sábado, 28 de janeiro de 2017

Maradona, dá uma mãozinha,,,


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Renato Sant’Ana

Em 1986, na Copa do México, o extraordinário Diego Maradona fez um gol inesquecível: ele usou a mão (irregular, óbvio) para vencer Peter Shilton, goleiro da Inglaterra. Cinco minutos depois, o baixinho argentino fez outro, eleito o gol mais bonito da história das Copas em votação no site da Fifa, em 2002. Mas pensemos no primeiro.

Ao fazer-lhe o relato, o locutor uruguaio radicado na Argentina Victor Hugo Morales, narrando para uma rádio de Buenos Aires, não pipocou: declarou que o gol, de feitura genial, havia sido irregular. Estaria Morales torcendo pela Inglaterra com esse ato? Teria ele, assim, traído a pátria Argentina que o acolheu como filho? É claro que não! Embora algum "hermano" mais apaixonado até pudesse ter ficado ofendido com ele.

Dia destes, concordei expressamente com a crítica de Rodrigo Constantino, que declarou guerra às facções militantes da imprensa brasileira. Com toda propriedade, ele denunciou a mal dissimulada ideologização que infecta revistas e jornais. E ao fazê-lo, salientou a parcialidade com que formadores de opinião tratam a figura de Donald Trump. E até pode ser mesmo que, ao usar o exemplo, ele tenha revelado sua simpatia pelo novo presidente americano. Isso é lá com ele. Mas concordar com a sua crítica não me faz partidário de Donald Trump – a quem considero um antiestadista.

O problema é que nem todo mundo separa as coisas. tive que fazer um exercício xamânico para manter a calma, quando um interlocutor - que se pretendia isento! - apanhou a minha "concordância" para "acusar-me" de ser partidário de quem, para ele, é o demônio. Bobagem!

Aliás, eu não tenho pesadelos com Donald Trump, apenas não gosto dele, temendo que cometa erros graves de repercussão internacional. Agora, uma coisa é o que ele significa; outra, o modo com que certos jornalistas o tratam. Parcialidade que fica indecente, quando se observa como esses mesmos profissionais tratam outras figuras da política sem dissimular seu favoritismo.

Vamos a um caso. Ninguém, com razoáveis condições cognitivas e honestidade intelectual, dirá que Trump é pior que Nicolás Maduro. Aliás, por mais críticas que se lhe façam, no que concerne a "postura de homem público" seria insano até mesmo achar que Trump está na várzea do mentecapto que diz receber o defunto Hugo Chaves na forma de um passarinho que vem soprar-lhe verdades ao ouvido. No entanto, jornalistas militantes (desde articulistas até rapazolas que dominam as redações) defendem os desvarios de Maduro.

Rodrigo Constantino insurgiu-se precisamente contra esses jornalistas que, por um lado, exaltam figuras antidemocráticas da laia de Nicolas Maduro e, por outro, descem o malho no bizarro Donald Trump. Concordo com a sua crítica.

Em jornalismo, não cabe cobrar isenção. Mas é exigível honestidade intelectual, o que redunda em imparcialidade. E fato é que se pode, em política, ter o distanciamento e a objetividade que demonstrou Morales no futebol (no futebol!): mesmo torcendo pela Argentina, ele acusou irregularidade no gol de Maradona. Só que, para chegar lá, os nossos "rapazolas" vão ter que esquecer as bandeirinhas e se empenhar por desenvolver alguns conceitos. E é trabalhoso, tem que estudar...
P.S. Leia o artigo de Rodrigo Constantino em: Imprensa Progressista: o Câncer do Brasil

Renato Sant'Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito.

2 comentários:

Paulo disse...

Estava lendo até a palavra ¨antiestadista¨. Aí eu percebi qual é a do autor socialista fabiano ufanista barato e parei aí.

Anônimo disse...

lixo comunista