quinta-feira, 4 de maio de 2017

Devemos Recordar


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja                    

Alberto Mendes Junior, mais conhecido como Tenente Mendes, foi um oficial da Polícia Militar do Estado de São Paulo, durante o Regime Militar no Brasil. É considerado "herói” e “patrono" da Polícia Militar, com fotos suas em todos os batalhões de Polícia paulistas. Ficou conhecido por seus atos em combate contra a guerrilha de Carlos Lamarca. Depois de seu assassinato, em 10 de Maio de 1970, foi promovido post-mortem ao posto de Capitão.


Nos dias 16/04/70 e 18/04/70 foram presos no Rio de Janeiro, Celso Lungaretti e Maria do Carmo Brito, ambos militantes da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), uma das organizações comunistas que seguia a linha cubana.

Ao serem interrogados os dois informaram que desde janeiro/70, a VPR, com a colaboração de outras organizações comunistas, instalara uma área de treinamento de guerrilhas na região de Jacupiranga, próxima a Registro, no Vale da Ribeira, no Estado de São Paulo, sob o comando do ex-capitão do Exército, Carlos Lamarca.

No dia 19/04/70, tropas do Exército e da Polícia Militar do Estado de São Paulo foram deslocadas para a área, para verificar a autenticidade das declarações dos dois militantes presos e neutralizar a área, prendendo, se possível, os seus ocupantes que seriam 18.

No início de maio/70 uma parte da tropa da Polícia Militar foi retirada da área, permanecendo, apenas, um pelotão. Como voluntário para comandá-lo, apresentou-se um jovem de 23 anos, o Tenente Alberto Mendes Júnior. Com 5 anos de Polícia Militar, o Tenente Mendes era conhecido, entre os seus companheiros, por seu espírito afável e alegre e pelo altruísmo no cumprimento das missões. Idealista, acreditava que era seu dever permanecer na área, ao lado se seus subordinados.

No dia 08/05/70, 7 terroristas, chefiados por Carlos Lamarca, que estavam em uma pick-up, ao pararem num posto de gasolina em Eldorado Paulista, foram abordados por policiais que, imediatamente, foram alvejados por tiros que partiram dos terroristas que ocupavam a pick-up e que após o tiroteio fugiram para Sete Barras.

Ciente do ocorrido, o Tenente Mendes organizou uma patrulha, que, em duas viaturas, dirigiu-se a Sete Barras e daí para Eldorado Paulista.

Cerca das 21:00 horas, houve o encontro com os terroristas que estavam armados com fuzis FAL enquanto que os PMs portavam o velho fuzil Mauser modelo 1908. Em nítida desvantagem bélica, vários PMs foram feridos e o Tenente Mendes verificou que diversos de seus comandados estavam necessitando urgentes socorros médicos.
 
Um dos terroristas, com um golpe astucioso, aproveitando-se daquele momento psicológico, gritou-lhes para que se entregassem. Julgando-se cercado, o oficial aceitou render-se, desde que seus homens pudessem receber o socorro necessário. Tendo os demais componentes da patrulha permanecido como reféns, o Tenente levou os feridos para Sete Barras.

De madrugada, a pé e sozinho, o Tenente Mendes buscou contato com os terroristas, preocupado que estava com o restante de seus homens. Encontrou Lamarca, que decidiu seguir com seus companheiros e os prisioneiros para Sete Barras. Ao se aproximarem dessa localidade foram surpreendidos por um tiroteio, ocasião em que dois terroristas Edmauro Gopfert e José Araújo Nóbrega desgarraram-se do grupo e os cinco terroristas restantes embrenharam-se no mato, levando consigo o Tenente Mendes.

Depois de caminharem um dia e meio na mata, os terroristas e o Tenente pararam para descansar. Nesta ocasião Carlos Lamarca, Yoshitame Fujimore e Diógenes Sobrosa de Souza afastaram-se e formaram um tribunal revolucionário que decidiu assassinar o Tenente Mendes, pois o mesmo, pela necessidade de vigiá-lo, retardava a fuga. Os outros  dois, Ariston Oliveira Lucena e Gilberto Faria Lima, ficaram vigiando o prisioneiro.

Poucos minutos depois, os três terroristas retornaram, e, acercando-se por traz do Oficial, Yoshitame Fujimore desfechou-lhe violentos golpes na cabeça, com a coronha de um fuzil. Caído e com a base do crânio partida, o Tenente Mendes gemia e se contorcia em dores. Diógenes Sobrosa de Souza desferiu-lhe outros golpes na cabeça, esfacelando-a. Ali mesmo, numa pequena vala e com seus coturnos ao lado da cabeça ensangüentada, o Tenente Mendes foi enterrado.

Em 08/09/70, Ariston Lucena foi preso pelo DOI/CODI/IIEx, e apontou o local onde o Tenente estava enterrado. Seu corpo foi exumado e sepultado sob forte comoção popular.

Dos cinco assassinos do Tenente Mendes, sabe-se que:

Carlos Lamarca: morreu na tarde de 17/09/71, no interior da Bahia, durante tiroteio com o DOI/CODI/6ª RM;

Yoshitame Fugimore, morreu em 05/12/70, em São Paulo, durante tiroteio com o DOI/CODI/IIEx;

Diógenes Sobrosa de Souza foi preso em 12/12/70, no RS. Em novembro de 71 foi condenado à pena de morte (existia na época esta punição para os terroristas assassinos, que nunca foi usada). Em fins de 1979, com a anistia concedida pela “ditadura militar”, foi libertado;
Gilberto Faria Lima, fugiu para o exterior.

Ariston Lucena, após a anistia foi libertado e teria se suicidado, no RS.
Observação: Embora Carlos Lamarca tenha desertado no posto de capitão, por lei especial sua família recebe a pensão de coronel.

Todas as famílias dos terroristas assassinos, inclusive a de Carlos Lamarca receberam uma grande indenização em dinheiro, concedida pela chamada Comissão de Anistia.
 
O Tenente Mendes, promovido após sua morte, por bravura, ao posto de Capitão, deixou para sua família a pensão relativa a esse posto. Sua família nunca recebeu qualquer indenização dos governos federal ou estadual.
Seus pais não se conformam em ter o filho  assassinado de forma brutal, por bandidos  sempre  tão endeusados pela nossa mídia.   

(Texto publicado em averdadesufocada.com)
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Em 10 de maio de 2015, véspera do Dia das Mães, a Mãe de Alberto Mendes Junior certamente recordou-se de seu filho.

Mas aqueles que, na época, eram militantes da Vanguarda Popular Revolucionária, como Dilma Roussef e seu marido, Carlos Franklin Paixão de Araujo, que até hoje apregoam que lutavam por uma democracia, não encontrarão motivos para lembrar o acontecido, pois Alberto Mendes Junior, afinal, foi apenas um dentre os 119 mortos pelo aloprado terrorismo de então...

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

2 comentários:

Anônimo disse...

Confesso que me sinto honrado em ter lido este artigo postado nada mais ou menos do que no único site que informa verdades, inclusive resalto que mesmo no ensino academico nunca ouvi um professor explanar tão bem este assunto, alias pelo contrario lembro de minha infancia saindo das aulas assombrado com as historias que os professores contavam contra o regime militar. Parabens pela postagem, isso sim deveria ser cartilha didatica não o lixo de orientação de genero que tentam empurrar garganta abaixo.

Anônimo disse...

Lamentavel ver como cegos estão os Brasileiros, midia cosinhando o cérebro do povo 24 hrs com as operaçoes isso aquilo, soltando todos canalhas que entregam nossa pátria aos lobos estrangeiros. Mas fizeram a coisa bem arrumadinha, desarmam população, corromperam todas instancias da pseudo justiça, alienaram mais ainda os brasileiros com idiotisses e pasmem, enquanto assustam o povo com a tal aposentadoria , entregam de mãos beijadas os tesouros de nossa naçao, estou colando aqui apenas dois links que mostrarão onde tudo iniciou a derrocada do Brasil, petrobraz é nada perto do que estamos perdendo por conta dos acordos fechados pelos comunistas.

https://youtu.be/0jj2SMV1Rck

https://youtu.be/Yh1wDHtJykc

YAN KATANA