domingo, 19 de março de 2017

A violência que a Lei protege (6)


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Renato Sant’Ana

Não é bom armar todo mundo: poucos estão preparados. Mas a vítima poder exercer seu direito à autodefesa é a exceção que precisa virar regra.

Madrugada de 09/03/17, um guarda municipal de Novo Hamburgo, RS, ao chegar em casa foi emboscado por dois bandidos que usavam toucas-ninja, coletes à prova de bala e luvas cirúrgicas, armados com pistolas 9 milímetros e farta munição. Como já havia sofrido outro ataque no ano passado, ele tinha autorização para usar arma de fogo. Reagiu: matou um bandido de 38 anos, foragido do regime semiaberto; e acertou um tiro na boca do segundo, de 20 anos, que foi levado com vida ao hospital. Havia um terceiro aguardando num automóvel, que Fugiu.

Na noite de 12/03/2017, um agente da Polícia Federal dirigia seu Renault Fluence na avenida Protásio Alves, em Porto Alegre, quando foi abordado por dois bandidos que tentaram levar-lhe o carro. Armado, ele reagiu: matou um bandido; e feriu o segundo, um rapaz de 21 anos, com antecedentes criminais por tráfico e posse de entorpecentes, receptação e roubo de veículo, e foragido do Instituto Penal de Monitoramento Eletrônico desde 02/03/17.

Na tarde de 13/03/17, um ladrão tentou assaltar os passageiros do ônibus da linha Ipiranga/PUC, Porto Alegre. E teve uma surpresa: havia no coletivo um soldado da Brigada Militar, que cumpriu com o seu dever, reagindo e matando o criminoso, garantindo a segurança dos demais.

Nos três casos havia uma vítima apta a reagir. Para os bandidos, uma surpresa e, sobretudo, uma exceção que eles não levam a sério: sabem que a lei proíbe a autodefesa. Flagrante exemplo de lei que viola direito. Além de incentivar a violência.

Ora, a ditadura do crime tem história. No plebiscito de 2005, o povo disse "não!" ao desarmamento. Mas, para a arrogância petista, o povo não sabe decidir. E o governo Lula, atraiçoando a decisão do povo, desarmou a população civil, dando um sinal verde à bandidagem. Claro, assaltantes adoram o Estatuto do Desarmamento. E agradecem a Lula e a todos os petistas que, unidos, favoreceram o crime. Até quando?

Leia o post anterior:


http://www.alertatotal.net/2017/03/a-violencia-que-lei-protege-5.html

Renato Sant'Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito.

2 comentários:

João Guilherme Maia disse...

Não adianta o Ciro Gomes ficar atacando os candidatos à presidência da Repúblicas, por sinal os quais de excelentes condições de se eleger presidente da República, como o Bolsonaro e Dória prefeito de São Paulo. O Ciro Gomes é da vela guarda da política e está descartado, e o povo quer sangue novo.

Anônimo disse...

Efetivamente o plebiscito de 2005 disse não ao desarmamento. No entanto a legislação infraconstitucional prossegue colocando todos os embaraços possíveis ao direito de possuir e portar arma de fogo para fins de defesa própria,da família e da propriedade,como ocorre em países de Primeiro Mundo. Os exemplos mencionados no texto falam por si só. Então a política radical do desarmamento que vige nas entrelinhas de toda a legislação,sem dúvida é inconstitucional,mas nunca se viu algum órgão com poderes para promover a ação direta de inconstitucionalidade,tomar alguma providência nesse sentido. Seria consciência que o STF negaria por agir sempre protegendo a bandidagem? Além do mais interessante é observar que a Polícia Federal é o órgão competente para autorizar a aquisição e porte de armas,enquanto os seus integrantes,os policiais,têm direito de andar armados até aos "dentes".Sérgio A.Oliveira.