quarta-feira, 19 de abril de 2017

Exército homenageia Moro e detona os corruptos

Temer e Moro em sentidos opostos,
na foto de Ailton de Freitas, de O Globo

2ª Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Só um discurso contundente do Comandante do Exército, General Eduardo Villas Boas, pode ter sido mais constrangedor para o Presidente Michel Temer que o aperto de mão, repleto de falsidade, que ele foi obrigado a dar em Sérgio Moro, na cerimônia em que o juiz temida 13ª Vara Federal da “República de Curitiba” recebeu sua merecida Medalha da Ordem do Mérito Militar. Temer só sentiu um alívio quando o General ressaltou que “não há atalhos fora da Constituição”. No entanto, outros trechos da Ordem do Dia do Exército, devem ter servido de recado ao Presidente (Comandante em chefe das Forças Armadas) e seus aliados enrolados na Lava Jato:

“Apesar dos esforços dos Governos, o colapso da segurança pública nos cobra dezenas de milhares de vidas por ano; a aguda crise moral, expressa em incontáveis escândalos de corrupção, nos compromete o futuro; a ineficiência nos retarda o crescimento; a ausência, em cada um de nós, brasileiros, de um mínimo de disciplina social, indispensável à convivência civilizada; e uma irresponsável aversão ao exercício da autoridade oferecem campo fértil ao comportamento transgressor e à intolerância desagregadora. Essa crise fere gravemente a alma da nossa gente, ameaça nossa própria identidade nacional, deprime-nos o orgulho pátrio e, mais grave, embaça a percepção de nosso projeto de Nação, dispersando-nos em lutas por interesses pessoais e corporativos sobrepostos ao interesse nacional. Nossa gente não é assim e não merece isso!

Para bom entendedor, as palavras do Villas Bôas soam como uma bomba “Moab” caindo sobre corruptos que destroem o Brasil.

A íntegra do pronunciamento do Comandante do EB:

Em 1648, um século e meio depois do descobrimento do Brasil, o episódio de GUARARAPES revela a gênese de nossa nacionalidade, sagrado ideal que reúne brancos, índios e negros, conjurados livremente, para defender a Pátria e expulsar o invasor estrangeiro.

Dessa união, da noção de pertencer à terra, da necessidade de proteger nossa gente, nossas famílias e nossas riquezas, nascia uma Nação e, com ela, um Exército. Florescia a percepção de unidade em torno de um projeto, verdadeira força centrípeta capaz de garantir o amálgama que resultaria na integridade do território, na unidade nacional e no delineamento de rumos em direção a um destino de grandeza, prosperidade e felicidade para sua gente.

Não haveria maior exemplo do que esse para identificar um País que, com o passar do tempo, evoluiu em sua consciência para, apegado às suas raízes, acalentar o sonho de construir uma sociedade próspera e justa no Novo Mundo.

O Exército que emergiu em Guararapes nunca esteve distante desse conceito. Exército que é o mais puro e fiel retrato de seu povo. Exército que foi construído, com simplicidade e altivez, pelo exemplo de homens e mulheres oriundos de diversificadas camadas sociais. Exército de todas as raças, de glórias, desafios e sacrifícios.

Nossa Força Terrestre foi sempre a síntese da entrega total à Pátria, participando, inicialmente com a Marinha e mais tarde também com a Força Aérea, nossas Forças coirmãs, dos mais importantes episódios da história do Brasil.

Trezentos e sessenta e nove anos depois de Guararapes, a jovem República Brasileira continua contando com seu Exército em sua marcha em direção ao futuro.

Onde for necessária a presença do Estado Brasileiro, lá estarão os soldados! Do Caburaí ao Chuí, do Acre à Ponta do Seixas. Defendendo nossa soberania, vigiando a fronteira, distribuindo água, abrindo estradas, protegendo índios, preservando o meio ambiente, guardando as riquezas, assistindo a população, garantindo a lei e a ordem ou promovendo a paz em nações irmãs. Vivemos um tempo, no entanto, em que a coincidência de crises extensas e profundas trazem risco inédito aos sonhos de Guararapes.

Apesar dos esforços dos Governos, o colapso da segurança pública nos cobra dezenas de milhares de vidas por ano; a aguda crise moral, expressa em incontáveis escândalos de corrupção, nos compromete o futuro; a ineficiência nos retarda o crescimento; a ausência, em cada um de nós, brasileiros, de um mínimo de disciplina social, indispensável à convivência civilizada; e uma irresponsável aversão ao exercício da autoridade oferecem campo fértil ao comportamento transgressor e à intolerância desagregadora.

Essa crise fere gravemente a alma da nossa gente, ameaça nossa própria identidade nacional, deprime-nos o orgulho pátrio e, mais grave, embaça a percepção de nosso projeto de Nação, dispersando-nos em lutas por interesses pessoais e corporativos sobrepostos ao interesse nacional.

Nossa gente não é assim e não merece isso!

Este momento tão grave não pode servir a disputas paralisantes; pelo contrário, ele exige, do povo e de suas lideranças, a união de propósitos que nos catalise o esforço de regeneração, para reestabelecer a esperança e a confiança que nos permita identificar nossos objetivos comuns e reconstruir, a partir daí, o sentido de projeto de Nação que nos legaram os heróis de Guararapes.

Não há atalhos fora da Constituição! O caminho a ser seguido requer a sinergia de todos. O Exército de ontem, de hoje e de sempre olha para o futuro, transformando-se com seus Projetos Estratégicos, como o Sistema Integrado de Vigilância de Fronteiras (SISFRON); a adoção do blindado Guarani, de fabricação nacional; o desenvolvimento de plataformas de mísseis de longo alcance, como o Astros 2020; e a implantação do Comando de Defesa Cibernética; ao mesmo tempo que implementa um meticuloso processo de racionalização, aceitando os desafios da nova Era.

O País, seu povo e seu Exército não sucumbirão ao pessimismo e à desagregação. Somos feitos da mesma têmpera!

Temos fé nos valores da democracia, na nossa gente, na resiliência que nos fez vitoriosos tantas vezes e na cordialidade que requer respeito às desigualdades e diferenças.

Acreditamos na hierarquia e na disciplina, como preceitos fundamentais de um Exército verdadeiramente leal à sociedade a que serve e defende.

Unamo-nos todos, portanto, tal como nos conclama a Canção dos Cadetes, da Academia Militar das Agulhas Negras: “Irmãos brasileiros formai entre nós. Brasileiros sois todos vós!”

Releia a primeira edição desta quarta-feira: Se Palocci delatar, pode virar um Celso Daniel?


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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 19 de Abril de 2017.

12 comentários:

Anônimo disse...

Enquanto isso, la pelas terras de Brasília, os "gangueiros" cínicos e traidores do povo, estão a todo vapor tentando escapar das condenações que virão. Começou com uma tal de "marolinha" e já está chegando a "mãe" e pai" das "bombas" que cairão sobre eles quando as próximas delações se confirmarem.

Anônimo disse...

E esses comunistas não sabiam o que estavam fazendo quando resolveram colocar o Lulala?

Anônimo disse...

O discurso do comandante das FFAA é cheio de entusiasmo e patriotismo, mas somente para inglês ver. Na realidade não há atalhos para a constituição quem souber interpreta-la com dignidade. O próprio STF avilta a nossa constituição com seus atalhos espúrios, concedendo a ex presidente todos os direitos de um ex presidente, embora tenha sofrido um impeachment apoiado pelo próprio STF.Cabe as FFAA dar um puxão de orelha, nos três pilares da democracia, que estão extrapolando de suas funções, com a finalidade de extinguir a lava jato. O resto é conversa fiada pra boi dormir.

Edmar Lopes disse...

Fui educado em uma grande família militar e portanto, compreendo perfeitamente o general Villas Bôas em suas argumentações sobre a questão de uma Intervenção armada. Mas general, por outro lado, convenhamos que uma das mais sagradas missões das forças armadas é a defesa da pátria. Então porque não a defendem INFLUENCIANDO COM EXTREMA FIRMEZA para que os políticos bandidos que infestam nosso país devolvam o que roubaram e respondam pelos seus crimes atrás das grades? Isto não é uma intervenção armada, mas tem um grande poder. Ontem em seu discurso o senhor mostrou um pouco da firmeza que esperamos, porém precisamos de muito mais, pois isto pode perfeitamente ser feito não só pelo pela força moral das FFAA, mas também pelo apoio maciço que a população devota a vocês.

Anônimo disse...

Complementando meu comentário anterior, entendo que o juiz Sergio Moro não necessita de medalhas do exercito e sim de apoio explicito do gen. Vilas Boas, diretamente ao congresso nacional corrupto, que já aprovou o pretenso abuso de autoridade do judiciário com a finalidade de extinguir a lava jato, ultima e única esperança do povo brasileiro consciente.

Paulo Robson Ferreira disse...

Está demorando a Lava Jato investigar as FFAA. Porque no passado nelas não havia defensores ferrenhos dos governos e sim uma permanente vigilância sobre o governo???????? Porque os militares da reserva tem posição completamente divergentes daqueles da ativa????? Porque vem esses comandantes propagar que as instituições estão funcionando a pleno vigor, se claramente não estão?????? A honestidade dos comandantes está claramente em jogo e mostram estarem eles muito mais a serviço do governo que do estado!!!!!!! Porque será que os militares da Venezuela também estão de agindo semelhantemente aos nossos??????

Anônimo disse...

Pelo nível de cinismo diante do Juiz, pouca vergonha diante da Nação e grau de autoridades do governo envolvidas nas corrupções, eles não estão nem um pouquinho preocupados com os militares. Como disse um dos diretores na delação, o ato constante de corromper virou prazer de poder comprar qualquer um. Os militares, como não poderia deixar de ser, permanecem dentro das Leis, mas não deveriam aceitar o "cabresto" imposto pelos corruptos que ainda tentam desmoralizá-los.

Anônimo disse...

Entendo que Temer e o Congresso estão aviltando a Constituição, que deve ser sim respeitada e seguida, ao aniquilar cláusulas Pétreas. E o STF não está demonstrando a necessária força moral pra resguardar a Constituição. O povo brasileiro pede socorro ao Exército de Caxias para salvar a Democracia extirpando os bandidos que dominam a nação.

Anônimo disse...

Essas homenagens e medalhas que as Forças Armadas concedem ao juiz Sérgio Moro são para demonstrar o apoio ao magistrado, mas lembro que também deram para alguns "ex-guerrilheiros" e que alguns estão presos. Seria bom cancelar e tomar as honrarias de quem não as merece, senão a do juiz perde o valor.

Anônimo disse...

O recado foi dadobatodos: a Temer, aos pelegos desagregadores, aos senadoresvevsuas leis fajutas que nos atolarao mais caso sancionadas...enfim , a um congresso corrupto e corrompido e a um judiciario que TERA que fazervjustica COM O USO DA LEI. O POVO brasileiro não merece e não aceitará menos do que isto!

Jose Mourao disse...

Não me soaram bem as seguintes palavras :
Novo Mundo.
Nova Era.
Disciplina Social.

Estaria se referindo a NOM ???
Até quando vão adular ???

Anônimo disse...

Tá bom dele mandar um recado para os corruptos das Forças Armadas, que fraudam licitação pública para enriquecer ilicitamente. Além de blogueiros pilantras, que lavam dinheiro com doações forjadas, não é mesmo seu Jorge Serrao Ladrão!?