terça-feira, 22 de agosto de 2017

Você é endividado ou caloteiro? É suspeito...


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Enquanto o noticiário dá destaque para uma luta, salutar para a construção da democracia, entre o Ministério Público Federal e um ministro do Supremo Tribunal Federal... Enquanto o mesmo noticiário enfatiza o programa de privatização de 58 empresas estatais para arrecadar muitos bilhões... Enquanto os políticos preparam uma reformas de araque..., os brasileiros ficam sabendo de uma fato econômico assustador para quem não é rentista ou político, mas sim um mero trabalhador ou ilustre desempregado: a altíssima inadimplência.

Uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito e da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas constatou que o Brasil tem 59,4 milhões de inadimplentes com o cpf negativado na praça. Os endividados apontam o falta de emprego e a queda de renda como motivos para não pagar em dia as contas ou os débitos. Desde janeiro deste ano, cresceu em 1 milhão de pessoas o número de endividados ou caloteiros. O SPC constatou que a dívida média em atraso do brasileiro é de R$ 2.980,00. São 56% de mulheres contra 44% de homens. Nove em cada dez entrevistados (93%) são das classes C, D e E.

As contas que mais estão em atraso, mesmo sem ter gerado negativação do CPF, são as de juros mais elevados, como cartão de loja (84% entre os que têm essa conta), empréstimo em banco ou financeira (74%), cartão de crédito (74%), cheque especial (72%) e crediário (67%). O mais apavorante e gerador de tensão social é que de cada dez consumidores com contas em atraso, cinco (48%) não acreditam que vão conseguir pagar nem ao menos uma parte de suas pendências nos próximos três meses. Cenário de terror econômico em um País no qual as pessoas de baixa renda comprar comida parcelada e, no fim das contas, não conseguem pagar a fatura do cartão.

O que tal brasileiro endividado ou “caloteiro” pensa dos altos salários dos barões do serviço público? Melhor nem perguntar... Mas, certamente, a resposta será dada nas urnas eletrônicas, mesmo que elas sejam totalmente inseguras e fraudáveis, sem transparência sobre a contagem do voto, porque ele não impresso para conferência... Logo mais, passam o Distritão, o fundo bilionário para financiar campanhas e tudo continua numa boa...

Vendo o caos sob uma ótica otimista, ainda bem que o presidente, os governadores, os senadores, os deputados, os ministros do supremo, a cúpula do judiciário e do Ministério Público não figuram entre os quase 60 milhões de inadimplentes...

Entendeu por que, sem uma profunda mudança estrutural do Estado-Ladrão brasileiro, a situação só vai piorar?

Gilmar Mendes está sob suspeição? Você que não paga conta em dia, também...

Limpando Geral


Previsão Oracular


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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 22 de Julho de 2017.

Semântica Dinâmica


“País Canalha é o que não paga precatórios”

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Para nos confundir, propositadamente ou por simples idiotice, a grande mídia muda o significado das palavras ou o nome das coisas que elas identificam.

Favela, por exemplo, agora é chamada de comunidade.

Em nada mudou a condição de miséria e degradação de seu entorno.

Um escritor e chargista, de esquerda, desenhou uma tirinha de seu personagem o “chef de cuisine” Rien a Manger.

No primeiro quadrinho, punha um prato sem nada, à frente do freguês de seu restaurante, dizendo: ”Voilà !”

O cliente pergunta: “o que é isto?”

Resposta: “Plat vide rempli de lui même!”

“Mas está vazio!”

É, em português, ele perde muito do seu charme !”

Assim estamos; saudades dos bailes carnavalescos do Arakan nos salões do aeroporto de Congonhas (que agora mudam de nome).

O gordo era gordo; o careca, careca e a dadivosa, dadivosa.

Vamos nos esforçar para desmascarar os que nos querem confundir.

Vagabundo é vagabundo; ladrão é ladrão, etc.

Dona Onça é o glorioso Exército Brasileiro. Nunca nos faltou e queira Deus que nunca venha a nos faltar.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Brasileiros: a grande vítima


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Hélio Duque

É preciso dizer esta verdade: o Brasil está fiscalmente quebrado. Os gastos do setor público são superiores ao que se arrecada, gerando “déficit primário” de 2,2% do PIB (Produto Interno Bruto). A redução das receitas, entre 2011 e 2015, oriundas da equivocada política econômica, anulou o superávit primário médio que vinha sendo de 2,4%. A dívida bruta em relação ao PIB, como decorrência da nova matriz econômica, produziu o desastre em que estamos mergulhados.

Investimento em infraestrutura, saúde, segurança, educação e afins  foram as principais vítimas. Sem reformas estruturais que limite os gastos públicos, disciplinar o poder do corporativismo estatal, a situação fiscal será caótica. Em 2017, o déficit primário previsto é de R$ 159 bilhões. Para 2018, o cenário não é diferente.
                  
Ante essa realidade, quem acompanha o noticiário veiculado pela mídia eletrônica, a ação dos parlamentares e dos analistas políticos, essas questões são tangenciadas. A falta de rudimentares conhecimentos da economia da maioria dos políticos e de muitos analistas na área jornalística, não enxergam a gravidade do momento em que está mergulhada a economia brasileira.

No Congresso prevalece a falta de racionalidade no enfrentamento realista, com propostas consistentes, seja à direita ou à esquerda, despidas de ranços populistas. Em áreas do jornalismo político televisivo contenta-se em relatar episódios isolados envolvendo os personagens públicos em tramas e fofocas, atribuindo a fontes dos bastidores.

O jornalismo político, divorciado da realidade econômica, e a grande maioria dos homens públicos não informam a sociedade com rigor da crise fiscal gravíssima. O governo Michel Temer, enquanto vice-presidente, foi partícipe juntamente com o seu partido, do desastre fiscal e econômico construído ao longo do governo Dilma Rousseff. Ao chegar à presidência despertou para a gravidade da crise, em autêntica “mea culpa”, mudou a política econômica.
                  
Desaprovado popularmente tem na sua equipe econômica a sustentação no enfrentamento do incesto produzido, em anos recentes, pelo contubérnio dos setores públicos e privado. Enfraquecendo o Estado, privilegiando grupos privados delinquentes, retratados na corrupção ampla e geral que a “Operação Lava Jato” vem, há três anos, demonstrando documentalmente.

Reconstruir os pilares da economia brasileira é missão que durará muitos anos. Infelizmente com o combate feroz dos porta vozes cínicos dos autores e responsáveis, com presença no Congresso e em setores de um jornalismo militante, buscando atribuir virtudes a um tempo passado de governabilidade, onde a tragédia política, econômica e social foi construída com aplauso, infelizmente, de amplas áreas da própria sociedade.
                  
Felizmente o Brasil é maior do que o pessimismo que estamos vivendo. A degeneração ética e moral, a tragédia econômica, a perda de confiança nas instituições políticas, é reflexo da maior recessão econômica da sua história. Pesquisa do Ibope, realizada recentemente, apontava que 15% dos brasileiros não confiam em membros da própria família. Cerca de 33% não confia no círculo de amizades e 45% dos pesquisados acreditam que quem nasce no Brasil não merece confiança. Quando se trata das instituições, Congresso Nacional, governo, partidos políticos a desaprovação fica acima dos 80%.
                  
Ante um cenário dessa gravidade, é preciso buscar com competência um novo caminho para o futuro, enfrentando a “velha política”, restaurando com disciplina espartana as instituições do Estado, em todos os níveis, buscando novas lideranças capazes de apontar um futuro para o Brasil. Para isso a sociedade brasileira precisa despertar do torpor alienado Onde ela (a sociedade) é a grande vítima.

Em 2018, ocorrerá uma oportunidade que não pode ser perdida, com debates estéreis. Deve se buscar quem venha a formular um projeto nacional, onde não prevaleça o “nós” e “eles”, mas os verdadeiros interesses da nação. Consciente do fato de não existir salvadores da Pátria.                  


Hélio Duque é doutor em Ciências, área econômica, pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). Foi Deputado Federal (1978-1991). É autor de vários livros sobre a economia brasileira. 

Desrepresentatividade


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

O modelo político brasileiro, todos sabem, nem é preciso dizer, faliu completamente, entrou em colapso, daí novas idéias e pensamentos para uma reforma substancial. Dizem distrito misto, distritão, comentam lista aberta, e até parlamentarismo como numa recente propaganda liderada
pelos tucanos. Contudo, nada disso é viável sem uma mudança substancial da qualidade dos políticos e qualidade dos partidos, a permanecer a mesma velharia e antigos donos de capitanias hereditárias nada será construído para a reconstrução do Brasil.

Dias atrás o jornalista e colunista Eugenio Bucci lançou críticas ao brilhante magistrado Sergio Fernando Moro e também ao MPF que eles não deveriam se imiscuir na política palpitando. Crasso engano. Tudo que é malfeito na política repercute no social e vem direto para o judiciário. É preciso salientar que os magistrados não estão em redoma de vidro e desconhecem a realidade das ruas. Isso jamais acontecerá em tempos de modernidade do mecanismo de distribuição da justiças.

Preocupa-nos sobretudo o estado de miserabilidade da classe política que tem repercussão no dia a dia da população com desserviço público e criminalidade acentuada. Nada disso seria factível ou visível se a massa dos políticos não olhasse para o próprio umbigo e tivesse capacidade de exercer o mandato com validade e eficácia olhando diretamente para o bem comum.
Não, já adianto não é um discurso demagógico ou populista mas sim uma latente situação que fora deflagrada há mais de uma década atrás quando insistiram em levar bolsas sociais e arrebentaram o déficit público.

Cadeias lotadas, presidios superlotados prendemos muito e  deveras erraticamente, pois se a prisão estivesse destinada, tanto a definitiva, como a preventiva,nos crimes hediondos,dentre os quais a corrupção,o Brasil estaria liberto do propinoduto que se alardeou e alastrou como se fosse metástase. A corrigenda é salgada e também tem conotação amarga,qual o motivo de magistrados não sendo de carreira,a grande maioria, das cortes superiores,diariamente frequentar a mídia e os concursados ficar de boca calada.

Não aceitamos em absoluto que a mídia despudoradamente vendida ou alienada nos impute responsabilidade pelo momento,querem pegar um juiz que excedeu o teto para espalharem que todos somos fora da lei e marginais,mas não conseguirão. Enquanto a Ministra presidente do STF determina averiguação nas folhas salariais de todos os tribunais, presos vão sendo colocados na rua com tranquilidade em razão do estado etário e de outras vicissitudes a contaminar o sistema.

Foi por essa razão que há tempos atrás surgiu uma entidade associativa chamada AJA \- associação de juizes anticorrupção cujo principal desiderato é denunciar no País e no exterior falcatruas, mazelas e rendições aos predicamentos da magistratura colocando os juízes em posição notoriamente defensiva com medo de sanções e punições. O Brasil está sendo transformado e passado a limpo por força de delegados, procuradores e de juízes federais que amam o que fazem e sentem orgulho de proceder ao combate direto, diário, incessante e sem tréguas de uma promiscuidade sem fronteiras que se enraizou no seio da República e contaminou o sistema Federativo.

Não há um só lugar de paz,no qual a cidadania possa ser exercida livre dos ataques marginais,da bandidagem e de golpes à luz do dia. Aqueles que disseminam inverdades contra a magistratura serão convocados amanhã pela história para depoimentos e testemunhos em prol de que lado estão e o que desejam na atual conjuntura.

Fome,desemprego, miséria, pauperismo,empresas fechando, e o Estado perdulário, não há infraestrutura e os preços caros para um País que antes de ser rico ficou absurdamente inviável para  maioria de sua população. Alex de Tocquevile já descrevia o manifesto do estado de penúria, e temos ainda em Bertrand Russel o modelo do fracasso institucional, com as luzes mais penetrantes de uma democracia que definha nos ataques diários.

O parlamento não fora edificado para ser uma casa sem leis de brigas intestinas entre os insanos, mas são remunerados pelo dinheiro do povo e o nosso congresso nacional que pouco ou nada faz ao longo de sua vida institucional em termos de melhorias das condições de vida da população consome mais de 3 bilhões de reais por ano, e agora querem sob
o apanágio do financiamento público pouco mais de 3 bilhões para um custo eleitoral sem benefício algum.

O recado está dado sem a mudança da mentalidade e da qualidade dos nossos políticos levando mais jovens e aposentando os que já cumpriram por mais de uma década seus mandatos não há chances, o Brasil perderá a luta para o crime organizado, para corrupção e as próximas gerações herdarão uma maldita sina que nos infelicita desde os primórdios do descobrimento.


Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

A Grande Fome de Mão - I


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

 O texto abaixo é o prefácio do livro título deste artigo. Foi escrito por FRANK DIKÖTTER. Nascido na Holanda em 1961, formado em História e Russo pela Universidade de Genebra. É professor catedrático de Humanidades da Universidade de Hong-Kong.

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Entre 1958 e 1962, a China desceu ao inferno. Mao Tsé-Tung, presidente do Partido Comunista Chinês, jogou o seu país em um delírio com Grande Salto Adiante, uma tentativa de alcançar e superar a Grã-Bretanha em menos e quinze anos. Ao liberar o maior ativo da China, uma força de trabalho que se contava em centenas de milhões, Mao sonhou que poderia catapultar seu país para a dianteira dos competidores... em vez de seguir o modelo de desenvolvimento soviético,que se inclinava acentuadamente para a indústria, a China “caminharia sobre duas pernas”.

As massas camponesas foram mobilizadas para transformar a agricultura e a indústria ao mesmo tempo, convertendo uma economia retrógada numa sociedade comunista moderna, com abundância para todos. Na perseguição de um paraíso utópico, tudo foi coletivizado, e os aldeões foram arrebanhados em comunas gigantescas, que proclamavam o advento do comunismo. As pessoas do campo foram roubadas de seu trabalho, de seus lares, de suas terras, de seus pertences e de seus meios de subsistência.

A comida, distribuída às colheradas nos refeitórios coletivos segundo o merecimento, transformou-se em arma para forçar as pessoas a seguir todos os ditames do Partido. As campanhas de irrigação forçaram até a metade dos camponeses a trabalhar durante semanas a fio em projetos de reservatórios e água gigantescos, freqüentemente distantes de casa, sem alimento e descanso adequados. A experiência terminou na maior catástrofe que o país jamais conheceu, destruindo dezenas de milhões de vidas.

À diferença de desastres comparáveis, como, por exemplo, os que aconteceram sob Pol Pot, Adolf Hitler ou Joseph Stalin, as verdadeiras dimensões do que aconteceu durante o Grande Salto Adiante continuam pouco conhecidas, isso porque durante muito tempo o aceso aos arquivos do Partido foi proibido a todos, exceto aos historiadores confiáveis, respaldados por credenciais do Partido. Mas uma nova Lei do Arquivo abriu, recentemente, grande quantidade de material para historiadores profissionais, mudando o modo de estudar a era maoísta.

Este livro se baseia em bem mais de mil documentos, coletado durante vários anos em diversos arquivos do Partido, do Ministério das Relações Exteriores, em Pequim, e de grandes coleções provinciais em Hebei, Shandong, Gansu, Hubei, Hunan, Zhejiang, Sichuan, Guizhou, Yunnan e Guangdong, e em coleções menores, porém igualmente valiosas, em cidades e condados por toda a China.

O material inclui relatórios secretos do Departamento de Segurança Pública; minutas detalhadas de encontros da cúpula do Partido; versões sem censura de discursos de importantes lideranças; pesquisas das condições de trabalho no campo; investigações de casos de assassinatos em massa; confissões de líderes responsáveis pela morte de milhões de péssoas; inquéritos coligidos por equipes especiais enviadas para descobrir a extensão da catástrofe nos últimos estágios do Grande Salto Adiante; relatórios gerais da resistência camponesa durante a campanha de coletivização; pesquisas secretas de opinião; cartas escritas por gente comum e muito mais.

O eu surge desse massivo e detalhado dossiê transforma o nosso entendimento do Grande Salto Adiante. Quando se traa do número geral de mortos, por exemplo, os pesquisadores tiveram, até agora, de inferir das estatísticas oficiais de população, incluindo números dos censos de 1953, 1964 e 1982. Suas estimativas vão de 15 a 32 milhões de mortos. Mas os relatórios de segurança pública compilados na época, em como os volumosos relatórios secretos cotejados pelos comitês do Partido nos últimos meses do Grande Salto Adiante mostram como esses cálculos são corretos e apontam para uma catástrofe de magnitude muito maior: este livro mostra que pelo menos 45 milhões de pessoas morreram desnecessariamente entre 1958 e 1962.

O termo “Fome” ou até mesmo “Grande Fome”, é freqüentemente usados para descrever esses 4 a 5 anos da era maoísta, mas o terno não consegue captar as muitas formas pelas quais as pessoas morreram sob a coletivização radical. O uso displicente do termo “fome” também deu suporte à versão amplamente disseminada de que essas mortes eram conseqüência não intencional de programas econômicos mal feitos e mal executados. Assassinatos em massa não são usualmente associados a Mao e ao Grande Salto Adiante, e a China continua a se beneficiar de uma comparação mais favorável com a devastação comumente associada ao Camboja e à União Soviética.

Mas, como demonstram as novas provas apresentadas nesse livro, coerção, terror e violência sistemática foram a base do Grande Salto Adiante. Graças aos relatórios freqüentemente meticulosos compilados pelo próprio Partido, podemos inferir que entre 1958 e 1962, em estimativa aproximada, 6% a 8% das vítimas foram torturadas até à morte ou sumariamente mortas – ascendendo, no mínimo, a 2,5 milhões de pessoas. Outras vítimas foram deliberadamente privadas de comida e morreram de inanição. Muitas outras desapareceram porque eram velhas, fracas ou doentes demais para trabalhar – e, portanto, incapazes de ganhar seu sustento.

Pessoas eram mortas seletivamente porque eram ricas, porque faziam cera, porque falavam, porque simplesmente não eram estimadas ou por qualquer outra razão, pelo homem que empunhava a concha no refeitório. Incontáveis pessoas foram mortas indiretamente por negligência, uma vez que os oficiais estavam sob pressão para focar mais os números que as pessoas, para garantir que preenchessem as metas que lhes eram entregues pelos responsáveis pelo planejamento.

Uma visão de abundância prometida não apenas motivou um dos assassinatos em massa mais terríveis da História, como também infligiu danos sem precedentes à agricultura, ao comércio e ao transporte. Panelas, caçarolas e ferramentas eram atiradas em fornalhas de fundo de quintal para aumentar a produção de aço no país, vista como um dos mágicos fazedores do progresso.

Os rebanhos declinaram precipitadamente não apenas porque os animais eram abatidos para o mercado externo, porque também sucumbiam em massa de doenças e fome – apesar dos extravagantes planos de gigantescas fazendas de criação de porcos que traiam carne para todas as mesas. O desperdício aumentou porque produtos em estado bruto e suprimentos eram mal alocados e porque os chefes das fábricas deliberadamente quebravam as regras para aumentar a produção. Como todos cortavam caminho na incansável perseguição de uma produção maior, as fábricas cuspiam bens de qualidade inferior que se acumulavam nos desvios das linhas férreas sem serem recolhidos.

A corrupção se infiltrou em todos os lugares e aspectos da vida chinesa, manchando tudo, do molho de soja às usinas hidroelétricas. O sistema de transporte se deteriorou totalmente até parar por completo, incapaz de atender às demandas criadas por uma economia planificada. Bens no valor de centenas de milhões de yuans se acumulavam em refeitórios, dormitórios e até nas ruas, grande parte do estoque simplesmente apodrecendo ou enferrujando. Teria sido difícil planejar um sistema de maior desperdício, em que os cereais eram deixados sem serem recolhidos à beira de estradas de erra no campo, enquanto as pessoas roubavam raízes ou comiam lama.
    
Este livro também documenta como a tentativa de saltar para dentro do comunismo resultou na maior destruição de propriedade da História humana – superando de longe os bombardeios da Segunda Guerra Mundial. Até 40% de todas as moradias se tornaram entulho, enquanto casas assim eram derrubadas paa cultivar fertilizantes, construir refeitórios, reassentar camponeses, endireitar o trajeto de estradas, abrir espaço para um futuro melhor ou simplesmente para punir seus ocupantes.

A natureza também não escapou da destruição. Nunca saberemos qual foi a perda total de cobertura de florestas durante o Grande Salto Adiante, mas um ataque intenso e prolongado à natureza reclamou até metade das árvores plantadas em algumas províncias. Rios e cursos d’água sofreram também em todo o país, represas e canais construídos por centenas de milhões de fazendeiros a um custo humano e econômico, tornaram-se, na maior parte, inúteis ou até perigosos, resultando em deslizamentos de terra, obstrução de rios, salinização do solo e devastadoras inundações.

Assim, o significado deste livro está de forma alguma restrito à fome. O que relata, freqüentemente com angustiante detalhamento, é o quase colapso de um sistema social e econômico no qual Mao havia apostado seu prestígio. Enquanto a catástrofe se propagava, o líder atacava seus críticos paa manter a posição como indispensável líder do Partido.

Depois que a fome chegou ao fim, no entanto, novas facções apareceram, opondo-se fortemente ao presidente: para ficar no Poder, ele teve de virar o país de cabeça para baixo com a Revolução Cultural. O elemento essencial da história da República Popular da China foi o Grande Salto Adiante. Qualquer tentativa de compreender o que aconteceu na China Comunista deve iniciar por colocá-lo no centro de todo o período maoísta.

De maneira muito mais geral, enquanto o mundo moderno luta para encontrar um equilíbrio entre a liberdade e a regulação, a catástrofe desencadeada na época permanece como um lembrete do quanto é profundamente equivocada a idéia do Estado planejador como antídoto para o caos.


Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Vamos além da malhação ao Gilmar?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

A Força Tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro enviou sexta passada ao Procurador-Geral da República (em saideira do cargo), Rodrigo Janot, informações para eventual arguição de suspeição ou impedimento do supremo ministro Gilmar Mendes, em relação ao habeas corpus concedido aos empresários Jacob Barata Filho e Lelis Marcos Teixeira – investigados nas ações penais da Operação Ponto Final (conexa à Operação Calicute-Eficiência). Nos bastidores da PGR e do STF, avalia-se que Janot nada fará contra Gilmar. E, se por acaso fizer, o Conselho Nacional de Justiça dificilmente agirá contra um membro do Supremo e presidente do Tribunal Superior Eleitoral.

Os procuradores fizeram a parte deles. Produziram um diagrama para tornar mais fácil de vizualizar as “intrincadas relações” entre Barata, Teixeira e Gilmar Mendes, seus familiares e o poderoso escritório de Advocacia de Sérgio Bermudes (no qual trabalha Guiomar Mendes, esposa do supremo magistrado). Agora, se Janot nada fizer, a ira de Gilmar recairá sobre os procuradores Mônica de Ré, Silvana Góes, Carlos Alberto de Aguar, Andréa Freire, Neide de Oliveira, Eduardo El-Hage, Fabiana Schneider, José Augusto vagos, Leonardo de Freitas, Marisa Ferrari, Rafael Santos, Rodrigo da Costa e Silva e Sérgio Dias.


Pelo menos até 18 de setembro, quando Janot passa o bastão da PGR para Raquel Dodge (indicada por Michel Temer com apoio público do Gilmar Mendes) nada de brusco deve acontecer na agora tensa relação entre a cúpula do Judiciário e os membros do Ministério Público Federal que atuam na Lava Jato em flagrante processo de sabotagem – apesar dos discursos oficiais em contrário. Até aquela delação premiada da OAS, que mexeria com a reputação de integrantes do Superior Tribunal de Justiça, tende a seguir na gaveta, até segunda ordem...

Enquanto isso, perigosamente, o Judiciário vai conquistando um desgaste de imagem que tende a ser mais grave que os dos poderes Executivo e Legislativo (já desmoralizadíssimos). As diversas revelações sobre supersalários – que a presidente do STF e do CNJ, Carmem Lúcia, promete apurar e coibir com o máximo rigor – devem ampliar a “condenação” da opinião pública (tungada pelo governo e pela crise) contra o mundo togado. Como tem poder de mandar prender e soltar, o Judiciário mantém a blindagem e torna-se mais intocável ainda...

A mídia é que resolveu partir para um ataque crítico contra o Judiciário. O Grupo Globo espanca como nunca a máquina judiciária. Escancarou, em seus telejornais, uma planilha que revela os salários acima da média pagos pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Como vazou tal arquivo que já circula há meses nos zap-zaps da vida? Outras redes de televisão seguem na mesma balada de chutar a toga. Uma das reportagens mais escandalosas foi produzida pelo jornal local “SBT Rio”. Ironicamente, parece que a crise no estado não chegou ao Tribunal de Justiça de lá.

O SBT denunciou: Uma moderna academia de ginástica, exclusiva para juízes, desembargadores e parentes deles, no segundo andar do TJ fluminense, vira fonte de polêmica. A privilegiada área de educação física é alvo de uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado do RJ (ironicamente, aquele mesmo que tem vários de seus integrantes alvos de denúncias e processos por corrupção). Um convênio entre a “Mútua dos magistrados” e o TJ prevê um investimento de R$ 4 milhões 812 mil 393 e 51 centavos só para o pagamento dos “personal trainers”. Como apenas 26 pessoas usufruíram da malhação, o custo individual pode passar de R$ 38 mil por ano.   

Os magistrados merecem e precisam malhar. O problema é que, em tempos de falência do RJ e em meio a uma crise econômica nacional, os malhadores se transformam em alvos fáceis de mais uma desagradável “malhação” popular. Em outros estados, denúncias parecidas colocam o Judiciário em xeque (principalmente os valores do contracheque, muito acima daquele suposto teto salarial baseado no valor pago a um ministro do Supremo Tribunal Federal).

Daqui a pouco, não demora, o candidato Lula vai sair reclamando em caravana do salário dos marajás do judiciário que desejam impedir que ele retorne à Presidência da República...

Novamente, fica claro que o problema brasileiro é estrutural. Não adianta reforma, com placebo (remedinho de araque). É necessária uma inédita Intervenção Institucional que reinvente a máquina estatal.

O legítimo poder instituinte do povo tem de implantar uma república federalista de verdade, com transparência total dos gastos públicos e fiscalização direta feita por contribuintes eleitos para tal finalidade.   

Temos de ir muito além da polêmica com Gilmar Mendes. O Brasil só tem jeito se for reinventado. Ainda bem que vários grupos se juntam, a partir do maravilhoso mundo virtual, para debater soluções viáveis.

Uma Constituição enxuta, com Segurança do Direito (Democracia), máquina estatal reduzida, com menos impostos e transparência total de gastos são as prioridades, junto com um choque de Educação.

Os brasileiros não suportam mais o Estado-Ladrão, a hegemonia do Crime Institucionalizado e os vários “tribunais de exceção” em operação contra o povo.

Releia o artigo de domingo: O bem que Gilmar Mendes nos faz


Trauma geral


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IV) Depósito no sistema PayPal, para doações feitas no Brasil ou no exterior.

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 21 de Julho de 2017.

The Last Embira


“País Canalha é o que não paga precatórios”

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

O Estado é um ente ficcional. Não obstante, parece ter os mesmos sentimentos humanos dos indivíduos que o compõe.

A classe política, no momento, está com paura bruta.

O judas ciário se ne frega.

Os banqueiros, não confiam nem nos próprios travesseiros.

Para assim dizer, estão com o esfincter na mão.

Todos sabem que vivemos os últimos dias de Pompéia de nossa despudorada república.

O que virá depois não sei. Talvez o resultado de uma dose cavalar de óleo de rícino.

Todas as maquiavélicas amarrações das felpudas raposas foram feitas com embira podre.

Desatam-se seus nós um após outro. A farsa do grande flechador em conluio com os tripeiros; a máscara de “bonzinho” do príncipe dos traidores da Pátria (codinome “efecagácê”); a tucanosfera; a globosta; etc.

Para o meu gosto, dona Onça hesita demasiado em acabar com a suruba federal.

Mas quem sou eu? Um pobre pensador tercermundista a quem a consciência diz: “Insista!”

Boxeador de pontas de faca, não sou tatu nem paca. Talvez, cotia que se esfalfa noite e dia. Um mero urso que tenta melhorar seu discurso.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

O Doce desandou


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Antônio José Ribas Paiva

O sistema político vigente levou ao beco sem saída da ditadura do crime, que fragilizou, irremediavelmente, as instituições, tornando-as meros instrumentos  da casta política e dos barões do serviço público.
       
Essa é a realidade. Não dá para corrigir o doce, com os mesmos ingredientes.
     
Temos que jogar a panela fora, corrigir a receita e começar de novo. Como fazer?
      
Os segmentos conscientes da sociedade devem exercer o PODER INSTITUINTE (originário), para mudar e fortalecer as instituições.

A casta política está fora do processo, porque aliou-se ao crime para, junto com os barões do serviço público, trair a PÁTRIA e escravizar o povo.

A solução para o impasse é a INTERVENÇÃO CONSTITUCIONAL(art 142 CF) do povo, através das suas Forças Armadas, no processo político, para desinfetar a coisa pública e começar de novo.
    
Esta é a receita para o BRASIL voltar a ser a potência mundial, dos tempos do Império!!!


Antônio José Ribas Paiva, Jurista, é presidente do Nacional Club.

Esquizofrenia Social


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Maynard Marques de Santa Rosa

A transição atual é prolífica em extravagâncias que espelham interesses de todo o tipo, ensejando uma agenda surpreendente. 

A proposta de trocar o sistema presidencialista pelo parlamentarismo, porém, é tema recorrente.

Os políticos costumam culpar o presidencialismo dito de coalizão ou semiparlamentarismo, por tornar o poder executivo refém do Legislativo.

Marotamente, omitem a causa da desarmonia: o parlamentar em função executiva. Pelo certo, o senador ou deputado, ao aceitar cargo no executivo, deveria perder o mandado legislativo, em favor do princípio da independência dos poderes.

Da mesma forma, fingem esquecer que a soberania popular, fonte de todo o poder, escolheu o presidencialismo puro, em dois plebiscitos recentes. Além disso, é inoportuna. Uma reforma que delega mais autoridade ao estamento político, no momento mais crítico da sua credibilidade, é uma insensatez.

Outra preocupação relevante é a da violência urbana. Embora seja notória a crise geral de insegurança pública, o tema não consegue espaço na agenda legislativa. A redoma psicológica em que se abrigam os legisladores no Congresso parece torná-los insensíveis ao sofrimento refletido no índice macabro de 60 mil homicídios/ano, que supera o total de baixas somadas na Síria e no Afeganistão. A realidade social mostra que os códigos vigentes no país estão defasados. Uma explicação para o imobilismo seria a alienação ideológica. 

Contudo, não se restringe ao âmbito legislativo o distúrbio da insensibilidade. A crise econômica e o desemprego de 14 milhões de pessoas não chegam a comover as corporações dos poderes públicos, responsáveis pela expansão de supersalários que transcendem os limites legais.

Sobre fenômeno similar, escreveu Alexis de Tocqueville, em “O Antigo Regime e a Revolução”, que as teses dos enciclopedistas eram temas da moda dos nobres da França do século XVIII, nos convescotes de Paris e nos saraus da Corte de Versailles, como se não lhes afetassem a própria sobrevivência. Mais do que anomalia emocional ou moral, seria um sintoma de esquizofrenia social.     

Outro aspecto contumaz da agenda subliminar é a chamada teoria do gênero. Inventada na Europa por pensadoras feministas, pretende alterar as leis da natureza, ao derrogar os sexos, como se o homem e a mulher fossem espécies diferentes dentro do gênero humano. O que surpreende é a assimilação do conceito pela grande mídia, que vem conseguindo inculcar a aberração na sociedade, até alcançar a legislação governamental.   

O fato é que o humanismo perdeu o rumo e transpôs os limites razoáveis, ensejando um ambiente cada vez mais permissivo. O Brasil, por mais de quatro décadas, tem sido vítima de campanhas “construcionistas” que subverteram os valores sociais e desnortearam o senso comum da população.

O bombardeio populista e ideológico, a partir da Constituinte de 1988, consolidou uma cultura de direitos sem deveres e minou o princípio da autoridade. O resultado se mostra nos indicadores de corrupção, violência e impunidade. Para agravar, escasseiam as lideranças políticas.

Chegamos, assim, ao limiar da ordem política, econômica, social e jurídica. Portanto, é hora de reação, antes que o faça o instinto de sobrevivência coletivo, criador potencial de cenários escatológicos.

A ordem social que repousa em base falsa torna a sociedade suscetível ao presságio bíblico: “Quando vierem as chuvas, subirem os rios, soprarem os ventos e a vierem açoitar, ela ruirá, e grande será a sua ruína” (Mateus, 7:25).


Maynard Marques de Santa Rosa é General de Exército na reserva.

Mensagem ao STF


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

Senhores Ministros do Supremo Tribunal Federal: A Nação brasileira em peso pede e clama o fim da impunidade e o combate sem tréguas à metástase da corrupção que enlameia o País e torna a população refém de serviços públicos de terceiro mundo e graves conseqüências para o tecido social e futuras gerações.

Não provoquem retrocesso ou mudem o que de bom já foi feito. O famigerado foro privilegiado e a lentidão do STF levarão a Nação ao colpaso,ao caos e a ingovernabilidade. Ouçam o grito da consciência de cada um para que julguem a todos e com ritmo acelerado, mantendo a prisão depois do julgamento em segundo grau e não soltando a esmo presos de alta periculosidade mediante decisões isoladas, sem levar à mesa para salvaguarda do órgão colegiado.

O Brasil está de olho em vocês, Ministros, e espera que o STF agora avance e mostre ao Brasil que somos uma sociedade civil que ambiciona democracia e quer ver Justiça.


Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

A Militância das Feminazis


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Renato Sant’Ana

Repercute na "rede" a espinafrada que senadoras e deputadas petistas levaram do Senador Magno Malta (PR-ES): com mais recato do que qualquer delas, ele desmascarou a justiça seletiva das autodefinidas "feminazis".

Elas comemoraram a condenação, no STJ, do Dep. Jair Bolsonaro em ação movida pela petista Maria do Rosário. Não importa aqui o teor da tal decisão. Apenas de passagem, entretanto, registre-se que Bolsonaro (de injustificada impertinência no caso específico), acabou caindo numa emboscada. Seja lá! As ínclitas esquerdistas comemoraram, porque... "Mexeu com uma, mexeu com todas!".

Só que... Quando o médico Roger Abdelmassih - condenado por haver estuprado 49 mulheres - teve o privilégio de sair da cadeia e ir para casa tratar-se de doença, nenhuma delas teve a atitude política de realçar aquele insulto às vítimas. Quando José de Abreu, o militante da Globo, cuspiu no rosto de uma mulher num restaurante, elas nada disseram.

Quando marmanjos do PT, inclusive por imposição física, constrangeram a jornalista Míriam Leitão num voo da Avianca de Brasília ao Rio, as exaltadas feminazis chegaram ao ponto de justificar a agressão. Quando a jornalista Joice Hasselmann foi alvo de grosserias alusivas à sua condição feminina, desferidas por Reinaldo Azevedo, elas não se pronunciaram (até porque Joice Hasselmann é da parcela minoritária da imprensa que não se omite diante da corrupção da esquerda).

Tem mais. A deputada Maria do Rosário, junto com a senadora Fátima Bezerra, foi chamada por Lula - o leitor perdoe a citação - de "mulher de grelo duro". E como ela reagiu? Só sorrisos! Achou engraçadinho! Justificou! E acabou levando uma tremenda carraspana do Jornalista Antônio Carlos Macedo, da Rádio Gaúcha, durante entrevista em que ela, muito esperta, tentou dar um significado simpático à baixeza do "ex-presidente" (que ela pronunciou com orgulho). Basta!

Que aconteceria se Jair Bolsonaro, inimigo preferencial dessas madames, houvesse empregado (perdoe de novo!) a expressão "grelo duro" em relação a qualquer delas? Por óbvio e adequadamente, ele enfrentaria um processo por quebra de decoro parlamentar. Seletividade: "Aos nossos, tudo; aos inimigos, nem a justiça!"

O que Magno Malta fez foi desnudar o relativismo moral e a hipocrisia das petistas, revelando a incoerência e a grande farsa ideológica das feminazis. Será que o eleitor brasileiro já descobriu que votar nessa gente significa ser conivente com uma completa falta de princípios?


Renato Sant'Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito.