segunda-feira, 31 de julho de 2017

O negócio é saber lidar com bandidos


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Estamos a poucos dias de sermos obrigados a assistir ao Michel Temer ser colocado no pedestal da inocência pela maioria de criminosos assumidos do Congresso Nacional. Terá conseqüências democraticamente hediondas a negativa ao pedido da Procuradoria Geral da República para o Presidente da República ser imediatamente afastado do cargo para ser processado por corrupção no Supremo Tribunal Federal. 

A blindagem temerária simbolizará uma “senha” para que sejam “perdoados” todos os crimes cometidos pela cleptocracia tupiniquim. O governo garante que tem pelo menos 260 votos para salvar Temer. É apenas uma prova de que, no Brasil atual, basta saber como lidar com bandidos para fingir que consegue governar. Os sabotadores da Lava Jato seguem operando a pleno vapor.

Quem tomará no Cunha junto?

Releia o artigo de domingo: Militares também atacarão o Estado-Ladrão?


Poderoso Garanhão vai delatar?


Colabore com o Alerta Total

Os leitores, amigos e admiradores que quiserem colaborar financeiramente com o Alerta Total poderão fazê-lo de várias formas, com qualquer quantia, e com uma periodicidade compatível com suas possibilidades.

Nos botões do lado direito deste site, temos as seguintes opções:

I) Depósito em Conta Corrente no Banco do Brasil.
Agência 4209-9, C/C: 9042-5, em favor de Jorge Serrão.

II) Depósito em Conta Poupança da Caixa Econômica Federal ou em agências lotéricas: 2995 013 00008261-7, em favor de Jorge Serrão.

OBS) Valores até R$ 9.999,00 não precisam identificar quem faz o depósito; R$ 10 mil ou mais, sim.

III) Depósito no sistema PagSeguro, da UOL, utilizando-se diferentes formas (débito automático ou cartão de crédito).

IV) Depósito no sistema PayPal, para doações feitas no Brasil ou no exterior.

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!


O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 31 de Julho de 2017.

Ópera no Metrô


“País Canalha é o que não paga precatórios”

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

A ideia não é nova. Imita feitos em outras cidades do mundo. Mas é importantíssima.

Levar cultura à população, sem tirá-la de sua rotina diária. Vejam o mais extraordinário: os cantores são quase todos jovens.

O Brasil está salvo.

A música de qualidade ensina que o erro de um estraga o trabalho de todos. Atenção, estudo, solidariedade, e respeito são os frutos decorrentes.

Em breve a canalha que nos desgoverna encontrará seu triste fim.

A pátria-mãe está sendo martirizada numa horrenda fogueira.

Nós, seus filhos por ela amados, correremos a salvá-la ou , ao menos, com ela morrer.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

domingo, 30 de julho de 2017

Militares também atacarão o Estado-Ladrão?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

A missão principal dos brasileiros é fazer o que for possível para colaborar com mudanças estruturais na máquina estatal da União, Estados e municípios. É preciso focar energias para uma inédita Intervenção Institucional que vai outorgar uma Constituição enxuta, autoregulável, pronta para ser cumprida, sem interferências ou interpretações judiciais.

A maioria das pessoas de bem também tem de agir com coragem e honra para tirar os criminosos do poder. Prioridade complementar é reeleger ninguém na próxima eleição. É assim que conseguiremos acabar com a ditadura do Estado-Ladrão, sob regime Capimunista Rentista.

As tropas militares receberam aplausos da população no Rio de Janeiro, na missão nada fácil de frear a violência e garantir mais segurança. Os militares já avisaram que vão agir por demanda e de surpresa. Não haverá ocupações. Várias operações acontecerão. O objetivo imediato é reduzir a capacidade operacional dos criminosos.

Pena que a ação dos militares será apenas sobre os narcotraficantes. Já pensou se as Forças Armadas também focassem sua ação em combater os criminosos do andar de cima, os políticos e empresários sócios e/ou investidores do comércio ilegal de drogas, armas, órgãos humanos e por aí vai?

A pergunta bem que merecia a resposta justa, perfeita e imediata desejada pela maioria dos brasileiros. Afinal, General é o combatente que conhece, busca e enfrenta, permanentemente, o inimigo real da sua Pátria. Os Generais brasileiros sabem que Crime Organizado é o consórcio delitivo entre criminosos e agentes públicos.

Os chefes militares também têm ciência de estamos em meio a uma guerra não-declarada, de quinta geração, na qual agentes internos (a classe política e outros criminosos) e agentes externos (os controladores dos oligopólios transnacionais). Os inimigos reais do Brasil atentam contra a soberania e a defesa de nossa Pátria.

Quem tiver dúvidas de como tal guerra de quinta geração acontece, com grandes transnacionais exercendo poder direto ou indireto sobre governos, basta dar uma olhadinha na lista de mega-empresas que patrocinaram o Instituto Lula – conforme revelado pela Lava Jato apenas no caso JBS. O modelo se repete com outras entidades batizadas como nomes de “ilustres” políticos nacionais e internacionais. Assim funciona o Poder Real Mundial.

Consórcios delitivos podem ser formados para simples tráfico de influência (via puxassaquismo) ou para megaempreendimentos. No meio do caminho, com ajuda de integrantes dos escalões de baixo ou de cima da máquina estatal, podem ocorrer outros crimes, como extorsões, lavagens de dinheiro, financiamentos ilegais de campanha, jagunçagens contra inimigos comerciais ou políticos, e por aí vai...    

O Brasil tem de passar por um profundo processo de transformação. O Crime Institucionalizado não é um mero vírus, mas sim um câncer com alta capacidade de metástase. Não adianta aplicar placebo. O remédio tem de ser amargo e forte, praticamente uma quimioterapia. A Intervenção Institucional é assim. Redesenha e revoluciona a máquina estatal de forma simples. Outorga uma Constituição que viabiliza uma parceria honesta, transparente e segura entre o cidadão e o Estado.

O tal “ente fictício” deixa de ser ladrão, regulador e interventor para permitir a livre iniciativa produtiva das pessoas e organizações empresariais ou de economia solidária. Precisamos entender que o Estado é a instituição da Nação para proteger as pessoas e delimitar as ações de governo. Estado não existe para operar o Crime. Por isso, é urgente que promovamos a abolição do regime Capimunista Rentista no Brasil.

O Brasil tem de praticar conceitos corretos. Nação é a cristalização de vontade de um povo. Pátria é a expressão da devoção da Nação ao País. Instituição é a concretização da vontade da Nação. Só quem tem o efetivo poder originário é o povo. Tal Poder Instituinte é a faculdade de o cidadão, legitimamente, criar, modificar ou revogar instituições, Tal poder pode ser exercido individual ou coletivamente. Ele se corrompe se for exercido por representação.

É o Poder Instituinte quem tem legitimidade para definir os limites e regras claras da legalidade. É o cidadão, unindo-se a outros com legitimidade, quem define a Constituição. Esta carta magna nada mais é a convenção da Nação que estabelece o tal ente fictício chamado Estado. O papel estatal fundamental é proteger as pessoas: garantir a Segurança do Direito que é a definição da Democracia.

A primeira instituição de uma Nação é sua Força Armada. Afinal, ela é a garantidora do território. O País é a segunda instituição. País é o território ocupado e garantido por uma Nação. Assegurada a Democracia, a Política pode ser exercida com legitimidade e segurança. Política é a decisão do que fazer, por quem tem o poder necessário e legítimo.

Eis o motivo pelo qual Forças Armadas não podem se limitar a dois papéis que são a negação de sua existência legítima. Não podem ser promotoras de golpes nem mantenedoras de ditaduras. Também não podem ser transformadas em meras caçadoras de bandidos ou perseguidoras de cidadãos.

Os militares são os garantidores máximos da segurança institucional. Caso as instituições se corrompam e ficam dominadas pelo Crime, a missão urgente das Forças Armadas é somar esforços com quem detém o legítimo Poder Originário para estabelecer (ou reestabelecer) a Ordem Democrática. O Brasil terá solução na hora em que a maioria entender que a única saída é reinventá-lo como Nação.

O ideal é um equilíbrio entre o Poder Popular e o Poder Militar. Agora, o dever máximo dos militares é atacar o Estado-Ladrão e neutralizar os agentes internos e externos que praticam o Crime Institucionalizado. Se os militares não cumprirem tal missão também acabarão destruídos pela corrupção.

A segurança desta obra de construção democrática vai depender do compromisso máximo com a Liberdade, com desapego ao poder e às vaidades. É um pressuposto que Intervenção é um ato temporário. Se durar muito o quiser ser “permanente” transforma-se em ditadura – como a que temos em pleno vigor, sob hegemonia criminosa.

Ninguém se surpreenda se a “Operação RJ” promover o mesmo efeito da Guerra do Paraguai no final do século XIX, com a diferença de que o tempo ajuda os atores sociais a aprenderem com erros imperdoáveis do passado. Desde o golpe da Proclamação de uma República nunca implantada efetivamente, os militares sempre intervieram para garantir ou derrubar governos sem legitimidade.

Escaldados pela experiência de 1964 a 1985, e suportando o ocaso de uma guerra ideológica permanentemente patrocinada pelos inimigos da Pátria, os Generais sabem que, agora, não basta promover uma (inevitável) intervenção. É fundamental agir de modo rápido e cirúrgico, em parceria responsável com os segmentos esclarecidos do povo.

Essa pré-condição básica (povo esclarecido) é que atrasa ou inviabiliza o processo de mudança estrutural no Brasil. No entanto, a realidade desfavorável começa a mudar com o protagonismo da juventude interligada em redes sociais. O processo de idiotização (pela mídia e pelo ensino) é barrado pelo conhecimento adquirido via livre troca de informações nos smartphones.

É graças a essa mudança que a Intervenção Institucional no Brasil é inevitável. As pré-condições históricas estão aí para quem quiser enxergar e entender. O processo está amadurecendo. A onda da Lava Jato ajudou muito. A ditadura do Estado-ladrão está com os dias contados.

As tropas civis, com ajuda das legitimamente armadas, vencerão a guerra. É apenas questão de pouco tempo...    

Saindo da reta


Apelando

Negão da Chatuba apelou a um tradutor lá da Praça Mauá para mandar uma mensagem internacional urgente ao garotão que preside a Coreia do Norte, depois que ele anunciou que seu País tem um míssil capaz de atingir qualquer cidade dos Estados Unidos:

“chin-aehaneun gimjeong-il hanaga balo jasin-ui jeog, beulajilliaui juyo dosiui jungsim-e gugmin hoeuiui geonmul-eseo myeonghwaghan syas-eul jeonsong, da-eum ju suyoil-e mugileul sayonghasigi Brasília”

Tradução Tabajara: “Querido Kim Jong-um, favor usar sua arma, na quarta-feira que vem, mandando um tiro certeiro no prédio do Congresso Nacional, que fica bem no centro da principal cidade de seu inimigo, Brasília”.

Releia o artigo de sábado: A quem interessa a “Intervenção” no RJ?


Parando tudo


Caminhoneiros prometem paralisar o Brasil a partir de terça-feira, 1º de agosto, engrossando o movimento “Fora, Temer” e exigindo Intervenção Constitucional.

Borre-se


Retorno fatal


Roubalheira gigante


Indigesto demais


Colabore com o Alerta Total

Os leitores, amigos e admiradores que quiserem colaborar financeiramente com o Alerta Total poderão fazê-lo de várias formas, com qualquer quantia, e com uma periodicidade compatível com suas possibilidades.

Nos botões do lado direito deste site, temos as seguintes opções:

I) Depósito em Conta Corrente no Banco do Brasil.
Agência 4209-9, C/C: 9042-5, em favor de Jorge Serrão.

II) Depósito em Conta Poupança da Caixa Econômica Federal ou em agências lotéricas: 2995 013 00008261-7, em favor de Jorge Serrão.

OBS) Valores até R$ 9.999,00 não precisam identificar quem faz o depósito; R$ 10 mil ou mais, sim.

III) Depósito no sistema PagSeguro, da UOL, utilizando-se diferentes formas (débito automático ou cartão de crédito).

IV) Depósito no sistema PayPal, para doações feitas no Brasil ou no exterior.

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!


O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Julho de 2017.

Ocaso Fortuito


“País Canalha é o que não paga precatórios”

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

A república dos bostíferos está em seu ocaso. Ocaso sério.

As condições para um desenlace violento estão dadas.

O povo acordou para identificar as verdadeiras prioridades.

Dar dinheiro público para os desfiles das escolas de samba é um escárnio.

Nos hospitais falta tudo.

Não procede o falso argumento de que o carnaval é um evento conhecido mundialmente e atrai turistas que aqui gastam milhões de dólares.

A insegurança pública afasta-los-á cedo ou tarde.

O “ersatz” das forças de seguronça, além de inútil (uma vez tem regras de engajamento dúbias) é desmoralizador para as FFAA.

O estopim pode surgir de um fato banal. Um “emergente” arrogante e corrupto para seu carro de luxo sobre uma faixa de travessia de pedestres que também tem parte da guia rebaixada.

Uma jovem senhora com seu bebê no carrinho, não podendo utilizá-la, tenta descer o meio-fio atrás do obstáculo, mas o bebê cai no chão, esfolando-se um pouco, sem gravidade.

Em prantos, mãe e filho são socorridos por populares. Um deles, indignado, dá um chute na lataria do veículo.

O troglodita desce para agredir o popular mas é linchado por outros pedestres que assistiram a cena.

 Chega uma viatura de polícia para prender os envolvidos.

O povo todo se revolta e batem nos policiais, provocando um quebra-quebra geral no início do dia da fúria.

Nenhuma tropa terá coragem de atirar em gente simples e desarmada, cheia de indignação.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Brasil, a Terra Prometida


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Antônio José Ribas Paiva

A Força do Bem precisa ser proporcional à ofensa do mal, sob pena dele prevalecer.
O povo de Deus atravessou a Ponte de Gabara , combatendo, para chegar à Terra Prometida.

Não basta ser bom, há que defender o Bem e combater o mal. Os combatentes são instrumentos do Criador, na defesa da sua obra.

Estamos no meio da ponte, vislumbramos a terra prometida: ao combate brasileiros!!!

BRASIL! ACIMA DE TUDO!!!


Antônio José Ribas Paiva, Jurista, é Presidente do Nacional Club.

Cadê o povo na luta contra a Corrupção?


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Taboada

Tanto Lula como Temer, Aécio, Renan Calheiros e outros têm estratégia política. O povo naturalmente não tem e nem é culpado disso, enfim, o povo não é uma organização. O povo é o povo. Disperso, desorganizado por natureza. 

Na época do Impeachment da Dilma ninguém se importava muito se o Aécio, o Temer e outros estivessem "juntos" ou nos bastidores lutando contra o PT, enfim o combate à corrupção era considerado fundamental. Dilma caiu, a roubalheira continuou descaradamente e muitos desses, agora, não querem derrubar o corrupto Temer argumentando que Lula está contra o presidente e pode ser beneficiado. Ou seja, o combate à corrupção deixou de ser fundamental. Agora é apenas um detalhe conjuntural. 

Essa postura demonstra uma profunda incoerência de quem falava em mudar o Brasil. Se Sérgio Moro tivesse poder de colocar Temer na cadeia e o fizesse, muitos que hoje o louvam e apoiam ficariam contra ele. Parte do povo age que nem os políticos tradicionais que tanto diz combater. Talvez seja uma cegueira cultural ou quem sabe essa parte da população seja oportunista e no fundo, no fundo tolera a corrupção se achar que ela a favorece! 

Evidentemente que há outros fatores para o povo estar apático e cito alguns: desarticulação, desilusão, inexperiência, cansaço, confusão política causada pela complexidade da situação que confunde até analistas políticos e, claro, a ação das forças políticas envolvidas visando iludir, enganar e até intimidar a população no intuito de se salvarem do terremoto político que ainda sacode o país.

Nós, que buscamos agir por princípios e não conveniências, devemos, tentar esclarecer as pessoas, ter paciência, não agir com ódio, mas com respeito às divergências e se for o caso, lutar contra tudo isso e contra todos e viver e morrer com a consciência tranquila de quem verdadeiramente lutou por um Brasil melhor para nossos descendentes.

Para nós a corrupção não tem ideologia e nem é justificável. Não temos “Partido Político Futebol Clube.” Partidos não são nomes, lideranças ou pessoas. Partidos são ideias e princípios programáticos e nenhum deles diz em seus estatutos que apoia a corrupção. Portanto NÃO À CORRUPÇÃO DE QUEM QUER QUE SEJA!

São muitos os corruptos. Eles estão em todos os lugares. Dos menores aos maiores. Nas ruas, nas instituições, partidos políticos, nas esferas federal, estadual e municipal, mas agora a prioridade é lutar PELA ADMISSIBILIDADE DA DENÚNCIA CONTRA  O PRESIDENTE TEMER! PELO FIM DO SEU GOVERNO! O PRECEDENTE E A SIMBOLOGIA DE TOLERAR SUA PERMANÊNCIA NO MAIS IMPORTANTE CARGO POLÍTICO DO PAÍS, APÓS FLAGRANTE DE ATO DE CORRUPÇÃO ENVOLVENDO PROPINA DE MILHÕES DE REAIS FARTAMENTE COMPROVADO, SERÁ DEVASTADOR PARA NOSSA SOCIEDADE, PARA A LUTA CONTRA A IMPUNIDADE E PARA AS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS.


VAMOS EXIGIR DOS DEPUTADOS POSIÇÃO CONTRA A CORRUPÇÃO E O DESMONTE DO BRASIL! E depois continuar lutando para que velhos e novos corruptos não assumam os destinos do nosso país.

Sérgio Taboada é compositor das músicas "Pronunciamento" e "República de Ladrões" publicadas no Youtube e Facebook. A arte pode ajudar a unir as pessoas e conscientizá-las. Nisso eu acredito!

Segue em frente, Jovem!



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

Desconheço o autor. Vale o registro da visão histórica.
----------------------------------
Segue em frente, jovem! Teu instinto está certo. Vê, porém, onde está a Democracia. Vai e vê com teus próprios olhos. Descobre onde o trabalhador é ou não oprimido. Verifica onde eles podem ou não debater com os patrões, onde os sindicatos protegem ou não seus interesses, onde o operário é ou não submisso, como um boi levado ao matadouro, e se o trabalhador pode ou não levantar altivamente a cabeça para reivindicar.
        
Porém, se a tua idéia é mais produção e menos dignidade humana, se estás pronto para te conformares, se te satisfazes em seguir para onde teus líderes te conduzem, se pretendes abdicar de teus direitos alienáveis de pensar e discordar, vai onde a agonia da privação pesa fortemente sobre homens e mulheres, que derramam lágrimas por seus filhos. Vai ver as aldeias Potenkim, onde a nomenklatura te iludirá com algumas realizações passageiras. Se és favorável a privilégios, vai onde a liberdade e o futuro são apenas para alguns, onde os trabalhadores não têm direitos e o povão não tem voz. 

Integra-te a uma Brigada de Serviços Voluntários e vai a Cuba estudar, colher cana e ser conscientizado na falida doutrina marxista-leninista!

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

sábado, 29 de julho de 2017

A quem interessa a “Intervenção” no RJ?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

O plano de segurança pública para o Rio de Janeiro tem chance de dar certo? Claro que tem! A torcida precisa ser otimista. A análise objetiva, nem tanto. Até porque existem condições sociais e estruturais do Estado que podem causar o fracasso. Primeira: o crime se organizou, alastrou e consolidou em conivência com a classe política e os poderes estatais. Segunda: as pessoas (cidadãos comuns) são passivas. Não promovem uma reação orgânica, declarada e aberta, contra a bandidagem - seja aquela “pé de chinelo” do narcotráfico – que lota cadeias - ou seus parceiros políticos e “investidores” (lavadores de dinheiro da zelite).

Os dois filmes “Tropa de Elite”, do José Padilha, desenham, direitinho ou esquerdinho, como funciona o “mecanismo” do Crime Institucionalizado no Rio de Janeiro. A guerra não-declarada gera medo e tensão social. É chocante a quantidade de vítimas - civis e policiais-militares assassinados pela narcoguerrilha urbana. Também apavora o conflito aberto, por disputa de espaço no mercado, entre facções criminosas que se estruturam como sofisticadas empresas mercantis de drogas, armas e outras atividades ilícitas. E vale repetir e insistir: assusta, mais ainda, a incapacidade das pessoas na reação efetiva contra a bandidagem profissional que tomou de assalto a máquina estatal.

O RJ tem um ex-governador preso por vários crimes ligados à corrupção. Atual bibliotecário na cadeia, Sérgio Cabral Filho, no entanto, é hoje um grande bode expiatório. Outros peixes grandes deveriam estar guardados no mesmo lugar que ele. Mais uma vez, assistimos ao vergonhoso rigor seletivo. Perseguem-se alguns e poupam-se outros delinqüentes da zelite política. Na próxima eleição, alguém parecido assume o Palácio Guanabara... Assim, a máquina criminosa, apesar de exposta, continua atuante. Inclusive, se reinventa para seguir operando nas áreas carentes, na esfera policial, no ambiente prisional e nos poderosos espaços palacianos do Executivo, Legislativo e Judiciário.

O RJ não é a Venezuela – ao menos por enquanto... Lá, a população reage contra a ditadura do crime. O povo enfrenta, abertamente, a tropa miliciana do regime bolivariano de Hugo Chavez - mais vivo que nunca na personalidade ideologicamente doentia de Nicolas Maduro. Lá chega ao ápice a combinação explosiva entre crise econômica e violência descontrolada, sob regime de um Estado-Ladrão descaradamente populista. Os venezuelanos sequer podem pedir socorro às suas forçar armadas para uma legítima intervenção contra o crime...

No Brasil é diferente. Há uns 10 anos, pouco mais ou pouco menos, virou “mania” convocar as Forças Armadas (amadas ou não) para “intervir” no problema estrutural da violência pública no Rio de Janeiro. Já houve várias experiências, desde ações de patrulhamento até ocupações por prazo determinado. Nos grandes eventos esportivos sediados no RJ, houve providenciais tréguas da narcoguerrilha diante da presença de tropas do Exército, Marinha, Aeronáutica e daquela absolutamente inconstitucional “Força Nacional de Segurança”. No entanto, terminadas as competições, a bandidagem pé-de-chinelo volta a agir com toda força, assaltando pessoas, roubando cargas, praticando latrocínios, assassinando policiais, lucrando com atividades relacionadas ao narcotráfico e, também, ajudando a eleger ilustres bandidos que ocupam cargos públicos.

A “intervenção” que Michel Temer promove agora, mobilizando 10.200 militares e afins, atende a algumas “conveniências”. O Presidente quer tirar o foco do noticiário sobre seus problemas políticos. Além disso, também quer mostrar que seu governo consegue fazer “alguma coisa”, neste enxugamento de gelo dos aparelhos repressivos estatais contra uma bandidagem que é parceira dos criminosos que infestam essa mesma máquina estatal. Isto não é um paradoxo. É puro pragmatismo cínico que rende “ibope” no noticiário...

O “plano” também atende aos interesses imediatos das Forças Armadas. A cúpula de generais se divide sobre a possibilidade de uma “intervenção” (constitucional, institucional ou qualquer termo que se empregue). A maioria prefere não ser obrigada a concordar com uma “intervenção”. Mesmo assim, “quando convocadas pelos poderes constituídos”, as Forças Armadas aceitam entrar no jogo de enxuga-gelo. O motivo também é pragmático (sem ser tão cínico). Sem verbas até para fornecer comida diariamente para a tropa e operando em regime de meio-expediente ou folgas intercaladas em dias da semana, Exército, Marinha e Aeronáutica recebem reforços orçamentários para cumprir tais “missões” como as do RJ.    

Agora, na presente “intervenção”, torna-se (no mínimo) interessante ouvir do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, General de Exército Sérgio Ethegoyen, que o Rio de Janeiro será um “laboratório”... A pergunta cabível é: laboratório para quais “experiências”? Sem penetrar no âmago de alguma resposta, no mínimo, além de injetar recursos no cofrinho esvaziado das legiões, a nova “Operação RJ” atende a dois objetivos práticos.

Primeiro, treina as tropas na doutrina da “Garantia da Lei e da Ordem” (a famosa GLO - invocada quando ocorre o esgotamento das forças tradicionais de segurança pública, em graves situações de perturbação da ordem). Segundo, ajuda a reforçar a boa imagem das Forças Armadas perante a opinião pública. Vale destacar que os militares brasileiros são alvos permanentes de uma guerra ideológica que tenta – mas não consegue – destruir sua imagem de instituição permanente garantidora da existência da Nação.

Os inimigos ideológicos das Forças Armadas já estão na torcida para que a atuação deles no violento Rio de Janeiro cometa “abusos contra os direitos humanos”. Os chefões e chefetes do narcotráfico também apostam nesta possibilidade que tem chances enormes de ocorrer – ou ser provocada pela ação teatral da bandidagem combinada com a conivência da maioria da mídia imbecilizada ideologicamente. Todo mundo também sabe – inclusive os Generais que têm o dever de saber de tudo – que a atividade econômica do narcotráfico não é afetada pela mera repressão armada, mas sim pelo corte no consumo (que não perece ser a tendência do momento).

Assim, só nos resta aguardar os novos acontecimentos... Também é fundamental torcer muito para que a repressão no RJ não force uma imigração dos efetivos do narcovarejo de lá para outros estados – o que já vem acontecendo – ou que o enfraquecimento da marginalia carioca-fluminense facilite a invasão territorial (que já ocorre) de facções mais poderosas, como o Primeiro Comando da Capital (o PCC) que já conseguiu a façanha histórica de paralisar São Paulo em 15 de maio de 2006.       

Vale repetir: A guerra civil não declarada no Brasil vai atingir seu ponto eletrizante (e provavelmente, mais violento) com o plano de segurança pública que vai vigorar no Rio de Janeiro. O previsível é que tendem a não dar certo “intervenções pontuais”, sem uma profunda intervenção estrutural na máquina pública que retroalimenta o Crime e na sociedade que sofre, mas também é conivente se beneficia, cinicamente, das diversas organizações criminosas.

Enfim, o “laboratório” volta a funcionar... Aguardemos pelas conseqüências... Boas, nem tanto ou ruins das “experiências”... Enquanto isso, seguimos na folia criminosa no Brasil...

Confissões de Lula

video

Para quem duvida que Lula cometeu crime de lesa-pátria...

Colabore com o Alerta Total

Os leitores, amigos e admiradores que quiserem colaborar financeiramente com o Alerta Total poderão fazê-lo de várias formas, com qualquer quantia, e com uma periodicidade compatível com suas possibilidades.

Nos botões do lado direito deste site, temos as seguintes opções:

I) Depósito em Conta Corrente no Banco do Brasil.
Agência 4209-9, C/C: 9042-5, em favor de Jorge Serrão.

II) Depósito em Conta Poupança da Caixa Econômica Federal ou em agências lotéricas: 2995 013 00008261-7, em favor de Jorge Serrão.

OBS) Valores até R$ 9.999,00 não precisam identificar quem faz o depósito; R$ 10 mil ou mais, sim.

III) Depósito no sistema PagSeguro, da UOL, utilizando-se diferentes formas (débito automático ou cartão de crédito).

IV) Depósito no sistema PayPal, para doações feitas no Brasil ou no exterior.

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!


O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 29 de Julho de 2017.

Mau Profeta na Própria Terra


“País Canalha é o que não paga precatórios”

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

O dilema diante do impasse é alertá-los antes que a batata asse ou continuar menino “bonzinho” assistindo o desastre de mansinho .

O cenário é preto escuro e não amarelo canário como o sorriso de quem nos faz de otário.

Nosso país é diferente de outro mais maduro que hoje vive em briga de foice no escuro.

Lá um tiranete de quinto time, que só tem a escória que o estime, vive num mundo monoproduto. À beira do caos, não há comida nem esperança de vida.

Já a nossa Pindorama vive um falso drama. Setecentos vagabundos nos tratam como defuntos.

Seguros da não reação, em nossas bundas passam a mão.

Mas o fato mais relevante ocorre com dona Onça.

Observa com paciência, delações que estão por vir, que de certo nos mostrarão o quadro completo da corrupção.

Se já tivesse agido, nunca saberíamos a completa felonia dos que vivem na ilha da fantasia.

Mau feitos do efecagácê e de merdandantes mostrar-nos-ão um país que nunca tínhamos visto, antes.

Se após o descortínio a felina nos falhar, então teremos do que nos lamentar. A nação-continente estilhaçada e nós, vítimas da palhaçada.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Palavras enganosas para venezuelizar o Brasil


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Renato Sant’Ana

Será que o governo Temer é tão bom a ponto de o Psol ter de mentir para fazer-lhe oposição? Na propaganda eleitoral gratuita, no rádio (25/07/17), o Psol foi o de sempre. Numa das "inserções", por exemplo, a ex-deputada Luciana Genro - que, para demonstrar a profundidade do seu pensamento, abriu com um originalíssimo "Para começar, fora Temer!" - fez malabarismo retórico para dizer sem dizer que é culpa de Michel Temer haver 14 milhões de brasileiros desempregados. Tudo bem! Ele era o vice de Dilma.

Mas, como bem sabe Luciana Genro, Temer assumiu o governo com o país ladeira abaixo, com mais de 12 milhões de desempregados, inflação disparando, juros estratosféricos e nenhuma previsão de crescimento. E ela sabe mais, o que empurrou o Brasil para o abismo econômico foi existir, com as impressões digitais de Dilma Rousseff, a macabra combinação de absoluta incompetência administrativa com roubalheira descontrolada.

Estarei defendendo Michel Temer? Não! Só alguém com deficiência cognitiva tiraria semelhante conclusão: repelir uma acusação falsa não implica ignorar os erros do presidente. Ademais, basta ter juízo – não sei se alguém do Psol tem - para enxergar a realidade. Fato é que, apesar de estar enrolado com a polícia, o governo Temer começou a recuperar a economia. Inclusive, embora lentamente, o desemprego vem caindo. Sim, é um governante menor do que o seu governo: a equipe do suspeitíssimo Michel Temer conseguiu melhorias palpáveis na economia, desfazendo pouco a pouco o desastre deixado por Dilma.

Mas o Psol não terá nada de base conceitual a discutir? Nenhuma ideia? Não conseguirá ir além daquela arenga de grêmio estudantil, atacando as reformas que, há não muito tempo, até as esquerdas pediam?

Não. O Psol jamais fará uma oposição racional. E se o governo é ou não acossado por denúncias não muda nada em sua agenda. Porque o objetivo do Psol é o caos social e político, reduzir tudo a ruínas para, num final imaginado por ele, implantar a sua ditadura do proletariado. Sim, o Psol, que é só um PT sem grife, quer venezuelizar o Brasil.


Renato Sant'Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito.

Os dias eram assim: O Marxismo na América Latina


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

Os Dias eram Assim... Michael Lowy é um autor que dispensa apresentações.  Seus inúmeros livros e artigos publicados no Brasil o tornaram conhecido como um dos maiores estudiosos do marxismo em nossos dias. Nessa antologia o autor desenvolve um estudo amplo do pensamento marxista na América Latina, desde a primeira etapa do século XX até os nossos dias. Dado o pluralismo e a riqueza dos textos, assim como a excelente introdução que lhes serve de preâmbulo, esta antologia é, não só um instrumento de trabalho precioso para todos os estudiosos do assunto, como também a prova viva da “permanência da utopia revolucionária de inspiração marxista na América Latina, que torna, pelo menos prematura, as tentativas de declarar como terminado o grande capítulo histórico iniciado com a Revolução Cubana”. 
--------------------------

A revolução, já em andamento e alguns países, é uma exigência imediata em outros e uma perspectiva futura para o resto, e tem um definido caráter antiimperialista e acordo com os seus objetivos antioligárquicos.
    
O primeiro objetivo da revolução popular no continente é a tomada do Poder, mediante a destruição do aparelho burocrático-militar do Estado e sua substituição pelo povo armado para mudar o regime social e econômico existente; esse objetivo só pode ser alcançado pela luta armada.
    
O desenvolvimento e a organização da luta dependem da justa seleção do cenário onde ela deve ser realizada e do meio organizacional mais idôneo.
    
Os ensinamentos da Revolução Cubana, as experiências acumuladas pelo movimento revolucionário nos últimos anos, no mundo, e a presença na Bolívia, na Venezuela, na Colômbia, e na Guatemala de um crescente movimento revolucionário armado, demonstram que a guerra de guerrilhas, como genuína expressão da luta armada popular, é o método mais eficaz e a forma mais adequada para efetuar e desenvolver a guerra revolucionária na maioria dos nossos países e conseqüentemente em escala continental.
    
Nesta situação particular, a unidade dos povos, a identidade de objetivos, a unificação de critérios e a disposição conjunta de lutar são os elementos que caracterizam a estratégia comum eu deve se contrapor, em caráter continental, à desenvolvida pelo imperialismo.
    
Esta estratégia requer uma nítida e clara expressão de solidariedade, cujo caráter mais efetivo é a própria luta revolucionária cuja extensão é o continente e cujos destacamentos de vanguarda são a guerrilha e os exércitos de libertação.
    
Nós, representantes dos povos de nossa América, conscientes das condições existentes no continente, sabedores da existência de uma estratégia comum contra-revolucionária, dirigida pelo imperialismo ianque,
     
Proclamamos:
    
1. Que constitui um direito e um dever dos povos da América Latina fazer a revolução.
    
2. Que a revolução na América Latina tem suas mais profundas históricas no movimento de libertação contra o colonialismo europeu neste século. A epopéia dos povos da América e as grandes batalhas de classe contra o imperialismo, realizadas por nossos povos em décadas anteriores constituem a fonte de inspiração histórica do movimento revolucionário latino-americano.
    
3. Que o conteúdo essencial da revolução na América Latina está dado por seu enfrentamento ao imperialismo e às oligarquias de burgueses e latifundiários. Conseqüentemente, o caráter da revolução é o da luta pela independência nacional, a emancipação das oligarquias e o caminho socialista para o seu pleno desenvolvimento econômico e social.
    
4. Que os princípios do marxismo-leninismo orientam o movimento revolucionário da América Latina.
    
5. Que a luta revolucionária armada constitui a linha fundamental da revolução na América Latina.
    
6. Que todas as demais formas de luta devem servir e não atrasar o desenvolvimento da linha fundamental, que éa luta armada.
    
7. Que para a maioria dos países do continente o problema de iniciar, desenvolver e fazer culminar a luta armada constitui hoje  tarefa imediata e fundamental do movimento revolucionário.
    
8. Que aos países aos quais esta tarefa não tiver sido proposta de modo imediato, devem considerá-la de todas as formas como uma perspectiva inevitável no desenvolvimento da luta revolucionaria em seu país.
     
9. Que aos povos de cada país e às suas vanguardas revolucionárias corresponderá a necessidade histórica de estimular a revolução em cada um deles.
    
10. Que a guerrilha – como embrião dos exércitos de libertação – constitui o método mais eficaz para iniciar e desenvolver a luta revolucionária na maioria dos nossos países.
    
11. Que a direção da revolução exige, como princípio organizativo, a existência do comando unificado político e militar, como garantia para o seu êxito.
    
12. Que a solidariedade mais efetiva dos movimentos revolucionários entre si é constituída pelo desenvolvimento e pela culminação da própria luta no seio de cada país.
    
13. Que a solidariedade com Cuba e e a colaboração e a cooperação com o movimento revolucionário em armas constituem um dever iniludível de tipo internacional de todas as Organizações antiimperialistas dôo continente.
    
14. Que a Revolução Cubana como símbolo do triunfo do movimento revolucionário armado, constitui a vanguarda do movimento antiimperialista latino-americano. Os povos que realizam a luta armada, na medida em que avançam por esse caminho, situam-se também na vanguarda.
    
15. Que os povos diretamente colonizados pelas metrópoles européias, ou sujeitos pela dominação direta aos EUA, em seu caminho para a libertação têm, como objetivo imediato e  fundamental, a lua pela independência e a vinculação à luta geral do continente como única forma de evitar ser absorvidos pelo neocolonialismo americano.
    
16. Que a Segunda Declaração de Havana, resumindo a bela e gloriosa tradição revolucionária dos últimos 150 anos da história da América constitui um documento programático da Revolução Latino-Americana, que os povos deste continente confirmaram, aprofundaram, enriqueceram e radicalizaram nestes últimos cinco anos.
    
17. Que os povos da América Latina não têm antagonismo com nenhum outro povo do mundo e estendem sua mão fraterna ao próprio povo dos EUA, exortando-o a lutar contra a política repressiva dos monopólios imperialistas.
    
18. Que a luta na América Latina fortalece seus vínculos de solidariedade com os povos da África, Ásia, e países socialistas, assim como com os trabalhadores dos países capitalistas, especialmente com a população negra dos EUA, que sofre, ao mesmo tempo, exploração de classe, miséria, desemprego, discriminação racial, e a negação dos mais elementares direitos humanos, e constitui uma importante força a considerar no contexto da luta revolucionária.
    
19. Que a lua histórica do povo do Vietnã presta a todos os povos revolucionários que combatem o imperialismo, uma inestimável ajuda, constituindo um exemplo inspirador para os povos da América Latina.
    
20. Que aprovamos o Estatuto e criamos o Comitê Permanente, com sede em Havana, da Organização Latino-Americana de Solidariedade que constitui a genuína representação dos povos da América Latina.
    
Nós, revolucionários da nossa America, da América do Sul do rio Bravo, sucessores dos homens que nos deram a primeira independência, armados de férrea vontade de lutar e de uma orientação revolucionária científica, e sem outra coisa a perder exceto os grilhões que nos oprimem.
     
Afirmamos:
    
Que nossa luta constitui um aporte decisivo à luta histórica da humanidade pa se livrar da exploração e da escravidão.
    
O dever de todo revolucionário é fazer a revolução.

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.