terça-feira, 16 de maio de 2017

Ciberataque e Responsabilidade



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

Há algum tempo toda a imprensa tem noticiado a força do vazamento de informações, a invasão pelos hackers e o poder de força inclusive para gerar suspeitas nas eleições americanas e aquela recente em França, e todos nos questionamos: até que ponto temos nossa  privacidade diariamente mutilada e invadida?

Dias atrás uma megainvasão do sistema em mais de 100 países do planeta e um prejuízo incalculável atingindo sobretudo a esfera dos órgãos públicos. Explicam que o defeito foi no sistema microsoft e de um programa criado pelo governo americano(NSA).Em vários continentes os danos foram potenciais e o mais complexo a saber diz respeito à avaliação do que se perdeu e aquilo recuperável.

No entanto,a exemplo dos americanos que são os primeiros a processar quando notam falhas e defeitos no mundo. Vejam as empresas brasileiras levadas às cortes americanas: será o governo Americano ou a Microsoft responsável? Alguem ousará processa los e reaver os prejuízos de maquinas e programas danificados inteira e integralmente?

Ñão temos a resposta ainda mas a matéria extrapola a singeleza de uma invasão pontual pois que fora plural e a navegação se tornou impossível encapsulando os arquivos e retirando a segurança completa do sistema. A fragilidade é extrema e não é possível que as entidades públicas não atualizem seu programas ou contatem empresas que façam periódicas revisões com antivirus para se evitar a banalização do problema.

Na esfera judicial a situação é para lá de catastrófica uma vez que programas foram apagados e sem um back up atual e com os subsídios pretendidos a realidade do dia a dia será transformada numa verdadeira ladainha a fim de que o trabalho não seja todo ele descontinuado. O governo norte americano pagará a salgada conta e a Microsoft teria responsabilidade solidária ou apenas subsidiária?

O estudo da questão se polemiza a nível de direito internacional ou eventual arbitragem,haja vista que até o momento não houve um pronunciamento oficial dos responsáveis e os países emergentes continuam mergulhados no mais profundo abismo do desconhecimento Nações avançadas foram alcançadas e os serviços públicos tornaram – se ineficientes o que não é diferente no Brasil ,se formos considerar cirurgias robóticas e maquinas empenhadas no combate ao estresse da intervenção médica, muitas operações tiveram que ser canceladas,uma vez que o programa simplesmente não tinha capacidade de transmitir e gerar a informação necessária.

O colapsamento do caos é gigante e agora viver o horror cibernético que já ultrapassa os limites dos horrores político econômico e social. A chaga do século XXI muito mais do que a miséria,pobreza e desemprego se externaliza na falta de eficiencia no boom que nos torna reféns e prisioneiros de invasores os quais somente se ocupam e preocupam em vazamento e venda de informações,de bancos, de agencias de fomento,de hospitais e demais repartições, as quais sofrem pela falta de investimento e de recurso financeiro endereçado ao custeio de pesquisa e combate à praga espalhada por diversos continentes.

O Brasil sofre com virulência a falta da participação direta de empresas lideres que conheçam a fundo o problema e o mais grave é a total falta de informação se o virus ainda se espalha ou já fora debelada e revertido. Os técnicos não costumam dizer nada ou por falta de conhecimento e até por receio de cantar desafinada a música do modelo com o qual estamos habituados a nos apoiar na rotina diária.

O mundo digital depois do ataque sofrido de 12 de maio de 2017 jamais será o mesmo. As empresas e demais entidades guarneceram mais e melhor seus dados aparelhando suas fontes de informações e alimentando-as por mecanismos de monitoramento e rastreamento permanente. Ao governo norte americano que fez o programa e a empresa Microsoft a ambos devotamos nossas sinceras esperanças que venham a público e digam exatamente o que aconteceu, além do caminho para sanar a imperfeição e falha incomensurável.


O valor a indenizar será monstruoso e poderá até afetar os próximos passos do mundo digital e os estigmas das grandes bandeiras e exuberantes fortunas. Na era da incerteza a pior de todas é aquela que diz respeito ao nosso mundo digital fora de controle, de supervisão e fiscalização,de seu apanhamento frágil nasce e cresce a oportunidade de muitos espiarem e transformarem o cotidiano num verdadeiro inferno eletrônico.

Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Um comentário:

Anônimo disse...

QUALQUER INFERNO SE TRANSFORMA EM CÉU SE FOR COMPARADO COM O NOSSO JUDICIARIO... A CORRUPÇÃO, INCOMPETENCIA E A FALTA DE VERGONHA NA CARA TRANSFORMARAM JÁ FAZ MUITO TEMPO O NOSSO JUDICIARIO EM UMA VERDADEIRA MÁFIA... SEMPRE TAPANDO O SOL COM A PENEIRA NÃO SÃO CAPAZES DE FAZEREM ESSA PORRA ANDAR EM NEM UMA INSTANCIA A NÃO SER QUANDO LHES CONVÉM, CRIME ORGANIZADO E COMANDADO PELO JUDICIARIO ENGORDAM AINDA MAIS OS SEUS SALARIOS E PREVILÉGIOS MILIONARIOS... DE QUE PRECISAMOS TODOS JÁ SABEMOS, QUERO VER QUEM É HOMEM DE FAZER...