terça-feira, 27 de junho de 2017

A autodestruição dos “poderosos”


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Pela primeira vez na Historia, um Presidente da República, no exercício do mandato, é denunciado por crime de corrupção. Agora, é grande a chance de que ocorra outro fato inédito: a maioria governista na Câmara dos Deputados pode cometer o despudor de rejeitar a denúncia contra o titular do Palácio do Planalto, impedindo que o “alvo” seja processado no foro privilegiado do Supremo Tribunal Federal.

Por isso, nunca é demais analisar nossa “anormalidade institucional” – problema ignorado por muitos “poderosos” titulares dos poderes brasileiros (nem tão) republicanos. Quando a Política (uma atividade essencial) se torna caso de Polícia, e “judicialização da politicagem” se torna rotina, fica gritante que já passou da hora de reinventarmos o Brasil – terra que tem lei de sobra, variadas interpretações legais e flagrantes desrespeitos a elas.

Os grandes debates, clamando por mudanças, já rolam soltos, de maneira informal e nem sempre orgânica, nas redes sociais. A tecnologia democratiza o acesso a informações (imagens e provas documentais objetivas) que nos levem a conclusões sobre a verdade. Câmaras e microfones revelam tudo: desde o político corrupto levando uma mala de grana, passando pela conversa nada republicana entre um empresário e o Presidente da República, até às cenas que mostram que um motorista - que parecia ser um monstro que perseguiu skatistas em uma via famosa de ao Paulo – na realidade perdeu o controle emocional porque antes fora agredido, violentamentamente, pelas “vítimas” (previamente definidas pela mídia hegemônica).

Enquanto a galera no “Coliseu” comemora a condenação de “poderosos” como Antônio Palocci, Marcelo Odebrecht e João Vaccari (dentre outros menos votados), e aguarda a previsível punição exemplar ao chefão Luiz Inácio Lula da Silva, vale a pena refletir sobre opiniões emitidas ontem por dois ministros do Supremo Tribunal Federal, em um debate sobre reforma política promovido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. Comecemos por Luís Roberto Barroso, avançando para Gilmar Mendes (hoje uma das figuras públicas com imagem mais desgastada no mundo da Internet).   

Fala Barroso: “Um procurador-geral da República que é procurado por alguém que traz a ele informações e provas de delitos cometidos pelas mais altas autoridades da República, possivelmente nos três poderes, e decide investigar e apura que as informações eram verdadeiras, que as malas de dinheiro de fato circulavam e, portanto, instaura inquérito. Alguém acha que isso é abuso do Ministério Público ou que ele está cumprindo seu dever?”

Prossegue Barroso: “Um Estado que pune não é um estado policial. Não estávamos acostumados a um direito penal igualitário. Agora passamos a ver a lei aplicada a todos, pobres e ricos. É o Estado Democrático de Direito contra uma república de bananas que sempre varreu a sujeira para debaixo do tapete”.

Agora, fala Gilmar Mendes: Já trocamos os políticos que buscam votos pelos militares. Alguém pode imaginar que pode agora trazer uma república de promotores ou de juízes. Creio que ficarão decepcionados com o resultado. Até com gestores, nós juízes e promotores não somos lá muito bons. Se nós considerarmos os paradigmas que adotamos na gestão, se nós fossemos administrar o deserto do Saara talvez faltasse areia. Portanto moderação com esse tipo de pretensão, com quem sonha com democracia de juiz, ou com uma ditadura de juiz.

Prossegue Gilmar: Ainda ontem eu conversava com um importante político e ele me dizia: ‘Qual é o limite que se pode estabelecer em relação a avanços que o Judiciário ou o Ministério Público venham a fazer em relação ao estamento ou ao segmento politico?’ Difícil dizer. É fundamental que se saiba quais são as competências (de cada poder), competência é limite de poder por definição. Mas é muito difícil a auto-contenção. É preciso que o próprio estamento, que o próprio parlamento diga: ‘Esse é o limite, não vá além disso, sob pena de estar pervertendo o equilíbrio de poderes e o sistema de checks and balances’ A resistência tem que vir do próprio sistema político a dizer a nós (Judiciário): Isso não está no sistema constitucional, é uma extravagância”.

Conclui Gilmar: “Nesses anos da Constituição de 1988 dois presidentes terminaram o mandato antecipadamente por impeachment. Já é um case no mundo todo. O uso do impeachment inclusive como mecanismo de superação de um quadro de ingovernabilidade. Então não seria hora de voltarmos a discutir, a partir de uma reforma político-eleitoral sensata, que trouxesse cláusula de barreira, a proibição de coligação, que discutisse talvez um sistema eleitoral mais adequado à nossa realidade e com isso, um financiamento adequado de campanha... Chegar a hora de discutirmos o próprio sistema de governo. Será que nós não devemos pensar em resgatar aquelas ideias que estavam tão vivas sobre debate da constituinte de 88, de parlamentarismo ou semipresidencalismo? Será que não seria oportuno voltar a revisitar esses temas?”.

Resumindo o discurso dos dois supremos-ministros: É preciso mudar o modelo estatal brasileiro, cujo custo perdulário da máquina pública, bancado com a extorsão tributária praticada contra pessoas e empresas, é a origem das diferentes crises, principalmente a que gera e sustenta a corrupção. Por isso, a Intervenção Institucional é a saída para acelerar a solução de tanto problema que conduz o Brasil a conflitos que podem gerar nossa fragmentação como Nação.

Definir soluções é urgente. Implantá-las deve ser a prioridade máxima. Só a legítima pressão popular permitirá as mudanças efetivas. A bandidagem organizada prefere que tudo fique do jeitinho como está. Quem vencerá esta guerra que parece perdida?

Releia o artigo: PERCEPÇÃO! - #reelejaninguém!    


Se não delatar, vai se ferrar...


Que droga...


Abandonados


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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 27 de Junho de 2017.

7 comentários:

Joma Bastos G P disse...

O Temer e seu executivo estão enjaulados no Palácio do Planalto para se protegerem, assim como todo o Executivo e Legislativo estão encarcerados no Palácio do Congresso Nacional. O Poder Político é defendido pelos Juízes que eles próprios nomearam para os salvaguardarem dos seus crimes. Este Executivo, este Legislativo, e estes TSE e STF estão moribundos, estão dando os últimos suspiros.
Necessitamos urgentemente de uma Intervenção Cívica Constitucional e de uma nova Constituição.

Anônimo disse...

Arre égua, desta vez o TIOJANOT "enfiou a estaka" no VOVÔDRÁKULA,penso que não vai conseguir mais sair do caixão e procurar mais "sangue".
Parece que o "kastelo de Bran na Transilvânia", vai cair.
Agora é tarde para o PALOFF delatar, teve oportunidade e não o fez, o juiz Sergio Moro tá atento às manobras dele.

Anônimo disse...

Ficção ou verdade ? Para refletir!!!!A mosca maldita estava voando no lugar certo e ouviu o seguinte: temos que reverter isso são muitos anos de luta para conquistar o topo da pirâmide .. aí o zeca diabo em Cena novamente orquestra a ópera ..e mostra como fazer...usa o Rei do Gado , manda ele falar o que sabe , mas antes instrui para cutucar com vara curta e filmar tudo ...mas o Rei do Gado não quer fazer isso ... então vamos cobrar dele o que as vistas grossas não viram no passado...mostra a ele que a carne é fraca ! Aí ele vai entender e colaborar ... a única chance nossa de reverter a situação...Mas e o carcamano ? Ele sabe que tem que esperar ! E vai abrir a boca na medida....

Anônimo disse...

Um já escapou! O tesoureiro foi absolvido pela TRF do RS. O PT é forte por lá e tem muitos amigos. O Lula, de braços dados com FHC, possivelmente vai formar uma chapa para voltar ao poder para acabar com o resto da moral desse país. Se for preso, ainda sobra o vice para continuar com a deturpação da verdade. Sei, não, a cada dia fica mais forte a opção militar.

Anônimo disse...

Chegou a hora dos politicos canalhas que são a grande maioria segundo as planilhas da Odebrecht e do Joesly Batista mencionados em seus departamentos de propinas, tomarem uma séria decisão por razões de sobrevivência, porque os conchavos espúrios para permanecerem no poder já chegou ao conhecimento da opinião pública consciente, inclusive do proprio pres. da república atolado nesse lamaçal fedorento não tendo mais condições de permanecer no poder. A sorte está lançada e o brasil consciente exige que os treis pilares da democracia sejam implodidos e reformulados, para que o nosso país possar sair da UTI e respirar normalmente.

Manoel Meirinho disse...

‘SOMOS QUANTO AS ESTRELAS DO CEU’

Se perguntarem se você tem em quem votar. Diga que sim.
Qual o nome?
NINGUEM.
Mas porquê?!?!?!
Hora, porque é confiável!
Incorruptível, insubornável. Não é conivente com as mazelas e falcatruas dos comparsas.
Hora, confio nele!
Não possuí fortuna, nem amigos influentes. Mas é HONESTO.
NINGUEM: meu candidato confiável.
O restante? Tudo farinha do mesmo saco. Como diria minha nona. Bonzinhos, trabalhado-res, pensam sempre no POVO e na PÁTRIA.... Apenas na propaganda.

E que me provem ao contrário.



Anônimo disse...

Gilmar,... porque não tem callas?