárias da Laep, foram um golpe. Ignoraram completamente a liquidação de passivos e prejuízos majoritariamente herdados dos Planos de Recuperação Judiciais das empresas investidas. Somente a Parmalat tinha dívidas de mais de R$ 2 bilhões perante a mais de 10 mil credores quando adquirida em leilão judicial pela Laep.

Acusar como golpe o montante total que a empresa captou e as dívidas convertidas é o equivalente a dizer que não havia Plano de Recuperação Judicial, não havia  credores nem dívidas, não havia prejuízos, não havia operação industrial, não havia leite, fábricas, lojas, nada. A duvidosa versão, no entanto, ganhou dimensão criminosamente midiática.

Curioso notar que mesmo dispondo de todas as ferramentas necessárias, além dos balanços auditados e de acesso irrestrito à contabilidade da Laep e de suas subsidiárias, a PFE-CVM preferiu deixar todo esse arsenal de lado e se fiar nas fantásticas versões do grupinho. Estranho é que a Laep e suas coligadas, como empresas em Recuperação Judicial, são rigorosamente acompanhadas pela Vara de Recuperação, pelo Administrador Judicial, e pelo MPE. As informações verídicas foram ignoradas pelos algozes da companhia.

Mais curioso ainda é a incrível maneira de como a acusação de golpe passou de R$ 1 bilhão para R$ 5 bilhões. Certamente, a manobra midiática mentirosa deveria ser uma tentativa de poder disputar flashes com a roubalheira de R$ 6 bilhões da Petrobras. 

A multiplicação se deu da seguinte maneira: o grupinho apresentou ao MPF, em nome de sua associação de fachada, a Abrimec, a mesma acusação legitimada (antes da confissão do erro) pela PFE-CVM, só que inflando a cifra de R$ 1 bilhão para R$ 5 bilhões.

Não se preocupe se você não entendeu a metafísica da “matemágica” de fazer um bilhão virar cinco bilhões.  Como você, ninguém até agora foi capaz de entender, mas isso é o que menos importa. O que os autores desejam é fixar a percepção que houve um grande golpe.

Esse número escatológico vem sendo vazado e continuará sendo repetido porque, conforme ensina a prática nazista, a mentira repetida se torna verdade. Contabilidade, matemática, economia, leis, enfim, qualquer ciência que desmistifique o espetáculo e conduza à verdade não foi, não pode e tudo será feito para jamais ser aplicada neste caso Laep.

A quem realmente interessa a destruição e desmoralização dos empreendimentos tocados pela Laep?

A resposta revelará como funciona o submundo dos negócios em um Brasil sem segurança para o desenvolvimento econômico.

Releia a primeira edição desta segunda-feira: O velho FBI e a Puliça Legislativa do Senado


Dia das Bruxas


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A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 31 de Outubro de 2016.

O velho FBI e a Puliça Legislativa do Senado


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

A História costuma ser sábia em fornecer exemplos de acertos e erros que deveriam servir de aprendizado para futuras gerações. O Brasil que precisa ser passado a limpo, por um amplo processo de Aprimoramento Institucional, tem muito a aprender com os Estados Unidos da América. Sobretudo no que diz respeito à “Inteligência”, e seu uso legítimo e não fora-da-lei..

De março de 1935 – quando foi transformado em agência federal de inteligência – até 2 de maio de 1972, o FBI (Federal Bureau of Investigation) teve um único comandante, o poderoso John Edgar Hoover. Durante décadas, Hoover, o primeiro Diretor do FBI, exerceu o cargo de comandante supremo da agência de inteligência com plenos poderes, só deixando de ser Diretor por um motivo de força maior, o seu falecimento.

Tanto Republicanos como Democratas, oito presidentes dos Estados Unidos contaram com seus serviços (ou tiveram que engulí-lo, segundo as más linguas) à frente da temível organização policial, que sempre teve à sua disposição os mais sofisticados métodos de investigação e um arquivo capaz de destruir qualquer potencial adversário.

Para que fosse possível investigar certas pessoas “especiais”, que ele via como ameaça ao sistema, Hoover criou, no âmbito do FBI, um programa clandestino denominado COINTELPRO, que permaneceu secreto até 1971. Depois de profundas investigações, em 1975, as atividades de citado programa foram consideradas ilegais.

Os historiadores contam que o grande poder de Hoover vinha de sua capacidade de intimidação e de sabotagem, decorrente do absoluto domínio de informações sigilosas. Dizem que o próprio pastor Martin Luther King teve que desistir de se candidatar a presidente dos EUA depois que Hoover ameaçou divulgar um dossiê a seu respeito, baseado em escutas clandestinas.

Mas, o que torna oportuna a divulgação desses aspectos da trajetória de Hoover, todos eles disponíveis no oráculo Google?

O que torna tal divulgação oportuna, e põe oportuna nisso, é a descoberta do poderoso arsenal de espionagem e contrainteligência em poder da Polícia Legislativa do Senado. Alvo da Operação Métis, levada a efeito pela Polícia Federal em 21 de outubro, a Polícia do Senado (jocosamente chamada “milícia do senado”) teve seu diretor, Pedro Ricardo Araújo Carvalho, preso, juntamente com outros três policiais.
Porém, o que mais chocou a todos foi a quantidade de “maletas tecnológicas” apreendidas. Segundo noticiado, tais maletas eram utilizadas em um esquema de contrainteligência montado para localizar e destruir escutas telefônicas e ambientais de parlamentares envolvidos na Lava Jato. Como pode a Polícia Legislativa, que é uma aberração constitucional, ter 12 maletas, enquanto a Polícia Federal dispõe de apenas duas?
Vale lembrar que tais equipamentos só são disponibilizados com autorização de órgãos do governo dos Estados Unidos da América. Além disso, é preciso frisar a aberração gravíssima de que arapongagens, espionagens e extorsões à margem da lei são “negócios” comuns em Brasília e adjacências. Certamente, rendem informações privilegiadas e comprometedoras que favorecem políticos e empresários que têm acesso ou que podem pagar pelo serviço sujo de investigação da vida alheia.
Existem transnacionais de “consultoria em segurança” especializadas até na arte de forjar documentos, obtidos com quebras ilegais de sigilos, que se transformam em “provas” para condenações judiciais. Este esquema de jagunçagem à margem da lei tem de ser combatido vigorosamente. Todas as máquinas que promovem assassinatos de reputação precisam ser coibidas e neutralizadas.
Repetindo por 13 x 13: a única saída civilizada para o Brasil é uma Intervenção Cívica Constitucional – que promoverá as mudanças estruturais necessárias e indispensáveis para uma Nação que se deseja civilizada.

Releia o artigo de domingo: O Brasil sobreviverá! Tomara que os corruptos, não!


Covardia política


Luiz Inácio Lula da Silva ontem cometeu seu arakiri político.

Dando a desculpa esfarrapada de que tem 71 anos de idade, O ex-Presidente simplesmente não compareceu para votar no segundo turno, em São Bernardo do Campo, onde o PT sofreu sua maior derrota simbólica.

Idêntico gesto de covardia e suicídio foi cometido pela ex-Presidenta Dilma Rousseff – que também preferiu engrossar a gigantesca abstenção eleitoral.

Lula e Dilma confirmaram que morreram para a política, demonstrando que, como abrem mão de votar, automaticamente deixam claro que ninguém mais precisa se preocupar em votar neles.

Revanche


Lições sobre a corrupção

video

O juiz Sérgio Moro cita lição de Theodore Roosevelt sobre a prevalência da Democracia sobre a corrupção

Brasil letal

Análise do consultor Rogerounielo França sobre a macabra violência brasileira:

Somente no ano passado, 58.383 brasileiros foram vítimas de homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte ou em decorrência de intervenção policial. 

Uma comparação internacional é capaz de exemplificar o estado de violência em que o Brasil se encontra. Entre março de 2011 e novembro de 2015, a guerra na Síria fez 256.124 vítimas. No Brasil, no mesmo período, foram 278.839 mortos.
 

O 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostra que ocorre um homicídio no país a cada nove minutos. São 160 pessoas mortas por dia, de forma violenta. Com um cenário tão grave, há muita expectativa envolvendo investimentos do Plano Nacional de Segurança

Invejável


Todo cuidado é pouco!


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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 31 de Outubro de 2016.

Pó de Mico no Planalto


“País Canalha é o que não paga precatórios”.

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Um petardo entrou como uma cunha no galinheiro central.

O cão egresso da câmara escura vai revelar, se é que já não revelou, fotos dos que têm o rabo preso e de alguns com o rabo solto.

Como dizia o florentino, as pessoas atacam por medo ou por ódio.

O recém caído em desgraça talvez não tenha mais medo, e sim muito ódio, de quem o derrubou do pódio.

A vingança será crudela contra os que atacaram a cruz dela.

Aliás, a vingança será bárbara.

O trouxa da cabeleira pensa que corre mãos que a esteira, ilusão dos sem eira nem beira.

Fugindo de um bravio touro, reluzindo o cabeludo couro verá que nem tudo que reluz é ouro.

Algo me diz que um triste fim a sorte prediz prum pseudo Fidalgo aprendiz.

Anta ré ou ren’anta, cesse  tudo que a antiga musa canta.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Desmantelamento da Esquerda


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

Encerrado o segundo turno das eleições municipais no Brasil e com olhos também voltados para o cenário internacional podemos afirmar que a esquerda vive sua mais profunda crise de identidade. No Brasil ela praticamente desapareceu da opinião do eleitor e o resultado fora nada mais nada menos massacrante, isso se explica em tese pela desmoralização e nível elevado de corrupção,com a ruptura interna de tamanho imprevisível.

Mas o quadro não é apenas local,nos vizinhos países da américa do Sul a desconstrução da esquerda é mais candente, no Uruguai,Argentina,Peru, Colombia ficando um dedo no Chile cuja presidente também vive momentos de turbulência e de insatisfação popular generalizada. Qual teria sido,além da corrupção,o fator desencadeante da amarga derrota da esquerda e sumiço do mapa?

Os discursos são bons quando feitos por marqueteiros que sabem colorir o cotidiano e apresentar maravilhas para aliviar a rotina e tonificar um sentimento de vitória. O fim do financiamento privado colocou um preto e branco e total falta de recurso financeiro,sendo que candidatos mais fortes economicamente fizeram a diferença. E esse fenômeno não é apenas no Brasil,vejamos os EUA de Trump que passa momento de incerteza mas chegou até aonde está pela força do patrimônio e investimentos realizados no âmbito de lograr sucesso.

O desaparecimento das esquerdas na América do sul é um retrato profundo de sua diáspora e sequelas de organizações malsucedidas em termos de distribuição da riqueza e gastos públicos sem fim.O Brasil atingiu o déficit público de 3 trilhões de reais uma soma exorbitante para uma desaceleração enorme da produção e crescimento, pois que a visão da esquerda não se importava com o endividamento e sim com as conquistas dos menos favorecidos pelo sistema.

No entanto,o método é primário e não funciona,o papel do Estado não é de transformar pobres em ricos ou de classe média mas sim de distribuir equanimemente a riqueza e não a miséria. Na gestão que tivemos o governo dava migalhas e tentou baratear a conta de luz e congelar preços de combustíveis deu no que observamos a conta de luz subiu vertiginosamente ao passo que a petroleira brasileira se afundou não apenas por essa situação, mas substancialmente em virtude da corrupção desabrida.

As esquerdas não possuem compromisso de governabilidade e sim de interinidade para fazer programas populares e demagogia nos quais operam as circunstâncias,mas não basta dar o peixe é preciso ensinar a pescar. E com a leniência em torno da corrupção a coisa piorou bastante. Ao contrário do tempo de Cristo no qual Zaqueu devolvia 4 vezes o que fora roubado aqui não devolvem nada e quando capturam o dinheiro fora do País é pouco frente aos rombos e estardalhaços provocados na corrente sanguínea da economia a qual tem estado de hemorragia e não parece melhorar.

Para manter o barco em marcha será preciso tirar muita bagagem inócua e não ficar a deriva, passo seguinte encontrar uma bússola e finalmente ter suficiente combustível para se chegar ao destino traçado. Com o envelhecimento da população e o aumento da inflação o governo se rende ao seu déficit e paga juros capitalizados para o sistema financeiro e também em cascata cobra dos estados e municípios,um verdadeira ciranda financeira e um circulo vicioso que se retroalimenta até um dia o momento definitivo da autofagia.

As esquerdas estão desmanteladas pois não organizam o Estado,não geram riqueza,não se ocupam com o bem estar da sociedade,e não conhecem regras elementares de competência,fugindo dos mercados avançados, barateando-se no populismo do Mercosul ou no antagonismo dos Brics. O Brasil é seguramente maior que sua crise mas a visão do governo prejudicou e muito ao desígnio de manter emprego e de formar massa de trabalho capacitada.

A tempestade criada pela justiça do trabalho é inigualável com milhões de demandas e um custo absorvido exclusivamente pela União, desde aquele ganha salário mínimo até o que recebe 40 mil ao mês e depois se dirige na justiça especializada para demandar em torno do seu direito. A ruína da esquerda vem numa hora adequada para o centro se reforçar e a direita não embaralhar planos, ideias e soluções, toda radicalização é imprópria e os exemplos parte dos EUA e de alguns países europeus.

Na modernidade da tecnologia e na revolucionária globalização poucos lugares do planeta poderão construir uma democracia voltada para esquerda. Enfim, num mundo financista e de um capitalismo exacerbado,o papel do Estado consiste em saber tributar, distribuir e matar a corrupção, infelizmente os que nos governaram há pouco não souberam fazer a lição de casa e as urnas foram a voz viva do povo.

Carlos Henrique Abrão doutor pela USP com especialização em Paris, professor pesquisador convidado da Universidade de Heidelberg, é desembargador do TJSP 


Laercio Laurelli – Desembargador aposentado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (art. 59 do RITJESP) – Professor de Direito Penal e Processo Penal – Jurista – articulista – Idealizador, diretor e apresentador do programa de T.V. “Direito e Justiça em Foco”

Avaliação Provisória das eleições municipais de 2016


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Rogerounielo França

PMDB - Quantidade de Prefeituras

1. O PMDB passou de gestor de 1.021 prefeituras, em 2012, para 1.038 prefeituras, em 2016 (resultado de 30/10/2016, as 20:37 h, sujeito a alteração na medida que as apurações avançam) ou crescimento de 1,67% na quantidade de Prefeituras (17) a gerir no período.

PMDB - Quantidade de Munícipes Para Gerir o Interesse Coletivo

1.1 O PMDB passou de 9.566.459 munícipes a quem lhe cabe gerir o INTERESSE COLETIVO, em 2012, para 8.144.169 munícipes a quem lhe cabe gerir o INTERESSE COLETIVO, em 2016 (resultado de 30/10/2016, as 20:37 h, sujeito a alteração na medida que as apurações avançam).

1.2 Ou seja, o PMDB perdeu 1.422.290 munícipes a quem lhe cabe gerir o INTERESSE COLETIVO, de 2012 para 2016, o que corresponde a INVOLUÇÃO de 14,87% no período.

PSDB - Quantidade de Prefeituras

2. O PSDB passou de gestor de 695 prefeituras, em 2012, para 803 prefeituras, em 2016 (resultado de 30/10/2016, as 20:37 h, sujeito a alteração na medida que as apurações avançam) ou crescimento de 15,54% na quantidade de Prefeituras (108) a gerir no período.

PSDB - Quantidade de Munícipes Para Gerir o Interesse Coletivo

2.1 O PSDB passou de 7.706.385 munícipes a quem lhe cabe gerir o INTERESSE COLETIVO, em 2012, para 13.629.597 munícipes a quem lhe cabe gerir o INTERESSE COLETIVO, em 2016 (resultado de 30/10/2016, as 20:37 h, sujeito a alteração na medida que as apurações avançam).

2.2 Ou seja, o PSDB ganhou 5.923.212 munícipes a quem lhe cabe gerir o INTERESSE COLETIVO, de 2012 para 2016, o que corresponde a EVOLUÇÃO de 76,86% no período.

PT - Quantidade de Prefeituras

3. O PT passou de gestor de 638 prefeituras, em 2012, para 254 prefeituras, em 2016 (resultado de 30/10/2016, as 20:37 h, sujeito a alteração na medida que as apurações avançam) ou diminuição de 60,19% na quantidade de Prefeituras (menos 384 prefeituras) a gerir no período.

PT - Quantidade de Munícipes Para Gerir o Interesse Coletivo

3.1 O PT passou de 11.243.382 munícipes a quem lhe cabe gerir o INTERESSE COLETIVO, em 2012, para 1.678.579 munícipes a quem lhe cabe gerir o INTERESSE COLETIVO, em 2016 (resultado de 30/10/2016, as 20:37 h, sujeito a alteração na medida que as apurações avançam).

3.2 Ou seja, o PT perdeu 9.564.803 munícipes a quem lhe cabe gerir o INTERESSE COLETIVO, de 2012 para 2016, o que corresponde a INVOLUÇÃO de 85,07% no período.

4. O maior vencedor das eleições municipais foi o PSDB.


Rogerounielo França é Consultor.

O que eu penso de tudo isso?


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Chagas

Michel Temer assumiu o governo de um país destroçado física e moralmente. Contaminado por uma corrupção endêmica, consequência de décadas de convivência com a impunidade planejada e regulamentada pelos principais beneficiários do desmando e do desvio de recursos dos desatentos pagadores de impostos. 

Não há como não associá-lo ao sistema corrupto. Poucos políticos escapam. O PMDB, seu partido, o maior em um universo de quase 40, desde a constitucionalização do ambiente favorável ao enriquecimento ilícito, é, de alguma forma, aliado da situação ou, no mínimo, um observador atento e conivente que, quando fora do papel de predador alfa, cumpriu com louvor o papel de hiena no aproveitamento das rebarbas do butim. 

Já disse e repito, Temer não é o cavalo que os brasileiros gostariam de montar para superar os obstáculos desta prova, mas é o que lhes restou por efeito da lei e o que passou encilhado por obra da oportunidade de montar e fazer valer a sua vontade. 

Temer recebeu seu mandato de onde emana todo o poder, isto é, de quem, finalmente, quer vê-lo exercido em seu nome e em seu benefício. Mudaram-se as atitudes, esgotou-se a tolerância, iniciou-se um trabalho heroico de faxina que sobrevive graças ao aplauso, ao entusiasmo e à revolta do povo - o verdadeiro e máximo poder, único capaz de intimidar políticos meliantes. 

Nada disso, no entanto, foi, ainda, suficiente para mudar o ambiente, o caldo de cultura em que a política e a justiça são exercidos no Brasil, porque há um rito de legalidade a ser seguido no processo de mudança. O resultado das eleições municipais testemunha a mudança e legitima o processo. 

Temer sabe que chegou ao ápice de sua trajetória política e que só tem essa chance para não passar à história da mesma forma patética como estão a passar aqueles a quem substituiu. Ele não tem apenas que concluir o mandato, mas tem que direcionar o futuro para as inevitáveis e dolorosas soluções. 

Temer conhece muito bem o meio em que fez sua carreira e no qual busca exercer seu mandato. Sabe muito bem o significado de “presidencialismo de coalisão”, sabe que, para que o processo de mudança que lhe impõem a sociedade e as circunstâncias tenha sucesso, tem que continuar a transitar, a conviver e a sobreviver no mesmo ambiente de falsidade e hipocrisia em que fez e consolidou sua bem adaptada carreira política. 

Tudo isto eu entendo e aceito como inevitável, no entanto, não sendo político, mas apenas um soldado, comprometido, antes de mais nada, com o Brasil, causa-me náuseas vê-lo, em nome da “governabilidade” – isto é da negociação com os bandidos - cercar-se de pessoas que fatalmente, mais cedo ou mais tarde, terão que responder por seu envolvimento nos ilícitos que os brasileiros querem, a qualquer custo, ver alijados da política nacional. 

Causa-me repulsa seu empenho em harmonizar ao nível máximo da hipocrisia as relações entre os presidentes do Senado e do STF, como se as fagulhas desse entrechoque, que acabaram por desmoralizar um Juiz de primeira instância e o seu Ministro da Justiça e por desgastar a Polícia Federal, pudessem interferir nos interesses imediatos e inadiáveis do País. 

É decepcionante a sua omissão diante do abuso de crianças por parte de uma corja de malfeitores de esquerda, usadas como massa de manobra para ocupar escolas públicas, para desvirtuar a educação, impedir o ensino e desmoralizar os princípios básicos da moral cristã, visando a desestabilizar o próprio governo! 

É angustiante vê-lo comportar-se como refém das circunstâncias, pisando em ovos e negociando de calças arriadas o que todos sabem que não pode deixar de ser feito. Será este um comportamento necessário? Serão estas e outras as atitudes a serem tomadas? 

Como disse, sou apenas um soldado, um cidadão que por convicção e formação tem os interesses do Brasil acima de tudo e que esperava dele um comportamento mais firme e condizente com o poder e com a missão que recebeu, o que, embora justifique a minha ansiedade e o meu mal-estar, não me impede de torcer para que o errado seja eu.


Paulo Chagas é General de Brigada, na reserva.

A Guerra Psicológica


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

O “arsenal psicológico”, em cujo imago se situa a propagação de uma idéia e que torna todo sacrifício que se exige parecer significativo e necessário, tem o seu correlato na “guerra psicológica”. No âmbito do arsenal psicológico é a própria população, principalmente as FF AA que são visadas.

Já a primeira tarefa da guerra psicológica consiste em abalar a motivação para o serviço militar di adversário, com o argumento de que tentem convencer os soldados e a população do outro lado de que a idéia central que lhes serve de motivação é falsa, mentirosa, vazia de significação.

Quando essa idéia deriva de uma fórmula política, esta deve ser posta sob fogo cruzado e outra fórmula política deve ser posicionada, normalmente em nome da liberdade. O objetivo é tornar claro aos soldados do adversário de que uma vitória da causa porque ele luta vai representar, para ele, repressão, pelo menos em certas esferas da sua vida, subjugação e pobreza.

Quando a idéia que serve à motivação militar do adversário e baseia nos conceitos de nação e terra-mãe, os objetivos passam a ser:
- mostrar de maneira convincente como tais idéias são destituídas de credibilidade, vazas, ultrapassadas;

- substituí-las por outras idéias, será assim sustentado, que correspondem melhor à realidade e às necessidades da época. Um apelo a algum tipo  de compromisso internacional, qualquer que seja o campo, também tem aqui o seu lugar, lado a lado com o lançamento de que a suspeição de que a Nação e a terra-mãe do governo adversário são apenas disfarces para os objetivos egoístas, expansionistas e até criminosos, com que se extremam os objetivos das pessoas, sempre tão altruistas, nobres e idealistas.

Se a idéia de liberdade e libertação – independente de quem  e de que – desempenhar um papel fundamental na motivação militar do adversário o esforço da guerra psicológica consistirá em acusar convincentemente de responsável por uma onda de repressão e qualquer tipo, pretendida ou já realizada, de modo que os soldados e a população do adversário  comecem a questionar a veracidade do apelo à liberdade, em que acreditaram previa mais irrefletidamente.

O êxito será particularmente obtido se conseguir condenar o adversário aos olhos do mundo, e assim, em última análise, a própria população por repressão racista, nacionalista, social e econômica a uma minoria. Em determinadas circunstâncias, essa propaganda e tornará particularmente eficaz quando a alegada minoria reprimida for pequena e, desde o início, indefesa.

Um meio comprovado de abalar a vontade inimiga de defender, reside em mostrar a idéia – pela qual os soldados estão prontos para lutar e a população para aceitar os sacrifícios decorrentes – como utópica, irrealista; anunciar repetidamente a imutabilidade e a irreversibilidade de determinadas realidades e apelar à razão, ao senso da realidade e à sobriedade dos membros das FF AA adversárias ou da população, como um todo.

Finalmente, buscar-se-á apelar à necessidade de segurança das pessoas, particularmente pessoas desse nosso tempo. Para esse fim serão utilizados todos os méis de propaganda disponíveis para ilustrar graficamente os imensos perigos à espreita de soldados e cidadãos adversários caso o governo deles inicie, conduza ou prossiga um governo militar como planeja fazer. Nessa “operação insegurança”, as apregoadas “reduzidíssimas chances” de sobrevivência tem a sua segurança gravemente comprometida (em outras épocas tais chances seriam evidentemente maiores e só poderiam ser garantidas caso o governo caso o governo do adversário aquiescesse em ceder.

Além de tudo isso, tais ações de propaganda serão complementadas por operações terroristas para intimidar os soldados e parte da população, deixando claro o risco que estão correndo se continuarem a apoiar o governo. Se na Angola de 1969, três quintos de todos os atos de terrorismo, desencadeados do Congo e da Zâmbia por partisans, tivessem sido dirigidos contra a população negra angolana. tal “insegurança” teria significado com toda a certeza um dos objetivos básicos dessa operação de controle nitidamente centralizador.

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O texto acima é um dos capítulos do livro “A Guerra Irregular Moderna”, de autoria de Friedrich August Von Der Heydte, editado em 1990 pela BIBLIEX.
A Guerra Irregular, segundo o autor, vem substituindo, gradativamente, a guerra convencional, porquanto não se prende às leis e às normas internacionais já estabelecidas. Em sua advertência, o autor cita as diferentes formas de atuação desse tipo de guerra, que já se fez presente, inclusive na América Latina.


Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

domingo, 30 de outubro de 2016

O Brasil sobreviverá! Tomara que os corruptos, não!


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Sabe aquelas sofisticadas maletas de espionagem, que fazem escutas telefônicas e varreduras ambientais para descobrir se existe grampo telefônico ilegal? A Polícia Federal tem duas, de última geração, para investigações especiais. Agora como Freud pode explicar que a inconstitucional “Polícia Legislativa” disponha de 12 destes equipamentos que só são disponibilizados com autorização de órgãos do governo dos Estados Unidos da América?

Arapongagens, espionagens e extorsões à margem da lei são “negócios” comuns em Brasília e adjacências. Certamente, rendem informações privilegiadas e comprometedoras que favorecem políticos e empresários que têm acesso ou que podem pagar pelo serviço sujo de investigação da vida alheia. Existem transnacionais de “consultoria em segurança” especializadas até na arte de forjar documentos, obtidos com quebras ilegais de sigilos, que se transformam em “provas” para condenações judiciais.

A máquina de jagunçagem, que tem tentáculos públicos e privados, é uma das maiores preocupações da cúpula do Judiciário. Não só porque muitos processos correm risco de anulação porque usam provas obtidas de forma ilegal. Mas sim porque magistrados de cortes superiores, primeira instância e até membros do Ministério Público, são os principais alvos de monitoramento eletrônico pelas gangs do crime institucionalizado. As informações ilegalmente obtidas servem para inimagináveis chantagens nos bastidores.

É por tudo isso que o caso Renan Callheiros assume uma dimensão de extrema gravidade institucional. O poder do senador alagoano é tão imenso que, nos bastidores do Supremo Tribunal Federal, ontem se especulava que pelo menos dois ministros (José Dias Toffoli e/ou Luís Roberto Barroso) tenderiam a “pedir vistas” do processo que vai decidir, na próxima quinta-feira (dia 3), se réus em processos podem continuar ocupando cargos na linha de sucessão do Presidente da República. Se a votação não se efetivar, o beneficiário direto é Renan Calheiros – alvo de uns 12 processos. Segue a pergunta enigmática: “Quem tem medo do Renan Cabeleira?”

Não dá para tolerar que seja cometida uma desigualdade de tratamento entre Eduardo Cunha e Renan Calheiros. O poderoso evangélico, dono do domínio “Jesus.com”, responsável maior pelas articulações que efetivaram o impeachment de Dilma Rousseff, simplesmente foi afastado da Presidência da Câmara porque era réu e segundo na linha sucessória do Palácio do Planalto (depois do vice-Presidente). Renan, que é o terceiro na fila, deveria receber o mesmo tratamento dado ao Malvado Favorito que agora experimenta o cárcere gelado em Curitiba.

Se o STF amarelar na decisão, protelando-a em nome de uma “governabilidade” que não existe, estará contribuindo para agravar a gravíssima crise institucional brasileira, cada vez mais em ritmo de ruptura. Se Renan for poupado, ficará claro que é realmente mais poderoso que a maioria pode supor. Também ficará evidente que Cunha foi alvo do rigor seletivo. Agora é o momento do Supremo agir com a firmeza demonstrada pela sua presidente Carmem Lúcia. Ela tem sinalizado tolerância zero com a corrupção e os desmandos anti-republicanos.

Brasília já está apavorada com a colaboração premiada feita por 75 executivos da Odebrecht, sobretudo a do seu ex-presidente Marcelo Odebrecht. As denúncias, em 300 anexos, não poupariam ninguém. Sobraria até para o Presidente Michel Temer, sem falar nos ex Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Também mexeriam com os poderosos presidenciáveis tucanos Aécio Neves, José Serra e Geraldo Alckmin. Isto sem falar naqueles peemedebistas que dirigem a Nova República desde 1985, como Romero Jucá, Geddel Vieira Lima, Moreira Franco. Outros enrolados seriam o ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes e seu amigão, o ex-governador fluminense Sérgio Cabral Filho.

O conjunto de denúncias da Odebrecht tem um potencial tão destrutivo para a governança do crime institucionalizado no Brasil que a revista Veja até captou e deu destaque a um comentário feito pelo juiz federal Sérgio Fernando Moro, responsável pela maior parte dos processos gerados pela Lava Jato. Moro teria comentado: “Espero que o Brasil sobreviva”.

O Brasil tem potencial para sobreviver e se desenvolver de verdade. No entanto, isto só será plenamente possível se ocorrer uma mudança estrutural da máquina estatal. Não bastam meras reforminhas, que mais prejudicam o interesse público. É necessária uma faxina geral com um enxugamento legal que elimine o regramento excessivo, os infindáveis recursos judiciais e a prática hedionda do rigor seletivo (quando leis, regras e normas valem para uns, mas não para outros, em situações parecidíssimas de julgamento).

O aprimoramento institucional brasileiro só será efetivo com uma inédita Intervenção Cívica Constitucional, após amplo debate democrático. Qualquer outra medida, que não promova a mudança estrutural, será paliativa e beneficiará a máquina criminosa que opera a pleno vapor e tenta até se reinventar para sobreviver na Era Pós-Delação Premiada. Golpes legislativos podem quebrar a autonomia de magistrados. Também podem conceder anistias aos corruptos. É bom ficar de olho aberto...

A esperança dos brasileiros de bem e do bem é que o Brasil sobreviva e prospere, mas que os corruptos acertem suas contas com as leis humanas e divinas.

Aguenta, sim...


Tubarão Renan


Espantoso


Perdendo a calma


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Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!


O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Outubro de 2016.

Hora de chutar o balde!


“País Canalha é o que não paga precatórios”.

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

A violência matou 278 mil pessoas no Brasil, apenas entre 2011 e 2015.

Um marciano sabe que, em números absolutos, aqui se assassinou mais gente que na recente Guerra na Síria.

O genocídio brasileiro não é apenas uma prova do sucesso da governança do crime institucionalizado.

A barbárie comprova a ineficiência de um sistema legal e judiciário que não funciona Direito e não promove Justiça.

Sem Judasciário, que só pune ladrão de galinha e poupa bandidos da zelite, o crime não prosperaria tão facilmente.

Os brasileiros não idiotizados estão de saco cheio e prontos para chutar o balde.

Estamos à beira de um magnicídio!

Quem não quiser perceber isso que se prepare para ser a próxima vítima...

Até Dona Onça pode tomar uma paulada, se der mole na selva...


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Aspectos inquietantes da Direita Caricata


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Thiago Kistenmacher

Apesar de assumir o risco de me indispor com os indivíduos que se posicionam à direita do espectro político, creio ser relevante tecer alguns comentários a respeito de aspectos inquietantes de parte da direita, que fique claro. Pego o gancho do que Rodrigo Constantino disse em seu podcast. Constantino apontou o caso da direita “tacanha”, “autoritária” e que faria Edmund Burke Russell Kirk se “revirarem no túmulo”, pois esses clássicos do pensamento conservador nada têm a ver com o autoritarismo advogado por alguns lunáticos que colam em si o rótulo de “conservador”. Sei que existe muita gente que nota isso, mas acredito que poucos querem falar desse tema para evitar ofender os “seus”.

A meu ver nesse ponto parte da direita se aproxima da esquerda. Alguns sujeitos parecem ter saído diretamente de livros de caricaturas. Seja pela indumentária ou por posições absurdamente anacrônicas e autoritárias, certos indivíduos atuam da mesma forma que a esquerda, a diferença é que fazem isso pela direita. Mas o que quero dizer com isso, afinal?

Assim como a esquerda tem suas utopias, parte da direita tem as suas, seja o saudosismo por um passado idealizado ou por uma sociedade absolutamente livre. Assim como a esquerda tem um tipo de vestimenta que a caracteriza como tal, o mesmo ocorre com parte da direita. Se a primeira quer parecer viver nos anos setenta, parte da segunda quer estar na Inglaterra do século XIX. Se de um lado querem ser hippies, do outro querem ser condes. Se de um lado querem o operário discutindo leninismo, do outro rejeitam tudo o que é contemporâneo e pretendem restaurar a tal da alta cultura. Acredito que isso não vai acontecer.

Nessa esteira vem também o culto ao líder. Não é só a esquerda que tem os seus messias políticos e intelectuais, a direita também os tem. E nisso o cuidado deve ser redobrado, pois o messianismo é um perigo que geralmente faz nascer o culto que, por sua vez, leva à cegueira. Este é um alerta clássico no pensamento conservador.

Existem rapazes na faixa dos vinte anos manifestando um comportamento moralista inconcebível até mesmo para um ancião. Nas redes sociais isso é claro. São pequenos puritanos que por não estarem no PSOL, estão seguindo gurus e cobrando condutas perfeitas da sociedade na qual acabaram de chegar. Calma lá!

O ideal não é o problema. O problema é qual é este ideal e como tentar chegar nele. Alguns torcem por um governo militar e querem ser mais militares que o próprio Jair Bolsonaro, usando fardas que nem o próprio deputado ostenta. Outros querem ser mais monarquistas que o próprio D. Bertrand. Católicos extremamente tradicionalistas querem ser mais católicos que o papa e reagem a tudo que não seja Tridentino, etc. Parecem viver um delírio. Exemplo são os que hoje se convertem ao catolicismo por mero gosto estético e amanhã se tornam vigilantes da liturgia e moralistas insuportáveis. São caricaturas que dificilmente podem ser levadas a sério.

Esta direita está sozinha, isolada em sua ilha de idealizações monomaníacas. Está sozinha tanto quanto o PSTU tentando fazer uma revolução bolchevique.

Constantino também escreveu sobre a reação exagerada no caso do flagrante de um assalto no qual as pessoas filmaram o assaltante agonizando com um tiro na garganta e riam do sujeito. Quem se diverte com a agonia de outro ser humano, ainda que seja um criminoso, está mais próximo do nazismo do que do conservadorismo ou do liberalismo. Compreendo que estamos saturados da impunidade e com a esquerda geralmente vê os bandidos como “vítimas da sociedade”, mas tal reação é de fato exagerada.

Assim acontece com moralistas que, por serem contrários à militância LGBT, reagem desproporcionalmente. Há dias li um dito “direitista” afirmando que caso seu filho fosse homossexual, ele o expulsaria de casa a pedradas. A indignação com os movimentos políticos autoritários e com a ideologia de gênero é uma coisa, esse tipo de manifestação é outra. Desnecessária e preconceituosa. Isso está mais para Estado Islâmico do que para a direita conservadora ou liberal.

Alguém duvida que esses “Stalins de azul”, se fossem alçados ao poder, seriam também facínoras? Aliás, e quando a resposta ao esquerdismo vem em forma de culto ao coronel Ustra ou Pinochet? É preciso ter prudência, como disse Russell Kirk. A reação liberal ou conservadora à esquerda deve passar longe dos métodos autoritários da própria esquerda.

Ademais, seria também importante que os sujeitos de direita não se tornassem bonecos de época e aceitassem que o mundo não será completamente católico – como li numa postagem há poucas semanas – que o Estado não será abolido amanhã e que a maioria dos jovens parece não estar nem um pouco preocupada com os debates políticos.

Sabe o que eu faria se pudesse proibir todos esses tipos de comportamentos? Nada, afinal, respeito a excentricidade de cada um, por mais ridícula que ela seja. O problema é quando essa paixão infantiliza as discussões e começa a criar caricaturas que servem mais como objeto de chacota ou temor.

E por que usei a expressão “aspectos inquietantes” no título? Porque de personagens bizarros e potencialmente antidemocráticos já basta a esquerda. Mas temos de aceitar que esta também é uma característica de parte da direita, apesar de muitos não falarem no assunto e aceitar excessos como respostas legítimas.

Apesar de tudo, essa direita caricata também empreende esforços contrários à hegemonia da esquerda, aí adentramos a mesma via. Embora a direita seja ampla, há lugares-comuns em grande parte dela, por isso é salutar que empreendamos esforços a partir desses pontos. O resto é objeto de reflexão que, se não é determinante para o momento, não pode deixar de ser considerado, afinal, a imaginação totalitária atinge tanto a esquerda quanto a direita. Isso a história já cansou comprovar.

Nas redes sociais da direita também existem caricatos, apaixonados políticos e ditadores em potencial. Não seja um deles.


Thiago Kistenmacher é colunista do Instituto Liberal.