terça-feira, 23 de maio de 2017

Benefício Ilusório


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Renato Sant’Ana

"Sem dizer que todos vão pagar, inclusive quem não tem filhos".

Muitos de nossos problemas só existem porque O Estado (poder público)
mete o bedelho onde não deveria. Apesar disso, há quem tenha a ilusão de
que é bom assim.

Tramita na Câmara o PL-4906/2016, projeto de lei do deputado Alfredo Nascimento (PR-AM), que torna obrigatório shoppings e hipermercados oferecerem área de lazer para crianças, com brinquedos e profissionais contratados. Sendo proibido cobrar pelo serviço! Quem se deixou aprisionar na estreiteza do politicamente correto vai achar que é bom.

Mas é um engodo. A criação desse "espaço" terá reflexos negativos. Ora, o preço de tudo que se consome nos shoppings e hipermercados inclui o custo de manutenção da infraestrutura. Nem poderia ser doutro modo! A questão é: quem vai pagar para que o público usufrua "de graça"?

Em se tratando de economia, NÃO EXISTE GRATUIDADE. Roupa, sapato, celular, lanche na praça de alimentação, vaga no estacionamento, cafezinho, nada existe sem o TRABALHO DE VÁRIAS PESSOAS. E no mundo civilizado, as pessoas trabalham se são pagas. Logo, nada, absolutamente nada é gratuito! Tudo tem um custo. Claro, por si só não é ruim ter uma alternativa para as crianças. Mas tornar tudo mais caro para as famílias, que delas devem ocupar-se, não há de ser grande favor. Sem dizer que todos vão pagar, inclusive quem não tem filhos.

Se o PL virar lei, produtos e serviços vão ficar mais caros nos shoppings e hipermercados. Porque o custo da brincadeira estará embutido no preço de cada produto. Sim, percebendo ou não, é o consumidor que vai pagar! E não cabe alegar que será ínfimo: é o "intervencionismo estatal" que se deve repelir.

Definitivamente, não há como aplaudir o PL do deputado Alfredo Nascimento. Ninguém, consumidores nem comerciantes, ninguém ganha com a exigência que ele quer impor. É o tipo de lei intervencionista que só causa dano. É o Estado intrometendo-se na economia, quando shoppings e hipermercados devem ter liberdade para oferecer ou não o serviço, aplicando critérios que incluem o perfil dos consumidores em cada local. Alguém saberá, por exemplo, qual é o porcentual de pais que confiariam os seus pequeninos a desconhecidos sem que haja sequer a celebração de um contrato formal para a prestação do serviço?

A causa de tamanha irracionalidade está em que GRANDE PARTE DOS DEPUTADOS E SENADORES, coincidindo com GRANDE PARTE DA SOCIEDADE, não percebe um fato mais do que comprovado: é grave equívoco pretender que o Estado regule todas as relações humanas, inclusive as de consumo. O resultado é desastroso!

Aliás, se o poder público se limitasse a coibir abusos, e o fizesse com eficácia, já estaria de bom tamanho. Mas aí tem um "porém": restaria pouca margem para a demagogia e para o populismo...


Renato Sant'Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito.

3 comentários:

Joma Bastos G P disse...

Há minimizar o papel econômico do Estado e não ampliá-lo.
O Estado não pode criar mais intromissão e protecionismo desnecessário à economia, pois isso só trará resultados socioeconômicos nefastos para o futuro deste país.
Há que maximizar as liberdades econômicas individuais e coletivas, para que o empreendedorismo e o investimento empresarial tenham um papel muito proativo no desenvolvimento socioeconômico desta Nação.
Em uma economia de mercado o Estado deve cingir-se a salvaguardar a educação, a saúde, as infraestruturas logísticas, a defender a população e suas posses contra o emprego da violência e da falcatrua. O Estado tem o dever de garantir o suave funcionamento da economia e não a desnecessária intromissão estatal no desenvolvimento da mesma.

Martim Berto Fuchs disse...

Partindo desse Alfredo Nascimento, não é de surpreender.
Depois do vale transporte, vale alimentação, e outros Vales mais, ele quer agora o Vale Lazer.
Hoje ele sugere um Vale para crianças. Amanhã, outro de puta do, vai propor um Vale para políticos: Vale Prazer.
Sem contar que o Vale Roubar já está valendo há muito, mesmo não oficializado. Ou já está ?

Anônimo disse...

Não estranhe essas atitudes de bolsa isso, aquilo e tal.
Pasmem o ex prefeito de sp o lixo Adad criou até o bolsa gay no valor de 800,00 reais, sem contar que quando ministro da educação anteriormente, este mesmo lixo ja queria liberar o kit gay para as crianças do primario. POR ESTAS E OUTRAS QUE FAZ BEM TEMMER DAR O SINAL DE QUE SE PRECISO FOR, AS FORÇAS ARMADAS TOMAM FRENTE AO PODER, TA EXISTINDO A ORQUESTRAÇÃO DOS TRAPOS VERMELHOS COMUNISTAS EM TRANSFORMAR O BRASIL EM VENEZUELA.