quarta-feira, 7 de junho de 2017

Muito além do TSE: Delação de Palocci vem aí...


2ª Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Prognóstico de bastidores: A chapa Dilma/Temer só se salva por placar apertadinho no Tribunal Superior Eleitoral. O ministro-presidente Gilmar Mendes, Napoleão Nunes Maia e Admar Gonzaga tendem a votar “a favor”, considerando inválida a queixa do PSDB. Já Luiz Fux deve acompanhar o relator Herman Benjamin, tendência idêntica a Rosa Weber. Como o placar fica empatado, o voto decisivo será o Tarcísio Carvalho Neto – que até agora não deu pista clara de como votará.

A grande polêmica é se podem ser derrubados do processo os “fatos novos” da Lava Jato – que não poderiam estar incluídos na denúncia feita pelo PSDB dois anos atrás. A guerra entre os julgadores é sobre o limite de inclusão de delitos aplicáveis ao processo. A polêmica é a senha para gerar a conveniente “tese” de que houve extrapolação da causa no pedido original dos tucanos que tentaram derrubar Dilma logo depois da reeleição. O azar deles é que a bola de cristal não indicava que, após a derrota de Aécio Neves (hoje enrolado na Lava Jato), um dia o partido seria, um ano depois, fator essencial de sustentação de Temer.

O TSE tem pressa em resolver a parada, no máximo até sexta-feira, e, na pior hipótese, no sábado. Gilmar Mendes convocou sessões extraordinárias para quinta-feira, às 9h, com intervalo, retomada às 14h e fim às 18h. Na sexta-feira, das 9h às 12h, das 14h às 18h e a partir das 19h. Se não terminar, fica agendado o sabadão, no mesmo horário.

Apressados mesmo estão os tucanos – que decidem até sexta se ficam ou abandonam Michel Temer... É bom correr porque, semana que vem, o noticiário será tomado pela “delação do Antônio Palocci” – que pode ser tão ou mais grave que as revelações da turma da JBS...

Notícia boa é que Henrique Meirelles resolveu criar um perfil no twitter “para debater os rumos do País”. Será este um sinal de que ele pode estar deixando o Ministério da Fazenda para fazer um aquecimento na campanha presidencial antecipada ou de 2018? Na hora certa todo mundo vai saber...

É bom a turma se preparar, porque não vai ser fácil enfrentar a candidatura de Jair Bolsonaro. O “mito” cresce muito na intenção de voto na faixa abaixo dos 30 anos de idade. Além de ter o selo “conservador” e “anticorrupção”, Bolsonaro é impulsionado pelo excelente trabalho nas redes sociais... Quem quiser disputar com ele terá de fazer melhor...

Recomenda-se a leitura do artigo em Defesanet: A Reunião

E veja a gravíssima análise de Olavo Mendonça: O Brasil está chegando a um beco sem saída?

Releia a primeira edição desta quarta: Temer já era, mesmo que TSE o salve


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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 7 de Junho de 2017.

7 comentários:

Anônimo disse...

http://otambosi.blogspot.com.br/
Dois Brasis caminham para o confronto. Só um deles sobreviverá.

Em artigo publicado no Estadão ("O seu destino por um fio"), Fernão Lara Mesquisa afirma que há dois Brasis se enfrentando: "o da “privilegiatura”, reduzindo o da meritocracia à escravidão, ou o da meritocracia, reduzindo o da “privilegiatura” à igualdade. Os dois juntos não cabem mais na conta":


E cá estamos, o País a quem a corrupção e um jornalismo “corporate” sem osso cassaram a voz própria, reduzidos a assistir pela TV ao nosso destino ser traçado.

Conforme mil vezes prometido, do jeitinho que foi prescrito e está escrito, a cobra morde o rabo com a fuga dada aos 2ésleys. A ressaca da Queda do Muro, o caminho da ressurreição da esquerda latino-americana pela apropriação dos bancos públicos e fundos de pensão apontados a Lula e José Dirceu por Luiz Gushiken, a operacionalização do esquema com a gazua dos “campeões nacionais” da roubalheira, a desmoralização da política solapada por dinheiro bastante para comprar a metade do mundo, a infiltração do Judiciário ao longo de 13 anos de nomeações, tudo faz parte de um roteiro cuja propriedade intelectual tem sido reconhecida e reverenciada onde quer que sobrevivam ditaduras.

A longa marcha começa nos meados dos 90 pelo controle dos sindicatos de bancários. A “PT-Pol”, de “polícia”, como a chamavam as redações da época, passa a bisbilhotar as movimentações bancárias do País inteiro e a vazar seletivamente para os jornais os maus passos dos adversários. Um cultura estava nascendo. É pouco a pouco que o jornalismo investigativo se vai entregando à guerra de dossiês CONTINUA...

Anônimo disse...



http://otambosi.blogspot.com.br/ CONTINUA II

A vida informatizada traz o esquema para a era do “grampo”. O “mensalão” é o último episódio em que se diferenciam nuances. Flagrado o lulismo em delito de “corrupção sistemática dos fundamentos da República com vista à imposição de um projeto hegemônico”, restava deslocar o foco do todo para as partes e ir daí para a indiferenciação.

É esse o ponto de não retorno: caixa 1, caixa 2, propina, tudo vai, insidiosamente, sendo feito “sinônimo” uma coisa da outra. E aí está a política presa inteira na arapuca, igualada ao pior de si mesma.

Daí para a frente é poder contra poder. E velocidade passa a ser o que decide. Com todos os eleitos (com passagem obrigatória, portanto, por algum “campeão nacional” de financiamento de campanhas) devidamente filmados e gravados basta, doravante, escolher o que publicar. Não é preciso provar mais nada. Não importa o que se disse e mesmo quem o disse em cada gravação. O contágio é por contato. Basta formar os pares. Diante dos avatares murmurando frases entre reticências sobre o cenário de fundo de rios de dinheiro correndo pelo chão, da cena mil vezes repetida do sujeito “ligado a” recebendo furtivamente uma mala, onde enfiar raciocínios com mais de três palavras sobre quem as tem recheado há tanto tempo com tanto dinheiro, e para quê?

Mas o País insiste em se fazer essa pergunta. O Brasil inteiro sabe que tem alguma coisa no ar além das notas voando das vinhetas da televisão. Só que continua órfão de pai e mãe. Não tem quem fale por ele, mas resiste como pode ao salto no escuro para o qual o empurram com tanta pressa. Nega-se às ruas para as quais o conclamam diariamente em prosa e verso. É nada menos que atroador o seu silêncio diante das circunstâncias. CONTINUA;;;

Anônimo disse...

ttp://otambosi.blogspot.com.br/CONTINUA III

Já o Brasil com voz – que não conduz, deixa-se conduzir – vai no arrasto de uma espiral de ódio. Quem não está na conspiração ou está bebendo vingança, ou está agarrado pelo silogismo moral em que a conspiração quer todo aquele que não “é”. Ninguém interroga os fatos; tudo é sempre empurrado para o “se”, o “quando”, ou o “de que jeito” se conseguirá torná-los consumados como se fosse certo que o sol da democracia renascerá amanhã.

Não é. Há dois Brasis caminhando para um confronto e só um deles sobreviverá. Ou o da “privilegiatura”, reduzindo o da meritocracia à escravidão, ou o da meritocracia, reduzindo o da “privilegiatura” à igualdade. Os dois juntos não cabem mais na conta. Há também dois Judiciários funcionando em paralelo. Um que, tropeçando pelo cipoal legislativo e processual, investiga, colhe provas, processa e condena a partir de Curitiba numa velocidade que comporta credibilidade e tem no horizonte o respeito aos limites do contrato social. E o outro. Há, por fim, dois Legislativos e dois Executivos. Em ambos há quem, tendo jogado o jogo da política como ele é, olha agora inequivocamente para o Brasil e procura saídas. E há os que, na sua fé cega no lado escuro do bicho homem, só olham para Brasília ou para Miami. O problema é que todos têm pelo menos um pé enfiado na “privilegiatura” e nenhum faz força para desatolá-lo.

Vai ser preciso repensar isso. E rápido. Morta a última esperança, o País, na melhor hipótese, está paralisado de novo até outubro de 2018. Nem vale a pena especular sobre o depois. A carga de novas misérias já contratadas nesta beira do caos de que partimos é muito maior do que a que podemos suportar sem nos despedaçarmos. E o Legislativo já tem tido de engolir cala-bocas demais para acreditar que poderá sobreviver a isso com embarques e desembarques espertos ou pedindo ao povo que aplauda o seu apelo por mais sacrifícios.CONTINUA...

Anônimo disse...



h
http://otambosi.blogspot.com.br/CONTINUA IV E TERMINA

Já o juiz venezuelizante é o milico de 64 modelo 2017, mas sem a reserva moral. Cava a entrada no jogo by-passando a regra porque é imoral. E este é vitalício. Não tem compromisso nenhum com o instituto do voto nem com a ideia de representação.

É essa a escolha que há. E metade dela já foi feita sem que fôssemos consultados...

Este é, porém, um daqueles raros momentos da História em que a necessidade faz tudo convergir para um ponto com tanta força que até os milagres se tornam possíveis. O único programa econômico que pode fazer o Brasil reviver é também o único programa político que pode redimir a política. Os dois consistem no enfrentamento da “privilegiatura”, o ralo de todos os ralos da economia e o ponto de origem e de destino de toda essa corrupção.

Reforma da previdência “deles”, igualdade, referendo, “recall”. Se propuser à Nação um compromisso sério para mudar definitivamente o sentido dos vetores essenciais de força que atuam sobre o “sistema”, o Legislativo irá de vilão a herói em um átimo e faltarão ruas para as multidões dispostas a entrar nessa briga com ele, com uma força muito maior que a necessária para decidir a parada.

Se não...
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Postado por Orlando Tambosi às 11:19

Anônimo disse...

quarta-feira, 7 de junho de 2017

http://libertatum.blogspot.com.br/

Resultado de imagem para klauber pires

Klauber Pires no Facebook:

Por quê OAB, CFM, CFF, CFP, CFEA, e outros Conselhos e Ordens devem ser extintos?

1 - Legislam em causa própria e sem representatividade popular;

2 - Tributam sem serem entes federados;

3 - Agem como máfias corporativistas;

4 - Criam filtros ideológicos - exame de ordem.

5 - Monotonizam a técnica e a filosofia da profissão.

6 - Criam um custo completamente desnecessário.

7 - Arrostam-se ao papel de partidos políticos sem representatividade de seus profissionais.

Tenho batido nesta tecla desde 2006, sozinho ou quase sozinho.

Conselhos e ordens representam um imenso mal, tão grande quanto toda a corrupção.

Anônimo disse...

Com que moral o presidente Temer ficará, seja qual for a decisão do TSE? Chamou o delator de falastrão mas usou o jatinho dele para transportar a família quando era vice-presidente. Por mim, passa a "régua" na presidência, câmara e senado federais, nem que o Tiririca seja o novo presidente. A justiça tem que ser fortalecida, cumprindo a Constituição, e mandar um recado para a organização mafiosa que tomou o poder e para os futuros pretendentes no cometimento do mesmo crime.

Anônimo disse...

O ministro Gilmar Mendes disse uma verdade hoje sobre o financiamento publico de campanhas políticas: o PT é contra(?) porque já tem o dinheiro em caixa para isso, depois dos desvios recebidos. Como podemos perceber, o PT mesmo sendo a favor da moralidade, é imoral.