sábado, 31 de dezembro de 2016

Como sabotar a Lava Jato por dentro do Judiciário?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Petralhas, peemedebostas e tucanalhas se unem em torno de uma canalhice imediata: desmoralizar a Lava Jato. A tática usada é a de plantar notinhas na mídia aliada para “defender a tese” de que o juiz Sérgio Moro e os procuradores coordenados por Deltan Dallagnol “politizam as investigações”. Lula e seus defensores insistem na propagação de tal versão que, se for muito repetida, pode acabar “colando” no futuro. A orientação entre os candidatos à condenação nas cúpulas partidárias é evitar qualquer transação penal, por mais sedutora que possa parecer. O ônus da “deduragem” fica com os empresários ou com burocratas do baixo clero.

A armação é estratégica. Por isso, tanta tática teatral nesta fase de “especulações” e “vazamentos” seletivos. Os enrolados na Lava Jato planejam a defesa no longo prazo. Insistem na reclamação sobre a “politização” da Lava Jato, apesar das evidências e provas de “delações premiadas”. Têm certeza de que serão condenados, de imediato, na primeira instância judicial. Também avaliam que devem perder na maioria dos recursos na segunda instância da Justiça Federal. No entanto, apostam que começam a “virar o jogo” quando as broncas chegarem ao Superior Tribunal de Justiça ou, dependendo da situação, no olimpo do Supremo Tribunal Federal.

Até agora, os juízes Sérgio Moro e Marcelo Bretãs, bem como a equipe da Força Tarefa, têm agido no limite da transparência necessária e permitida. As pressões internas – profissionais e familiares – que recebem são impublicáveis. As bancas milionárias de advocacia, que têm sabido poder de influência nos andares de cima do Judiciário, recomendam aos clientes que repitam, até cansar e encher o saco, que a Lava Jato é um “processo político” – e não uma ação “republicana” de combate à corrupção sistêmica e ao crime institucionalizado. O “mantra” tem sido repetido por Lula e a petelândia. Os alvejados do PMDB, PP e PSDB ecoam a reclamação, embora o façam com intensidade menos explícita.

Uma recente entrevista do ideólogo petista Fernando Haddad, de saideira da prefeitura de São Paulo, insiste na “latente fragilidade das acusações da Lava Jato apontada por muitos juristas”. Haddad faz uma avaliação sobre a Lava Jato que reforça o discurso ofensivo contra os juízes e procuradores federais. O “profeta” petista prevê: “A Lava Jato tem duas possibilidades. Se a Lava Jato for republicana e imparcial, será o começo da superação desse estado. Se ela não for, vai promover a troca de comando do mesmo estado patrimonialista de sempre”.

A queixinha de Haddad é típica de quem foi tirado dos sabores do poder, mas que deseja e sabe que tem condições de voltar a mamar nas mesmas tetas. Os petistas calculam que, apesar de todos os desgastes de imagem, ainda contam com apoio de 25% a 30% do eleitorado. Além disso, contam com a impopularidade de Michel Temer – que parece difícil de ser alterada, mesmo que ele  consegue chegar até o final de 2018, no que ele mesmo já definiu como um “governo reformista de transição”.

Como Temer dificilmente teria condições de se reeleger, tucanos (em briga interna e com medo da Lava Jato) se comportam como rêmoras que ficam na espreita daquilo que os tubarões deixam como sobra pelo caminho. A turma do PMDB tem como prioridade fechar grandes negócios, com a aprovação da jogatina no Brasil, as parcerias público-privadas e “privatarias”, para beneficiar apadrinhados ou laranjas que darão reciprocidade eleitoral futura, no jeitinho que a cínica interpretação legal permitir. Já a petelândia fica à espreita do fracasso dos ex-aliados, sonhando com um retorno.

Mesmo que não tenha condições ideais de saúde – e esteja com o filme muito queimado por ligações de seu nome com a corrupção, destruindo aquela imagem santificada construída desde os tempos de “operário-patrão” como sindicalista de resultados -, Lula nunca deve ser subestimado. Seus fanáticos seguidores alimentam a vã esperança de um retorno dele à Presidência do Brasil. É mais fácil o Pateta conquistar a Casa Branca depois do enigmático Donald Trump ou o José Dirceu, se for milagrosamente solto, se tornar presidente de Cuba eleito pelo voto popular direto... Se a última hipótese ocorrer, Raul Castro vem assumir a presidência do PT no lugar do Chapolim Colorado de Monte Aprazível...

Ainda é uma grande incógnita a delação premiada de Emílio e Marcelo Odebrecht – dentre 77 executivos da transnacional baiana que aderiram à “transação penal”. Quem garante que os “dedo-duros” (perdão, “colaboradores”) já não tenham providencialmente “politizado” suas denúncias, a fim de justificar os argumentos que os defensores dos políticos alvejados usarão futuramente, na hora oportuna dos salvadores e infindáveis recursos judiciais em instâncias superiores do Judiciário?

A Lava Jato não tem previsão de acabar em pizza. Até porque a pressão da sociedade não aceitaria tamanha sacanagem. No entanto, os defensores dos corruptos farão de tudo para temperá-la com marmelada. Os políticos correm contra os efeitos da desmoralização. Muitos têm certeza de que não se reelegerão nunca mais. No entanto, a maioria confia que poderá usar chicanas jurídicas para disputar e vencer a próxima eleição, usando e abusando daquele dinheirão roubado que reaparecerá “reinventado” em contribuições eleitorais legalizadas.

O recesso recessivo de janeiro promete ser animado politicamente. Michel Temer, o temerário sucessor da Dilma, seguirá impopular, porém seguro na corda bamba por uma cordinha de segurança que depende do mínimo sucesso da agenda econômica. O mercado financeiro, sustentador e derrubador de presidentes, não deseja sua queda. Portanto, Temer só cairá se fizer muita bobagem ou ocorrer um desastre que fuja ao controle do “Presidente paralelo ”Henrique Meirelles.

Quem terá de agüentá-los somos nós, os otários endividados e pagadores de impostos altíssimos e juros absurdos, sem a devida contrapartida da máquina estatal capimunista, rentista, perdulária e corrupta.

O Crime Institucionalizado aposta na sabotagem da Lava Jato e na melhora da economia, com reformas que impeçam mudanças estruturais inadiáveis. Os bandidos têm uma pauta muito evidente.

Só falta a maioria dos cidadãos de bem definir qual Brasil desejam de verdade, e trabalhar para que as coisas melhores realmente. É hora de cada um definir, claramente, de que lado da História deve ficar...

Pode isto, Arnaldo Cezar Coelho?

O pessoal da Lava Jato não está entendendo por que só agora ganhou publicidade, em notinha na página 30 da revista Veja, a portaria 145, de 24 de junho de 2016, assinada pelo então presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, e publicada na página 57 da Sessão 2 do Diário Oficial da União em 12 de julho do interminável ano de 2016.

“Por solicitação do ministro Gilmar Mendes... Nomear Raphael Marcelino de Almeida Nunes para exercer o cargo em comissão de Assessor de Ministro, nível CJ-3, em sei gabinete”.

Tudo seria uma mera nomeação de cargo de confiança se o beneficiado não tivesse ocupado o cargo de ex-gerente jurídico da Odebrecht empreendimentos imobiliários.

A turma que reclama que Gilmar Mendes é um inimigo declarado da Lava Jato agora ganha mais argumentos para reclamar do ministro que também preside o Tribunal Superior Eleitoral...

A Velhinha de Taubaté acredita, piamente, que os conhecimentos de um ex-alto-funcionário da Odebrecht sejam fundamentais para colaborar no combate à corrupção, sobretudo quando os recursos judiciais da Lava Jato chegarem ao divino ambiente do STF...

Tese da Intervenção

Oi, cervejinha...


Cabeleira do ano


Cuma?     



Porrada...



A baiana Amanda Nunes aposenta a poderosa Ronda no UFC 207, em Las Vegas: nocaute em 50 segundos

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 31 de Dezembro de 2016.

Trancos e Barrancos


“País Canalha é o que não paga precatórios”.

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Para ser franco, só como um português que subiu no tamanco.

Se o judas ciário desanco é porque o porqueira merece.

Enquanto nossa esperança perece, não há canalha que sua vileza confesse.

Mas de repente, não mais que de repente, o povo, com clareza, o seu ódio sente.

Castigo sem mercê pra quem sempre desprezou “ocê”!

Juras, promessas, perdões tentarão salvar reputações.

Honrarias, benesses, medalhas, nada que evite as mortalhas.

Sofrerão os horrores do Gólgota. Pobres senhores, pobres otários.

Quem tudo quer, tudo perde.

Não mais um país inerte.

Estarão todos, cedo ou tarde, no baile final.

Polkas, mazurcas, shotes e valsas.

E, o melhor, na última contrad'Onça, borrarão as calças.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

O projeto Totalitário do PT


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

Desconheço a autoria deste texto:

A resolução divulgada pelo PT no dia 17 de maio  de 2016 passado finalmente expôs por inteiro o projeto totalitário do partido. Ficou claro, pelo texto, que os petistas pretendem submeter o conjunto da sociedade brasileira, inclusive suas instituições basilares, a seus tenebrosos propósitos, tornando-as prisioneiras de um simulacro de democracia que, a pretexto de satisfazer os interesses do “povo”, serviria apenas para permitir que um sindicato de mafiosos se apossasse definitivamente do poder.
   
Não se trata de nada revolucionário, tampouco inédito. Pelo que se depreende da Resolução, o modelo almejado – além de ter salientes aspectos do gangsterismo sindical – é o do populismo militar, cujo exemplo sonhado pelos lulopetistas é o do caudilho venezuelano Hugo Chávez. De acordo com esse pensamento, as Forças Armadas não existem como instituição do Estado, cuja função é zelar pela integridade territorial e pela garantia dos Poderes constitucionais, mas sim como um braço do Executivo em sua tarefa de sufocar os demais Poderes e, no limite, ser a vanguarda da militarização de toda a sociedade, deixando-a sempre de prontidão para obedecer às ordens do líder, seja ele quem for. Enquanto isso, a vanguarda partidária e associados podem assaltar o Estado à vontade.

Movidos por esse espírito, os petistas chegaram ao atrevimento de sugerir, em sua Resolução, que os militares deveriam ter interferido no processo de impeachment em defesa da presidente afastada Dilma Rousseff – e só não o fizeram, conforme se deduz do texto, porque falta às Forças Armadas um oficialato com vocação democrática e nacionalista -. Ou seja, para o PT, o Exército deveria igualmente afrontar as demais instituições e submeter-se de corpo e alma ao projeto do Partido, já que este, segundo a convicção dos ideólogos petistas, é o único porta-voz e intérprete do povo, o que inclui os militares.

Na Resolução, o PT colocou a questão militar entre os “descuidos” que o Partido cometeu ao longo dos mais de 13 anos em que esteve no poder. Depois de declarar que o Partido deveria ter se preocupado não apenas em realizar “administrações bem-sucedidas”, mas principalmente em concentrar “todos os fatores na construção de uma força política, social e cultural capaz de dirigir e transformar o País” – ou seja, aparelhar todo o Estado –, o PT disse ter falhado ao não “modificar os currículos das academias militares” e a não “promover oficiais com compromisso democrático e nacionalista”.

Ou seja, os petistas acreditam que as Forças Armadas carecem de líderes alinhados aos interesses do “povo” que o PT julga representar, razão pela qual os militares não entenderam o impeachment de Dilma como um movimento “golpista” essencialmente oligárquico e estimulado pelo imperialismo americano, como se lê na Resolução do partido.

 “O que eles queriam? Que os militares tivessem ido às ruas defender o governo?”, questionou o general Gilberto Pimentel, presidente do Clube Militar, ao ESP. “As Forças Armadas são uma instituição de Estado. O erro deles, entre outros, foi ter tentado nivelar o Brasil por governos populistas como Bolívia e Venezuela”, completou Pimentel, expressando a indignação que a Resolução petista causou entre os militares.

Na mesma linha foi o general Rômulo Bini Pereira, ex-chefe do Estado Maior da Defesa, para quem os petistas “queriam que os militares abaixassem a cabeça para eles, como se tivéssemos Forças Armadas bolivarianas, como na Venezuela”.

O comportamento sereno das Forças Armadas em meio a toda a tensão causada pelo processo de impeachment é exemplo cabal da consciência dos militares a respeito de seu papel na democracia. Somente aqueles desprovidos de vocação democrática, como o PT, são capazes de enxergar nesse distanciamento dos militares um sinal de descompromisso com o País e com o povo. Felizmente a ousadia populista e autoritária do PT, que confessou agora sua intenção de aparelhar também o Exército, foi devidamente denunciada.

Completou-se o círculo. Vê-se pela Resolução do PT, além de qualquer dúvida, que o objetivo do Partido era – e é – moldar todas as instituições nacionais para que sirvam a uma ideologia e a um bando que de democráticos nem o nome têm.

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Sigilo bancário de autoridades do Panamá sonegou provas contra figurão político brasileiro na Lava Jato


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Um peixe grande da politicagem brasileira foi grandemente beneficiado com a providencial falta de colaboração dos gestores do paraíso fiscal do Panamá com a Força Tarefa da Lava Jato. A autoridade financeira panamenha se recusou a fornecer dados sobre movimentação financeira do meliante e de seus familiares que têm empresas abertas por lá. Se tivessem sido fornecidas ao Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça, as provas documentais seriam decisivas para um pedido de prisão e quase certa condenação da poderosa figura que também é alvo de investigações do temido Departamento de Justiça dos EUA.

Os procuradores da Lava Jato também não conseguiram obter dos panamenhos os dados de uma conta corrente movimentada pelo famoso Departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht, cuja finalidade era o pagamento de propinas milionárias. Por sorte, cruzando dados de transferência de recursos, em um emaranhado de dois milhões de documentos (e-mais, ordens de pagamentos e extratos bancários), investigadores da Suíça descobriram que, de cada US$ pago em propina, a Odebrecht lucrava US$ 4 em obras nas quais a corrupção era uma estratégia corporativa em 11 países onde atuava a transnacional baiana Odebrecht.

Oficialmente, a Odebrecht tem repetido um “mantra” em sua tentativa de salvação pela via da comunicação corporativa: “A empresa está implantando as melhores práticas de compliance, baseadas na ética, transparência e integridade”. No entanto, comprovadamente envolvida naquilo que autoridades norte-americanas classificam de “maior caso de suborno da História”, a Odebrecht corre risco de ser forçada a entrar em “recuperação judicial”, caso a maioria dos países resolva não fazer acordos e cancelar contratos de bilhões de dólares. Além do Brasil, e dos problemas identificados por autoridades financeiras dos EUA, Suíça e Itália, as broncas contra a Odebrecht estouram na Argentina, Angola, Colômbia, Equador, Guatamala, República Dominicana, México, Moçambique, Peru, República Dominicana e Venezuela. Sete países já cancelaram contratos – o que vai gerar prejuízos que podem comprometer a saúde da maior transnacional brasileira.

Apesar do otimismo em torno do trabalho do Ministério Público Federal, a Lava Jato ainda pode sofrer grandes sabotagens. Basta que o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, deixe de homologar algumas das 77 delações premiadas de dirigentes da Odebrecht. Tudo vai depender do trabalho de juízes auxiliares que trabalharão pesadamente no recesso recessivo de janeiro, analisando cada uma das colaborações, fazendo checagens e acareações com os “colaboradores”. O risco é que muitas provas não tenham a consistência esperada e acabem descartadas, beneficiando muitos dos 300 (?) políticos sob suspeita de corrupção na propinocracia odebrechtiana.

O temor real é que o costumeiro rigor seletivo impere novamente, poupando alguns poderosos, enquanto ferra os considerados “em desgraça”. Além disso, os acusados apostam que a morosidade judiciária e processual brasileira venha a beneficiá-los. A derrota na primeira instância é dada como fava contada. No entanto, protegidos por escritórios de advocacia que arrancam o olho da cara e a alma já perdida dos clientes, os corruptos esperam ganhar tempo com os infindáveis recursos em instâncias superiores do Judiciário.

Além disto, tem sempre a chance de algum pecaminoso falso testemunho ser usado, providencialmente, para ferrar inimigos de ocasião... Eternos aliados da Odebrecht, petistas esperam ser poupados, enquanto as delações podem destruir com os peemedebistas que lhes tomaram o poder. O jogo é brutíssimo e repleto de covardias táticas... O petismo não está morto... Muito pelo contrário...

Essa é a esperança dos integrantes do atual “governo reformista” de Michel Temer. Seus aliados, com nomes enrolados na Lava Jato, esperam ganhar tempo para cumprir o real objetivo: fechar grandes negócios de parcerias público-privadas e concessões (privatarias) para beneficiar diretamente seus laranjas e empresários amigos. Um dos maiores negócios para salvação dos corruptos é a polêmica legalização dos jogos de azar no Brasil – instrumento perfeito para manter a lavanderia de dinheiro em operação, de maneira “reinventada”.

Até o líder do governo no Senado, o tucano Aloysio Nunes Ferreira, foi obrigado a desabafar que a liberação da jogatina representa uma grave ameaça ao País, caso seja aprovado o projeto patrocinado pelo presidente do PP, Ciro Nogueira: “Todo que produz vícios é um mal muito grande. Se a legalização dos jogos de azar passar, vamos transformar o Brasil no Paraíso da corrupção”.

O senador está sendo generoso... Dominado pelo Crime Institucionalizado, o Brasil já é o paraíso da Corrupção Sistêmica. Portanto, em 2017, aquilo que parece estar ruim, pode ficar ainda pior institucionalmente. Só uma Intervenção Cívica Constitucional tem poder e legitimidade efetivas para implantar a Democracia (Segurança do Direito) de verdade no Brasil.
Pode ficar esperando...

Retrospectiva

A RecordTV conseguiu produzir uma excelente retrospectiva 2016, em tom duramente crítico ao governo e aos políticos, especialmente os do PT e PMDB.

Ficou evidente o tom que a controladora da emissora, a Igreja Universal do Reino de Deus, pretende seguir em seu projeto de poder até 2018.

Em duas horas e meia de duração, mais uma vez ficou comprovado que o apresentador Marcos Hummel, com 42 anos de carreira, é o melhor e mais completo narrador da televisão brasileira, tendo apenas o também craque Sérgio Chapelin, da Rede Globo, como um concorrente à altura.

Aliás, aos 75 anos de idade, Sérgio Chapelin ameaça, finalmente, se aposentar do “Globo Repórter” neste 2017, para cuidar de sua fazendona na Serra da Mantiqueira.

Disputa dura

O final de noite de sexta-feira promete uma disputa duríssima pela audiência.

O confronto será entre a Retrospectiva 2016 da Rede Globo e “José do Egito” – novela transformada em longa-metragem pela RecordTV.

Os craques do jornalismo global correm sério risco de tomar uma goleada de audiência dos atores da rede cujo “proprietário” é Bispo Edir Macedo Bezerra.

Impiedoso


Soltinhos da Silva

Quem vai pagar a fiança individual, fixada em R$ 300 mil reais, para que 13 vereadores de Osasco, na Grande São Paulo, sejam soltos na véspera de tomar posse?

O valor foi fixado pelo Desembargador Fábio Gouvêa, do Tribunal de Justiça de São Paulo, detonando as “economias” dos políticos acusados pela Operação Caça-Fantasmas de desviarem R$ 21 milhões do pagamento de supostos assessores para os bolsos da vereança...

O prefeito eleito Rogério Lins (PTN), que voltou da Disney sem escalas para o xilindró, pretende tomar posse, normalmente, no domigão...     

Pura maldade

Perguntamos ao lendário Negão da Chatuba onde ele gostaria de passar a noite de reveillon, e ele respondeu na habitual forma grande e grossa:

“Adoraria animar a festinha do Serginho Cabral em Bangu 8”...

A sorte do Cabralzinho é que o Chatubão não fez concurso para agente penitenciário...

O jogo é jogado...


Praiano

Releia a segunda edição desta quinta-feira: Ouvidoria da Petrobras recebe de conselheiro denúncia de geólogo pedindo apuração sobre a Gemini


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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Dezembro de 2016.

O Alerta do Gaguinho


“País Canalha é o que não paga precatórios”.

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Num safári africano, um dos participantes era gago.

Quase sempre ficava quieto.

Mas um dia, após um dos companheiros ter abatido uma fera menor, ele começou a gritar:

“Hip, hip..!!!”

Todos responderam: “Urrah !!!!”

Aí chegou um hipopótamo e matou todos.

Assim estamos no Brasil

Os que tentam alertar sobre os iminentes perigos são atropelados pelo coro dos puxa-sacos.

Até o primeiro linchamento a classe política é capaz de tudo.

Vejam um exemplo:


Estamos vigilantes.

Nunca mais será como dantes no quartel de Abrantes.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Mulher nas alturas (1)


De leve, Michel Temer tira uma casquinha autopromocional do feito de Carla - que já tinha sido a primeira brasileira a fazer vôo solo em um caça

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Renato Sant’Ana

Quando foi que, por primeira vez, uma mulher pilotou o avião presidencial? Poderia ter sido antes, mas só ocorreu há pouco, em 22/12/2016. A capitã da Força Aérea Brasileira Carla Borges comandou o Airbus A-319, decolando da Base Aérea de Brasília com destino ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo, conduzindo o Presidente Michel Temer e se tornando a primeira mulher na História a pilotar um avião presidencial.

Não, não foi no governo de Dilma Rousseff e seu feminismo esdrúxulo! Mas isso quererá dizer que "la presidenta" desconsiderava a competência de uma mulher para pilotar uma aeronave? Não! Por si só, o fato nada quer dizer: nem que o "governo de homens brancos de olhos azuis" valoriza especialmente o feminino, nem que a mulher era subestimada no governo bolivariano de Rousseff.

Contudo, o acontecimento enseja uma observação. E o objeto a ser evocado é o populismo oportunista dos governos revolucionários (categoria na qual se enquadram todos os governos petistas), em se tratando de alardear qualquer coisa útil à imagem do regime. A sistemática propaganda ideológica, imposta e repetida à exaustão, é um padrão desses governos. Assim, é de todo cabível a cogitação: se Carla Borges houvesse pilotado o avião da Presidência enquanto Dilma ditava as coisas no Planalto, todos os "blogs sujos" (que o governo petista financiava com dinheiro do contribuinte) e os rapazes que dominam as redações dos jornais (cabeças feitas por professores revolucionários em universidades "aparelhadas") teriam ficado tentados a fazer o maior alarde e a colar o ineditismo do feito a uma suposta e jamais confirmada virtude especial do PT, dizendo, ainda que por entrelinhas "Oh, neste governo as mulheres conquistaram o merecido reconhecimento!". O tipo de crença que propagavam então. Pura demagogia! Mentirinha útil ao Projeto de venezuelização do Brasil que, urdido pelo nefasto Foro de São Paulo, se interrompeu com o impeachment de Dilma Rousseff.

Felizmente, o protagonismo da capitã Carla Borges não foi seqüestrado por nenhuma ideologia. Ficamos livres para vibrar com ela. Sem superdimensionar o feito. Por ser brasileira (alguém de nós), a capitã nos ajuda a fortalecer o sentimento pátrio com a excelência do que fez.


Renato Sant'Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito.

Marcha da Insensatez


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão

Encerrado o período dos vendedores de sonhos e voltada a cidadania para sua realidade, precisamos construir instituições fortes e descolar da marcha da insensatez. Horrores econômico, político e judicial nos flagelam diária e constantemente e que prevê o nosso ano de 2017, depois de um trabalho ardoroso em 2016 para estancar a hemorragia e superar milhares de dificuldades das empresas em geral,do déficit público ,do parlamento que transformou uma lei anticorrupção no salvo conduto da corrupção e dos desmandos verificados quando a resllência e desobediência crepusculam irrigando risco à democracia.

Decisões monocráticas emanadas do STF à luz do dia destratadas pelo parlamento tanto Senado mas também a Câmara e parece que tudo continua como dantes no quartel de Abrantes. Os militares, por
meio do comandante, sinalizam tempos de agruras e muitas empresas fechando, a par de um desemprego sem igual e um crescimento pífio de voo de galinha. Quais seriam as causas agudizando a crise e planejando o crescimento com desenvolvimento?

Nosso capitalismo de estado cruel, nossas parcerias público privadas não funcionam, em cada obra pública um tipo de propina e políticos eleitos e já presos, o que se passa na Republica Federativa Brasileira de tão grave que assusta ao mundo e envergonha a cidadania. Empresas gigantes
que viviam e conviviam com departamentos de propina aqui e lá fora e com a total conivência do governo,ocupado e preocupado em aumentar seu butim para novas eleições.

A classe política se descolou da cidadania e sem uma reforma urgente política partidária nada será previsível, redução da taxa de juros para uma melhora substancial do endividamento que salta de 3 trilhões de reais,uso do compulsório e também das reservas cambiais o governo tem condições de utilizar os cem bilhões que recebeu do BNDES para incrementar a economia não apenas pelo levantamento de contas inativas dos depósitos fundiários mas com medidas eficientes e que repercutam de imediato na sobrevivência das empresas. Muitos empresários hoje em dia, contaminados pelos problemas, já não emitem notas fiscais,
fazem simples pedidos para cliente, consumidor final e na cara dura confessam sonegação fiscal e pouco se importam com a fiscalização.

Dentro dessa perspectiva se inicia o ano de 2017 mais auspicioso pelas reformas feitas em 2016 mas também preocupante com a
mobilidade do Tio Sam e seu apoiamento incondicional ao estado de Israel que não respeita decisão da ONU e se permite continuar assentamentos irregulares na Cisjordânia terra nitidamente de conotação herdada pelos palestinos.

Daí a importância do Papa Francisco ser o mediador do conflito e horizontalizar caminhos de paz, já que a guerra é sempre iminente além da gravíssima omissão internacional no conflito sanguinário na Síria que já exterminou mais de 300 mil vidas em combates que solaparam importantes cidades em mãos de rebeldes no entrechoque de americanos, russos e chineses.

Acordados com o resultado negativo das eleições,os americanos começam a culpar os russos e mandar embora do território norte americano sob suspeitas de espionagem e cooperação estreita com o despreparado candidato eleito que blefa muito e se torna uma incógnita para os países emergentes como o Brasil. O império por ele construído também está sob investigação e tantas foram as expectativas que o fracasso fora superado por informes ao fisco local que se lhe permitiu ficar anos a fio sem ter que pagar absolutamente nada.

E assim caminha a humanidade numa marcha total e completa de insensatez, guerra, de ódio, revanchismo e de intolerância generalizada,por mais que a autoridade Papal anuncie medidas para apaziguar os movimentos rebeldes mais se prega de radicalização e inóspita saída para a crise.

Na Europa ganha fôlego a candidatura de políticos de extrema direita e ao que tudo indica a esquerda está morta mas ainda não sepultada. Bancos serão testados em 2017, há uma fragilidade substancial notadamente na Itália o que poderá contaminar os Bancos a exigir que o banco central europeu intervenha, já passados os anos de miséria e reformas em Países tais quais Grécia,espanha e Portugal.

No caso Brasil as esperanças aumentam se formos capazes de fazer todas as reformas, conter a inflação e reduzir a taxa de juros e oxigenar as empresas em crise. A abertura do mercado externo é fundamental já que no interno o crédito está escasso e sem alavancagem, mas é preciso mudar essa mentalidade e fortalecer ao mercado de capitais. Hoje em dia temos poucos investidores pessoas físicas uma debandada de mais de cem mil nos último três anos e o custo elevado e a falta de outra entidade concorrente para reduzir os preços cobrados, sem a revisão da comissão de valores mobiliários nada ou muito pouco será possível.

As estatais se constituíram no verdadeiro aspecto da célula tumoral que contaminou toda a economia e a maioria na esfera federal está literalmente na UTI, sofrendo intervenção branca e constante auxilio do governo federal, seu controlador. União, Estados e Municipios quebrados sem planejamento algum e queda forte da arrecadação, mas não das despesas,o que será em 2017?

A solução é total reforma em tudo para a melhoria da representatividade e da participação democrática já que nosso parlamento derrapa e se move em posição diametralmente oposta à soberania popular. Nada será fácil, todos sabemos, mas o governo deve se livrar das denuncias de corrupção
e a revelação de mais delações da lava jato, agora na esfera do STF, não só poderá respingar mas contaminar profundamente nossa governabilidade.

O grande defeito do atual governo foi de não indicar técnicos para os ministérios e fazer uma espécie de força tarefa nos campos da saúde, educação e saneamento, além de estabelecer o meio de campo consensual junto ao Legislativo e Executivo. Nosso amanhã começa hoje, nosso futuro já se descortina porém devemos interromper a marcha da insensatez e partir direta, definitiva e decisivamente para único Brasil que tenha história,instituições entrosadas e o funcionamento pleno da democracia como antídoto para os saltos de retrocesso que a América Latina se dispõe a praticar inexoravelmente.


Carlos Henrique Abrão é Desembargador no Tribunal de Justiça de São Paulo.

Guerra Híbrida


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

Os leitores de DefesaNet já conhecem o termo Guerra Híbrida. O confronto dos homens, a que chamamos Guerra, como é feita ao longo dos Séculos, só que com todos os truques e artimanhas aprendidos pelos homens ao longo dos tempos.

O momento político brasileiro está próximo ao de uma “Política Híbrida”, pois temos tudo que caracteriza o termo: guerra informacional, atos de terrorismo, emprego da criminalidade e o uso de forças convencionais.
Alguns dos atores desta Política Híbrida, não são mais que criminosos comuns, agindo com fins não só políticos, mas criminais como tentativas de ataques ao Real. Estes conduzidos por blogs controlados por agentes financeiros.

Passando a identificação dos itens que caracterizam a Política Híbrida, temos:

- A entrevista, não concedida, pelo Comandante do Exército Brasileiro Gen Ex Eduardo Villas Bôas, publicada em OESP, por uma jornalista “jobinete”, em uma pauta com claro intuito de criar uma cisão entre a Força e grandes grupos incluindo a reserva e os “intervencionistas”;(Link)

- Fato este tornado possível pela incompetente assessoria do Gen Ex Villas Boas, imposta por um familiar.

- Por falar no próprio Jobim, hoje está voltado às atividades espirituais psicografando as instruções de Márcio Thomas Bastos, para salvar as empreiteiras e o Partido dos Trabalhadores     

- A Guerrilha Urbana, que aconteceu, em Brasília DF (13 DEZ 2016), mostrou uma preparação e agressividade inaudita. Muitas ordens soavam em espanhol;(Link)

- O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) atuou como “anjo”, dos novos Guerrilheiros Urbanos, enviando papel higiênico, para limpar as remelas e as bundinhas dos jovens guerrilheiros.  Impediu que 62 guerrilheiros fossem atuados pelo artigo 20 (LEI Nº 7.170). Define os crimes contra a segurança nacional, a ordem política e social, estabelece seu processo e julgamento e dá outras providências. Pena 3 a 10 anos de prisão. Obrigaram os delegados a adotar o artigo 163, do Código Penal. (Destruir patrimônio alheio 1 a 6 meses de prisão ou multa;

- Ficamos devendo uma explicação à Força Policial Militar, homens e mulheres, atingidos pela violência planejada e organizada; (Link)

- O juiz Sérgio Moro que permitiu a viagem do Senhor Luiz Inácio e Sra Dilma Rousseff à La Habana, sob o pretexto dos funerais de Fidel Castro. Uma clara preparação para ações insurrecionais futuras no Brasil, como a ocorrida dia 13 DEZ 2016;

- Também uma reunião onde se tece a fina corda onde será enforcada a Lava-Jato e os seus participantes (Juíz Moro e Procuradores);     

- Há meios de imprensa que agem incitando a desordem e confronto, não falamos de blogs, mas Rede Globo, GloboNews, Folha de São Paulo, etc. Abdicaram da responsabilidade pelo ativismo. Alguns pelo jornalismo de resultados ($$$) outros pelo ativismo político irresponsável (Folha de São Paulo);(Linkc)

- Imprensa, Procuradoria Geral da República e Supremo Tribuna Federal saíram em corrida contra um plano de ação contra a Maconha pelo Ministro da Justiça. A Maconha está prestes a tornar-se um monopólio da gangue criminosa PCC, que está invadindo e eliminando os opositores no Paraguai. (Link e Link)

Como os leitores podem notar, nestes poucos exemplos, temos todos os ingredientes para uma Guerra (ops) Política Híbrida no Brasil.

Um Editorial Híbrido para uma Política Híbrida - DefesaNet 19 Dezembro 2016.


Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Ouvidoria da Petrobras recebe de conselheiro denúncia de geólogo pedindo apuração sobre a Gemini



2ª Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Felizmente, começa a mudança de percepção e de atitude dos dirigentes e conselheiros de empresas “estatais” no combate à corrupção. Uma carta-denúncia veiculada neste Alerta Total, na segunda edição de 19 de dezembro, endereçada a membros do Conselho de Administração da Petrobras, chamando atenção para o Caso Gemini, recebe a atenção de pelo menos um conselheiro. Francisco Petros enviou a seguinte resposta ao geólogo de petróleo Ivo Lúcio Santana Marcelino da Silva:

“Acuso o recebimento de sua correspondência protocolada na Petrobras em 19/12/2016 às 7h56 (Un – Seal). Tal correspondência consta em anexo para fins de informação. Obrigado pela iniciativa em prol da Petrobras. Face as informações prestadas encaminho a respectiva correspondência ao nosso Ouvidor-Geral para o devido cadastramento no sistema de compliance da Petrobrás (Disque Denúncia). Por esse sistema o Sr. poderá ser informado sobre o andamento da denúncia ora realizada. O Sr. Spinelli (Ouvidor-Geral) poderá prestar as informações sobre como serão os procedimentos doravante ou indicar alguém para fazê-lo. Mais uma vez agradeço o envio da correspondência. Desejo um excelente 2017 para o Sr. e sua família. Atenciosamente, Francisco Petros - Conselheiro de Administração Petrobras – Petróleo Brasileiro S.A.

O mesmo texto foi enviado por Ivo Marcelino aos demais conselheiros da Petrobras: Luiz Nelson Guedes de Carvalho; Pedro Parente; Jerônimo Antunes; Francisco Petros; Segen Farid Estefen; Durval José Soledade Santos; Guilherme Affonso Ferreira; Marcelo Mesquita; Betânia Rodrigues. Apenas Francisco Petros se manifestou até agora...

Releia a matéria: A Gemini, quem diria, pode acabar na Lava Jato


Reveja a primeira edição desta quinta-feira: A inflação sem vergonha no Brasil


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A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 29 de Dezembro de 2016.

A inflação sem vergonha no Brasil


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

O Banco Central do Brasil e o Conselho Monetário Nacional vazam para os deuses mercadológicos a boa intenção de reduzir o percentual da meta anual de inflação – fixada em 4,5% desde o ano de 2007. O Boletim Focus, oficial do BC do B, em seu Relatório de Inflação de dezembro, estima uma inflação de 3,6% no cenário de referência e de 4,5% no cenário de mercado. Políticos, acadêmicos e divindades do mercado terão muito a debater, enquanto os brasileiros sentem, na pele e no bolso, os efeitos perversos da tal “inflação”- que na prática é a perda do poder de compra da moeda, nosso irreal Real.

Os debates sobre combate à inflação no Brasil pecam por uma insistente ou renitente briga contra a realidade. Primeiro, os preços relativos no Brasil estão completamente desalinhados na comparação básica com vários países do mundo. Produtos vendidos aqui, idênticos aos lá de fora, às vezes da mesma marca e, por ironia, alguns até fabricados aqui mesmo em Bruzundanga, são negociados, lá fora, a preços muito abaixo dos praticados aqui dentro. Não adianta tentar justificar o fenômeno com “nossa carga tributária elevada”, ou porque “nosso custo trabalhista também é muito alto”.

Nossa carestia é fruto da mentalidade (uma ideologia) rentista. Praticamos uma especulação quase automática, cultural, baseada na famosa Lei de Gérson (a idéia é sempre levar mais vantagem em tudo, certo?). A indústria e o comércio brasileiros preferem obter lucros mais facilmente vendendo caro ou iludindo as pessoas com falsas promoções. Um cinismo economicamente suicida impede que se pratiquem preços mais baixos, ou compatíveis com os custos de produção e margens de lucratividade não abusivas. Parece que cobramos por serviços ou vendemos tudo muito caro por um “prazer mórbido”. Psicologicamente, parece que odiamos um livre mercado que fomente o consumo pela via dos preços justos.

É por isso que a maioria esmagadora dos industriais e comerciantes não reage, de maneira devidamente contundente, contra os 92 impostos, taxas e contribuições em vigor na economia capimunista rentista de Bruzundanga. As empresas comerciais e industriais – em sua maioria - têm o vício da sonegação de impostos, caixa dois e comercialização de mercadorias por fora, no câmbio negro do mercado informal, mesmo que o regramento excessivo da máquina de triturar tributária ofereça a ilusão de que consegue impedir as bandalheiras, graças a um suposto rigoroso controle e fiscalização.
Muitas empresas tiram onda de bem sucedidas e lucrativas não porque faturam, de forma justa, com as vendas. Na verdade, elas têm “excelentes resultados” porque aplicam alto na especulação rentista – e não na produção e produtividade, fomentando o consumo com preços justos, mais baixos. É por isso que, dificilmente, alguém consegue um desconto na compra de um produto pago a vista. Para quem vende, pouco importa oferecer vantagens reais no preço final ao consumidor. A preferência é por “ganhar” na aplicação financeira – e não na atividade realmente comercial.

O Brasil é viciado no rentismo e no capimunismo cada vez mais estadodependente. Por isso, a missão de baixar a inflação é quase impossível. Os preços agora estão sendo “abaixados” na base da porrada: o clima de recessão (ou estagflação) força algumas baixas. Mesmo assim, algumas coisas seguem elevadíssimas e fora da realidade. Vide preços absurdos de aluguéis, de metro quadrado por imóvel a venda e de muitos serviços. Experimente pegar um produto, dolarizar (ou eurorizar) seu preço e comparar com o idêntico objetivo vendido fora do Brasil. Tudo aqui será mais caro.

Portanto, a “inflação” brasileira tem um componente altíssimo de sem-vergonhice e rentismo-filhodaputa (termo que é uma redundância nele mesmo). Não precisa ser economista para constatar tamanha sacanagem praticada no prostituído mercado tupiniquim. É por isso que nossa economia vai de pior e mais ruim ainda. Quem tem muito dinheiro, via rentismo, para consumir o que quiser, aperta o botão phodda-se e paga o que pedirem. Já quem vive de salário – ou de ganhos na economia informal – precisa fazer milagres para pagar contas, impostos e fazer compras taxadas absurdamente pelo Estado-Ladrão (que tem uma máquina cada vez mais voraz por recursos para sustentar seus marajás).

É por isso que não adiantam paliativos como a Medida Provisória que institui dois preços distintos para compra com cartão ou pagamento à vista (com dinheiro ou com aquele anacrônico cheque que quase ninguém mais usa). Os brasileiros – produtor e consumidor – precisam romper com a ideologia rentista. Do contrário, seremos condenados a viver no quarto mundo, onde ganhar dinheiro honestamente parece um “pecado” em um mercado onde o Crime Institucionalizado tem a hegemonia.

Nós, brasileiros, precisamos tomar muita vergonha na cara. Do contrário, não temos moral para criticar a mamação permanente dos políticos que sustentamos de forma consciente, inconsciente ou compulsória...

Só uma Intervenção Cívica Constitucional poderá reorganizar e repactuar o Brasil de maneira civilizada e democrática. O resto é papo de sem vergonha...

Garoto Verão


Bico seco


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