domingo, 30 de abril de 2017

Lula usa "delator" Palocci como blindagem?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Bem que Luiz Inácio Lula da Silva poderia responder à provocação do cientista político Bolívar Lamounier, no Facebook: “Um ex-presidente da República, um homem que se apresenta como reserva moral da Nação, vê uma horda ligada a seu partido depredando patrimônio público e privado, e até tentando atacar a residência do atual presidente, e nada tem a dizer? Mantém-se em silêncio, deixando claro que endossa tais atos? Que nome devemos dar a tal atitude?”

Se o professor quiser uma resposta cínico-pragmática, ela está prontinha: Lula aposta no quanto pior melhor, porque para ele, apesar da Lava Jato, tudo parece cada vez melhor. Quem duvida disto deveria dar uma olhada mais estratégica na mais recente pesquisa Datafolha, feita com 2781 entrevistados, em 172 municípios, na quarta e na quinta que antecedeu à greve geral pré-feriadão. No cenário mais favorável, o poderoso Lula se mantém na liderança na corrida ao Palácio do Planalto em 2018, com 31%. Marina Silva teria 16%, Jair Bolsonaro (13%), João Dória (9%), Michel Temer (2%), Luciana Genro (2%), Ronaldo Caiado (1%) e Eduardo Jorge (1%).

Um outro cenário traçado pelo Datafolha, para um eventual segundo turno, inclui aquele nome que hoje representa uma concreta ameaça jurídica (mas que também poderia ser política. Se fosse candidato (não será), Sérgio Moro venceria Lula por 42% contra 40%. Pela margem de erro de dois pontos do Datafolha, Moro e Lula ficariam tecnicamente empatados na disputa eleitoral. Já na disputa jurídica, a previsão popular é que Lula acabe derrotado por goleada. Lula sabe que perde no “tapetão”. No entanto, confia que ganha na “repescagem” dos superiores e supremos recursos, daqui a uns 10 anos ou mais...

Sabe quem poderia botar mais medo em Lula do que Sérgio Moro? O nome dele seria Antônio Palocci Filho... “Só que não” – como dizem jovens e deslumbradas repórteres televisivas. Lula é tão malandro e estratégico que já usa a suposta “ameaça palocciana” em favor próprio. Lula passou um recadinho apavorante a banqueiros e corretoras que participaram, em 2010, daquela oferta pública de ações da Petrobras que movimentou a merreca de R$ 120 bilhões. Não foi à toa que, no universo de 86 testemunhas de defesa, Lula selecionou 26 nomes de altos funcionários de bancos, advogados especializados no mercado de capitais e auditores (veja os nomes, abaixo). As indicações causaram não só surpresa, mas também certo pavor, porque muitos podem estar relacionados em uma eventual deduragem do Palocci.

Lula é espertíssimo. Verificou que uma poderosa tática de defesa é cutucar e, indiretamente, pedir socorro aos poderosos e diabólicos deuses do mercado – fartamente beneficiados com super-negócios e lucros na Era $talinácio, mas que abandonaram o PT e foram decisivos na derrubada de Dilma Rousseff. A mais recente jogada de craque de Lula só aumenta a expectativa 10 de maio, quando Lula sentará na 13ª Vara Federal do Moro. Até lá, quem agora fica “apertadinha” é a nata do rentismo tupiniquim.

Resumindo: Lula parece ter mais vidas que um Gato Angorá ou outros bichos enrolados na Lava Jato...

No entanto, Lula também sabe, muito bem, que a disputa de 2018 não será ideológica, mas sim dos “honestos x corruptos”.

Por isso, Jair Bolsonaro é o nome que realmente assusta a petelândia e seus rentistas sem-noção...

Fala Palocci 2


A listinha de Lula

Confira os nomes dos 86 listados pela defesa de Lula:

A) Políticos e autoridades

1) Renan Calheiros (senador)
2) Romero Jucá (senador)
3) Gilberto Carvalho (ministro)
4) Jaques Wagner (ex-ministro)
5) José Múcio Monteiro Filho (ministro do TCU)
6) Henrique Meirelles (ministro)
7) Henrique Fontana (ex-deputado)
8) Luiz Fernando Furlan (ex-ministro e emprsário)
9) José Sérgio Gabrielli (ex-presidente da Petrobras)
10) Silvio Pettengill Neto (Procurador do MPF)
11) Mariana Fernandes da Silva (advogada da Petrobras)
12) Cláudio Fonteles (ex-Procurador Geral da República)
13) Antonio Fernando Barros e Silva de Souza (ex-Procurador Geral da República)
14) Jorge Hage (ex-ministro da CGU)
15) Aldo Rebelo (ex-ministro)
16) Alexandre Padilha (ex-ministro)
17) Ricardo Berzoini (ex-ministro)
18) Arlindo Chinaglia (deputado federal)
19) Valmir Moraes da Silva (segurança)
20) Marco Edson Gonçalves Dias (General)
21) Geraldo Corrêa de Lyra Júnior (Coronel)
22) Rui Chagas de Mesquita (Brigadeiro)
23) Malu Gaspar (Jornalista)
24) Marcos Leal Raposo Lopes (Embaixador no Peru)
25) Paulo César de Oliveira Campos (Embaixador na França)
26) Walfrido dos Mares Guia (ex-ministro)
27) Tarso Genro (ex-ministro)
28) Paulo Lacerda (ex-diretor-geral da PF)
29) Luiz Fernando Correa (ex-diretor-geral da PF)
30) Eurico Cursino dos Santos (Consultor legislativo do Senado)
31) Francisco Alberto Aires Mesquita (Coronel da FAB)
32) Zeca do PT (deputado)
33) José Paulo Assis (ex-gerente da Petrobrás)
34) Hélio Shiguenobu Fujikawa (ex-secretário geral da Petrobras)
35) Alan Kardec Pinto (ex-diretor de Biocombustíveis da Petrobras)
36) Mário Márcio Catrillon de Aquino (ex-gerente da Petrobras)
37) Fernando Almeida Biato (ex-gerente da Petrobras)
38) Marcelino Guedes Ferreira Mosqueira Gomes (ex-presidente da refinaria Abreu e Lima)
39) José Lima de Andrade Neto (ex-presidente da BR Distribuidora)
40) Paulo Cezar Farah Muniz (empregado da Petrobras)
41) Marcos da Cunha Henriques (empregado da Petrobras)
42) Tarcísio Rossêto (empregado da Petrobras)
43) Paulo Marcelo de Figueiredo Montes (empregado da Petrobras)
44) Alexandre Lugtenburg de Garcia (empregado da Petrobras)
45) Nilo Victor de Oliveira (empregado da Petrobras)
46) Rômulo de Miranda Coelho (empregado da Petrobras)
47) Paulo Tarcísio Okamotto (presidente do Instituto Lula)
48) Clara Levin Ant (Secretária de Lula)
49) Celso Marcondes (diretor Instituto Lula)
50) Luiz Soares Dulci (ex-ministro)
51) Paulo de Tarso Vannucchi (ex-ministro)
52) Marcelo Carvalho Ferraz (sócio da empresa que faria Museu do Trabalhador)
53) Luciano Coutinho (ex-presidente do BNDES)
54) Jorge Gerdau Johannpeter (ex-conselheiro da Petrobras)
55) Fábio Colletti Barbosa (ex-conselheiro da Petrobras)
56) Miriam Belchior (ex-ministra)
57) Maria Lúcia de Oliveira Falcón (ex-presidente do Incra)
58) Almir Guilherme Barbassa (ex-diretor financeiro da Petrobras)

B) Executivos financeiros

59) Bruno Boetger (Bradesco BBI)
60) João Paulo Torres (Merrill Lynch)
61) Paulo Mendes (JP Morgan)
62) Pérsio Dangot (Citigroup)
63) Fernando Fontes Yunes (Itaú BBA)
64) Glenn Mallett (Santander)
65) Marcelo de Sousa Sobreira (Banco do Brasil)
66) Fabio Nazari (BTG Pactual)
67) Graciema Bertoletti (Credit Agricole)
68) Denis Jungerman (TGP Capital)
69) Antonio Pereira (Goldman Sachs)
70) Mikael Malka (HSBC)
71) Patrícia Moraes (JP Morgan)
72) Nicole Rodrigues Canizelo (Societe Generale)
73) Thiago Dias (Safra)
74) Márcio Pepino (BES Investimento)
75) Caio Scatamburlo Costa (Deutsche Bank)
76) Roberto Roma (Votorantim)

C) Advogados

77) Daniel de Miranda Faço
78) Luiz Leonardo Cantidiano (ex-CVM)
79) Nicholas Grabar
80) Sérgio Spinelli Silva Jr
81) Renato Schermann Ximenes de Melo
82) Stuart K. Fleischmann
83) Robert Ellison

D) Contadores de Auditorias

84) Paulo José Machado (Ernst & Young)
85) Manuel Fernandes Rodrigues de Sousa (KPMG)

86) Bernardo Moreira Peixoto Neto (KPMG)



Devolução forçada


Ratazanas, again


Releia o artigo de sábado: A Revolução das Ratazanas


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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Abril de 2017.

Trump e o Beijo de Morte no Dinheiro Vivo

“País Canalha é o que não paga precatórios”.


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Há três coisas irrecuperáveis: a flecha disparada, a palavra dita e a confiança perdida.

Na Índia, dias atrás, um “ditadorzinho” de merda decretou a perda de validade das notas de 500 e 1.000 rúpias (cerca de 25 e 50 reais).

Da noite para o dia quebrou-se a credibilidade do emissor; o governo indiano.

O povo condenado a morrer de sede, morrerá também de tristeza.
A medida é um teste e uma tentativa.

Põe à prova a paciência do povo e busca bancarizar a economia, primeiro passo para a implantação da moeda eletrônica e a consequente supressão do papel-moeda.

Um bilhão de pessoas “escravizadas” instantaneamente.

O teste anterior foi na Escandinávia. Países de alto nível cultural e pouco populosos, já declararam sua intenção de ingressar na era da “cashless society”.

Os implantadores da Nova Ordem Mundial agora temem que o novo governo dos Estados Unidos da América, retome o poder de emitir moeda que lhe foi usurpado em 1913 por banqueiros privados que fingem ser uma agência governamental: o Federal Reserve Bank.

Até agora, após 100 dias de Trump, nenhuma novidade neste sentido...

Na Índia surrupiaram-se rúpias; na América, os direitos dos cidadãos.

“Make America Great Again” tem de se realizar antes do “Keep América Great” (slogan registrado para 2020).

O topetudo ainda tem tempo de mostrar a que veio.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Nação da EngaNação


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

Vivemos tempos extremamente difíceis pela economia em colapso e a sociedade civil no caos do desemprego e da falta de reformas políticas e partidárias. Enquanto isso aprovam a nova lei de abuso de autoridade num País no qual falta autoridade e governo, com o excesso do Estado em campos desnecessários e uma tributação maluca. Nos países desenvolvidos, veja o exemplo americano, a mudança da tributação é forma peculiar de melhorar o desenvolvimento e permitiir que as empresas vivam no regime da livre concorrência.

No Brasil varonil, terra da jabuticaba tudo é ilusão uma Nação de pura enga-Nação. Eis que os preços são salgados, os empresários somente vivem com cartelização e o apego às isenções fiscais. Prevalece a destinação concentrada na vocação política e na falta de seleção pela
meritocracia. Foram mais de dez anos de péssima política que distribuiu miséria e pauperizou a população, ao invés de construção de valores de mercado.

Afundaram empresas estatais e querem vender a BR Distribuidora, mas se esquecem que ela é mais rentável do que a endividada Petrobrás, sendo inadiável transformação das ações todas elas em ordinárias. O tempo passa, a impunidade ressoa e infelizmente a nossa suprema corte fora concebida para soltar e não prender culpados. O horizonte de hoje é característico. Dia após dias, estão soltando um a um e nada nos surpreenderá se depois do feriado do dia do trabalho novos presos vierem a ser soltos.

O parlamento reage violentamente para não ser pilhado em flagrante mediante legislação casuística e grave ataque à justiça. Criam ojeriza
e um termômetro de desconfiança. A lei de abuso de autoridade, no artigo 37, vejam que absurdo, pune quem estiver com vista dos autos por prazo acima do razoável, e retarda o julgamento, como se desconhecessem que no julgamento virtual, terminado o prazo, prevalece o decidido pela maioria.

E qual seria o prazo para se compulsar processo complexo. Indago o Supremo Tribunal Federal: a ele também se aplicará sobredita norma? Pois se assim suceder não haverá qualquer um que possa pedir vista e, quando o fizer, se não devolver os autos de modo eficiente, poderá ser processado pela mencionada regra legal.

Brasil terra da jabuticaba que desconsola que afugenta brasileiros. São quase cem mil vivendo em Portugal e quase 300 mil nos EUA e mais de 200 mil na Europa. As melhores cabeças partindo, pois que os institutos de pesquisas estão sendo fechados e o dinheiro para ciência na terra da enganação é uma piada. Sobrepujar esse caminho minado e de escassa inteligência política é complexo pois que o Estado brasileiro faliu por causa de uma década perdida de consumo desenfreado e de crédito consignado irresponsável.

Agora chegada a hora da verdade vivenciamos o clima de guerra das ruas de mais de 70 mil mortes ano e a criação por meio da lei do abuso de autoridade uma verdadeira carta de alforria para que sua excelência o investigado ou o preso possa desfrutar de todas as regalias e se tornar impune, intocável, para que as autoridades constituídas, baita inversão de valores e subversão da ordem, sejam passíveis de ações por interpretações que não agradem ao preso ou seus familiares.

E de grão em grão o Brasil fica estupefato, pois não consegue avançar a passos largos mantém um sistema fiscal de imposto de renda burro, que obriga a todos declarar, mesmo sem movimentação patrimonial, e sufoca empresas e mata expectativas de empresários. O endividamento público já ultrapassa o valor de um produto interno bruto, cerca de 3 trilhões de reais e o dinheiro desviado pela criminalidade impressionante de empresários e políticos mancomunados já atinge a casa de um trilhão de dólares se forem recuperados dez por cento já nos daremos por satisfeitos.

Aos que ainda tentam manter viva a chama da esperança desconfiem da Nação da EngaNação na qual em cada eleição somos ludibriados por estelionatários de plantão e candidatos que visam aos próprios bolsos. Findo o tempo autoritário vimos a mesma isonomia entre os que foram perseguidos, o gosto de exílio do dinheiro sujo em paraísos fiscais e nações que guarnecem o dinheiro mediante sigilo bancário. E navegaremos assim em mares bravios, em perfeita turbulência até que nos aproximemos até as eleições em 2018.

Será que vamos agüentar? Somente os videntes dirão... Mas na terra da engaNação, descobrir a realidade da verdade cora o mais aguerrido dos patriotas e desmantela classes política e empresarial aliadas desde ontem
no favorecimento de poucos e da penúria da maioria da Nação da engaNação.


Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

O Arquipélago Gulag


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja                    

Desde o início da ditadura bolchevique sabia-se da utilização de campos de prisioneiros. Nada de estranhar visto que a Rússia, entre 1918-1920, mergulhara numa violentíssima guerra civil entre vermelhos (os bolcheviques) e os brancos (as forças czaristas), ampliada ainda mais pela intervenção de diversas potências estrangeiras (alemães, ingleses, franceses, americanos, japoneses). Todavia verificou-se que, no pós-guerra, o regime soviético vitorioso resolveu intensificar sua política prisional.
    
Muitos dos primeiros campos visavam servir de laboratórios ideológicos, voltados a demonstrar a notável capacidade de regeneração desenvolvida pelo novo sistema, capaz de reinserir os criminosos, por meio do trabalho produtivo, na sociedade revolucionada. Stalin, inspirando-se no exemplo de Pedro, o Grande, que, a partir de 1703, lançara mão do trabalho forçado para construir São Petersburgo, não demorou em fazer o mesmo.
     
Milhares de presos foram então arrebanhados para cavarem o grande Canal do Mar Branco (1928-1932) que ligaria Leningrado ao Oceano Ártico, velho sonho dos mercadores russos, mas que logo se mostrou ultrapassado devido à possibilidade da utilização de caminhões. Todavia, o kamarada Stalin fez questão de usar a colossal obra para fins publicitários, para mostrar ao país como o regime soviético mobilizava o povo para empreender grandes feitos de engenharia.
    
Assim, toda a antiga política czarista dos trabalhos forçados coletivos foi ressuscitada pelo novo regime. só que reciclada e posta a serviço da Grande Causa. Resultou disso que, a partir de 1928, a Comissão Yanson, que transferira do Comissariado da Justiça para a OGPU (Polícia Secreta) a supervisão sobre o "degredo administrativo", decidiu batizar os campos como ITL (Ispravitelno trudovye lagerya), simplesmente campos de trabalho corretivo. As instalações existentes na ilha de Solovetsky, no Mar Branco, situado na região semi-polar da URSS, elogiadas por Máximo Gorki e por outros escritores soviéticos da época, foram então apontadas como um campo-modelo, arquétipos dos que, desde então, foram construídos no restante do país. Todo o Arquipélago Gulag surgiu dali, daquela célula prisional boiando num mar glacial.
    
Para justificar a lotação cada vez maior deles, Stalin apelou para a justificação ideológica de que conforme o socialismo avançava por todo o país, maior era a resistência das forças contrárias a ele. Situação que o obrigava a ser ainda mais duro do que comumente era. Uma curiosa operação matemática então se deu na década dos anos trinta: mais socialismo significava maior população encarcerada.
    
Uma enorme rede de "campos de reeducação" espalhou-se pela Rússia Soviética, alcançando inclusive as remotas áreas da Ásia Central, como os desertos do Cazaquistão. E, claro, pelas margens da imensa estrada de ferro que cortava a conhecida Sibéria, a velha pátria dos degredados russos, dos antigos condenados a katorgados tempos do czar (os condenados ao trabalho forçado).
    
Com as prisões em massa desencadeadas na época da Yezovchnina (as perseguições ao encargo de Nikolai Yezhov, comissário-chefe da então NKVD), quando Stalin determinou a prisão e encarceramento de milhares de suspeitos de "sabotagem" e atividades "anti-socialistas", em geral, ex-membros da elite soviética, e quadros médios do Partido Comunista, estima-se que o GULAG tenha abrigado, entre 1936-1940, dois milhões de prisioneiros.

O martírio de Soljenitsin



    
Oficial de artilharia durante a Segunda Guerra Mundial, Alexander Soljenitsin, foi condenado, no final do conflito, por um dos artigos do Código Penal soviético que lhe fixou inicialmente uma pena de dez anos. Cumpriu-a inicialmente numa das prisões de elite, situada ao redor de Moscou, antes de ser enviado para os sem-fins da Ásia Central.
    
A vida nesta primeira instalação é que o inspirou a escrever "O Primeiro Circulo", romance cujo titulo foi extraído do "Inferno" de Dante, espaço reservado aos sábios caídos em desgraça. Stalin, por sugestão do seu novo chefe da polícia política Laurenti Béria (1938-1953), havia concordado em erguer cárceres especiais para pesquisadores e homens de ciência denunciados como suspeitos para que eles pudessem trabalhar juntos nos projetos mais urgentes do regime. Para piorar mais as coisas para ele, foi atacado por um violento câncer no estomago, o que o levou a internar-se num hospital de presos (tema do "O Pavilhão dos Cancerosos").
    
Libertado após a morte de Stalin, miraculosamente vivo, aproveitando-se da moderada desestalinização que se seguiu, dedicou-se, a partir de 1957, a lecionar matemática em Riazan e a publicar suas novelas e contos que escondera com muito cuidado, muitas delas redigidas nas condições abomináveis da vida de um zek, um prisioneiro dos campos.
    
Soljenitsin dizia rir-se daqueles homens de letras, seus contemporâneos, que inventavam mil e umas manias, que só conseguiam pegar na pena em condições muito próprias, ideais. Ele aprendera a manejar o lápis ou a caneta ainda quando em marcha com os demais encarcerados, na hora do rancho ou nos intervalos do corte de lenha no mato. A paixão pela literatura fazia dele um obcecado registrador de palavras. Viu-se quase como um furioso enchendo um sem-fim de cadernos e resmas de papel, escritos sem margens e com o mínimo de espaço entre uma linha e outra, nas piores circunstâncias possíveis.

O Impacto do Arquipélago Gulag



    
Não que a opinião pública do Ocidente não soubesse dos campos de trabalho do regime soviético. Longe disso. Ainda após a Segunda Guerra Mundial, um trânsfuga do governo comunista que pedira asilo político no Canadá chamado Victor Kravchenko os denunciara num livro intitulado na sua edição em inglês como I choose Freedom ("Eu preferi a liberdade", 1947).
    
Além de afirmar que "a ditadura comunista na URSS não era exclusivamente um problema do povo russo, ou somente das democracias, senão que da humanidade inteira", ele revelara que os comunistas haviam erigido um Estado-Policial como poder discricionário sobre os cidadãos. Um ataque feroz que ele recebeu da imprensa comunista da França, que tentou desqualificá-lo, acusando-o de mentiroso, rendeu-lhe a vitória em dois processos nos tribunais de Paris, em abril de 1949.

O affair Kravchenko, todavia foi esquecido e muitos intelectuais entenderam que as denúncias dele ligavam-se às posições anticomunistas dos norte-americanos nos começos da Guerra Fria e, como conseqüência, deveriam ser um tanto exageradas, senão descabidas. Além disso, ele aparecera no cenário como um traidor da causa. Na memória de outros, todavia, pesava ainda o fato de que fora o regime stalinista quem impusera uma derrota definitiva ao nazismo. A Europa Ocidental ainda tinha na lembrança o sacrifício dos russos em Stalingrado para querer levar adiante um tema tão espinhoso como o levantado por Kravchenko.
    
Do livro dele, editado em 1947, ao "Arquipélago Gulag" de Soljenitsin, traduzido no Ocidente 27 anos depois, muita desilusão se dera em relação às grandes bandeiras do socialismo.
    
Os soviéticos haviam feito uma intervenção, com seus tanques, em Berlim, em 1953, em Budapeste, em 1956, e em Praga, em 1968. Em 1961, Kruschev, provocando um enorme estrago na imagem internacional do socialismo, determinara a construção do Muro de Berlim, com ordens de disparar em quem tentasse ultrapassá-lo para alcançar o Ocidente. De libertadores da Europa, os soviéticos passaram a ser vistos como seus mais recentes opressores. Desse modo criou-se um clima bem mais favorável ao acolhimento do relato sobre o Gulag.

Profeta da Rússia Ortodoxa




O livro em si, concluído em 1973, é caótico. Durante alguns anos, Soljenitsin, como se fora um cuidadoso colecionador, recolheu o mais variado número de relatos e depoimentos de gente que fora condenada aos trabalhos forçados, misturando-os com seus próprios registros. Não se trata, pois, da experiência prisional de um só homem, como, por lembrança, deu-se com "Recordações da Casa dos Mortos", de Dostoiévski, mas sim de uma coletânea de dolorosos e pungentes testemunhos daqueles que penaram por diversos anos dentro do Gulag.
    
O livro, traduzido para diversos idiomas ocidentais, teve o efeito de um tufão. Não se tratava de um fugitivo que saltara o muro ou um renegado do comunismo, mais sim alguém de dentro, que sabidamente trilhara pelo purgatório do stalinismo , e que sobrevivera, um respeitado escritor que atingira fama internacional e que fora indicado ao Prêmio Nobel, em 1970 (ele temia viajar para Estocolmo com receio que as autoridades soviéticas não o deixassem voltar).

Um homem de letras preso às raízes mais profundas da terra russa, um descendente das estepes da região de Rostov, que se negara a deixar o solo natal e só o fizera por motivo do decreto que o expulsou definitivamente do país, em 1974 (exilado nos Estados Unidos, em Vermont, somente retornou à URSS em 1994, durante o governo de Gorbatchov). Soljenitsin não podia ser difamado como um "agente do imperialismo" ou de estar a serviço dos interesses estadunidenses como costumeiramente ocorria nesses casos, quando os jornais esquerdistas ou pró-comunistas procuravam desqualificar uma testemunha que apontasse seu dedo acusador para a URSS ou o seu regime.
    
Com o tempo, Soljenitsin, como que desiludido das coisas do mundo, assumiu uma posição cada vez mais pessimista, quase de mensageiro apocalíptico. Alguém que, nos moldes dos Velhos Crentes (seita russa do século 19 que tinha ojeriza à ocidentalização e aos costumes modernos), começou a lançar anátemas ao Ocidente, lamentando a perda da originalidade da cultura russa, provocada pela Revolução de 1917 e pela obstinação dos stalinistas em industrializar o país.
    
Finalmente, para afirmar ainda mais sua aparência de Santo Inquisidor dostoievsquiano ou de profeta tolstoiano, cada vez mais misântropo, deixou que as barbas lhe tomassem inteiramente o rosto, assemelhando-se aos patriarcas mujiques ou aos monges ortodoxos, a quem ele via como as mais originais e representativas figuras da "verdadeira Rússia".

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

sábado, 29 de abril de 2017

A Revolução das Ratazanas


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Paralisação dos principais meios de transportes nas grandes cidades. Interrupção das principais vias urbanas com barreiras incendiadas – ferindo o direito de ir e vir da maioria das pessoas. Passeatas com jovens estudados nas artes da agitação popular, protegidos por “milicianos”, misturando protestos contra o governo, palavras de ordem e algum tema da ordem do dia. Provocações a Policiais, até que algum deles perca a cabeça e parta para a porrada contra “algum inocente”. Incêndios em ônibus e carros oficiais (de preferência da Polícia). Tudo com cobertura da chamada “mídia ninja”, fotografando, filmando e difundindo em tempo real nas redes sociais. 

Desenhar é preciso para melhor entender o espetáculo criminoso de radicalismo na Greve Geral de 28 de abril de 2017. O evento foi uma parceria bem sucedida entre o sindicalismo retrógrado e facções criminosas narcoterroristas. Sim, elas existem no Brasil, operando como uma organizada empresa informal que lava dinheiro do comércio ilegal de armas e drogas, presta “serviços de segurança”, promove ações pontuais de terror urbano ou rural e, a cada eleição, ainda ajuda comprar votos (com grana ou na base da pura coerção). O mais interessante é que todos estes parceiros agem sob motivação comum. Fazem questão de autoproclamar que são da “esquerda revolucionária”.

A disfunção social é grave no Brasil, mas o fenômeno é mundial. A intolerância, os extremismos ideológicos/religiosos e as atitudes radicais nos ambientes sociais - temperados por disfarces como o “politicamente correto” e o “direito à livre manifestação doa a quem doer” – transformam o mundo em um ambiente beligerante, inseguro e perigoso, no qual a paz social é cada vez mais uma distante utopia. Gastamos mais tempo e dinheiro focando em “repressão” – e menos em busca de pactos de civilidade.

O caos se potencializa em um país como o Brasil, ignorante, violento e improdutivo, à beira de explosões sociais, sob hegemonia do Crime Institucionalizado. Vale repetir: Nossas “zelites” e as “massas marginais” cultivam uma paixão pelo autoritarismo e pela submissa dependência aos poderes estatais. A livre iniciativa produtiva é sabotada pela mentalidade “senhorial-escravagista” daqueles que preferem viver ou sobreviver encastelados no topo ou na periferia da gigantesca, custosa e cartorial máquina estatal.

O pragmatismo cínico domina as relações sociais, políticas e econômicas. A sociedade é conduzida por excessivos regramentos – obedecidos por conveniência ou na base da coerção - e não por consciência moral. Esse ambiente facilita a ação dos extremistas profissionais. É preciso insistir: O espectro do radicalismo ronda o Brasil, com grandes chances de “evoluir” para uma explosão incontrolável de violência que pode nos levar à desintegração, no médio e longo prazos.

A tendência é que se repitam, com mais freqüência, espetáculos dantescos como os deste pré-feriadão do “Dia do Trabalho”. Apesar das lava jatos da vida, o Crime Institucionalizado está longe de perder sua hegemonia no Brasil. Aguardemos novas manifestações ousadas da bandidagem mequetrefe, que opera na periferia do sistema de corrupção da máquina estatal Capimunista Rentista. Os políticos canalhas, verdadeiras ratazanas sociais, querem que pouco ou quase nada mude...

Eis o drama brasileiro. A maioria quer mudanças estruturais. Mas isto não será fácil. A cultura da bandidagem prevalece forte no cenário. Ainda não se tem certeza de quem será a hegemonia do processo. Por enquanto, o Crime Institucionalizado leva vantagem, por sua altíssima capacidade de reinvenção. Sorte que o jogo é jogado, e está apenas começando. É recomendável não repetir erros do passado.  

Lula pequeno


Brinca não, $talinácio


Retorno sempre


Apanhados


Sonho dourado


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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 29 de Abril de 2017.

Manti-Mentos


“País Canalha é o que não paga precatórios”.

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

As balas do Manti não são alimentos para o corpo e sim , para a alma.

O seu estado de espírito é um misto de tédio, ansiedade, fleugma, resignaCão, coma cômico, etc.

Há reclamações de amáveis leitores sobre o abuso das locuções caninas; pois bem, “dobraremos a meta”.

“Cave canem”. (Cuidado com o cão!).

Terminada a canícula, a situação política é ridícula.

Discute-se questiúnculas e descuida-se de fatos graves.

Não fazem gols nem chutam nas traves.

Cartão vermelho para todos ! Seus projetos não passam de engodos.

Talvez o fado de nosso canetador não esteja tão maduro como o do vizinho do norte. A mesma será sua sorte. Fim inglório, com culpa no cartório.

Em sinuca de bico, acabará pagando mico.

Recomendo-lhe a leitura de “O general em seu labirinto” (ISBN 9788501035394).

O dia que dona Onça entrar no recinto, restar-lhe-á tomar um porre de absinto.

Sinto muito.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Saudade do EB


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja                    

A tenente com saudades do Exército

Postagem emocionante da Tenente Sheila Morello - uma mulher brasileira - no facebook.

Publicado por Jo Ustra em averdadesufocada.com. Estou repassando para publicação noalertatotal.net)

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Um ano, 52 semanas, 365 dias...

Há exatamente um ano, eu não uso mais farda. Não faço mais o habitual coque, nem pinto as unhas de branquinho.

Há um ano, não entro mais em forma embaixo de sol. Nem preciso ser superior ao tempo quando começa a chover.
Para minha felicidade, há um ano não faço TAF (Teste de Aptidão Física). Corro só quando tenho vontade. Mas, para minha tristeza, também não faço TAT (Teste de Aptidão ao Tiro) e sinto muita falta dele

Há um ano, paquero de longe o PDC (Palácio Duque de Caxias, no RJ) quando passo em frente a ele. Isso acontece todos os dias, de segunda a sexta, de manhã e à noite.

Há um ano, não ando mais em viatura, mas continuo usando (e muito) jargões de miliquês.

Há um ano, não participo de operações, nem de ações cívicas sociais, nem de solenidades militares.

Há um ano, não ouço o som do bumbo... Aquele que nos diz que devemos colocar o pé direito no chão, enquanto desfilamos.

Há um ano, não presto continência, nem sou chamada de "senhora". Era tão estranho ser chamada de senhora aos 24 anos...
Eu era uma menina quando ingressei nas fileiras do Exército Brasileiro. Não sabia nada da vida castrense. Não sabia nem que iria usar farda. De cara, odiei. Depois, me apaixonei.

E a paixão virou amor, daqueles que nunca morrem.
Durante o último ano, só tive coragem de voltar ao PDC uma vez. E derramei lágrimas sem fim com cada amigo que encontrava nos corredores.
Talvez seja complicado para um civil entender. Mas ser militar é muito mais que ter um emprego. É ter uma família, uma segunda casa, lições de vida e amizades duradouras. É compartilhar valores, perrengues, missões, tradições. É multiplicar companheirismo, cumplicidade, camaradagem. É entender o significado literal de "servir". É superar limitações e se orgulhar muito disso. Só entende quem passa por isso. Aliás, só entende mesmo quem "vivência" isso.

Há um ano, eu me preparava para um dos dias mais emblemáticos da minha vida: o dia de deixar a caserna. Por mais que, desde 2006, eu soubesse que este dia chegaria e até tenha tentado me preparar para ele, confesso que não estava preparada. Doeu como se estivesse me despedindo de um grande amor. E estava.

Ainda atendo o telefone no ímpeto de dizer "Assessoria de Imprensa do Comando Militar do Leste". Ainda penso nas histórias do fim de semana que vou contar para as minhas companheiras. Ainda lembro e celebro as datas festivas do calendário do Exército.

Ainda conto as experiências vividas, como se tivessem acontecido na semana passada. Ainda lembro da formatura mensal e revivo na memória, com lágrimas nos olhos, a última vez que entrei em forma no Dia da Bandeira de 2013. Por mais incrível que possa parecer (milicos entenderão), minha família também lembra e revive muitas coisas comigo.

Ah! Como sinto saudades... Saudade daquela camaradagem. Saudade das missões. Saudade de me arrepiar em forma, ao som da Canção do Expedicionário. Saudade da minha farda. Saudade de ser a Tenente Sheila. Não pela patente, pois quem me conhece, sabe que nunca me vali dela, mas pelo orgulho de ser uma Oficial do Exército Brasileiro.

Continuo sendo uma Oficial do nosso glorioso EcoBravo, mas agora componho a reserva atenta e forte. Saudades...

O tempo passou tão rápido e eu agradeço a Deus TODOS OS DIAS pela manifestação da graça superabundante Dele em minha vida. Pelos novos desafios que Ele me tem dado, pelos novos aprendizados, pelas oportunidades e conquistas diárias. Sou muito feliz pela oportunidade ímpar que estou vivendo hoje. Tenho muito orgulho de fazer parte de um projeto tão expressivo para o nosso país. Peço a Deus que me abençoe e me capacite para que eu possa somar e dar sempre o melhor de mim no meu trabalho.

Contudo, saudade é algo que não controlamos. Às vezes, nem ao menos sabemos explicá-la direito. Mas, na minha opinião, saudade é a confirmação de que algo que vivenciamos valeu a pena. Integrar o Exército valeu muito a pena. Foi muito mais que uma experiência de emprego, foi uma escola de vida, da qual - hoje - trago comigo os melhores ensinamentos.

Ao Exército Brasileiro, minha continência, meu reconhecimento, meu eterno respeito, admiração e amor.

Brasil acima de tudo!


Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

“Líder” temerário, Renan avisa que reforma trabalhista aprovada na Câmara não passa no Senado


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

O espectro do radicalismo ronda o Brasil, com grandes chances de “evoluir” para uma explosão incontrolável de violência que pode nos levar à desintegração, no médio e longo prazos. Devagarinho, o País começa a constatar que só temos unidade nacional em aspectos negativos ou irrelevantes geopoliticamente. Assim seguimos na “vanguarda do atraso”, subdesenvolvidos e com a “soberania” digna de uma colônia de exploração sob hegemonia do crime sem fronteiras.

Somos uma ilusória “Nação” no ufanismo, quando torcemos pela seleção de futebol ou quando exercitamos variadas formas de corporativismo clientelista e patrimonialista. Os extremos sociais do Brasil “plurinacional” apenas parecem unidos na prática da corrupção sistêmica – um vício estimulado pelo regime do Crime Institucionalizado sob mentalidade Capimunista Rentista, no qual banqueiros e vagabundos têm mais importância que as pessoas produtivas.

Nossas “zelites” e as “massas marginais” cultivam uma paixão pelo autoritarismo e pela submissa dependência aos poderes estatais. A livre iniciativa produtiva é sabotada pela mentalidade “senhorial-escravagista” daqueles que preferem viver ou sobreviver encastelados no topo ou na periferia da gigantesca, custosa e cartorial máquina estatal. O pragmatismo cínico domina as relações sociais, políticas e econômicas. A sociedade é conduzida por excessivos regramentos – obedecidos por conveniência ou na base da coerção - e não por consciência moral.

A Nova República de 1985, que parece sofrer de falência múltipla institucional, é o fruto podre de uma “Nação sem Noção”. Temos uma Constituição feita para servir ao Crime Institucionalizado, com pretensos “direitos” conferidos a uma maioria pouco chegada a cumprir deveres. Não é à toa que os grupos hegemônicos nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário interpretam e empregam as variadas legislações conforme seus interesses particulares.  

Eis o caso da irresponsável “Greve Geral” marcada para a véspera de um feriadão. Aliás, não trabalhar no Dia do Trabalho é a fina consagração da vagabundagem tupiniquim. Fazer paralisação para uma pretensa defesa do trabalhador é outra piada escrota das nossas esclerosadas corporações sindicais – dominadas pelas ideologias de canhota. Sem ironia alguma, tal “direito” é assegurado pela autodesmoralizada Carta de 1988: No seu artigo 9º está escrito: "É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender".  

Mais cinismo pragmático que isso é ver um dos sustentáculos da esclerosada “Nova República” posando de “defensor dos trabalhadores”. O fenômeno até poderia ser explicado pelo passado comunista do alagoano Renan Calheiros (ele começou a carreira política nas fileiras do PC do B). No entanto, o líder do PMDB no Senado é uma caricatura perfeita das vanguardas do atraso que dominam o Brasil. Na véspera da insana greve desta sexta-feira, Renan avisou que “não passará no Senado” o texto da reforma trabalhista aprovado na Câmara dos Deputados.

O legítimo Capimunista Renan Calheiros – cuja família é detentora de uma fortuna que só a Super Receita Federal tem poder real de constatar – exculachou o governo que “lidera”: "Não acredito que essa reforma saia da Câmara e chegue aqui, ao Senado Federal - reforma de ouvidos moucos -, sem consultar opiniões; reforma que só interessa à banca, ao sistema financeiro, rejeitada em peso e de cabo a rabo pela população; reforma tão malfeita, que chega a constranger e a coagir a base do próprio Governo. Por isso ela vai e volta, de recuo em recuo".

A truculenta crítica do Renan Capimunista à reforma trabalhista de seu “aliado” Michel Temer é digna dos mais malandro sindicalista de resultado da extrema canhota tupiniquim. O “kamarada” Renan parece um petista ou comunista quando avacalha com a reforma: "Ela rebaixa os salários. É sua consequência mais imediata e perversa. Ela pretende deixar o trabalhador sem defesa, condenado a aceitar acordos que reduzem a remuneração, suprimem reajustes e revogam garantias no emprego. Todos sabemos que acordos forçados em plena recessão, com 13 milhões de desempregados e com o desemprego aumentando mês a mês, é pedir que se aceite a crueldade como caridade".

Renan não desliga a metralhadora verbal contra a propaganda do governo que “defende”(?): "Esse discurso é usado para seduzir uma parcela da sociedade e garantir o avanço da retirada de direitos. Querem um Brasil para 70 ou 80 milhões de pessoas. Somos 200 milhões e não podemos simplesmente fazer de conta que não existem 120 ou 130 milhões de pessoas. Com essa reforma, elas podem voltar a ficar excluídas; são empurradas de volta para guetos onde padece a legião de 'ninguéns'".

Parece que Renan roubou o discurso do companheiro Luiz Inácio Lula da Silva nos tempos de sindicalista de resultados que pregava a ética, a moral e a honestidade na vida pública e nas relações políticas e econômicas. “Réu-nan” em vários processos por corrupção, o senador recita um discurso falso-moralista de fazer inveja ao mais fanático seguidor de Lula. Renan quer nos matar de rir: "Reforma justa seria uma reforma que retirasse privilégios. E os há, senhoras e senhores, demais neste País, são privilégios inconcebíveis. Os supersalários pagos com dinheiro público são o exemplo mais ostensivo e ofensivo à cidadania no Brasil".

O Presidente Michel Temer deve ter ficado muito pt da vida ou, então, deve ter sofrido um violento ataque de gargalhadas com a crítica direta que Renan lhe fez, por não imitar seus antecessores no troninho oclocrático do Palácio do Planalto. Renan exagerou na dose, ao proclamar: "Não é da melhor tradição o presidente da República não falar aos trabalhadores no 1º de maio".

Só faltou Renan Calheiros declarar seu apoio amplo e irrestrito à Greve Geral que paralisa ainda mais um Brasil já paralisado pela recessão, pelo desemprego e pela corrupção sistêmica. Não demora, Renan acaba se transmutando na expressão máxima do cínico Capimunismo Rentista Tupiniquim.

Se não perder a graça com a Lava Jato ou algum dos 12 processos a que responde, Renan Calheiros é seríssimo candidato ao título distintivo de “Humorista do Annus de 2017” – um enorme troféu, em formato peniano, concebido pelo lendário Negão da Chatuba, um “Sacana de Resultados”...


Reveja  a segunda edição de quinta-feira: Greve da Petelândia vira piada na Internet


Grande feito


Super delator


Sapatada


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