quinta-feira, 18 de maio de 2017

Ratos insaciáveis


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Ernesto Caruso

Os ratos bichos são assim, caem na arapuca/ratoeira, quando buscam o alimento e encontram o opositor humano que não aceita dividir o mesmo espaço com essa espécie de animal, ressalvado o caso de povos que o idolatram e o alimentam.
      
No entanto, há que se entender o degradante momento político, envolvendo o rato humano que exerce o mesmo papel do rato bicho diante da fome, com a diferença de que o rato bicho cai na armadilha pela necessidade de se alimentar e sobreviver. Já o rato humano é uma espécie de animal insaciável diante do vil metal.
      
O dinheiro cega o rato humano a ponto de não medir o perigo da oferta fácil do enriquecimento, do tirar proveito da oportunidade que a sorte o bafejou de assumir uma posição de chefia, de guarda, de servidor; de representante do povo que o elegeu para a administração pública; ou que a sociedade oportuniza aos seus integrantes para que em função de um concurso, o cidadão assuma um cargo por mérito.
      
Outra semelhança entre esses tipos de rato aparece nitidamente no ditado popular de que os ratos são os primeiros a abandonar o navio ao afundar. O salve-se quem puder aparece também na briga entre quadrilhas para a divisão do butim ou para escapar das malhas da Justiça. Quadrilhas que na política são chamadas de partidos, nada diferente do PCC, salvo no significado da letra “P”, que não é “partido”; por extenso, Primeiro Comando da Capital.
      
Mesmo embrenhados na Capital, Brasília, se espalham pelos esgotos de âmbito nacional, com voraz apetite sobre o capital amealhado pelo suor do brasileiro, registrado pelo ”impostômetro” em mais de 800 bilhões de reais (maio/2017).
      
O que sobra nas siglas partidárias, plenas da letra “S” de socialistas, falta-lhes sentimento de solidariedade, dedicação, responsabilidade, caridade e, agradecimento pelos altos salários, aposentadorias, benesses. São crápulas da pior espécie. Não têm respeito pelo próprio nome e nem honram seus antepassados. Ambição ilimitada. De todos os matizes, de comunistas a neoliberais.
      
Uma relação promíscua entre bruxos, jacarés e crocodilos; são ardilosos ao extremo nas alianças temporárias, pois a única fidelidade que lhes molda o caráter e à que se dedicam é a sobrevivência da própria pele.  
      
Lembrar do escárnio com que depunha diante das autoridades o patriarca da empresa investigada, Emílio Odebrecht. Entre sorrisos e desprezo pela Nação brasileira que alimentava o seu império do mal discorria sobre as propinas que passava aos agentes públicos, qualificados por ele de jacarés, de boca menor em relação à voracidade e tamanho da boca dos crocodilos ávidos pelos milhões de reais/dólares que se transformaram. Abjeta metamorfose.
      
Inversamente proporcional, faz aumentar o tamanho da boca e a violência do predador e, reduzir o cérebro à irracionalidade do outro grupo animal. Violência na avidez de se locupletar com recursos financeiros para adquirir bens e levar uma vida de prazeres sem limite, sem pensar nas necessidades mínimas dos contribuintes, em especial dos mais carentes. Abutres com penas de ouro que se sustentam no fausto a custas de tantos que morrem prematuramente por falta de recursos nos hospitais.
      
Bruxos que estão presentes também na OAS e na JBS, esta partícipe das últimas cenas de corrupção e delações céleres que surpreenderam a sociedade brasileira. Textos e fotos no ventilador mais gravações anunciadas e não apresentadas, tendo como alvos principais o PMDB e o PSDB, nas figuras do presidente Michel Temer e do senador Aécio Neves, afastado do exercício das funções por decisão do ministro do STF Edson Fachin, que o livrou da prisão pedida pelo procurador-geral da República.
      
A lembrar que a irmã do senador, Andréa Neves foi presa por agentes da Polícia Federal.
      
Estranha-se toda essa montagem, ao que parece bem documentada com provas, mas com mera citação do ex-ministro Mantega que já esteve preso e agora está solto.
      
Importante que a Justiça não distinga dentre os agentes corruptos, os vermelhos dos laranjas.

Ernesto Caruso é Coronel de Artilharia e Estado-Maior, reformado.

3 comentários:

Anônimo disse...

Assim como o rato bicho, o rato humano também é muito esperto e resistente às tentativas de extermínio. Sempre escapa em quantidade suficiente para continuar a procriar, rapidamente, e devorar o que encontrar pela frente com a mesma fome de antes.

Martim Berto Fuchs disse...

É interessante observar, que quando Collor começou a eliminar Leis que atrapalhavam o desenvolvimento do país - pelo menos mais de 1.000 deixaram de valer - e a demitir funcionários públicos em excesso, descobriram ligeirinho uma Fiat Elba e uma reforma na Casa da Dinda, mais um empréstimo fraudulento para encobrir dinheiro de sobra de campanha, para demiti-lo.
Agora, quando finalmente um Presidente resolve mexer com os privilégios dos marajás do setor público - reformas Previdenciária e Trabalhista -, mesmo não sendo santo, pois se fosse não estaria na política, também lhe passam uma rasteira.
Assim, nem os militares, se caso Temer os chamar e entregar-lhes as chaves do Palácio e do cofre, terão coragem de mexer nos alicerces da nossa República Monárquica, ou, com os privilégios dos membros da Corte.

Joma Bastos G P disse...

Excelente artigo!