sexta-feira, 30 de junho de 2017

Presidencialismo de coalizão, colisão e corrupção


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

A “tática de resistência” de Michel Temer é mais manjada que os defeitos estruturais do nosso Presidencialismo de coalizão, colisão e, sobretudo, muita corrupção. O desmoralizado desgoverno peemedebosta – parceiro e sucessor continuísta do regime nazicomunopetralha – articula nos bastidores da politicagem para ganhar tempo. A esperança é que a Câmara dos Deputados embrome a decisão sobre aceitar ou (o que é mais provável) rejeitar o processo pedido pela Procuradoria-Geral da República contra o Presimente da Republiqueta – coisa inédita e nunca antes vista na história desse País de muitos canalhas e muitas canalhices.

Descaradamente, o Executivo e a cúpula do Legislativo costuraram um acordo para aguardar que Rodrigo Janot envie todas as broncas que deseja despejar contra Michel Temer no foro privilegiado do Supremo Tribunal Federal. Fica bem clara a intenção de nada resolver no curto prazo. A intenção real é aguardar que Janot deixe o cargo em 17 de setembro, substituído por Raquel Elias Dodge – escolhida pelo favoritismo de alguns integrantes da cúpula de peemedebistas enrolados na Lava Jato e outras broncas judiciais menos votadas. Não se sabe até quando se poderá postergar uma decisão, até que Janot detone todas as bombas contra Temer.

Temer já foi oficialmente notificado para apresentar sua defesa na primeira denúncia por corrupção passiva. Temer tem o prazo de dez sessões plenárias para entregar seus argumentos à Comissão de Constituição e Justiça. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que continua sentando em cima de vários 21pedidos de impeachment contra Michel Temer, já avisou que não vai dar para fatiar as votações de diferentes denúncias – como desejam os governistas: “Eu não estou tratando sobre apensamento. Eu estou tratando sobre a denúncia que tem. Eu acredito que Janot vai encaminhar outra peça. Se fosse a mesma peça, não viria separado. Como Janot é um homem preparado, ele não vai copiar e colar, ele vai apresentar outros argumentos”.

Dos 66 votos na Comissão de Constituição e Justiça, pelo menos 34 seriam favoráveis a Temer. Agora, na prática, o único jeito é protelar a tramitação e as decisões na CCJ. O desgoverno se dá mal porque, inevitavelmente, o caso vai para o plenário da Câmara. Lá, são necessários pelo menos 332 votos para autorizar a abertura de processo contra o Presidente no STF. Hoje, Temer aposta que tem votos suficientes para barrar o processo.

Se o STF decidir que Temer vira réu, ele ficará afastado por 180 dias, até uma decisão final. Se Temer perder o mandato, o presidente da Câmara assume interinamente e tem de convocar eleições indiretas. A tragédia é que o Colégio Eleitoral será formado pelos 513 parlamentares – maioria enrolada judicialmente... O Presidente-tampão governaria até o final do mandato que seria da chapa Dilma/Temer.  

A guerra de todos contra todos segue em frente... A instabilidade política segue intensa e vai se alongar. A crise econômica vai junto, apesar da melhora pouco confiável de alguns indicadores. A Lava Jato também segue em frente. Ontem, o STF resolveu que as delações premiadas só poderão ser revistas pelo Colegiado se o dedo-duro descumprir algum item do acordo de “Transação penal” ou se cometer alguma nova ilegalidade. Hoje, as centrais sindicais realizam paralisações parciais em todo o País, sob a desculpa de defender os direitos trabalhistas, quando a intenção real é gritar “Fora, Temer”.  

Quem está prestes a aderir ao grito é o PSDB. Temer vai considerar uma tucanalhice se o partido a base governista. Na CCJ da Câmara, onde tem 7 representantes, 6 já ameaçam votar contra Temer. O apoio temerário pode ser retirado a qualquer momento. No meio de tanta confusão, pelo menos o Presidente terá um momento de prazer culinário. Aceitou comer rabada na casa de Heráclito Fortes. Quem não pode fazer isso é o Rodrigo Loures. O deputado afastado segue, deprimido, na Papuda. A grande dúvida é se puxar cadeia vai convencê-lo a partir para a delação premiada que pode confirmar de quem, realmente, eram os R$ 500 mil na famosa mala...

E assim segue nosso falido Presidencialismo de coalizão, colisão e muita corrupção... O povão está cada vez mais sem paciência... A hora que alguém riscar o fósforo da revolta, a coisa explode... E como as contas do governo não fecham, o papo canalha de sempre é promover novos aumentos em alguns dos noventa e tantos impostos já em vigor... Em tempos de crise econômica, isso pode ser o mesmo que apagar incêndio com gasolina e álcool...

O Brasil precisa de uma mudança estrutural para ser passado a limpo de verdade. Sem isso, tudo ficará ruim ou pior do que sempre esteve...

Grevismo corrompido


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A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Junho de 2017.

Sarfadanas


“País Canalha é o que não paga precatórios”

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Acometido por mal súbito entrou em decúbito?

O vivaldo não me engana; simula chiliques em busca de um piques no hospital. Nada mal!

Na calada da noite, pode conversar com quem não poderia à luz do dia.

Algum interlocutor togado ou “tô cagado?“

Tocar gado é uma arte, difícil até pra quem parte e reparte e fica com a melhor parte.

O janota subiu nos tamancos mas nunca molestou os bancos.

Veremos se a mulher-gato sentir-se-á cômoda em seu novo sapato.

Não sei se é fato ou se é fita , mas a porcada se mostra aflita.

Afinal a efígie da republicana musa está cada vez mais obtusa.

As armas nacionais, feridas de morte; saíram até do passaporte.

Que seja o fim do tal de mercosur (ou mercosud?).

O mal, dito mercosul, é mais gelado que invernal friul.

E por aqui ficamos; servindo de escravos a nossos amos.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

A solução é legalizar a corrupção


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Taboada

Enfim uma proposta realista capaz de debelar a crise política, social e econômica pela qual passa nosso país. Sejamos pragmáticos! Nosso problema não é a corrupção. É o saque! Esse precisa ser proibido e punido até com prisão perpétua se for o caso. Já a corrupção não. Como  patrimônio cultural da nossa sociedade é necessária apenas sua regulação.

As pessoas, após o festival de delação premiada que colocou à mostra as cifras bilionárias movimentadas em propinas, entraram em pânico. Chocadas com o que viram saíam às ruas e redes sociais gritando histericamente contra a corrupção. Mas, o que elas viram não foi corrupção. Foi saque! Não percebem que os fatos revelam algo muito pior do que o hábito brasileiro de levar vantagem em quase tudo. Corrupção é algo menor. Saque é algo muito maior. Corrupção é do bem! Saque é do mal!

Podemos determinar uma tabela. Valores até cinquenta milhões serão considerados mera  corrupção. A partir daí já é saque. A corrupção será permitida em valores pequenos. No caso de contratos de serviços e obras com a Administração Pública o superfaturamento será possível até dez por cento. Somente se passar desses valores e percentuais é que será considerado saque!

Dessa forma pacificamos o país, os corruptos se acalmam, os investigadores poderão focar nas grandes cifras e a população será livre para continuar fazendo as “gambiarras” do dia a dia para sobreviver. Que tal uma bolsa corrupção? Melhor não. Vai virar debate ideológico. A proposta aqui é revolucionária. Corrupção para todos independentemente de concepções partidárias, religiosas ou filosóficas.

Sobre a renda auferida com a corrupção poderemos cobrar impostos menores para garantir incentivos fiscais aos cidadãos competentemente corruptos e para os mais pobres será dada isenção total em impostos e tributos.

Poderá haver prêmios anuais para os melhores corruptos e medalhas de honra ao mérito para aqueles que empregarem parte desses recursos em programas sociais. As crianças serão ensinadas a serem honestamente corruptas. Os pais dirão: “_Nunca aceite mais de dez por cento de propina!” “Nunca faça o serviço pela metade. Faça pelo menos noventa por cento!” “_Hoje roube um lápis do seu coleguinha, mas não pegue mais uma borracha que eu castigo!”

Já quanto ao saque... O saque de milhões e bilhões de reais que afunda o Brasil será punido ferozmente!! Sugerimos inclusive que seja proibido “lenga-lenga,” ataques a investigadores e à imprensa, apoio de deputado e senador e solidariedade de ministro do Supremo aos pegos saqueando o país.  Nada de moleza para esses indivíduos. Serão proibidos de usar o direito de defesa para postegar julgamentos, choro falso pela família, cinismo absoluto e jamais poderão dizer “sou inocente” ou “não renunciarei!”

Para esses, o chamado processo legal será realizado ao contrário. Primeiro serão presos  e condenados a no mínimo dez anos de prisão e só então começarão a ser ouvidas as testemunhas de defesa, que com certeza, boa parte, será presa por falso testemunho. O ato final será a confirmação ou não da pena. Se for considerado culpado a pena poderá aumentar. Se for considerado inocente, o que é quase impossível, o juiz responsável pelo julgamento será preso porque com certeza será fraude processual. O julgamento do réu será anulado e a a pena dobrada.

Para terminar essa moderna proposta adequada ao tipo de país que temos hoje, as delações premiadas para os casos de “saqueação” serão ampliadas e popularizadas e deverão ser transmitidas aos vivo nesses programas dominicais com direito a plateia, shows de calouros da corrupção e histórias de roubos extraordinários. As contrapartidas pelas delações incluirão redução de penas, prisão domiciliar, eletrodomésticos, geladeiras, móveis, televisões, sofás, celulares e passagens aéreas.

Ahhh, e ninguém se envergonhará de usar estampados em camisetas os rostos dos seus bandidos de estimação com suas frases icônicas. “A corrupção não acabou!,”  “Corruptos Uni-vos!” “ Mas vale um corrupto vivo, que um herói morto!” “ A corrupção de esquerda faz bem ao país,” “Corrupção liberal e de direita: a solução,” "Eu amor ser corrupto," “Brasil a pátria da corrupção!”

Mas, no fundo, no fundo, esse texto acima é fruto do desespero.

O que eu quero mesmo é gritar!!!!

Gritar desesperadamente:

ACOOORDAAAAA  BRASILEIROOOOOOOOOOO!!!!

PELO AMOR AOS SEUS FILHOS, IRMÃOS, NETOS!

POR AMOR AOS SEU PAÍS!

ACOOOOOOORRRRRDDDAAAAAAAAA!


Sérgio Taboada é Servidor do Ministério Público Federal.

Wall Street e a Revolução Bolchevique

Lênin da Capa Preta

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

O texto abaixo foi transcrito da página MARXISMO CULTURAL

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Por que é que a Missão Americana da Cruz Vermelha de 1917 enviada para a Rússia incluía mais homens ligados às finanças do que médicos?

Em vez de cuidar das vítimas da guerra e da revolução, os seus membros pareciam mais interessados em negociar contractos com o governo de Kerensky e, subseqüentemente, com o regime Bolchevique.

Numa investigação corajosa, Antony Sutton disponibiliza evidências históricas sólidas que estabelecem uma ligação entre os capitalistas Americanos e os Comunistas Russos.

Baseando-se nos ficheiros do "State Department", documentos pessoais de figuras importantes de Wall Street, biografias e histórias convencionais,

Sutton revela:

1) O papel que os executivos banqueiros da Morgan tiveram em canalizar ouro Bolchevique ilegal para os EUA;
2) O uso da Cruz Vermelha por parte de forças poderosas de Wall Street;
3) A intervenção por parte de fontes de Wall Street para libertar o revolucionário Marxista Leon Trotsky, cujo objectivo era derrubar o governo Russo;
4) Os acordos feitos pelas grandes companhias como forma de capturar o enorme mercado Russo uma década e meia antes dos EUA reconhecerem o regime Soviético;
5) E O patrocínio secreto feito ao Comunismo por parte de homens de negócios de topo, que em público davam o seu apoio vocal ao mercado livre.

"Wall Street and the Bolshevik Revolution" [Wall Street e a Revolução Bolchevique] focaliza o financiamento ocidental feito à União Soviética.

De forma desapaixonada e fundamentando-se em evidências sobrepujantes, o autor pormenoriza uma fase importante na formação da Rússia Comunista.

Este estudo clássico foi publicado pela primeira vez no ano de 1874 como parte duma trilogia  - é publicado aqui na sua forma original

                                         * * * * * * *

Como acontece quase sempre no esquerdismo, a verdade é totalmente diferente daquela que nos é apresentada.

A luta dos esquerdistas "contra" os capitalistas é uma das fachadas mais bem construídas do século 20. Na verdade, o Comunismo sempre dependeu do dinheiro capitalista para sobreviver. Ainda hoje, a agenda cultural esquerdista (feminismo, gayzismo, aborto, multiculturalismo, etc) é financiada pelos mesmos grupos económicos que deram o seu apoio à Revolução Comunista. E o objetivo continua a ser o mesmo.

O propósito do Comunismo não foi, não é, nem nunca vai ser só estabelecer um sistema econômico; o propósito do Comunismo é entregar o poder total nas mãos de uma elite não-representativa das intenções da maioria da população. O que a elite faz quando chega ao poder é irrelevante: o que interessa é que eles fiquem perpetuamente no poder.

Para um comunista, a Coréia do Norte e Cuba são modelos políticos a seguir porque nestes países os Comunistas têm o poder total. O fato desses países viverem na miséria absoluta é periférico, desde que os esquerdistas tenham o Poder.

Para um esquerdista, é melhor um país pobre, mas controlado por esquerdistas, do que um país rico não-controlado por esquerdistas. É precisamente por isso que um esquerdista pode dizer barbaridades como "temos que fazer todo o possível para que a História humana não volte a produzir um país como os EUA", ao mesmo tempo que se mantém em silêncio em relação à já mencionada Cuba, à Coréia do Norte ou em relação a qualquer outro regime controlado por Comunistas - responsáveis pelas maiores barbáries da história da humanidade, só superadas pelas matanças do Islam.

Em algumas partes do mundo os Comunistas lutam por um leque de causas, mas noutra parte do globo lutam por causas exatamente opostas. Para uma pessoa normal, isto não faz sentido nenhum, mas para um esquerdista isto faz sentido porque o que lhe interessa não é ser consistente e coerente, mas sim obter o Poder.

Portanto, sempre que virmos um Comunista militando contra o capitalismo, podemos ter a certeza que estamos perante um mentiroso ou um idiota útil (ou ambos).

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

O Império Temerário contrataca a Lava Jato


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Em uma vitória retumbante de uma cúpula de políticos enrolados com a Lava Jato, o Presidente acuado Michel Temer não perdeu tempo e já indicou Raquel Elias Dodge para suceder Rodrigo Janot, a partir de 18 de setembro, na Procuradoria Geral da República. Apenas por mera coincidência, a segunda colocada na votação para a lista tríplice do MPF tinha o apoio público de pesos pesados do PMDB - como Renan Calheiros, José Sarney, Eunício de Oliveira, Osmar Serraglio e Torquato Jardim -, além de Gilmar Mendes – que o povinho malvado da Internet diz que faz parte do “lado negro da toga”, tal qual um Dart Vader contra a República de Curitiba. Assim, no Planalto foi Dodge. No Supremo, deu Dart, que ontem até tomou cafezinho com Temer...

Por falar no supremo-ministro, algumas frases pinçadas do voto de Gilmar - sobre o poder supremo de rever delações premiadas - indicam o tamanho da bronca dele contra a Lava Jato: “O Combate ao crime não se pode fazer cometendo crimes”; “Boas intenções degringolam em uma rede de abusos e violações”; “Quem é líder do PCC? Do Comando Vermelho? Será que os criminosos dessas organizações poderiam ser perdoados sem sequer denúncia? Poderia-se reduzir as penas de Beira-Mar e Marcola, com as premissas que estão sendo assentadas”; “Vamos estar a reescrever a Constituição, com todos aqueles valores que considerávamos até ontem, cláusula pétrea, mas que agora podem ser dissolvidos por um acordo em Curitiba”...

Gilmar Mendes também detonou a qualidade de denúncias feitas pelo atual Procurador-Geral Rodrigo Janot e aproveitou para detonar desafetos dentro do STF: “O rabo começa a balançar o cachorro... Devemos lealdade à Procuradoria?! Ora bolas... Parece que nós estamos realmente no tempo da inversão de todas as coisas”; “Já se falou aqui que eu estava preocupado com dada tese, porque eu estaria perdendo... Quem ganha causa ou perde causa é advogado! Juiz não perde ou ganha causa!”; “Se o Espírito Santo não ouvir nossas preces, que pelo menos Ele faça uma outra mediação, ministro Fachin, que ele nos preserve do senso do ridículo. Aqui, claramente, se perdeu o senso do ridículo”. Em síntese: Gilmar foi Dart...

Agora se faça justiça a Dodge: ela tem histórico de combate à corrupção. A primeira mulher que assumirá o topo da PGR ontem foi recebida pelo Presidente Temer e seu ministro da Justiça (e cabo eleitoral?) Torquato Jardim. Depois, foi ao Senado saber com o presidente Eunício Oliveira “como será sua sabatina” – ao menos na versão oficial. Temer rompeu com a tradição, desde 2003, de indicar o primeiro colocado na lista da Associação Nacional dos Procuradores da República. Imagina se José Sarney aprovaria na PGR o irmão de seu inimigo Flávio Dino, governador comunista do Maranhão... Foi assim que dançou o candidato de Janot, o subprocurador Nicolau Dino, o vencedor-derrotado: ganhou, porém não levou...

Temer deu aquele sinal de que ainda está vivo, porque a caneta que assina as nomeações no Diário Oficial da União tem muito, mas muito Poder... É por isso que, quando a Câmara receber nesta quinta-feira a primeira denúncia da PGR contra Temer, a chance de o Presidente-canetador se salvar é gigantesca. Assim, a crise política brasileira só vai acabar quando efetivamente terminar... Ou seja, não tem data para isto acontecer... Se a economia não desandar, apesar da impopularidade e das denúncias, Temer pode ficar onde está, até o fim de um mandato melancólico que nem devia ter começado, com a derrubada da companheira Dilma...

Eis a sina do Brasil, obrigado a engolir “coxinha estragada”, já que a política é feita nas coxas...       

Esquivando


Comicidade


Entubando


Falta de grana


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IV) Depósito no sistema PayPal, para doações feitas no Brasil ou no exterior.

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 29 de Junho de 2017.

Vaticãono


“País Canalha é o que não paga precatórios”

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Não tive a honra de conhecer o Papa Francisco pessoalmente.

Acompanho sua trajetória desde seus tempos de Buenos Aires.

Não sei quais são suas convicções políticas, mas tenho por ele, enorme admiração (e simpatia).

A Igreja Católica Apostólica Romana já passou por enormes vicissitudes no passado.

Napoleão levou compulsoriamente a Paris o Papa de então.

Outros pontífices tiveram seu exílio em Avignon.

Como quem escolhe o Vigário de Cristo é o Espírito Santo, a eleição de Bergoglio não poderia ter sido melhor.

Lembrem-se de que antes de jesuíta ele é argentino. Conhece todas as milongas possíveis ou imagináveis.

Ninguém melhor para pastorear as indefesas ovelhas (nosotros) em tempos do cão.

Assistam a comédia argentina “Las nueve reinas”. É um pós-graduação em malandragem.




Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Greve? Por que na Sexta?


"Não quer dizer que não haja pessoa honrada participando de algum
sindicato, exceção que confirma a regra."

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Renato Sant’Ana

Por que é que marcaram "paralisação geral" para uma sexta-feira (30/06)? A patuscada anterior, 28/04/17, também caiu em uma sexta.

Ora, a parada na sexta vira fim de semana alongado, o que, supostamente, aumenta a adesão de servidores públicos, que nada perdem com a paralisação. Nenhum desconto no contracheque. Não tem patrão de cara fechada. E é matação do serviço sem culpa: foram os cretinos das centrais sindicais que inventaram a paralisação!

Não estou falando mal do "funcionalismo". Também eu sou servidor público! E a verdade é que muitos dos meus colegas - posso testemunhá-lo – não querem essa paralisação. Isso porque, embora O pretexto seja Michel Temer, governo inqualificável, maldito legado petista, não dá para aderir ao "fora temer": desde logo, sabe-se que a adesão será usada malandramente pela esquerda corrupta - que deseja voltar a impor ao Brasil a agenda do Foro de S. Paulo. E aí... Até o desqualificado Michel Temer é menos pior que essa agenda energúmena!

As centrais sindicais estão abaixo da crítica. Não têm nenhuma responsabilidade para com o país, nenhum compromisso com os trabalhadores nem com os milhões de desempregados. Nada! O seu NEGÓCIO é tomar o poder para extrair o máximo de vantagem. Fora disso o que há é discurso cínico de sindicalistas profissionais, que não trabalham, que nada produzem, mas vivem do IMPOSTO SINDICAL, isto é, do que cada empregado e cada servidor público paga para o sindicalismo, queira ou não queira - e são BILHÕES por ano. Não quer dizer que não haja pessoa honrada participando de algum sindicato, exceção que confirma a regra.

Detalhe: a maior parte dos contribuintes não sabe que há servidores públicos que são cedidos para os sindicatos. Alguns, por décadas, até se aposentarem. Sim, o sujeito faz concurso, ganha estabilidade, tem o salário pago com o dinheiro dos impostos. Para quê? Para viver dedicado a arrancar mais dinheiro do erário público, isto é, dos contribuintes. Essa é, afinal, a função dos sindicatos de servidores públicos.

Ficará claro quem é que está promovendo a paralisação? Alguém terá dúvida de por que há uma luta encarniçada para manter o imposto sindical, essa herança fascista do Estado Novo?

Renato Sant'Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito.

A morte do Marxismo revisitada


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

O texto abaixo foi escrito por Paul Gottfried. Sugiro aos Kamaradas, aos comunistas e aos não-comunistas, que o leiam com atenção
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Há cerca de dez anos, publiquei um livro, A Estranha Morte do Marxismo, que argumentava vigorosamente que a esquerda atual não é marxista, mas pós-marxista. Ao contrário dos marxistas tradicionais e dos socialistas democráticos europeus, o tipo de esquerda que ganhou terreno desde e até mesmo antes da queda do império soviético é culturalmente radical, mas apenas secundariamente interessada na mudança econômica.

Nossa esquerda atual faz as pazes com a iniciativa privada e até com as grandes corporações, de forma que ela possa impor sua idéia de transformação social e cultural a cidadãos cada vez mais impotentes e seus respectivos filhos, cada vez mais doutrinados.

Não que essa esquerda seja particularmente amigável com qualquer coisa que seja privada, incluindo transações econômicas. Mas ela trata a economia como algo que pode influenciar sem ter de nacionalizar, evitando, assim, aquelas políticas desastrosas que governos socialistas do passado tentaram decretar.

Nossa própria elite intelectual esquerdista concluiu com sensatez que é melhor permitir que as forças de mercado operem, ao mesmo tempo que se asseguram de que a administração pública possa usurpar os lucros, sempre que houver um pretexto. Além disso, essa elite intelectual constantemente intimida o povo a acompanhá-la em orientações comportamentais cada vez mais complicadas, supostamente destinadas a lutar contra a “discriminação”.

É a cultura, e apenas instrumentalmente o governo, que a esquerda pós-marxista procura dominar; e o tipo de Estado administrativo que se expandiu de forma explosiva em todos os países ocidentais desde a década de 1960 é um instrumento eficaz pelo qual engenheiros sociais ecomissários da sensibilidade podem fazer o seu trabalho.

Embora eu não tenha mudado minha visão sobre como a esquerda se transformou desde que escrevi meu livro, parece que, de certa forma, tem havido mais continuidade entre o velho e o novo esquerdista, como sugeri.

Os antigos marxistas, aqui e na Europa, tornaram-se multiculturalistas quase que da noite para o dia, enquanto nossos esquerdistas atuais ainda admiram comunistas do passado (como Fidel Castro) e associam anticomunistas ao fascismo. Além disso, após assistir à histeria organizada anti-Trump, que tem cativado a indignação das massas, das autointituladas indústrias de entretenimento e da mídia desequilibrada, torna-se óbvio que a esquerda multicultural politicamente correta está seguindo a velha e mais cerebral esquerda marxista em três aspectos críticos.

1 – Como os comunistas e também como os fascistas italianos, a esquerda multicultural nunca se vê ocupando posições de autoridade e/ou sendo capaz de forçar a falta de vontade em cumprir com suas exigências. Embora a esquerda compreenda a situação, está sempre se esforçando para tomar o poder. Também quando parece estar chegando a algum lugar (como na América de Obama), ainda corre o risco de ser esmagada por forças hostis. Exatamente como a (velha) esquerda certa vez argumentou, que nenhuma revolução socialista jamais havia sido plenamente realizada e que os países comunistas ainda estavam “no caminho para se tornarem socialistas”, também os regimes politicamente corretos de hoje, como vistos por seus defensores, são apenas os primeiros passos em direção à superação do passado. São os primeiros passos da longa marcha para o Poder; mesmo que esses passos tenham sido ameaçados quando Hillary Clinton não conseguiu chegar à presidência.

2 – Não há meios da esquerda abrir mão das mudanças que já implementou na sociedade sem que toda a estrutura de mudança esteja em perigo. Isto corresponde à fórmula de Trotsky de que se a revolução é feita para recuar do estágio D ao estágio C, então toda a marcha para a nova sociedade poderia ser revertida. Por conseguinte, a marcha para fora do passado sombrio e repressivo deve ser seguida incondicionalmente, e qualquer deslize será equivalente a uma contra-revolução — ou em um discurso esquerdista amedrontador, fazendo com que as mulheres sejam forçadas a fazer abortos em becos, re-impondo a segregação racial, e aprisionando homossexuais. Este tipo de pensamento faz todo sentido, se alguém começa a supor que está em uma situação de “tudo ou nada”. Também não importa que o presidente Obama tenha cancelado os vôos do Iraque para os EUA em 2011 ou que Bill Clinton tenha falado em um discurso do Estado da União em 1994 sobre a interrupção da presença de ilegais nos EUA. Também não devemos perceber que o predecessor de Donald Trump tenha sido contrário ao “casamento” gay na época em que foi eleito para a presidência. É nosso, segundo os esquerdistas, o dever proteger qualquer revolução que esteja em andamento em seu estágio mais avançado.

3 – Qualquer um que ameace o processo ainda frágil e reversível de mudança, deve ser desumanizado. Não pode haver desentendimentos honestos com aqueles que por desígnio ou por perigosa ignorância estejam trabalhando contra a “esperança e mudança”. Portanto, é justificado condenar esses reacionários como os mais vis e malignos dos seres. Como os comunistas, a esquerda atual, particularmente na Europa Ocidental, caracteriza seus oponentes como “fascistas”. Note que para a velha esquerda o “fascismo” tinha um significado quase científico. Referia-se aos defensores de uma forma de capitalismo tardio, que já havia atingido um ponto de crise mortal. “Fascistas” reprimiram a revolução socialista criando ditaduras nacionalistas de direita. No processo, os falsos revolucionários “fascistas” expulsaram os verdadeiros revolucionários de esquerda.

Para a esquerda multicultural, em contrapartida, o termo “fascista”, utilizado antigamente pelos marxistas foi reduzido a um borrão. Agora ele diz respeito àqueles que a esquerda está combatendo, isto é, aqueles que discordam de todos ou de algum aspecto da agenda social da esquerda. Aqueles que se opõem a essa agenda podem ou talvez devam ser atacados como nazistas e até mesmo negadores do Holocausto (que um conhecido meu recentemente me chamou por votar em Donald Trump). Se as pessoas sob ataque não negarem explicitamente os crimes nazistas, sua visão de “justiça social” será tão irremediavelmente negativa que se presumirá que eles teriam endossado entusiasticamente a Hitler. O que mais deve-se pensar de alguém que está tentando nos empurrar de volta para a idade das trevas, quem sabe para 2008?

Paul Gottfried é “Distinguished Senior Fellow” em Civilização Ocidental e História das Idéias no The Inter-American Institute, fundado por Olavo de Carvalho. Passou os últimos trinta anos escrevendo livros e gerando hostilidade entre “conservadores” aprovados pela mídia mainstream. Seu trabalho mais recente é a sua autobiografia Encounters. Atualmente prepara um longo estudo sobre Leo Strauss e seus discípulos para Cambridge University Press. Suas obras vendem melhor em traduções romenas, espanholas, russas e alemãs do que no inglês original. A tradução alemã de seu livro ‘Multiculturalism and the Politics of Guilt’ obteve um elogio do Frankfurter Allgemeine Zeitung em 2004 como “um dos livros mais notáveis do ano”.

Publicado no The American Thinker.
Tradução: Daiana Neumann
Revisão: 
Rodrigo Carmo

http://tradutoresdedireita.org

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Temer “rouba” o discurso de Lula?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Custa nada ficar esperto... A revisão, em segunda instância, de ua condenação imposta pelo juiz Sérgio Moro ao ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, por crime de lavagem de dinheiro, já chama atenção para a hipótese de que uma eventual (quase certa) condenação a Luiz Inácio Lula da Silva também pode ser revista pelas turmas do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Um “perdão”, em tempo hábil, no TRF-4 pode permitir que Lula tenha condições legais de disputar a Presidência da República em 2018.

O advogado Luiz Flávio D’Urso foi conseguiu emplacar uma tese que, nas instâncias judiciais superiores, pode aliviar a barra de muito condenado graças às transações penais na Lava Jato. A lei 12.850 deixa claro que ninguém pode ser condenado com base apenas em declarações de agentes colaboradores. Ou seja, a 8ª turma do TRF-4 entendeu que a regra vigora, e que não valem as palavras de delatores premiados, por mais ilustres e poderosos que sejam. Assim, sem que haja provas objetivas para confirmar as afirmações, a condenação pode e deve ser revista. Na prática, a tal teoria do domínio do fato foi derrubada.

Enquanto a Lava Jato fica ameaçada no horizonte dos infindáveis recursos judiciais brasileiros, o Brasil assiste a um Presidente da República que já era, e começa a esfarelar em alta velocidade, embora prometa reagir e seguir em frente, alegando que as denúncias do Procurador-Geral da República são ficcionais. Michel Temer ainda aposta que conseguirá reunir maioria no plenário da Câmara dos Deputados para rejeitar as denúncias de Rodrigo Janot por corrupção passiva. Em agosto, a PGR promete apresentar nova denúncia contra o Presidente por crime de tentativa de obstrução judicial.

O risco temerário é que, na Comissão de Constituição e Justiça, apenas uns quatro dos 66 parlamentares se arriscam a defender Temer em público. Assim, Temer fica ainda mais na mão do chamado “baixo clero”. Os deputados menos famosos jogam na base governista até o ponto em que funciona o esquema nada franciscano do “é dando que se recebe”. Todos sabem que eventuais negociatas são monitoradas pela Polícia Federal e Cia limitada... Além disso, como já pensam na eleição de 2018, muitos podem “jogar para a galera” e mandar o marido da bela Marcela às favas.

Michel Temer tem um pepino gigante nas mãos: quem vai escolher para suceder o agora inimigo público Rodrigo Janot? Ontem, o atual Subrocurador-Geral Nicolau Dino foi o primeiro colocado (621 votos) na eleição promovida pela Associação Nacional dos Procuradores da República. A entidade é quem indica a lista tríplice que, desde 2003, baliza a escolha do chefe da PGR. Temer não deseja emplacar Dino – considerado “inimigo”. A cúpula do PMDB adoraria emplacar a segunda colocada na consulta: Raquel Dodge, que obteve 587 indicações. Mário Bonsaglia ficou em terceiro, com 564.

Quando sentou na cadeira tirada da Dilma, no ano passado, Temer só faltou jurar que indicaria o primeiro colocado na lista formada pelos Procuradores. Naquela época, Rodrigo Janot ainda não era considerado “inimigo real”. Agora, o jogo é outro. O mandato de Janot termina dia 17 de setembro. Temer tem até lá para indicar o escolhido, que ainda passará por uma sabatina no Senado, até a nomeação efetiva. A indefinição apenas vai agravar a agonia do Presidente que esfarela...

Mais apertadinho que Temer? Só Lula – que espera pela mão pesada de Sérgio Moro...   

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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 28 de Junho de 2017.

A Batalha do Tribostio


“País Canalha é o que não paga precatórios”

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

No desfiladeiro das Termópilas, de um lado um janota tarado (se não comprado); de outro, um cão egresso afouto (hoje mero valhacouto); em frente, macaco velho não temente.

Só falta o Leônidas, causador de toda merda, ao empoçar um beócio (que mal se aguentou no ócio e hoje só reclama) na pocilga de fedorenta lama.

O desfecho?

Como diria o caboclo; “Que um se enforque na tripa do outro!”

A situaCão está de tal maneira fétida que até os urubus deverão voar de costas com nariz tapado.

Naufraga o sonho dourado de dona Onça de contemplar a soluCão non aedificanda.

Terá que entrar no arranca rabo! Depois de tanto menoscabo?

Na dúvida hamletiana de “Ser ou não ser”, tentará fazer omeletes sem quebrar ovos? Assitirá, impávida, a agonia dos povos?

Parece a estória do filhinho de papai que decidiu ser toureiro. Na primeira chifrada deu uma cambalhota no ar e caiu desacordado.

Despertou no dia seguinte, sem maiores ferimentos, num hospital.

Aflito, perguntou ao seu acampanhante (obviamente puxa-saco) como estava a opinião do público a seu respeito.

“Señor, hay dos corrientes. Una piensa que eres un torero de mierda...

E a outra?

“Que eres una mierda de torero!”


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Fundo Eleitoral – ou “Nada é tão ruim que não possa piorar”


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Regis Machado

Pare um pouco e reflita: você está satisfeito com a política no Brasil? Se você é uma pessoa normal, que acompanha o que vem acontecendo ultimamente no seu país, a resposta a essa pergunta só pode ser um indignado e contundente “NÃO. Claro que NÃO!”, seguido de um “Tá louco?”.

A Lava Jato não para, a chamada “delação do fim do mundo” era apenas a ponta do iceberg. Um a um, junto com seus assessores, operadores e doleiros, caem em sequência os reis e as rainhas desse castelo de cartas marcadas que é a estrutura político-partidária no Brasil.
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A ideologia virou mera peça publicitária, ardil para sequestrar, de quatro em quatro anos, os votos de incautos e inocentes. O que importa mesmo, de verdade, é apenas abocanhar cargos e gerenciar orçamentos na estrutura pública, podendo, assim, empregar apaniguados, fraudar licitações e de mil e uma maneiras distintas sangrar e embolsar, em conluio com empresários e “amigos”, os mais de dois trilhões em impostos pagos anualmente pelos cidadãos. Recursos que, não fossem desviados pela corrupção, certamente seriam suficientes para entregar à população educação, saúde, segurança e outros serviços públicos essenciais com a mínima qualidade que deles se espera.
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Mas vamos ao ponto central. Não bastassem os recursos do Fundo Partidário, da ordem de quase R$ 1 bilhão/ano [1], bem como os outros vários bilhões a título de isenções fiscais para custear o horário eleitoral obrigatório e a propaganda partidária no rádio e na TV [2], agora os políticos querem que você, eleitor, também pague pelas suas campanhas, num montante inicialmente estimado (ou seja, certamente deverá ser ainda maior!) em astronômicos R$ 3,5 bilhões [3].
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Parece piada, mas, num país em que um Deputado ex-palhaço exerce o cargo com mais seriedade do que seus pares, não se pode confiar no senso de humor dos parlamentares. E o perigo é maior ainda, tendo em vista que, devido à regra da anualidade na legislação eleitoral, a criação desse fundo extra precisaria ocorrer a toque de caixa, com votação e publicação até o final de setembro.
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Se não houver ampla mobilização para barrar essas e outras propostas estapafúrdias, a exemplo do voto em lista fechada [4], elas podem se tornar realidade, mesmo sendo flagrantemente contra a vontade popular. Há muito os congressistas não se comportam como “representantes do povo”, mas atuam, isso sim, em causa própria e na defesa dos interesses dos seus financiadores ilícitos de campanha. A desfiguração do projeto das “10 medidas contra a corrupção” no final de 2016, por exemplo, demonstrou esse desvirtuamento de forma cristalina. A descriminalização do caixa 2 também está na pauta.
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Apesar da crise que assola o país e cujo saldo já são mais de 14 milhões de desempregados [5], reduzir o custo das campanhas não precisa ser uma preocupação. Basta transferir mais uma conta pro povo, tratando, sempre que convém, o dinheiro “público” como infindável. Para cumprir a lei e implementar o voto impresso, alega-se falta de recursos [6], mas, de repente, como num passe de mágica, cogita-se a instituição de um desavergonhado “fundo eleitoral” em montante três vezes superior. Piada sem graça nenhuma.
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Enfim, a triste realidade é que até o slogan do Deputado-palhaço foi propaganda enganosa. As coisas sempre podem piorar. Sábio mesmo era o falecido Ulysses Guimarães, a quem se atribui a célebre frase: “Se você acha que o Congresso atual é ruim, então espere pelo próximo”. É rir para não chorar.
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#2018RenovaGeral
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#MudeaPolitica
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www.mudeapolitica.com.br
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[1] http://www.tse.jus.br/partidos/fundo-partidario
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[2] http://www.ebc.com.br/noticias/politica/2014/09/horario-eleitoral-custara-r-839-milhoes-aos-cofres-publicos, http://www.contasabertas.com.br/website/arquivos/12447, http://www.tse.jus.br/partidos/propaganda-partidaria/propaganda-partidaria
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[3] https://oglobo.globo.com/brasil/2017/06/21/3046-sete-partidos-fecham-questao-para-aprovar-fundo-de-r35-bilhoes-para-financiar-campanhas
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[4] https://www.facebook.com/mudeapolitica/posts/670768159790835
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[5] http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2017-04/ibge-total-de-desempregados-cresce-e-atinge-142-milhoes
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[6] http://g1.globo.com/politica/noticia/reforma-politica-corregedores-eleitorais-pedem-adiamento-do-voto-impresso.ghtml


Régis Machado é Ativista nas redes sociais.