sexta-feira, 14 de abril de 2017

Tudo corrompido


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

A delação bomba que veio à tona demonstra que vivemos há mais de 30 anos, tempo da redemocratização, com um esquema que financia por meio do Caixa 2 partidos e políticos indistintamente conforme o grau de proximidade e  empoderamento para fazer o gosto do clientelismo em detrimento da soberania e da sociedade civil.

O Estado Brasileiro foi privatizado ou ao menos conviveu com uma parceira que simplesmente revelou-se deletéria para todos os caminhos de um ambiente de negócios e economia saudável. O governo perdeu a pouca credibilidade que tinha e o envolvimento de grandes cardiais da políticas em torno das hoste dos pseudorepresentantes da população afinal de contas tem o mérito de definir cada um para si e a corrupção para todos.

O lema mais ousado e frequente que as entidades publicas não foram
capazes de desmantelar, a exemplo da justiça eleitoral,dos tribunais de contas, da controladoria e advocacia geral da União, culminando com uma seleta organização de juízes e promotores de inegável capacidade e preparo para fazer o que a justiça brasileira não realizou nos últimos cem anos. Evidente que os inquéritos serão abertos e muitos sentiram os efeitos da prescrição em razão da idade superior a setenta anos que computa o lapso pela metade, ao lado disso a higienização do meio é fundamental e que devolvam o dinheiro apropriado em troca de favores com o dinheiro do contribuinte.

A tributação é infinita no Brasil pois que a corrupção segue na mesma proporção,vivemos o desserviço público e aumentos dos preços que conduzem à inflação e descortinam perda do poder aquisitivo da sociedade. As reformas comprometem mais ainda estabilidade e se não passar aquela da previdência a lição é que todos os políticos peçam aposentadoria ou sofram aquela compulsória eis que encerrado um circulo vicioso no qual os votos empenhados não deram resultado.

Dizem que temos o modelo mais moderno e evoluído de urnas eletrônicas do planeta, indevassável e copiado por Nações do primeiro mundo. Ninguém constatou a primazia da segurança absoluta,mas do que adianta termos um sistema preparado tecnologicamente se a representação está contaminada e os candidatos,na sua maioria,são mera repercussão de grandes grupos econômicos que mandam no Estado e determinam o que fazer consubstanciando em projetos de leis e até medidas provisórias que lhes favoreçam.

O modelo está morto, nossos políticos com péssima reputação perante a sociedade e o que fazer para acabar de vez com essa promiscuidade. O pai de um ajuda o filho do outro e vice versa que governo tivemos e quais as lições que ficam?

Um desgoverno assumido para liberar a propina e dar bolsas sociais, em troca da miserabiidade da população e dar uma migalha,além disso o povo agora parece melhorar seu grau de conscientização e colocará fora do alvo os corruptos e ineficientes nos seus mandatos parlamentares. No entanto a lição primeira é que não podemos mais aplaudir essa representatividade de bagatela e esmola, o deputado, o vereador, o senador quando eleito se dissocia do meio ambiente que o elegeu e só retorna daqui 4 anos para distribuir mentiras e propagandas enganosas.

O voto misto resolveria em parte,mas o melhor seria candidatura independente sem partido e depois de eleito teria um ano para se filiar evitando com isso conchavo e aluguel de legenda. Renascer das cinzas qual fênix, em plena semana quaresmal parece ser o maior desafio da sociedade brasileira, ludibriada,enganada e o pior é que voltam a pedir o voto aparecem na televisão e na mídia com o maior desplante mas as degravações são claras todos ou quase todos pediram.

Que esse lixo da política seja enterrado nas eleições de 2018 e a total corrupção a significar que tudo está corrompido seja o maior sinal de alerta total contra os maus políticos e seus sequitos, eliminar essa classe política e reprimir o empresário maroto e esperto são os desafios constantes de um eleitor perplexo de um povo que convive com a miséria política uma chama que trará luzes para o amanha

Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo.

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