segunda-feira, 29 de maio de 2017

Arte da Guerra ou Ciência da Guerra


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

O livro “Da Guerra”, de Carl Von Clausewitz, editado no Brasil pela Editora Martins Fontes, foi prefaciado por Anatole Rapoport. Carl Von Clausewitz, escritor e soldado prussiano, nasceu em 1780. Após servir na Campanha do Reno, de 1793 a 1794, entrou para a Academia de Berlim em 1801, onde estudou Kant. Aí atraiu a atenção de Scharnhorst, a quem, mais tarde, ajudou a reformar o Exército Prussiano.

Foi  capturado na campanha de Iena e, durante o período em que serviu aos russos, desempenhou um papel importante nas campanhas de Moscou de 1812 e 1813. Ao ser reintegrado ao Exército Prussiano tornou-se chefe do Estado-Maior do Corpo Militar de Thielmann’s, em Ligny. De 1818 a 1830 foi diretor da Academia Militar de Berlim. Era mais um filósofo do que soldado, e a sua fama perdura no livro Da Guerra, que foi publicado postumamente por sua mulher, em 1832. Clasewitz morreu em 1831.
    
Já, Anatole Rapoport nasceu em Lozovaya, Rússia, em 1911. Partiu para os EUA em 1922 onde, após ter estudado Música, se formou em Matemática pela Universidade de Chicago, em 1941. Professor de Biologia Matemática e pesquisador do Instituto de Pesquisas de Saúde Mental na Universidade de Michigan, desde 1955 foi autor de diversas obras, escritas entre 1955 e 1966.
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Não existe unanimidade na utilização dos termos PODER, SABER e CIÊNCIA, quando se trata de conduzir a um saber; arte,quando o objetivo consiste em Poder.

Por mais simples que isso pareça, não existe ainda indício de se ter fixado a escolha do termo, nem em saber em que razões fundamentar essa escolha. Já tivemos ocasião de dier que SABER é uma coisa e PODER é outra. As duas coisas são tão diferentes que não se deveria sequer arriscar a confundi-las. O que se pode fazer, para dizer a verdade, não poderia figurar em um livro; assim também a palavra “arte” nunca deveria ter sido o título de um livro.

Mas como ganhamos o hábito de resumir os conhecimentos necessários ao exercício de uma arte – conhecimentos que, isoladamente, podem constituir ciências completas – sob a designação de tratado teórico de arte, é lógico manter esse motivo de divisão e de dominar arte tudo o que visa um poder criador; a arte arquitectural, por exemplo, e ciência tudo o que só implica um saber, como as matemáticas e a astronomia.

Que toda a teoria da arte possa incluir ciências específicas completas, isso é um fato evidente e não deveria induzir-nos em erro. É, no entanto, necessário observar que não existe nenhum saber que a arte esteja excluída; em matemáticas, por exemplo, a aritmética e a álgebra são artes, mas isso não esgota a questão. A razão éa seguinte: por mais sensível e grosseira que seja a diferença que existe entre SABER e PODER, no seio das categorias complexas que constituem os conhecimentos humanos, no homem, em si mesmo, é difícil de lhe traçar a linha de demarcação perfeita.

Dificuldade de separar o entendimento e o juízo (arte da guerra)

Efetivamente, todo ato de pensamento é uma arte. A arte começa onde o lógico traça um risco, onde cessam as premissas que são um resultado do entendimento, para dar lugar ao juízo, por conseqüência, uma arte e, afinal de contas, um conhecimento adquirido através dos sentidos, também são arte, sem dúvida. Em suma, se um ser humano dotado da faculdade de conhecimento, mas que careça da faculdade de ajuizar é tão inconcebível como o caso contrário, a arte e o saber também não podem estar perfeitamente separados uma da outra. Quanto mais incorporados aparecem esses sutis elementos do saber nas formas do mundo exterior, tanto mais separados se nos apresentam seus reinos. Mais uma vez o domínio da criação e da produção é o domínio da arte, mas, quando se visam a investigação ou o saber, é a ciência que é soberana. De tudo isso se deduz que é mais justo dizer arte da guerra do que ciência da guerra.

Estas indicações bastarão para determinar concepções das quais não nos poderíamos privar. Mas não hesitaremos em afirmar que a guerra não é uma arte e nem uma ciência, no verdadeiro sentido do termo, e é justamente partindo dessa base que se comete um erro ao assimilar a guerra a outras artes ou a outras ciências, o que dá lugar a uma quantidade enorme de falsas analogias.

Outrora, já existiu esse pressentimento, e daí a afirmação de que a guerra um ofício, mas ficou-se mais a perder  com isso do que a ganhar, pois um ofício mais não é, ainda, do que uma arte de ordem inferior e, como tal, submetida a leis mais estritas e mais rígidas. De fato, a arte da guerra, durante certo tempo, na época dos condottieri, evoluiu dentro do conceito de ofício. Mas tal orientação foi adotada por razões exteriores e não internas, e a história militar mostra quão pouco natural e satisfatória essa orientação se demonstrou.

A guerra é uma forma de relações humanas

Afirmamos, pois, que a guerra não pertence ao domínio das artes e das ciências, mas sim ao da existência social. Ela constitui um conflito de grandes interesses, solucionado através do sangue, e é só por isso que difere dos outros conflitos. Seria melhor compará-la, mais do que qualquer arte, ao comércio, que também é um conflito de interesses e de atividades humanas; assemelha-se mais ainda à política, a qual, por sua vez, pode ser considerada, pelo menos em parte, como uma espécie de comércio em grande escala. Além disso, a política é a matriz na qual a guerra se desenvolve; os seus contornos, já formados de um modo rudimentar, escondem-se nela assim como  as propriedades dos seres vivos nos seus embriões.

Diferença

A diferença essencial reside no fato de que não é uma atividade da vontade, aplicada a uma matéria inerte, como é o caso das artes mecânicas, nem à matéria viva, mas sim passiva e submissa, como é o caso da sensibilidade e do espírito humano aplicados às belas-artes, mas a um objeto que vive e reage. É impressionante verificar como os esquemas ideológicos das artes e das ciências se adaptam tão mal a esse atividade, e do mesmo modo se compreende como a busca e o desejo constante de leis análogas às que se podem extrair do mundo dos corpos inertes não deixaram de ar origem a incessantes erros. E, no entanto, foi precisamente às artes mecânicas que se quis assimilar a arte da guerra. Estava fora de questão a imitação das belas-artes por estas mesmas estarem demasiado desprovidas de leis e de regras: aquelas, que se tentou aplicar, revelaram-se sempre insuficientes e coxas, e foram incessantemente minadas e destruídas pelas correntes de opinião, de sentimentos e de costumes.

Será que o conflito do elemento vivo, como o que vê constituir e resolver na guerra, está submetido a leis gerais e será que estas podem fornecer uma regra de conduta útil à ação? É o que esta obra, em parte, se propõe a examinar. Uma coisa é evidente: é que este problema, como qualquer outro, que não ultrapasse as nossas faculdades de compreensão, pode ser elucidado, e mais ou menos enunciado. na sua coesão interna, através da investigação mental. Isso basta para justificar uma teoria.

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

2 comentários:

Loumari disse...

A NASA descobriu que tudo o que diz a Bíblia é real

https://www.youtube.com/watch?v=DrP_nw03EWI&feature=youtu.be


Falou Daniel, e disse: Seja bendito o NOME DE DEUS, PARA TODO O SEMPRE, porque dele é a sabedoria e a força;
E ELE muda os tempos e as horas; ELE remove os reis e estabelece os reis; ELE dá sabedoria aos sábios e ciência aos entendidos.
ELE REVELA O PROFUNDO E O ESCONDIDO: conhece o que está em trevas, e com ELE mora a luz.
Ó DEUS de meus pais, eu te louvo e celebro, porque me deste sabedoria e força; e agora me fizeste saber este assunto do rei.
(DANIEL 2:20)

Loumari disse...

E O SENHOR, DEUS de seus pais, lhes enviou a sua palavra pelos seus mensageiros, madrugando e enviando-lhos; porque se compadeceu do seu povo e da sua habitação.
Porém, zombaram dos mensageiros de Deus, e desprezaram as suas palavras e mofaram (escarneceram) dos seus profetas, até que o furor do Senhor subiu tanto, contra o seu povo, que mais nenhum remédio houve.
(2 CRÓNICAS 36:15)


NÃO ERREIS; DEUS NÃO SE DEIXA ESCARNECER; PORQUE TUDO O QUE O HOMEM SEMEAR, ISSO, TAMBÉM, CEIFARÁ.
Porque o que semeia na sua carne, da sua carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna.
E NÃO NOS CANSEMOS DE FAZER O BEM, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido.
Então, enquanto temos tempo, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé.
(GÁLATAS 6:7)


Falou Daniel, e disse: Seja bendito o NOME DE DEUS, PARA TODO O SEMPRE, porque dele é a sabedoria e a força;
E ELE muda os tempos e as horas; ELE remove os reis e estabelece os reis; ELE dá sabedoria aos sábios e ciência aos entendidos.
ELE REVELA O PROFUNDO E O ESCONDIDO: conhece o que está em trevas, e com ELE mora a luz.
Ó DEUS de meus pais, eu te louvo e celebro, porque me deste sabedoria e força; e agora me fizeste saber este assunto do rei.
(DANIEL 2:20)


Assim diz o SENHOR, TEU REDENTOR, e que te formou desde o ventre: EU SOU O SENHOR que faço todas as coisas, que estendo os céus, e espraio a terra por mim mesmo;
Que desfaço os sinais dos inventores de mentiras, e enlouqueço os adivinhos; que faço tornar atrás os sábios, e transtorno a ciência deles;
SOU EU QUEM CONFIRMA A PALAVRA DO SEU SERVO, E CUMPRE O CONSELHO DOS SEUS MENSAGEIROS; Quem diz a Jerusalém:
Tu serás habitada, e às cidades de Judá: Sereis reedificadas, e EU levantarei as suas ruínas;
Quem diz à profundeza: Seca-te, e EU SECAREI OS TEUS RIOS;
Quem diz de Ciro: É meu pastor, e cumprirá tudo o que me apraz: dizendo, também, a Jerusalém: Sê edificada; e ao templo: Funda-te.
(ISAÍAS 44:24)


Mas DEUS ESCOLHEU AS COISAS LOUCAS DESTE MUNDO PARA CONFUNDIR AS SÁBIAS; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes;
E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, PARA ANIQUILAR AS QUE SÃO;
Para que nenhuma carne se glorie perante Ele.
(1 CORÍNTIOS 1:27)


Embruteceu-se todo o homem e não tem ciência; envergonhou-se todo o ourives de imagem de escultura; porque a sua imagem de fundição é mentira, e não há espírito em nenhuma delas.
Vaidade são, obras de enganos: no tempo em que EU AS VISITAR, PERECERÃO.
(JEREMIAS 51:17)


Portanto, eis que vêm dias diz o SENHOR, em que visitarei as suas imagens de escultura (herois); e gemerá o traspassado em toda a sua terra.
Ainda que Babilónia subisse aos céus (aranhas céus), e ainda que fortificasse a altura da sua fortaleza, de MIM VIRIAM DESTRUIDORES SOBRE ELA DIZ O SENHOR.
(JEREMIAS 51:52)


Direis: Envergonhados estamos, porque ouvimos opróbrio; vergonha cobriu o nosso rosto, porque vieram estrangeiros sobre os santuários da casa do Senhor. (muslims)
(JEREMIAS 51:51)


Ó Senhor! Esperança de Israel! todos aqueles que te deixam serão envergonhados: os que se apartam de mim serão escritos sobre a terra; porque abandonam o Senhor, a fonte das águas vivas.
(JEREMIAS 17:13)


Eis que é vindo, e se cumprirá, diz o SENHOR JEOVÁ: este é o dia de que tenho falado.
E os habitantes das cidades de Israel (nações cristãs) sairão, e totalmente queimarão as armas, e os escudos e as rodelas, com arcos, e com as frechas, e com os bastões de mão, e com as lanças; e farão fogo com tudo isso, por sete anos.
(EZEQUIEL 39:8)