segunda-feira, 26 de junho de 2017

PERCEPÇÃO! - #reelejaninguém!


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Poucas pessoas sequer imaginam que grandes fatos e momentos históricos vividos pela humanidade aconteceram ou ocorreram apenas pela PERCEPÇÃO que os seres humanos envolvidos tiveram sobre os fatos que motivaram as reações iniciais e as reações em cadeia que culminaram naqueles fatos históricos. Parece complicado. Mas não é. É bem simples de entender.

Em 28 de junho de 1914, o jovem Gavrilo Princip, membro de um movimento nacionalista sérvio, cometeu um atentado que culminou com a morte do Príncipe Herdeiro do Império Austro-Húngaro. Os executores e mentores conhecidos do atentado foram presos, julgados, condenados e executados. Mas a PERCEPÇÃO da existência de uma trama maior envolvendo outras potencias europeias, fez deflagrar, apenas um mês depois, a PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL.

Essa guerra mobilizou mais de 70 milhões de militares e cerca de 11 milhões de seres humanos morreram. Nunca, repito, NUNCA se provou que havia uma conspiração internacional por trás do atentado. Mas as populações foram levadas à PERCEPÇÃO que sim, o que possibilitou às elites interessadas no conflito promoverem as declarações de guerra. Se os autores do atentado tivessem conhecimento dos acontecimentos que seus atos viriam a desencadear, eles ainda cometeriam o famigerado atentado? Faltou a eles, uma mais ampla noção de contexto e informações realmente qualificadas para a interpretação correta do que fazer.

A partir da miséria instalada na Rússia pela Primeira Guerra Mundial (oportunizada pelo atentado executado pelo jovem Gavrilo Princip), os opositores do regime absolutista do Czar Nicolau II aproveitaram-se da PERCEPÇÃO de que o regime era o responsável pelo envolvimento na guerra e pela miséria e mobilizaram a população contra o regime. A população tinha ou foi induzida à PERCEPÇÃO de que mudando o Regime de Governo a vida delas melhoraria. E assim apoiaram a Revolução Russa de 1917.

Em abril de 2017, Vladimir Iliitch Ulianov, mais conhecido como Lenin, então um Russo exilado na Suíça, recebe apoio logístico e financeiro para retornar ao seu país, a Rússia, para organizar movimentos que desestabilizassem o regime do Czar Nicolau II. Os alemães forneceram aproximadamente 40 milhões de goldmark (moeda financeira utilizada na Alemanha naquela época) para Lenin. Foi a Revolução Comunista financiada pelo “Capitalismo”...

Se os alemães imaginassem que esse apoio logístico e milhões de dinheiros ajudariam a colocar, mais adiante, Josef Stalin no poder, eles ainda agiriam da mesma forma? Faltou a eles, os alemães, uma mais ampla noção de contexto e informações realmente qualificadas.

Por motivos que não nos caberá aqui detalhar, o novo regime que se instalou, na busca de desenvolver um novo homem socialista e na tentativa de aperfeiçoar as ferramentas da “Ditadura do Proletariado”, políticas de Estado da Era Stalin, coletivas e massificadoras, causaram direta e indiretamente a morte de mais de 23 milhões de russos. Faltou a eles, os russos – camponeses e trabalhadores urbanos - informações realmente qualificadas, relevantes e alguma noção de contexto histórico.

O povo alemão tinha a PERCEPÇÃO de que ao eleger o Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei (NSDAP), mais conhecido como Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores para comandar a Alemanha não imaginaria que seu líder Adolf Hitler os conduziria a uma nova Guerra Mundial, onde mais de 60 milhões de seres humanos morreriam, sendo que mais de 5 milhões eram alemães.

Novamente, a PERCEPÇÃO de que o Partido Nazista era a solução para uma crise que o povo alemão não suportava mais, foi a responsável pela mais terrível das atrocidades humanas: uma guerra sem limites que inaugurou a era atômica. Se a população e os eleitores alemães imaginassem o que sua PERCEPÇÃO dos fatos causaria ao seu país e ao resto do mundo, será que eles teriam feito as mesmas escolhas? Faltou a eles, os alemães, uma mais ampla noção de contexto e informações realmente qualificadas.

Poderíamos aqui expor a mesma lógica para os genocídios do Khmer Vermelho (na Ásia), a Guerra Civil Angolana que durou 27 anos e ceifou a vida de mais de 500 mil pessoas, dentre outras. Todas foram resultados de alguma PERCEPÇÃO que falhou na correta e verdadeira interpretação da realidade.

A PERCEPÇÃO elegeu Barack Obama. Seu slogan atacava a sensação de impotência do eleitorado, provocando-os a entenderem que “SIM, ELES PODIAM”. A PERCEPÇÃO também foi principal arma eleitoral de Donald Trump. Ele acusou os políticos profissionais de Washington de terem esquecido a verdadeira América. Por isto o seu slogan principal era “A América Primeiro”.

Sim, caríssimos leitores, todos os incautos ou ignorantes que desconhecem ou menosprezam o poder revolucionário da PERCEPÇÃO, ajudaram ou ajudam a construir situações políticas e econômicas imprevisíveis, descontroladas e, às vezes, CATASTRÓFICAS.

A SENSAÇÃO de impunidade que a população brasileira sente que é reservada à Elite Política e à Burocracia Estatal dominante, é o combustível nuclear que alimenta diariamente o imaginário de um povo que já não crê nas instituições e no Estado brasileiro. Milhões e Milhões de brasileiros foram às ruas deixar claro que não suportam mais um Poder Público Corrupto, Cruel, Sanguinário e partilhado por quadrilhas de bandidos – tudo fruto de um modelo estatal interventor que tutela e explora a sociedade.

Nessa linha de raciocínio, cabem várias perguntas cujas respostas podem nos ajudar a não repetir tantos erros (principalmente de avaliação) já cometidos:

Qual a PERCEPÇÃO do povo brasileiro ao assistir as cenas gravadas pela Polícia Federal do “amigo do Presidente” correndo com a mala de dinheiro?

Qual a PERCEPÇÃO do povo brasileiro ao ouvir a conversa gravada pelos donos da JBS na qual o senador e presidente do PSDB afirma que eles deveriam usar um operador que pudessem “matar” antes que ele os delatasse?

Qual a PERCEPÇÃO do povo brasileiro quando o Conselho de Ética do Senado, apressada e açodadamente, inocenta o mesmo senador gravado usando a criminosa expressão “matar o operador antes que ele possa nos delatar”?

Qual a PERCEPÇÃO do povo brasileiro, vivendo a maior crise de desemprego da nossa história, sendo diariamente acuado por funcionários públicos corruptos lhes negando segurança, saúde, educação e negando-lhes o direito legítimo de proteger suas famílias e seus filhos?

Qual a PERCEPÇÃO da sociedade brasileira ao saber que o Brasil tem o maior número absoluto de homicídios no mundo? Um em cada 10 seres humanos assassinados no mundo a cada ano são brasileiros proibidos de nos defender. Por aqui, mais de 60 mil mortes violentas por ano...

Qual a PERCEPÇÃO dos empresários brasileiros vendo tanta bandalheira e roubalheira no poder público brasileiro e mesmo assim sendo processados criminalmente por não conseguirem pagar essa descomunal carga fiscal e tributária, que só serve para financiar a corrupção sistêmica?

Qual a PERCEPÇÃO da sociedade brasileira sobre JUSTIÇA ao assistir diariamente na TV, nas Redes Sociais todas estas informações? Qual a PERCEPÇÃO das pessoas sobre os magistrados – depois dos políticos, a categoria mais bem remunerada da burocracia estatal?

A tecnologia retirou da elite corrupta - que tomou de assalto o poder público no Brasil (Executivo, Legislativo e Judiciário), em todas as esferas (federal, estaduais e municipais) - a primazia de controlar a PERCEPÇÃO da sociedade sobre os fatos.

O Brasil é:

O 2º maior usuário de WhatsApp no Mundo. São 86% de todos os usuários de smartphones se comunicando via este aplicativo. São 42 BILHÕES de mensagens trocadas no mundo todo através do WhatsApp, e nós, brasileiros, estamos em 2º lugar. Pelo menos 8 em cada 10 brasileiros têm uma conta no facebook.

O Brasil vive um momento de intensa e incontrolável efervescência política e moral. É notícia diária políticos corruptos controlando estatais e órgãos corrompidos, promovendo criminosamente o enriquecimento de quadrilhas formadas por funcionários públicos, empresários desonestos e todos sendo “fantasiosamente” fiscalizados por milionários Conselheiros dos Tribunais de Contas, por seletivas devassas fiscais promovidas por Controladorias Públicas (CVM, COAF, Confaz, etc) e Receita Federal.

Possivelmente os principais atores deste momento não têm a menor PERCEPÇÃO do contexto e do momento histórico em que vivemos. Com certeza, estão considerando em suas decisões apenas as informações que lhes são convenientes. Naturalmente, são informações de pouca ou nenhuma qualidade.

Funcionários públicos aposentados ganhando “legalmente” mais de 300 mil reais por mês não estão nem um pouco preocupados com a PERCEPÇÃO da sociedade brasileira. Com certeza nunca ouviram falar do perdulário e rico homem russo Grigori RASPUTIN, do milionário homem público haitiano “Baby Doc” ou do megalomaníaco Bernard Madoff.

Um verdadeiro tsunami social, visando à transformação de Estado brasileiro está em curso. É a Revolução Brasileira em andamento. O poder público será submetido a uma completa esterilização e descontaminação. O modelo em vigor não é mais tolerado. Milhões e milhões de mensagens indignadas circulam diariamente pelos aplicativos pessoais e redes sociais.

Na República, o Poder emana do Povo, e é exercido Pelo Povo e Para o Povo. Ele, e só ele, detém o legítimo Poder Instituinte. O povo é soberano. Assim, pouca ou nenhuma importância tem se algum Ministro se sinta Supremo. De nada importa a afirmação do homem do PMDB no Planalto, informando à Nação de que está decidido a ficar no cargo.

A PERCEPÇÃO generalizada na sociedade brasileira é a de que NADA pode ficar como está atualmente. Essa PERCEPÇÃO fez com que milhões de seres humanos perdessem suas vidas, através de fatos e acontecimentos em cadeia que promoveram Convulsões Sociais, Revoluções e Guerras. Agora é a vez do Brasil.

A sociedade brasileira está determinada a implantar um outro Estado. Ela quer um outro poder público. O brasileiro quer fazer parte e ser respeitado pelo Estado. Deseja um poder público que sirva à sociedade e não mais se sirva dela. Capimunismo Rentista não dá mais! Intervenção Legítima é isto. O resto é golpe!

Aqueles que se opuserem a esta PERCEPÇÃO - e aos atos, fatos e acontecimentos que ela vai desencadear - terão o mesmo destino de todos aqueles que, historicamente, não queriam e nem desejavam as mudanças e transformações que se impuseram.

As próximas mobilizações populares poderão desencadear no Brasil um conjunto de fatos incontroláveis. Quem viver verá... Quem não perceber tem tudo para perecer... PERCEPÇÃO é tudo!

Releia o artigo de domingo: Campanha 2018: #reelejaninguém!    


Patriotagem


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Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!


O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 26 de Junho de 2017.

Salpicão


“País Canalha é o que não paga precatórios”

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Há três coisas essenciais à vida humana: o sal, o pi (3,1415...) e o cão.

A maioria das pessoas pensa que é um tipo de salada russa.

Na verdade é um estado de espírito.

Quando a honra de alguém é salpicada por uma calúnia, a mancha torna-se indelével, a menos que seja lavada com sangue.

É a lei do cão.

Por mais salgado que seja o preço a pagar pelavendetta, ela é doce e talvez a única coisa que venha a restar ao humilhado injustamente.

Lembremo-nos do ditado: “Posso perdoar quem me rouba a bolsa; ser-lhe-á útil para alguma coisa. Não quem rouba minha honra, pois isso nada lhe aproveita e para mim é o bem mais caro”.

Mais indecifrável que a quadratura do círculo é a Bucha.

Como um vulcão dormente há séculos e tido como extinto, explode de repente.

Então, abre-se a porta do Inferno bem guardada por um cão.

Os que caluniaram entrarão primeiro, após lerem a advertência dantesca:

“ Lasciate ogni speranza ó voi che entrate”.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Momento Decisivo


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Antônio José Ribas Paiva

As instituições brasileiras estão em estado terminal, por falta de mecanismos de fiscalização do exercício do poder, pelos cidadãos.

Essa realidade massacra o povo, porque o Estado tornou-se a máquina do crime.

Falar em eleições como panaceia é não só idiota como antipatriótico. É chamar o ladrão em defesa da vítima!

O Brasil é muito importante para o mundo, para ficar sob o domínio do crime. Ou a sociedade intervém militarmente no processo político nacional ou o Brasil sofrerá intervenção internacional, porque a segurança alimentar, política e o desenvolvimento econômico do mundo dependem da estabilidade política no Brasil.

Chegou o momento histórico do Brasil. Nós, brasileiros, precisamos fazer a lição de casa ou certamente perderemos a soberania, com risco real e próximo de fragmentação territorial.

As hienas estão próximas e o cordeiro balindo.

ACORDA BRASIL!!!


Antônio José Ribas Paiva, Jurista, é Presidente do Nacional Club e reassume a presidência da União Nacionalista Democrática (UND).

Deserto Político e Fertilidade da Corrupção


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laureli

O Brasil necessita, mais do que nunca, de ser sacudido e levado ao ponto de equilíbrio entre as anomalias do desgoverno e luta entre classes sectárias que radicalizam o momento inoportuno. Um deserto político revestido de uma fertilidade banhada pela corrupção, e um gravíssimo caso a envolver o presidente da república a desaguar numa provável denúncia junto ao supremo tribunal federal.

Não podemos nos esquecer que sempre há um grupo contrário e refratário às reformas e que tenta desestabilizar qualquer chance de se melhorar o nível institucional do País. As notícias ruins fazem o cotidiano da perversa mídia a qual tenta levar à sociedade civil o que há de mais desagradável tanto em termos de violência, mas principalmente dados estatísticos de desemprego, miséria e da economia sem crescimento.

Fato verdadeiro e inescondível a presidente deposta em seis anos conseguiu levar o Brasil para o caos total intervindo em setores de óleo, gaz, petróleo, eletricidade, e tantos outros e mais acabou o poder aquisitivo da população. O fundo de garantia não será capaz de colocar em relevo o mercado e demonstrar a grita geral de empresários,do comércio,da indústria e do setor de prestação de serviços.

O agronegócio que nadava de braçada a partir a operação carne fraca, delação premiada e com o boicote americana amargará elevados prejuízos. A concentração em mãos de poucos expressou uma falta de controle e mostrou a insaciável pequenez de entidades governamentais criarem gigantes que se tornarão nanicos nos próximos capítulos dessa enrolada novela que tem terá final feliz, por certo.

O Brasil perdeu o foco por três motivos  essenciais, o deserto de política em prol da cidadania, o desabrido descontrole da corrupção e por último medidas governamentais que não contiveram ondas anticiclicas,para combater a recessão. E passaremos ainda pelo menos dois anos de descontrole e falta de apatia já que os mercados internacionais nos ignoram completamente e as eleições de 2018 já começaram a cerrar fileiras em torno de nomes e candidaturas.

Nem esquerda, muito menos direita, um candidato tipo Macron seria o sucesso perfeito e completo. A sociedade civil precisa desmontar a bomba relógio da radicalização, de candidatos profissionais, mediante o fim do alistamento e filiação, do término dos fundos partidários, dos partidos nanicos e fundamental da reforma a ser feita já no segundo semestre antes do pleito de 2018.

Minguada a hipótese de renuncia será muito difícil manter no cargo alguém denunciado pelo ministério público federal,fato inédito em mais de um século e meio republicano. Nessa circunstância adversa as alternativas somente poderão ser buscadas com apoio consciente e responsável dos cidadãos de bem, não nos interessa polemizar e muito menos depreciar o que tem sido feito em vários ângulos da economia que está dominada pela grave crise fiscal e  um estado generalizado de torpor e descrédito.

A sociedade precisa sacudir o congresso. A cidadania precisa mostrar
a cara, as marchas não podem ser por migalhas porém para o empoderamento do bem comum em completa revogação dos malfeitos praticados pelos governantes. O fim da reeleição é fundamental, prestação de contas a cada dois anos e o modelo de recall, acaso o político eleito por meio do voto distrital não agradasse as bases estaria revogado o mandato.

O fim do profissionalismo político no máximo poderia permancer até dez anos computados todos os exercícios fixos ou alternados. Dessa forma se daria oportunidade aos mais jovens e se acabaria com o curral eleitoral. Agregar e aglutinar os estados do nordeste em apenas 3 seria essencial rever o número de municípíos de 5200 para apenas 2700 e transformar os demais em distritos em muito nos ajudaria e o numero de deputados e senadores, a partir do unicameralismo, assim o Brasil teria 350 representantes do povo no congresso além do que órgãos importantes, como as cortes superiores funcionariam distante de Brasilia para evitar pressão e aumento de barulho das reivindicações feitas a torto e a direita.

O Brasil precisa ser sacudido e mostrar a revolta generalizada de norte a sul. O fogo que tomou Portugal e agora a Espanha precisa embeber o cidadão brasileiro para dar um basta e definitivamente matar a má política e substituí-la pela identidade com a lei maior a qual, próxima do
seu aniversário de 30 anos, dentro em breve precisa passar por uma nova assembléia nacional constituinte cuja participação dos políticos haverá de ser a minoria e não a totalidade que infelizmente prevaleceu no passado.

O Brasil não tem muitas alternativas: ou a cidadania encontra seu respaldo na sociedade civil para sair da escravidão da corrupção ou o buraco negro do futuro será salpicado de trevas.


Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laureli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo.

É fácil! É claro! É óbvio!


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Taboada

Parem tudo! Parem todas as “soluções” encontradas até agora para a crise brasileira. Reforma da Previdência, Reforma Trabalhista, Reforma Tributária e reformas em geral. Parem imediatamente! Depois retomamos essas iniciativas discutindo melhor cada uma delas, mas agora...

Parem, que a verdadeira solução é outra! O nome dela é “Dinheiro!” O que o Brasil precisa agora é de muito dinheiro! Bilhões de dólares para investir na geração de emprego, na saúde, na educação, na infraestrutura, no custeio da máquina pública, incentivo e financiamento para pequenas e médias indústrias e empresas em geral, além do apoio aos projetos sérios de grandes exportadoras do agronegócio.

É fácil! É simples! É óbvio! Com dinheiro na mão a gente bota a "locomotiva pra andar" impactando extraordinariamente nossa economia, gerando prosperidade em série e resultados sociais de envergadura que vão assombrar o mundo com um novo "Milagre Econômico Brasileiro!"

Mas, como e onde conseguir tanto dinheiro? Onde encontrar o mapa do tesouro? Ele apontará uma ilha perdida nos mares do sul? Não, não apontará! Esqueçam quaisquer viagens por “mares nunca d'antes navegados.” A situação é mais simples e objetiva. Essa “dinheirama” toda está aqui mesmo no Brasil a palmos dos nossos narizes! Está em rubricas secretas de todas as dotações orçamentárias dos vários níveis da administração pública federal, estadual e municipal. Insisto! São bilhões de dólares, aqui, bem perto, pra gente botar a mão e investir no Brasil.

Rubricas secretas? Previstas na Constituição? Será um mecanismo emergencial para momentos de crise e desemprego? Não, não é isso! Esse dinheiro existe, é nosso, é de grande monta e apenas precisa de determinadas providências administrativas e legais para ser utilizado plenamente. Vamos ver primeiro como é sua contabilidade para entendermos melhor o mecanismo.

Orçamento Paralelo da União nas Últimas Décadas
(Valores ilustrativos)
Conta da Corrupção em Geral 
6.1 Corrupção área da construção civil e empreiteiras – R$ 300 bilhões
6.2 Corrupção área do sistema financeiro S/A – R$ 350 bilhões
6.3 Corrupção área frigoríficos – R$ 150 bilhões
6.4 Corrupção área estatal
(Petrobras, Furnas, BB, CEF, Correios, etc) - R$ 350 bilhões
6.5 Corrupção empresas de todos os tipos – R$ 300 bilhões
6.6.1 Caixa 2 PSDB – R$ 7 bilhões
6.6.2 Caixa 2 PT – R$ 7 bilhões
6.6.3 Caixa 2 PMDB – R$ 7 bilhões
6.6.4 Caixa 2 vários partidos – R$ 7 bilhões
6.7.1 Propina para presidentes - R$ 2 bilhões
6.7.2 Propina para Senadores – R$ 3 bilhões
6.7.3 Propina para deputados – R$ 5 bilhões
6.7.4 Propina para membros do Judiciário – R$ 4 bilhões
6.8.1 Propina para prefeitos – R$ 10 bilhões
6.8.2 Propina para vereadores – R$ 15 bilhões
6.8.3 Propina para governadores – R$ 10 bilhões
6.8.4 Propina para deputados estaduais – R$ 18 bilhões
6.100.1000 "Pequenas" corrupções - 150 bilhões
TOTAL - ( estimativa nas últimas 3 décadas)    -     (4 TRILHÕES)

Viram? Nós temos o dinheiro que o Brasil precisa! Apenas está em mãos e contas erradas. É o dinheiro que financia a corrupção! Para utilizá-lo basta deixar de aceitar passivamente, a partir de agora, sua contabilidade subterrânea, apoiando e cobrando investigações até as últimas consequências e defendendo a “Operação Lava Jato” que verdadeiramente ameaça os corruptos. Seus resultados práticos, rompendo pela primeira vez no Brasil de forma contundente a barreira da impunidade para criminosos de colarinho branco, abriram precedentes de grandes significados que ameaçam o futuro da corrupção em nosso país. Por isso a histeria e artimanhas de bandidos bem vestidos, larápios e “cafetões da corrupção” contra Moro, Dallagnol, Janot, Fachin, a Polícia Federal e outros agentes públicos e instituições responsáveis pelas apurações.

Mas, não são só as verbas da corrupção que podem ter suas finalidades originais restabelecidas. A essa grandiosa "rubrica da corrupção" precisamos somar as dívidas que grandes bancos e empresas têm com o Estado Brasileiro. Essa é a "rubrica do calote!" Só na Previdência o valor é de R$ 426 bilhões de reais, enquanto a "rubrica da sonegação" ultrapassa 600 bilhões em impostos por ano. Em todos os níveis o país é roubado descaradamente, cotidianamente. Freneticamente! 

São muitas as fontes de dinheiro para o país que podem ser identificadas. Elas estão aí saltando aos nossos olhos. As chamadas “pequenas corrupções cotidianas” praticadas pela população também geram grandes prejuízos. A depredação de bens públicos ocasiona a perda de recursos, enquanto a falta de educação e a impunidade resultam em prejuízos financeiros e humanos, no trânsito, nas escolas, nas ruas e bairros de periferia. Tem também a "rubrica do desperdício," "dos privilégios,” “dos..." Eu poderia ficar citando aqui dezenas de práticas que se forem interrompidas ou diminuídas tornarão os gastos públicos mais eficientes e qualificados garantido os resultados previstos para a população. 

Como se vê há vários "baús" escondidos cheios de moedas de ouro e dólares por aí! Essa diversidade de fontes de recursos para financiar nosso desenvolvimento deveria levar confiança ao "Mercado.” Aliás, um "Mercado" robusto, forte economicamente e moderno, mas de pensamento medíocre, tacanho e pueril, que faz vistas grossas para a roubalheira e subestima a importância para a economia, e consequentemente para seus lucros, de se ter um país estável politicamente, organizado, com instituições consolidadas, baixos níveis de corrupção e uma população produtiva, educada e motivada. 

O "Mercado," aqui no Brasil, age como um "politico do baixo clero," um “mercadinho de segunda categoria" em um país periférico dominado por políticos venais subjugados aos seus interesses à base de propina. Na crise, banqueiros e megaempresários se agarram em reformas inoportunas e mal elaboradas, desde que sobrem alguns trocados para seus negócios. Abrem mão de melhores possibilidades. Agem como se desconhecessem que investimentos produtivos estrangeiros, por exemplo, preferem as nações com economias sólidas e modernas social e politicamente. 

Mas, o que fazer agora que descobrimos onde está o dinheiro necessário para debelar a crise em nosso país? Como já citei anteriormente, o combate à corrupção com efetividade é a mais importante condição para viabilizar a utilização desses recursos. Lógica simples demais. Óbvio ululante como diria Nélson Rodrigues. Dinheiro não se evapora no ar. Se não for roubado será aplicado. Se não for aplicado sobrará no caixa do estado até alguém utilizá-lo devidamente ou remanejá-lo para outra área. Esse combate á corrupção precisa ser ampliado através de uma política de estado, com participação da sociedade, incluindo instituições como o Ministério Público, a Polícia Federal, a Justiça, a Receita Federal, entidades empresariais, sociais e sindicais, ong's e a população em geral. O próximo governo brasileiro, eleito, poderá jogar papel fundamental nessa questão.

Campanhas educativas deverão ser realizadas através, e com a participação, da grande imprensa, assim como as redes sociais poderão ser estimuladas a cumprir importante papel. As tecnologias da informação jogarão papel decisivo no controle e fiscalização por parte da sociedade. As pessoas deverão se unir independentemente de suas convicções filosóficas, religiosas ou ideológicas.

Devemos, também, nos mobilizar para mudar hábitos cotidianos. A propina e o desvio de recursos públicos no Brasil envolvem políticos, magistrados, presidentes da república, servidores públicos, empresários, médicos, guardas de trânsito, fiscais de renda, beneficiários de programas sociais, pessoas pobres, da classe média, ricos, bilionários, brancos, índios, negros, descendentes de imigrantes... de norte a sul, de leste a oeste.

A situação é de urgência! Precisamos estancar a sangria imediatamente! É hora de socorrer os milhões de desempregados, gerando empregos. É hora de acolher os doentes nos hospitais, de investir em segurança para defender a população da violência, de reaver o dinheiro roubado e colocar os responsáveis na cadeia. Chega de perder dinheiro para esses "ladrões respeitáveis e bem sucedidos!"

Medidas iniciais, além das ações em curso, precisam ser tomadas pelo poder público e órgãos de controle, mas nós, o povo, não devemos esperar. Podemos criar um conjunto de ações simples mas eficazes para orientar os cidadãos. Se o povo se tornar mais honesto e consciente o ambiente social para os corruptos diminuirá drasticamente. Criar documentos, textos, manuais e aplicativos de celular com orientações e ações que ajudem as famílias brasileiras a cultivarem a honestidade como principio e a resistirem aos apelos da corrupção sistemática que toma conta da vida social. Levar o debate sobre o tema para as crianças, adolescentes e adultos, nas escolas e locais de trabalho. UNIÃO E MUTIRÃO CONTRA A CORRUPÇÃO! Muitos dos males que vemos hoje começaram dentro das casas, no ambiente familiar, nas escolas ou no trabalho.

Deve-se mostrar a todos: ricos, pobres, intelectuais, trabalhadores e à população em geral que a união contra a corrupção nos tornará uma nação mais soberana, mais justa e mais desenvolvida. Os ricos ficarão mais ricos, a classe média fortalecida, os trabalhadores melhor remunerados, os pobres poderão sair da indigência, as empresas serão mais lucrativas, a economia mais sólida, os serviços públicos mais eficientes, os políticos mais respeitados e a população como um todo viverá num país mais seguro em todos os sentidos. Haverá mais educação, mais prosperidade e mais tranquilidade.

Após a realização dessa grande tarefa coletiva o blá blá blá não vai cessar. O debate não vai parar. Além de necessário faz parte da democracia. Haverá esforços para fazê-lo em outro nível. O debate político e ideológico se realizará fora do pântano da corrupção. Temas como modelo de estado, formas de governo, reformas e outras questões candentes poderão ser discutidas com argumentos, ideias e objetivos transparentes. E logo após a crise passar e o Brasil der os primeiros sinais de retomada do crescimento veremos capitalistas e liberais comemorando os resultados econômicos e financeiros como se fossem seus, enquanto socialistas e esquerdistas destacarão os resultados sociais, também como se frutos das suas propostas. Uns dirão, cheios de razão, que o futuro chegou. Os outros, também cheios de convicção, falarão que o melhor ainda estará por vir. Talvez ambos terão razão, não sei. O fundamental nisso tudo é que viveremos num Brasil mais confiante com uma população menos aflita e cheia de esperança.

Sim, outros povos puderam! E nós também podemos! Podemos mudar o Brasil se cada um fizer a sua parte! Eu convido vocês que lêem esse texto a começar já! Não dá para esperar! Não sabem como? Vai aqui uma ideia. Chamem seus filhos, seus irmãos, seus amigos, seus cônjuges ou colegas de trabalho e discutam o mal que os diversos tipos de corrupção fazem a todos nós. O esclarecimento sobre isso já é um bom começo. Será que nosso comportamento não favorece e incentiva a corrupção? E vamos pensar juntos o que podemos fazer em todo o país. Vamos agir! Coloquem sua iniciativas nas redes sociais. Juntem pessoas. Não esperem! A luta contra a corrupção não tem mentores, nem donos. Ela é responsabilidade de todos nós!

Sérgio Taboada: Sou Servidor do Ministério Público Federal.
Não tenho partido, já tive, não quero mais!
Não tenho religião e não terei. Tenho fé!
Escrevo, componho canções, canto mais ou menos e danço muito mal.
Casado, três filhos e três cachorros.
Apartamento e carro financiados.
Apenas um brasileiro preocupado com seu país!

E acreditando, até por obrigação, que vamos vencer!

Como combater o “Trauma da Matemática”


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por João Vinhosa

O “Trauma da Matemática” – dano emocional ocasionado pela suposta incapacidade de aprender a matéria – é um mal que, se não for adequadamente tratado, provoca o bloqueio mental e impede o aprendizado da disciplina.

Normalmente, tal trauma começa a se manifestar nos primeiros anos de estudo da Matemática. E, à medida que ele vai se agravando, a criança passa a não mais prestar atenção na aula, e a ter medo de encarar os desafios necessários ao desenvolvimento da disciplina. Para piorar a situação, quanto mais a criança se esforça, mais ela fica convencida de sua deficiência, criando, assim, uma intransponível barreira ao entendimento da matéria.

Diante dessas circunstâncias, a primeira providência a ser tomada pelo professor é convencer o aluno que ele não é o incapaz que está, erradamente, imaginando. O convencimento de que não é incapaz é um passo absolutamente indispensável para o aluno ficar motivado. E a motivação traz o sucesso, que, por sua vez, provoca mais motivação, e, em consequência, mais sucesso, formando assim um autêntico círculo virtuoso que aniquila o “Trauma da Matemática”.

Até aqui tudo bem. O diagnóstico do problema está correto. Daí, então, vem a questão principal: como convencer um aluno traumatizado que ele não é incapaz de entender a Matemática?

Com toda a certeza, um aluno traumatizado só se convencerá que é capaz de entender a Matemática quando ele compreender a resolução de um problema que julgava ser muito complicado. E, para isso acontecer, o professor terá que se colocar ao nível do aluno, e vir raciocinando junto com ele até chegar ao ponto desejado.

A propósito, para se constatar o resultado obtido quando o professor se dispõe a raciocinar junto com o aluno, basta ver o vídeo disponível no endereço https://youtu.be/U-2r-aLtRKc. Em tal vídeo, em apenas quinze minutos, um aluno que só domina as quatro operações é levado a compreender a resolução do seguinte problema: “Calcular dois números que somados dão 50, sabendo que o triplo do primeiro número menos o segundo número dá para resultado 10”.

Feitas essas considerações iniciais, passemos a outros aspectos relacionados ao mesmo tema.

Antes de tudo, uma verdade incontestável: é impossível uma pessoa entender determinada parte da Matemática sem dominar os pré-requisitos necessários a tal entendimento.

Isto, porque partes da Matemática são interligadas de tal forma que, para o entendimento de uma delas, é indispensável o conhecimento antecipado de outras partes a ela interligadas. Exemplo: é impossível uma pessoa entender equação de segundo grau sem entender raiz quadrada, que, por sua vez, depende do entendimento de potências.
 
Além disso, a interligação também existe entre os diversos níveis de uma mesma parte da matéria. Portanto, é absolutamente necessário que um determinado assunto seja gradativamente estudado a partir de seus conceitos mais elementares. Afinal, como um aluno poderá entender que “dois terços é maior que cinco nonos”, se ele não dominar os conceitos fundamentais de frações ordinárias?

Interligações como as acima citadas permitem concluir que, se um elo da corrente estiver danificado, todo o raciocínio ficará arruinado. E, por causa dessas interligações, à medida que o tempo passa, o aluno despreparado se torna ainda mais traumatizado com a matéria, criando um abismo cada vez mais difícil de ser transposto.

De tudo que foi exposto, torna-se inevitável depreender que a maneira de ensinar determinado assunto de Matemática a uma pessoa que não domina seus pré-requisitos tem que ser completamente diferente da maneira de ensinar a uma pessoa que os domina.

Por fim, outro importante detalhe tem que ser enfatizado: é impossível ensinar Matemática a um aluno que não consegue interpretar pequenos textos. Portanto, não raro, será necessária uma ação coordenada do professor de Matemática com o professor de Português.

É de se destacar que, por considerar altamente relevante o tema em questão, a UNIG – Universidade Iguaçu resolveu apoiar o curso “Matemática Básica Facilitada (professor João Vinhosa)”, que coloca em prática os princípios descritos neste texto.

Referido curso presencial, oferecido gratuitamente aos alunos da cidade de Itaperuna (RJ), é aplicado em doze encontros de duas horas cada.

Torna-se importante ressaltar que, por determinação da UNIG, objetivando estimular a diversidade, alunos de escolas públicas e de escolas privadas são colocados juntos em uma mesma turma.

Uma palavra final: iniciativas como a acima descrita têm, no mínimo, o mérito de trazer à discussão a necessidade de se resgatar a enorme dívida social que o País tem com aqueles que não aprenderam Matemática quando a mesma foi-lhes apresentada na escola.

João Vinhosa é professor de Matemática

Originalmente publicado no blog www.adilsonribeiro.net NOTA DO BLOG DO ADILSON RIBEIRO: O autor do artigo, engenheiro e professor de Matemática João Vinhosa, foi nosso entrevistado na terça-feira, 21 de Junho, oportunidade na qual falou sobre o curso "MATEMÁTICA BÁSICA FACILITADA", que ele aplicará aqui em Itaperuna (RJ) no próximo mês de Julho. Para assistir à entrevista de João Vinhosa, basta clicar em

https://www.facebook.com/BlogDoAdilsonRibeiro/videos/1101324436667197/

O Ilusionista Herbert Marcuse


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

O texto abaixo foi escrito por Robin Phillips.

Os antigos Gregos tinham uma escola de filósofos, conhecidos como os Sofistas, que se orgulhavam da sua habilidade de poderem validar coisas impossíveis. Alguns sofistas contratavam-se mutuamente em eventos públicos, onde as audiências os podiam observar, encantadas, à medida que eles procediam, provando proposições que eram manifestamente falsas.

O filósofo Gorgias (4º século antes de Cristo) inventou um argumento engenhoso como forma de provar que nada existia; e mesmo se alguma coisa existisse, nada se poderia saber sobre isso; e mesmo se alguma coisa existisse e se se pudesse saber algo sobre isso, tal conhecimento não poderia ser comunicado aos outros; e mesmo se alguma coisa existisse e se se pudesse saber algo sobre isso, e se tal conhecimento pudesse ser comunicado aos outros, não existia qualquer tipo de incentivo para comunicar aos outros.

Seria bom se tal sofisma se tivesse limitado aos antigos Gregos, mas o século XX viu um pensador cuja falta de lógica rivalizou - e até suplantou - tudo o que alguma vez foi produzido pelos sofistas. O seu nome foi Herbert Marcuse (1898–1979), o guru da contra-cultura dos anos 60.

Marcuse é importante, não porque ele foi capaz de levar o sofismo para níveis 
distorcedores-da-verdade mais elevados, mas porque o seu pensamento distorcido tem sido formativo na definição do "senso comum" coletivo (ou, para ser mais claro, a falta de senso comum) da nossa Era.

Quão formativo? Em 1968, quando os estudantes de Paris se revoltaram, rasgaram os estandartes da cidade onde se liam "Marx/Mao/Marcuse." No seu prefácio do livro de Marcuse 
"Negations: Essays in Critical Theory" ["Negações: Dissertações em Torno da Teoria Crítica"], Robert Young disse que "entre os intelectuais puros, Marcuse foi o que teve maior efeito direto e profundo sobre os eventos históricos - mais do que qualquer indivíduo do século XX."

A Escola de Frankfurt

Marcuse veio de uma geração de intelectuais que havia experimentado a devastação da Primeira Grande Guerra. Esta guerra sem sentido, aliada à gripe espanhola (que veio pouco depois e matou tantos quantos a guerra tinha destruído) produziu uma geração de intelectuais exaustos e cínicos, prontos para abraçar o falso otimismo do Fascismo ou do Marxismo. Muitos, que adotaram a última opção, uniram esforços no 
Instituto para Pesquisas Sociais, na Universidade de Frankfurt, Alemanha. (antes disso, o Instituto tinha o nome de "Instituto para o Estudo do Marxismo"). O seu movimento caracterizava-se por uma visão política que veio a ser conhecida como "A Escola de Frankfurt".

Essa visão era essencialmente Marxista, mas com uma variante. Enquanto Marx acreditava que o Poder encontrava-se junto daqueles que controlavam os meios de produção, a Escola de Frankfurt alegou que o Poder encontrava-se junto daqueles que controlavam as instituições da cultura. A Escola veio a incluir sociólogos, críticos de arte, psicólogos, "sexólogos", cientistas políticos, e uma vasta gama de "peritos" dispostos a converter o Marxismo de uma teoria estritamente econômica para uma realidade cultural.

Marcuse foi um elemento-chave do movimento, juntamente com 
Theodor Adorno, Max Horkheimer, Erich Fromm, Walter Benjamin, Leo Lowenthal, Wilhelm Reich, Georg Lukacs, e muitos outros. Estes homens estavam desapontados com a sociedade e os valores tradicionais do Ocidente. Lukacs, que ajudou a fundar a Escola, disse que o seu propósito era responder à questão: "Quem nos salvará da Civilização Ocidental?"

"O terror e a civilização são inseparáveis," escreveram Adorno e Horkheimer no livro 
"The Dialectic of Enlightenment" ["A Dialética do Esclarecimento"]. A solução era, portanto, simples: destruir a civilização. Marcuse expressou o seu propósito da seguinte forma:

“Podemos justificadamente falar de uma revolução cultural visto que o protesto tem como alvo todo o edifício cultural, incluindo a moralidade da sociedade atual.”

Lukacs via a "destruição revolucionária da sociedade como a única solução para as contradições da época," e alegou que "tal subversão dos valores não poderia ocorrer sem a aniquilação dos antigos valores e da criação de novos valores por parte dos revolucionários."

Lukacs usou as escolas Húngaras como frente de batalha para incutir o niilismo cultural. Através de um curriculum de educação sexual radical, ele esperava enfraquecer a família tradicional. O historiador William Borst reconta como "as crianças húngaras aprenderam nuances sutis do amor livre, atividade sexual, e a natureza arcaica do código familiar das famílias da classe média, que impediam o homem de ter prazer."

Para a América

Quando Hitler se tornou chanceler, em 1933, a Escola de Frankfurt viu-se obrigada a se dissolver, realocando-se inicialmente em Genebra e, mais tarde, tendo a maior parte dos seus intelectuais fugido para os Estados Unidos, para a Universidade de Columbia, Tendo como ponto de partida essa Universidade, as idéias da Escola de Frankfurt espalharam-se por todo o mundo acadêmico americano.

Superficialmente, a América pós-guerra parecia ser o último lugar do mundo onde esta filosofia anti-Ocidente obteria algum tipo de atenção. Afinal, todo o mundo Ocidental, mas especialmente a América, estava bem ciente da forma como o fascismo quase havia destruído a sua civilização. Os Nazis haviam ascendido ao Poder numa moderna onda de neo-paganismo e tribalismo primordial, que se apresentou como uma alternativa à cultura do Ocidente moderno. Devido a isto, e de certa forma, a derrota de Hitler representou o triunfo dos valores Ocidentais. Na América esta vitória foi seguida de uma renovação do otimismo cultural característico do final dos anos 1940 e 1950, que, entre outras coisas, se manifestou no chamado 
"baby boom".

O gênio da Escola de Frankfurt manifestou-se na sua habilidade de converter esta renovada confiança numa força com a qual sabotaria a sociedade. A estratégia envolveu uma inteligente redefinição do fascismo como uma heresia de Direita. Segundo esta narrativa, o Nazismo havia sido a conseqüência de uma sociedade impregnada com o capitalismo. ("Quem não estiver pronto para falar no capitalismo, deve também permanecer calado em relação ao fascismo", comentou o sociólogo Max Horkheimer.) As culturas que davam grande importância à família, à religião, ao patriotismo e à propriedade privada, foram declaradas canteiros do fascismo.

O revisionismo histórico atingiu o seu ponto mais elevado com Marcuse, que se estabeleceu como o mais conhecido membro do movimento, devido à sua habilidade de efetivamente comunicar-se com os jovens. Marcuse foi adotado como o guru intelectual do movimento 
hippie, e ele, em troca, disponibilizou à geração mais jovem uma corrente contínua de propaganda como forma de santificar os seus impulsos rebeldes. (Foi Marcuse que inventou o slogan "Make love, not war." ["Façam amor e não guerra"])

Para Marcuse, a única resposta ao fascismo era o comunismo. "Os Partidos Comunistas são, e assim continuarão a ser, o único poder antifascista," ele declarou. Por esta razão, ele apelou aos Americanos para não serem demasiado duros com as experiências totalitárias dos seus inimigos comunistas, assegurado que "a denúncia do neofascismo e da Democracia Social tem que ser superior à denúncia das políticas Comunistas."

O Assobio e a Teoria Profissional

Os pensadores da Escola de Frankfurt ensinaram que aqueles que tinham uma visão conservadora, não só estavam errados, como eram neuróticos. Ao converter as idéias conservadoras em patologias, eles colocaram em marcha a tendência de silenciar os outros através do diagnóstico em vez do diálogo. A "psicologização" dos adversários políticos passou a tomar o lugar do debate. [É precisamente por isto que os ativistas lgbt tentam acabar com o debate em torno da sua agenda política, qualificando os adversários de "homofóbicos", e também por isso que as feministas qualificam como "machista" toda a oposição que é levantada às suas destrutivas medidas sociais e sexuais]

Não foram só os seus adversários políticos que caíram sob o martelo da psico-análise. Ao criarem a disciplina da "Teoria Crítica", a Escola de Frankfurt foi capaz de desconstruir toda a civilização Ocidental. Em vez de demonstrarem que os valores do Ocidente eram falsos ou deficientes, eles diagnosticaram a cultura como inerentemente logocêntrica [isto é, focada no conhecimento], patriarcal, institucional, patriótica e capitalista.

Nenhum aspecto da sociedade Ocidental, desde o asseio a Shakespeare, ficou imune à crítica. Mesmo o ato de assobiar foi alvo do desconstrucionismo de Adorno, que disse que o ato de assobiar indicava "controlo sobre a música" e era sintomático do insidioso prazer que os Ocidentais tinham em "possuir a melodia." (comentário do Azambuja: rá-rá-rá. Essa é grande...)

Não se sabe se Marcuse devotou muito tempo em torno do assobio, mas o que realmente lhe deixava zangado era o trabalho. Um dia de trabalho honesto era das coisas mais repressivas da civilização que ele esperava debilitar. Como alternativa a uma profissão, Marcuse apelava para o que ele chamava de "a convergência entre o trabalho e a diversão." (rá-rá-rá. Essa também é...quanta babaquice!)

O libido era a chave para a utopia pré-civilizacional. Marcuse fomentou o que ele chamou de "sexualidade polimorfa" que envolvia a "transformação do libido da sexualidade  constrangida sob a supremacia genital para a erotização de toda a personalidade." Mal esta transformação ocorresse, o trabalho profissional já não ocuparia um lugar tão importante no Ocidente. No livro 
"Eros e Civilization", Marcuse escreveu que "a ocupação laboral, que é a maior parte da vida de um indivíduo, é um tempo doloroso visto que o trabalho laboral alienado é a ausência de gratificação e a negação do princípio do prazer." (Mais um comentário: um gênio, esse tal de Marcuse...)

No seu livro 
"Intellectual Morons",  Daniel J. Flynn prestativamente compara a visão laboral de Marcuse com a de Marx:

Marx militava contra a exploração da força laboral; Marcuse era contra o trabalho laboral em si. Não trabalhem, façam sexo. Esta era a simples mensagem do livro 
"Eros and Civilization", lançado em 1955. As suas idéias revelaram-se extraordinariamente populares junto à incipiente cultura hippie da década seguinte. O livro forneceu a base lógica para a preguiça e transformou vícios pessoais degradantes em virtudes.(Outro comentário: só podia estar de porre...)

Esta elevação da preguiça incluia a rejeição consciente do "trabalho" e de se manter asseado. Logo, Marcuse argumentou que aqueles que haviam regressado para um estado mais primitivo tinham que rejeitar a higiene pessoal e experimentar a liberdade de adotar "um corpo impoluto da Hhigiene plástica."

Contradição

Flynn resumiu toda a filosofia de Marcuse quando alegou que Marcuse "pregava que a liberdade era totalitarismo, democracia era ditadura, educação endoutrinação, violência é não-violência, ficção é verdade." Tal como isto sugere, Marcuse era genial em "conferir conotações positivas a práticas negativas." Este truque atingiu o ponto mais alto do discurso contraditório quando Marcuse alegou que a tolerância é, na verdade, intolerância, e vice-versa.(Outro comentário: que é que é isso, Marcuse?)

Conduzidos pelo sofismo de Marcuse, a noção da tolerância passou a significar exatamente o contrário do que significava no passado. A tolerância já não era o ato de permitir ou tolerar os pontos de vista e os valores de outra pessoa, apesar de não se concordar com ela. Esta era a noção defendida pelos liberais do Iluminismo e encapsulada na citação (falsamente atribuída a Voltaire), "Não concordo com o que dizes, mas defenderei até a morte o teu direito de o afirmares."

Embora esta noção de tolerância, tal como qualquer outro tipo de liberdade, tenha os limites legais óbvios, ela fundamentava-se na idéia Cristã (nem sempre seguida na perfeição) de que nós devemo evitar deportar, prender, executar ou humilhar aqueles cujas crenças, práticas e comportamentos não são do nosso agrado (ou nós desaprovamos).

Marcuse qualificava a tolerância tradicional de "tolerância repressiva", que precisava ser substituída pela "tolerância libertadora." De modo significativo, a tolerância libertadora envolvia "intolerância para com os movimentos da Direita e tolerância para com os movimentos da Esquerda." Os movimentos da Esquerda incluíam o ativismo dos vários grupos que Marcuse encorajava a se auto-identificarem como oprimidos - homossexuais, mulheres, negros, e os imigrantes. Só os grupos minoritários, tais como estes, poderiam ser considerados objetos legitimos de tolerância. [ed: as mulheres não são uma "minoria" mas sim a maioria.]

Comentando este novo tipo de tolerância, Daniel Flynn escreveu:

 “Tolerar o que se gosta e censurar o que não se gosta obviamente que já tinha um nome antes do aparecimento de Marcuse. A isso dá-se o nome de intolerância. A palavra intolerância tinha má fama, e, como tal, Marcuse deu-lhe o nome do seu antônimo mais popular, 
tolerância. Esta palavra foi freqüentemente modificada para "libertadora", "discriminadora", e "verdade". Mais corrupção da língua veio através da sua crítica aos praticantes da liberdade de expressão, que ele identificou de "intolerantes".

O que emergiu da sombra desta nova tolerância foi um tipo de redistribuição intelectual. Em vez de redistribuir o capital econômico da classe média para a classe operária, tal como Marx havia insistido, a nova tolerância buscava redistribuir o capital cultural. Marcuse não escondeu que 
esse era o propósito final, admitindo que ele elogiou "a prática da tolerância discriminadora numa direção inversa, como forma de mudar o equilíbrio entre a Direita e a Esquerda, ao limitar a liberdade da Direita." Isto foi alcançado através de várias formas, incluindo o que Flynn descreveu de "ajuste de atitude", afetada pelo "condicionamento psicológico através do entretenimento, das salas de aula, de tabus lingüísticos, e através de outros meios, que transmitem a sua ideologia através da osmose."

Nos anos que se seguiram a Marcuse, a noção de tolerância finalizou a sua metamorfose. Enquanto que segundo a antiga definição de tolerância, um homem tinha que discordar de algo para que pudesse tolerá-lo, segundo o novo significado, 
não pode haver discórdia; em vez disso, a pessoa é forçada a aceitar todos os valores e pontos de vista como sendo todos eles igualmente legítimos (a óbvia exceção sendo o fato de não devermos tolerar a antiga noção de tolerância.)(Meu comentário: é o samba do crioulo doido, na atual conjuntura...)

Ao contrário de muitos dos seus descendentes filosóficos, Marcuse estava bem ciente do padrão duplo que ele estava propondo, não escondendo o fato de estar disposto a erradicar a liberdade acadêmica como forma de alterar o equilíbrio de Poder. Ele chegou a reconhecer que este seu novo modelo de tolerância envolvia "a remoção da liberdade de expressão e da liberdade de reunião aos grupos e aos movimentos que promovem políticas agressivas," ao mesmo tempo em que "a restauração da liberdade de pensamento pode precisar de novas e rígidas restrições aos ensinamentos e às práticas presentes nas instituições de ensino que, através dos seus métodos e conceitos, servem para fechar a mente dentro do discurso e do comportamento estabelecido."

O que Marcuse estava dizendo é ainda mais radical do que a tese de Gorgias de que nada exista, e ela limita-se a isto: A liberdade de pensamento e a liberdade de expressão só podem ser atingidas através da rígida restrição do pensamento e do discurso.

Enquanto apelava para o "cancelamento do credo liberal da discussão livre e igualitária" (do seu ensaio
"Tolerância Repressiva"), Marcuse ajudou a debilitar o antigo slogan universitário lux et veritas. As universidades modernas, com o seu constante policiamento de idéias e as suas políticas de censura politicamente motivadas, receberam a sua legitimização intelectual por parte de Marcuse.

Conseqüências

Embora seja discutível se o pensamento de Gorgias alguma vez tenha sido levado a sério por alguém (muito menos por parte do próprio Gorgias), as idéias de Marcuse foram levadas tão a sério que formaram a base intelectual tanto do mundo acadêmico da Esquerda como da máquina do politicamente correto que lidera muito do viés contemporâneo da mídia.

Gorgias sabia que estava a ser irracional, mas ele fez o que fez como forma de se divertir, ao demonstrar os seus poderes intelectuais. Marcuse também sabia que estava endo irracional, mas acreditava que a irracionalidade era uma coisa boa. Para ele, a lógica era uma arma de dominação e opressão, enquanto que, segundo o que ele escreveu no livro 
"One Dimensional Man", "a habilidade de . . . . converter a ilusão em realidade e a ficção em verdade, são um testemunho da forma como a Imaginação se tornou um instrumento de progresso."

Marcuse passou por Harvard, Yale, Columbia, Brandeis, e pela Universidade da Califórnia, em San Diego. Em cada uma destas instituições, ele pregou o seu "evangelho" do niilismo, onde os conceitos negativos e as palavras negativas foram transformadas em entidades positivas. Até à sua morte, em 1979, ele continuou a convencer as pessoas a "converterem a ilusão em realidade."

A coisa mais surpreendente disso tudo é que tantas pessoas tenham acreditado nas suas ilusões.

Fonte: Salvo Magazine

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

domingo, 25 de junho de 2017

Campanha 2018: #reelejaninguém!


“O momento exige que os homens de bem tenham a audácia dos canalhas”. (Disraeli – 1804/1881)

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

O intriguento Negão da Chatuba ficou muito intrigado ao saber que o sorteio eletrônico do Supremo Tribunal Federal indicou Gilmar Mendes como relator do inquérito contra Aécio Neves. Chatubão endureceu o discurso e meteu o pau (ops): “Provas, provas e mais provas contra tantos corruptos, e as togas superiores dão pinta de que podem aliviar a barra ou salvar a bandidagem?! Isto me deixa cada vez mais pt da vida! O povo tem que acordar”!.

Negão da Chatuba, no melhor estilo de mendigo dos sociólogos, rapidamente se lembra de que faz parte do tal “povo” – aquele ente poderoso que parece dormir, se omitir ou apenas fazer gritaria e revolução, com dedadas virulentas, nas redes sociais. No entanto, a bronca geral é tanta que o Presidente Michel Temer, ineditamente prestes e ser denunciado por corrupção passiva, obstrução judicial e organização criminosa, acaba de bater seu recorde de impopularidade, segundo o Datafolha: apenas 7 por cento aprovam sua gestão (?). Só seu companheiro peemedebista José Sarney foi tão pouco aprovado: 5%...

É por isso que Chatubão adverte: “A hora de chutar o pau (ops) se aproxima”. O Negão acrescenta: “Tem que acertar no saco de maldades”. O indignado personagem, à beira da revolta, acertou no buraco do centro do problema. Mas o Brasil só vai mudar sua estrutura errada quando os homens de bem demonstrarem a inteligência e coragem, no momento em que perderem completamente a paciência. Nunca estivemos tão próximos desta “hora de acertar contas com a História”.

A Revolução Brasileira está em andamento, embora a maioria não consiga ainda perceber e muitos idiotas profissionais insistam em ignorar. Azar deles e Sorte nossa... Não é à toa que a mesma pesquisa Datafolha que constata a impopularidade de Temer revela que 47% sentem vergonha de ser brasileiro. O único fato ruim é que a insatisfação se mistura com o desânimo e a desesperança – o que escancara o caminho para falsas soluções propostas por eventuais “salvadores da pátria” na proximidade de cada eleição. Paciência... Faz parte do jogo-jogado...

Não devemos nem podemos ser ingênuos em acreditar que a próxima eleição representará o momento das “profundas mudanças”. Tudo segue complicado com a estrutura política atual – na qual a escolha dos representantes do povo ocorre por meio daquelas urnas eletrônicas inconfiáveis. É imperdoável que a “Justiça Eleitoral” insista em sabotar para a implantação do voto impresso destinado à conferência e recontagem. No entanto, mesmo com a regra do jogo contra nós, uma decisão simples e eficaz só depende do eleitor: Não reeleger ninguém!

O ato consciente de não votar em quem está aí já ajudará, bastante, para que tenhamos a chance de uma “renovação”. Tal decisão, combinada com o “voto de revolta”, terá duas conseqüências. Primeiro, impedirá que muito canalha siga na ilegítima “profissão” de político. Segundo, tornará viável a (pequena chance de) renovação política. Claro que a segunda hipótese só ocorrerá, de verdade, com mudanças estruturais profundas.

No entanto, as pré-condições para a transformação podem ser aceleradas com a entrada em cena de pessoas comprometidas com o redesenho institucional do Brasil. Vale ponderar que o fenômeno só pode ser atrasado e atrapalhado se os novos atores acabarem corrompidos pelo sistema. Esta chance também é enorme, porque ainda somos dependentes dos partidos – cartórios políticos – e não temos as candidaturas independentes, no nada democrático esquema de “voto obrigatório”.

Além do risco de escolha de novos canalhas, o que não pode ocorrer em 2018 é a aposta ingênua em “cavalos paraguaios” – que não têm condição de vencer ou que, vencendo, apenas vão colaborar com nossa derrota política no curto prazo. Não podemos nos comportar como “torcedores fanáticos” na campanha e na eleição. O lamentável é que este é o nosso mais grave risco em 2018. O eleitor ainda foca muito nas pessoas, e quase nada na proposta delas – quase nunca consistentes. O fato positivo é que a maioria deseja mudanças. Só é preciso entendê-las e escolhê-las corretamente. Missão nada fácil em nosso oceano de ignorância e analfabetismo político.

O Brasil só tem jeito de verdade com mudanças estruturais. O País tem de ser reinventado. Temos de implantar a República com Federalismo, voto distrital, confiável (passivo de recontagem) e livre (sem depender de partidos). Temos também de romper com o corrupto Capimunismo Rentista. É fundamental redefinir o modelo estatal: reduzir o tamanho da máquina, seus custos, enxugando a quantidade de tributos até implantar o “imposto Justo”. Apenas estas medidas básicas matam a corrupção em sua essência.

Por isso, para começar as mudanças sejamos pragmáticos: Em 2018, vamos reeleger ninguém. Não votaremos em quem já está aí. Temos a oportunidade de dar um susto na politicagem. Enquanto isso, vamos nos preparar para as mudanças efetivas, que ocorrerão inevitavelmente. O Brasil caminha para a Intervenção Institucional. Quem não surfar nesta onda vai acabar afogado. O que a gente não agüenta mais é Estado Corrupto, com governantes e políticos canalhas.

Conforme prega o Negão da Chatuba: “Pau neles!”... Resumindo: #reelejaninguém!

Releia o artigo de sábado: “Nana, Ladrão, que a Lava Jato vem te pegar... Papai foi pra Papuda e mamãe foi delatar”   


Presidente miniatura


Extasiados


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A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 25 de Junho de 2017.