segunda-feira, 22 de maio de 2017

A Guerra do Fim dos Imundos


“País Canalha é o que não paga precatórios”

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Feliz o país que tem uma felina como a nossa.

Acostumada à vida na selva, sabe como ninguém que veneno de cobra se combate com veneno de cobra.

Começou a luta final. Como no tempo de Eliot Ness, as quadrilhas estão em guerra. É mais inteligente esperar que se matem entre si.

Qualquer ação agora seria precipitada. Todos os podres aflorarão nos ataques de parte a parte.

Acabar o baile antes da hora seria perder a oportunidade única de ensinar à putada como se dança o malambo.

O atual canetador pode ter todos os defeitos, mas é corajoso.

Vai dar batalha às outras “famiglias”.

A mais perigosa é a oculta. O urubuzário e os inquisidores ainda não se apresentaram ostensivamente no teatro de operações.

Há séculos agem nas sombras, por quê agora iriam mudar de tática?

A banda sertaneja pensa que escafedeu-se. Ledo engano.

Saiu, apenas, da boca do leão e entregou-se à águia.

Já o lobo em pele de cordeiro, terá um fim fabiânus.

Aposta a alma numa eleição antecipada mas verá sua pretensão frustrada.

A vacância dar-se-á apenas por renúncia ou por morte.

De nada aproveitará uma pecaminosa mudança na regra do jogo, se o vácuo não ocorrer.

De resto, já foi rosnado que não há atalhos.

Assim, ao fim ver-se-á se sobrou algum incólume; os feridos de morte serão deixados à própria sorte.

Os mortos, como ensinou o Marquês de Pombal, serão enterrados e os vivos (do povo até então massacrado) bem cuidados.

Então, pela primeira vez, teremos visto um prelúdio do juízo final.

Vã a pressa dos mortais.

Nossa Onça fabiana sabe assobiar chupando cana!


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

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