terça-feira, 30 de maio de 2017

GESTAPO


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

Gestapo é o acrônimo do alemão "Geheime Staatspolizei". A famosa e temida Polícia Secreta do Estado de Adolf Hitler era administrada pela SS (Schutzstaffel) - que é a Tropa de Proteção. Quem cuidava da Gestapo e da SS era o Reichssicherheitshauptamt - o poderoso Escritório Central de Segurança do Reich. Assim se estruturava o aparato de repressão e intimidação estatal da Alemanha nazista. O Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores oprimia os cidadãos através deste sistema. A Gestapo espionava, reprimia, torturava, julgava e aplicava penas - como se fosse um tribunal da inquisição medieval.

Para se melhor entender como funciona uma Gestapo em um estágio pré-totalitário, um arremedo democrático, vamos à conhecida República de Weimar (alemã, dos anos 30, antecessora do III Reich) com a nossa atual República de Mamar, onde a nazicomunopetralhada do Foro de São Paulo reina com o mito carismático em decadência, por trás de um impopular "
arremedo" de tirania. As duas são apenas muito parecidas. Nossa República Sindicalista Capimunista é um triste show à parte.

Na República de Weimar alemã, o líder em ascensão engoliu o parlamento. Tacou até fogo nele! Na República de Mamar, o líder descobriu que é mais fácil e lucrativo cooptar o Legislativo. Tocar fogo pra quê, se os eleitos preferem se purificar nas chamas dos mensalões ou outros clientelismos menos votados? E o chefão daqui ainda contou com a ajuda “
constitucional” para reinar através de medidas provisórias. Eis o despotismo legitimado que a sucessora do qual dele abusou, achando que podia seguir em frente sem alimentar o corrupto rebanho político. O resultado é que a vaca foi pro brejo...

Na República de Weimar, o Judiciário também foi conivente com o poder em ascensão. Ninguém segurou o infante Adolf Hitler. Na República de Mamar, onde a injustiça reina historicamente, o Judiciário vai pelo mesmo caminho. A Segurança do Direito Natural (pressuposto da Democracia que nunca existiu por aqui) nunca esteve tão ameaçada. Até porque quem está no Poder há 13 anos nunca ligou para a Constituição em vigor. Em 1988, o PT se recusou a assiná-la. Por isso, seus partidários não hesitam em assassiná-la. Agora, os delinqüentes se armam para usar o esquema do aparelharamento do Judiciário para partir para cima dos inimigos e adversários. Aí entra a "
Gestapo Tupiniquim" operando a milhões por hora.

Novamente, é bom desenhar com casos concretos. Comecemos pela elementar multa de trânsito - que seria um instrumento educativo, mas que a Gestapo Tupiniquim conseguiu deturpar. Apelemos ao raciocínio do Advogado Antônio Ribas Paiva: "
Como o Estado existe para proteger as pessoas e não para praticar abusos contra elas, as penas e multas exageradas são inconstitucionais, colocando em risco a segurança do direito e a própria democracia, consubstanciando, até, o típico de abuso de autoridade. Os governantes, nos três níveis administrativos, amiúde estabelecem penas e multas abusivas, com o objetivo de exercer Controle Social (Ditadura) e arrecadar com multas e taxas, sob a desculpa hipócrita de proteger os cidadãos. Além disso, as receitas com multas de trânsito são extranumerárias, o que representa uma vantagem adicional aos governantes, por que não estão sujeitas à fiscalização dos Tribunais de Contas".

Vamos a outras ações práticas "
gestapianas": 1) Subjuga-se o Poder Legislativo para que ele “legalize”, gradualmente, o fim do Estado Democrático de Direito; 2) Através de alterações nas Leis, o Poder Judiciário se torna dependente ou subordinado do Poder Executivo, sendo que atos praticados por este último não podem ser apreciados pela “Justiça” do país. 3) Reforma-se a máquina pública, para que ela ganhe instituições repressoras, com plenos poderes para agir, não podendo ser os atos praticados por estas novas instituições questionáveis por nenhuma instância do Judiciário; 4) Todos aqueles identificados como potenciais inimigos desta nova ordem, empresários, lideranças e personalidades públicas, IMPRENSA e JORNALISTAS, Magistrados, serão patrulhados, perseguidos e se possível eliminados.

PS – O texto, que viralizou na Internet sem o devido crédito, faz parte de dois artigos assinados pelo Editor-chefe deste Alerta Total, e publicados em 22 de março e em 28 de novembro de 2015:

Como funciona a Gestapo Tupiniquim - I

Hora da Justiça vencer o crime e conter as gestapos


Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

Um comentário:

Anônimo disse...

Ensina-se e se adota a teoria de Hans Kelsen de que direito é aquilo que o governante diz que é direito, e nesse ambiente o direito natural é eliminado das consciências.