sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

O Chato Tecnológico


“País Canalha é o que não paga precatórios”.

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Há muitos anos alguém escreveu o livro Tratado Geral dos Chatos.

Tempos mais felizes em que não havia nem Facebook nem Whatsapp.

Qualquer panaca que você não vê há dezenas de anos, solicita sua amizade.

Para quê? Enviar mensagens inúteis, lugares comuns ou vídeos de mau gosto?

Ou então, mulheres com o prazo de validade vencido, atirando para todos os lados. O que colar, colou.

“Por que, então, você não sai da rede social?”

Por dó de alguém que se sentiria magoado.

Mas o pior é o tal de Zap Zap. O seu smartphone apita. Você pensa que é um e-mail que chegou.

Não; é apenas baboseira.

O assunto do e-mail deve ser comentado.

Você, algum dia, informou o seu endereço de e-mail para a pessoa errada.

Empresas compram seus dados e passam a enviar ofertas “maravilhosas”.

Você marca como Spam. Os vagabundos continuam a enviar a mesma chatice de outro IP.

Felizmente atentei logo para esse abuso.

Hoje tenho vários endereços de e-mail:

-um para uso profissional;

-outro para uso geral;

-um terceiro para os chatos (quase nunca abro) e,

-um quarto para os chatos refinados que te dizem: “Tenho mandado mensagens para o e-mail tal mas você nunca responde !”

A grande vantagem de ficar velho, talvez a única, é possibilidade de dizer sem remorso: Vá encher o saco da avó!

Cortar as relações com os pentelhos que te infernizaram anos a fio.

Se eu durar mais um pouco, entrarei na fase de morder.

Aqui d'El-Rey!


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador e candidato a pastor alemão.

2 comentários:

francisco araujo disse...

Carlos Mauricio, acho que o chato é você. Pelo amor... Mas eu até te entendo. Também tenho mais de 50 anos, e sou meio avesso a responder mensagens me enviadas. Tenho um celular, tenho Watsap, mas não raro, até esqueço o celular em casa. Essa coisa de se prender ao celular é destas últimas gerações.

Anônimo disse...

No advento de minha vida "internética", quando ousei ter um Email, perdi uma amizade, ainda bem que não era amigo de verdade, por me cobrar a leitura de uma mensagem que ele enviou. Interessante é que ele morava no outro quarteirão e trabalhava todos os dias na esma organização. Hoje, tenho preferência por celulares ponta de estoque, bem simples. Sem ter essas "modernidades", já vieram me cobrar o "zap-zap" para ficarem me enchendo a paciência e entupindo a memória do celular com baboseiras e fofocas. Já vi o que acontece nos grupos familiares. Tô fora!