sábado, 10 de junho de 2017

Onçarcástica


“País Canalha é o que não paga precatórios”

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Depois do grande festival de cinismo protagonizado por urubus de diversa plumagem, dizer que as instituicães estão funcionando é sarcasmo ou sacanagem.

Diz o ditado que o pior cego é aquele que não quer ver.

Em jogo de xadrez o acontecido chama-se roque.

O rei foi encastelo; acuado num canto para se proteger; defendido por torre. Em outras palavras: “está nas úrtimas !”

Por ele tenho desprezo. Perdeu a oportunidade histórica de convocar a felina, no primeiro dia de governo, e promover uma limpeza de alto abaixo no país.

Agora, encurralado, luta desesperadamente para não ter o próprio ralado.

Atônitos, estamos todos catatônicos.

Deixa estar; a pepineira há de secar.

Vendo tantos desmandos, estarão os altos mandos como Dorian Gray ?:

No retrato uma imagem; no espelho, outra.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

4 comentários:

Joma Bastos G P disse...

Excelente artigo!

Loumari disse...

Em Moçambique as coisas estão assim. Lêem também.

Escrito por Gilberto Correia

A AUSTERIDADE TRANSPORTADA DE MERCEDES-BENZ!

É legal? Claro que é legal! Consta da lei do orçamento, logo é legal.

Na Alemanha de Hitler o Nazismo era legítimo. O colonialismo também foi legal. O Stalinismo idem.

As questões que se devem colocar seriam: É justo? É moral? É exemplar?

Pois, ninguém ignora que os políticos sérios devem constituir exemplos de justeza e de ética, sobretudo quando se trata de usufruir benefícios contrastantes com a pobreza, em muitos casos extrema, que assola quem representam.

O nosso Estado é o maior devedor do País. Não tem dinheiro para devolver o IVA cobrado aos exportadores, nem o IRPC cobrado a mais às empresas, muito menos para devolver o excesso de IRPS dos indivíduos. Tornou-se num Estado incumpridor que arrastou muitas empresas para a falência ou para o encerramento definitivo, com todas as consequências sociais dai advenientes, por alegada falta de meios financeiros para pagar os bens e serviços que consumiu e precisa de continuar a consumir.

O nosso Estado não consegue prover os mais elementares serviços públicos com eficácia por falta de dinheiro. Nas escolas não há giz, nos hospitais medicamentos escasseiam e pessoas morrem por falta de tratamento adequado, nas ruas há falta de transportes públicos e cidadãos são transportadas perigosamente entulhados em carrinhas de caixa aberta.

Um Estado que em nome da austeridade retirou os subsídios sociais que concedia para beneficio dos mais carentes e subiu o preço do pão, do combustível, da água, da energia, dos chapa 100 e dos " my love", entre outros bens essenciais.

Já para não falar da desvalorização do metical, da subida generalizada do preço de todos os produtos e ... também da " subida" de apenas 500 mts no salário dos servidores públicos.

É nesta situação complicadíssima, em que o Estado está incapaz de cumprir as suas obrigações mais elementares, em virtude da alegada crise económica e financeira, em que o discurso politico apela que a população consinta inúmeros sacrifícios e aceite uma austeridade que arrasta os cidadãos mais carentes para uma existência em condições muito abaixo dos níveis mínimos da dignidade da pessoa humana, que somos surpreendidos com a recente aquisição de viaturas de luxo para representantes do Estado no Parlamento.

A justificação oficial é que é legal, que visa conferir dignidade aos beneficiários e que o total da despesa é desprezível considerado o montante global do Orçamento do Estado.

Continua

Loumari disse...

Ora, a maior parte do povo que tais beneficiários alegam representar vive actualmente em condições indignas, mas estes " representantes" reclamam luxuosas viaturas alemãs para manterem dignidade representativa. Seja, o representante clama por uma dignidade que não consegue minimamente garantir aos representados.

Pode até ser que essa despesa para adquirir viaturas de luxo seja mesmo insignificante, comparada com o volume total do orçamento geral do Estado. Mas, certamente que não será insignificante para comprar milhares de carteiras para que muitas crianças possam sentar-se nelas e aprender melhor. Não é insignificante para aquela mãe que vê o seu filho morrer de malária num posto médico por não existir medicamento disponível para curar o mal. Não é insignificante para aqueles familiares que viram os seus entes queridos morrerem por terem caído dos " My Love" apinhados de gente porque o Estado não tem verba para adquirir autocarros para transportar as pessoas em segurança. Não é insignificante para aquela família cujo chefe ficou desempregado porque a empresa onde trabalhava fechou em virtude do Estado não ter pago os bens e serviços que consumiu.

A teoria da legalidade, da insignificância e da dignidade usada como justificação para este caso não merece outra qualificação que não a de que representa uma autêntica imoralidade... uma indignidade pornográfica. Este tipo de defesa, no contexto económico e social que o nosso País vive, roça o insulto e corporiza a revelação despudorada da indiferença e o do desprezo pelo sofrimento dos representados.

Estas justificações estapafúrdias dadas por dirigentes que vivem neste País apenas demonstram quão gigantesco se tornou o fosso entre os benefícios convocados pelos governantes e as deterioradas condições de vida dos governados. Pior do que isso, revela que há políticos que se tornaram de tal modo cegos e insensíveis que são incapazes de descortinar qualquer obscenidade ética quando resulte do usufruto de regalias escandalosas em contraste com o povo que mingua sob o fardo pesado da austeridade e da escassez.

Neste caso flagrante de abuso de benefícios e regalias já não há partidos, diferenças ideológicas, gritos, abandonos da sala e nem insultos... não há Poder e nem há Oposição. Há uma total diluição das diferenças políticas. São todos da POSIÇÃO!

Na política, antes de se perguntar se determinada atitude ou comportamento é legal, deve-se previamente fazer as seguintes perguntas: é justo? é moral? é exemplar?

A resposta a estas questões cada um de vós sabe dar.

Gilberto Correia

Loumari disse...

*O SENHOR JEHOVA DIZ* :

CLAMA em alta voz, não te detenhas, levanta a tua voz como a trombeta e anuncia ao meu povo a sua transgressão, e à casa de Jacob os seus pecados.
(ISAÍAS 58)


E curam a ferida da filha de meu povo levianamente, dizendo: PAZ, PAZ; QUANDO NÃO HÁ PAZ.
Porventura envergonham-se de cometer abominação? pelo contrário, de maneira nenhuma se envergonham, nem sabem que coisa é envergonhar-se; portanto, cairão entre os que caem e tropeçam no tempo em que EU OS VISITAR, DIZ O SENHOR.
(JEREMIAS 8:11)


As tuas cidades porei em solidão, e tu te tornarás em assolação; e saberás que EU SOU O SENHOR.
Pois que guardas inimizade perpétua, e abandonaste os filhos de Israel à violência da espada, no tempo da extrema iniquidade,
Por isso, VIVO EU, DIZ O SENHOR JEOVÁ, que preparei para sangue e o sangue te perseguirá; visto que não aborreceste o sangue, e o sangue te perseguirá.
(EZEQUIEL 35:4)


Pelo que, os espalharei como o restolho, restolho que passa com o vento do deserto.
Esta será a tua sorte, a porção que te será medida por mim, diz o Senhor; pois te esqueceste de mim, e confiaste em MENTIRAS.
Assim, também, eu descobrirei as tuas fraldas até ao teu rosto; e aparecerá a tua ignominia.
Vi as tuas abominações, e os teus adultérios, e os teus rinchos, e a enormidade da tua prostituição sobre os outeiros no campo;
(JEREMIAS 13:24)


Não vos deu Moisés a lei? e nenhum de vós observa a lei.
(JOÃO 7:19)