terça-feira, 20 de junho de 2017

Cinismo e Truculência


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Renato Sant’Ana

Com as palavras "O PT não fará com a Globo o que a Globo faz com o PT", Gleisi Hoffmann deu o sinal para que a raia miúda do partido siga fazendo o que sempre fez: desrespeitar, agredir, insultar e constranger.

Como presidente da agremiação, ela emitiu nota oficial depois que se tornaram públicas as agressões rasteiras e muito covardes praticadas por delegados do PT contra a jornalista Míriam Leitão, num voo da Avianca de Brasília ao Rio.

Ocorre que, em vez de adotar postura de estadista (limitando-se a repudiar o comportamento incivil e se solidarizar com a vítima), Gleisi Hoffmann preferiu terceirizar a culpa e acusou: "(...) a Rede Globo, empresa para a qual trabalha a jornalista Míriam Leitão, é, em grande medida, responsável pelo clima de radicalização e até de ódio por que passa o Brasil, e em nada tem contribuído para amenizar esse clima do qual é partícipe."

Aí está. A nota relativiza o abuso petista, como se houvesse uma razão para os agressores comportarem-se como matilha ensandecida. Por isso, dizer que o PT "lamenta o constrangimento sofrido pela jornalista" seria risível se não fosse cínico e malicioso.

Não há, pois, grande surpresa em que, dois dias após a nota, um ativista de esquerda (conhecido por seus métodos nada honestos de provocar pessoas públicas a fim de fazer vídeo com suas reações) haja insultado o Jornalista Alexandre Garcia, num voo de Brasília a Confins, MG. Com as palavras de Gleisi Hoffmann ecoando na boca do agressor: "(...) Vocês [da Globo] que incentivam o ódio contra o PT, o PCdoB, contra a esquerda, vai ter mimimi também?"

Na enxurrada de estupidez que lhe saía da boca (que ele mesmo registrou em vídeo) estava a versão, o direcionamento de como deve "pensar" a falange do ódio: Míriam Leitão, para essa gente, ao relatar em sua coluna a covardia de que foi alvo, fez-se de vítima, o que o criativo apedeuta quis ridicularizar com aquele "mimimi".

Não faz diferença se o elemento é filiado ao PT ou a alguma das linhas auxiliares do lulopetismo. Os autodefinidos "integrantes do campo progressista" estão mancomunados no nefasto Foro de S. Paulo e, contrariando o que dizia Bertolt Brecht (rematado irresponsável), são unidos no exercício do ódio, especialmente unificados no discurso. (Brecht dizia que as esquerdas só se uniam na cadeia, mas está visto que também se unem no ódio e na corrupção.)

Assim, sem a observância de formalidades - o crime é sempre informal -, o tal ativista é só um autofalante do frentão, do qual o PT é o ponta de lança. Ou seja, o que ele diz (ou simplesmente repete) está pautado pelos mentores ideológicos, os pastores que tangem o agressivo rebanho das "esquerdas".

Para comprová-lo, basta um rápido olhar à nota de Gleisi Hoffmann, ao conteúdo verbal da matilha que tentou constranger Míriam Leitão, às asneiras jogadas sobre Alexandre Garcia e ao que se publica todos os dias nos vários blogs sujos - aqueles blogs que, até Dilma ser impichada, eram prodigamente financiados com dinheiro do contribuinte.

Em suma, na lógica da ideologia totalitária que funda as diretrizes do Foro de S. Paulo, o tal rapaz, como indivíduo, é insignificante, ainda que alimente fantasias de protagonismo. Ele é apenas parte da raia miúda, formiga operária cuja vida, em particular, vale um infinitésimo para o enxame revolucionário, não passando de aspirante a parafuso da engrenagem socialista que, aliás, por méritos do povo brasileiro, "as esquerdas" não conseguiram impor ao país.

Tudo indica que a truculência lulopetista vai recrudescer. Mas resta à população, que reagiu à corrupção e vem, de algum modo, apoiando a Lava Jato, manifestar-se contra a malícia de Gleisi Hoffmann e o descaramento dos seus ativistas de aeroportos.


Renato Sant'Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito.

Um comentário:

Anônimo disse...

O Lula bateu outro recorde na "istóriadesse paiz": está faltando adjetivos para qualificar um ser tão desprezível e infame.