sexta-feira, 28 de julho de 2017

Quanto você paga para Temer não cair?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Os governos nas esferas federal, estadual e municipal sempre metem a tesoura em investimentos importantes, mas nunca cortam a arrecadação e nem eliminam gastos abusivos, desnecessários ou irrelevantes. Infelizmente, ainda é baixo o poder de reação da população para impedir que o Estado-Ladrão (na União, estados e municípios) siga fazendo o que bem desejam seus governantes.

Curioso é que os ocupantes eventuais do poder são colocados lá pelo voto popular – o que transfere ou, no mínimo, divida a culpa pelas coisas erradas com o eleitorado que escolhe muito mal seus “representantes”. O Brasileiro não reage por que não pode, por que não quer ou por que é otário? Pouco importa a resposta... Lamentável é a passividade com que a população aceita aumentos de impostos...

A equipe econômica de Michel Temer, liderada por Henrique Meirelles (aquele que até outro dia trabalhava como presidente da holding dos delatores premiadíssimos Joesley e Wesley), tem uma obsessão mórbida por subir impostos. Aliás, quanto imposto Meirelles deve ter pago pelos R$ 217 milhões que ele recebeu por consultorias que deu, entre 2015 e 2016. O poderoso ministro nega qualquer irregularidades nos pagamentos pelos serviços relevantes que prestou a clientes de fino trato...

Duro é constatar que o governo estuda a elevação da contribuição previdenciária dos sevidores federais de 11% para 14%, o aumento de outros impostos - além do PIS/Cofins sobre combustíveis (feito de maneira inconstitucional). O martelo será batido em agosto. Tudo dependerá da proposta orçamentária de 2018 que será enviada ao Congresso. O craque Romero Jucá cuidará das negociações políticas e técnicas.,,

Os gestores temerários fingem que estudam mais cortes de “gastos” (que eles confundem com investimentos). Também armam o golpe da ampliação do déficit primário de 2017, cuja meta é um rombo de R$ 139 bilhões. O governo conta com um ovo na barriga da galinha. Espera arrecadar uns R$ 25 bilhões com o programa de concessões e privatizações tocado pela dupla Moreira Franco e Eliseu Padilha.

O valor, no entanto, ainda é incerto. O que a turma de Temer dá como certo é o montante de R$ 2 bilhões em precatórios (recursos de ações perdidas pelo governo na Justiça que não foram recebidos pelos autores), além de outros R$ 3 bilhões com o programa de repatriação de recursos. Se a grana não for suficiente (certamente não será), tudo se resolverá, de forma “criativa”, aumentando os já altos impostos.

Michel Temer, que tem chances de entrar para a História como o “Presidente Impostor”, não cairá, apesar de novas denúncias que vêm por aí contra ele e seus ministros. Quarta-feira que vem, a base amestrada na Câmara dos Deputados mostrará como funciona o regime do “é dando que se recebe”. Os parlamentares beneficiados por cargos ou pela liberação temerária de emendas garantirão votos para impedir que Temer seja processado pela Procuradoria-Geral da República no Supremo Tribunal Federal.

Mais previsível que isso é o aumento de imposto que a gente vai pagar...

Direito e Justiça em Foco


O Desembargador Laercio Laurelli recebe, domingo que vem, Mauro Otávio Nacif que falará sobre a busca da verdade real nos processos em geral.

Rejeitadíssimo


Nem adianta reclamar


Preso importantíssimo


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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 28 de Julho de 2017.

Boring By Sea

"A homage to the band's love-hate relationship with Brighton"


“País Canalha é o que não paga precatórios”

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

O chato à beira-mar!

Uma homenagem do general da banda ao sentimento de amor e ódio em relação ao balneário decadente, hoje zona liberada.

No local original, houve um atentado a uma senhora conhecida como a Dama de Ferro. Salvou-se por causa da obsoleta arquitetura do edifício que só tinha banheiros no fim do corredor.

O nosso caso, o povo, após levar um pezão na retaguarda, aguarda da felina as providências necessárias mas amargas.

O desenlace será por ira popular. O momento, a manobra interessa aos traidores, que matam dois coelhos com a mesma cajadada.

Desprestigiam as FFAA assinando-lhes funções que não são de sua competência e as desmoralizam com regras de engajamento impossíveis de serem cumpridas.

Acho que não dará tempo. A prestimosa dona Onça negar-se-á à solução meia-sola.

Se decidir entrar na dança, acabará com a do crime, poupança.

Para lancetar o tumor com pús, nada melhor que tirinhos de obús.

De nada adiantará clamar aos urubus. Já terão tomado nas respectivas rimas.

Que o “flash mob” não tarde e seja feito sem alarde.

Já é muito prum pobre vate, comentar cada novo disparate.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

O Aprendizado da Matemática na berlinda


A Matemática é mais fácil do que parece

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por João Vinhosa

Há dias, o Alerta Total tem informado que o Clube Militar está incentivando a produção de artigos a respeito da problemática da Educação no país.
Em atenção a referido chamamento, resolvi escrever este artigo sobre a Matemática Básica – área onde, com certeza, foi chocado o ovo da serpente que ocasionou o “Analfabetismo Matemático” com o qual convivemos.
Mais especificamente, trarei à discussão aspectos polêmicos relativos ao ensino da Matemática Básica para as pessoas que não aprenderam a matéria à época em que a mesma lhes foi ensinada na escola.

Antes de tudo, é preciso atentar para a grande diferença existente entre ensinar Matemática a uma pessoa que domina os pré-requisitos do assunto em questão e ensinar Matemática a uma pessoa que não está familiarizada com as ferramentas necessárias ao entendimento do assunto a ser estudado.
Nesta oportunidade, serão trazidos à discussão os aspectos enumerados a seguir, relativos à facilitação do aprendizado de Matemática por alunos que não dominam os pré-requisitos indispensáveis ao assunto que se pretende estudar. 

1 – O trauma matemático

O “Trauma da Matemática” – dano emocional ocasionado pela suposta incapacidade de aprender a matéria – é um mal que provoca o bloqueio mental e impede o aprendizado da disciplina.

Normalmente, tal trauma começa a se manifestar nos primeiros anos de estudo da Matemática. E, à medida que ele vai se agravando, a criança passa a não mais prestar atenção na aula, e a ter medo de encarar os desafios necessários ao desenvolvimento da disciplina. Para piorar a situação, quanto mais a criança se esforça, mais ela fica convencida de sua deficiência, criando, assim, uma intransponível barreira ao entendimento da matéria.

Diante dessas circunstâncias, a primeira providência a ser tomada pelo professor é convencer o aluno de que ele é capaz.

O convencimento de que é capaz é um passo absolutamente indispensável para o aluno ficar motivado. E a motivação traz o sucesso, que, por sua vez, provoca mais motivação, e, em consequência, mais sucesso, formando assim um autêntico círculo virtuoso que aniquila o “Trauma da Matemática”.

Para convencer um aluno traumatizado de que ele é capaz de entender a Matemática, é necessário que o professor se coloque ao nível do aluno e venha raciocinando junto com ele até que ele compreenda a resolução de um problema que considerava complicado.

2 – A interligação entre os assuntos

É impossível uma pessoa entender determinada parte da Matemática sem dominar os pré-requisitos necessários a tal entendimento. Isto, porque partes da Matemática são interligadas de tal forma que, para o entendimento de uma delas, é indispensável o conhecimento antecipado de outras partes a ela interligadas. Exemplo: é impossível uma pessoa entender equação de segundo grau sem entender sistema de equações, raiz quadrada e potências.

Além disso, a interligação também existe entre os diversos níveis de uma mesma parte da matéria. Portanto, é necessário que um determinado assunto seja gradativamente estudado a partir de seus conceitos mais elementares. Afinal, como um aluno poderá entender que “dois terços é maior que cinco nonos”, se ele não dominar os conceitos fundamentais de frações ordinárias?

Interligações como as acima citadas permitem concluir que, se um elo da corrente estiver danificado, todo o raciocínio ficará arruinado. E, por causa dessas interligações, à medida que o tempo passa, o aluno despreparado se torna ainda mais traumatizado com a matéria, criando um abismo cada vez mais difícil de ser transposto.

3 – A troca de ordem de apresentação

Considerando que um aluno despreparado é, naturalmente, impaciente, é de todo necessário que sua atenção seja atraída logo nos primeiros minutos. Portanto, é indispensável que ele seja colocado para pensar. E, para isso, muitas vezes, é preciso trocar a ordem de apresentação da matéria.

A troca da ordem foi o que possibilitou levar, em menos de quinze minutos, uma pessoa que domina apenas as quatro operações a entender perfeitamente a solução do seguinte problema: “Calcular dois números que somados dão 50, sabendo que o triplo do primeiro número menos o segundo número dá para resultado 10”. Para que se constate o afirmado, basta assistir ao vídeo “A Matemática é muito mais fácil que parece!”, cujo link se encontra ao final.

4 – O desprezo pela tabuada

Correndo o risco de ser qualificado de “professor jurássico”, afirmo ser indispensável que o aluno tenha um mínimo de familiaridade com as operações aritméticas elementares. E, para isso, desconheço melhor remédio que a, hoje, tão ridicularizada Tabuada.

Considerando que nossos jovens memorizam os mais variados ícones do mundo virtual, é certo que eles não teriam a inteligência poluída por saberem “de cara” que “seis vezes cinco é igual a trinta”.

Se alguém conhecer outra maneira mais eficiente para adquirir familiaridade com as operações aritméticas elementares, espero que coloque tal maneira em confronto com a velha e boa Tabuada.

Uma palavra final: Para reforçar ainda mais a afirmativa que o aprendizado de Matemática Básica pode ser, em muito, facilitado, basta assistir aos três pequenos vídeos cujos links se encontram ao final. Eles tratam de Frações Ordinárias – assunto que, apesar de ser dado para crianças de dez anos, faz falta a muitos alunos do Ensino Médio.

FRAÇÕES ORDINÁRIAS: APRENDA E ENSINE! Parte 1 https://www.youtube.com/watch?v=bFt-2fYU1OM 

FRAÇÕES ORDINÁRIAS: APRENDA E ENSINE! Parte 2 https://www.youtube.com/watch?v=Kz6kcyHYOvE&t=52s 

FRAÇÕES ORDINÁRIAS: APRENDA E ENSINE! Parte 3 https://www.youtube.com/watch?v=od4CQCe3vQk


João Vinhosa é Professor e Engenheiro.

Vinte e quatro anos na esquerda


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

O texto abaixo foi escrito por Jarbas Passarinho (foi ministro de Estado, governador e senador) e publicado no Correio Braziliense em 12 de setembro de 2006

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Alain, grande entre os grandes pensadores franceses, dizia, ainda nos alvores do século 20, que se alguém lhe afirmasse que esquerda e direita eram nomes anacrônicos que não mais se diferenciavam ideologicamente, ele tinha certeza de que esse alguém era de direita.

Em 1982, as esquerdas venceram as eleições em nove dos 10 mais importantes estados da Federação. Ficaram com cerca de 80% do PIB nacional. Em 1985, março, as esquerdas dominavam o PMDB e eram o Richelieu do presidente Sarney. A economia, que receberam, era a 8ª do mundo. A anistia fora votada, mas foi unilateral porque as esquerdas eram revanchistas. Devastadores foram os dois choques do petróleo. A inflação, que no governo Médici foi de 14%, chegou a 220% ao ano. Mas na chamada República Nova passou de 12 mil por cento ao ano.

O Plano Cruzado fracassou e o governo escondeu o fracasso até as eleições (estelionato eleitoral), nas quais as esquerdas elegeram quase todos os governadores. Editado o 2º Plano Cruzado, Collor venceu Lula, anunciando que “a direita ficaria indignada e a esquerda perplexa”, sugerindo fazer governo de esquerda. Durou pouco. Itamar assumiu. Vinha de simpatizante da esquerda. Condecorou o MST e o chefe do PC do B com a Grande Medalha da Inconfidência. A esquerda, com ampla maioria na Constituinte, escreveu uma Constituição xenófoba e estatizante, que já tem 50 emendas, inclusive do governo atual.

Fernando Henrique, que fizera agitação nas portas das fábricas ao lado de “Lula, o metalúrgico”, no período do ciclo militar, de líder do PMDB no Senado passou a líder do PSDB, partido semelhante ao russo de 1898, social democrata, de Lênin, antes de bolchevique. Lula fundava o PT, a facção mais radical da esquerda, confirmando a tradição da inevitável divisão das esquerdas. Nas eleições de 1994, Fernando Henrique venceu o antigo companheiro, que reclamava para o PT a bandeira da ética política, e poucos anos antes participara do Fórum de São Paulo, iniciativa do Partido Comunista Cubano, com preeminentes líderes da esquerda armada mundial disposta “a fazer dar certo o que fracassara no comunismo do Leste Europeu”.

Fernando Henrique, na Presidência da República, aprovou a reelegibilidade, acusado pelo PT de haver comprado votos de deputados. Sempre se definindo como homem de esquerda, venceu de novo Lula. No 2º mandato enfrentou as crises econômicas do México e da Rússia, as reservas do BC viraram pó, fez privatizações, o crescimento do PIB foi mínimo, sua política cambial um desastre e seu prestígio, em declínio com o “apagão” e a desvalorização do real.

O PT pedia, nas ruas, em passeatas, o impeachment, bradando “Fora FHC”. Afastou a farda dos ministérios e do Gabinete Militar, que mudou de nome. Ao revés, premiou os esquerdistas, da luta armada ou não, com indenizações por vezes milionárias e salários mensais altos e livres do Imposto de Renda. Não os conquistou. Votaram contra seu candidato à sua sucessão, gerando um slogan: “Assim como Kerenski deu — sem querer — o poder a Lênin, FHC o deu a Lula”, beneficiado da impopularidade do governo. Agora, algo tardiamente, escreve carta aberta a Lula, a quem acusa de “faltar condição moral para governar”.

Reconhece a verdade. Em quatro anos de governo do fundador do PT, qual o saldo da esquerda? Moralidade, zero, com o mensalão mostrando que a ética do governo petista merece, na linguagem de uma cantora, que veio do PT, ser comparado a “São Jorge na parede da casa de tolerância”. Que é feito do Fome Zero que o projetou no mundo como o salvador dos pobres? Nos transportes não construiu uma só estrada. Nas vésperas das eleições mandou tapar-lhes os buracos que as faziam imprestáveis. Em cada buraco um comício comemorativo. À concessão da Bolsa Escola, auxílio à alimentação e vale gás, da política assistencialista tucana, chamou de “esmolas quando deveria dar empregos ao povo”.

Era a esquerda que se dizia diferente e pura a atacar, inclemente, a outra esquerda apelidada de neoliberal. Sagaz, aproveitou as “esmolas”, deu-lhes o nome de Bolsa Família e aumentou o valor mensal. Os empregos, em que via a solução correta, na campanha prometeu criar 10 milhões deles. Não satisfez nem aos quatro milhões de jovens que chegaram aos 18 anos e procuraram empregos entre 2003 e 2006.

Elevou os juros às taxas mais altas do mundo. Estagnou, em conseqüência, o crescimento do país e aumentou a dívida pública a mais de R$ 1 trilhão. O ex-presidente do Bank Boston, neste ano eleitoral, baixou os juros e garantiu os superávits primários para alegria do FMI, de que Lula se livrou para calar os que demonizavam o Fundo. Ideologicamente é desprezado devido a sua metamorfose. Fundadores do PT, decepcionados, dizem-no “o Adhemar de Barros do momento”.

Ou seja: rouba mas faz. Faz o quê? A CNI, que não lhe é adversa, publicou a Visão da Indústria, em que registra: “Nos últimos 10 anos, o Brasil cresceu sistematicamente abaixo da média mundial. Mantida a média de crescimento da renda per capita de 0,7% ao ano, da última década, o Brasil levará 100 anos para dobrar sua renda, ou seja, um século para atingir a atual renda per capita de Portugal”.

Assim a esquerda governa o Brasil, desde o mandarinato do PMDB, faz 24 anos, metade dos quais na Presidência da República. E assim parece querer nosso povo, por mais quatro anos.

Lembrete novamente: o artigo foi escrito em 2006...

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Temer = Mengão? Ofensivo, mas não convence?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

O futebol brasileiro imita a politicagem? Ou vice-versa? Na dúvida, vale um ensaio técnico... Por exemplo: o Flamengo é comparável ao governo Michel Temer. Joga na ofensiva, porém não convence quando vence. Expõe-se demais ao adversário. Sofre muito gol no contrataque. Tem um elenco muito caro, porém ainda não joga como uma equipe eficiente. Sua diretoria adora negócios milionários – tipo a privataria peemedebista. Mengão tem uma imensa torcida a favor. O Presidente, uma gigantesca contra ele. O consolo temerário é que, em casa, dizem que a Marcela bate um bolão...

Quem odiou a comparação com o Flamengo, fica calmo. Michel Temer também pode ser comparável ao time pelo qual torce, de modo até envergonhado: o São Paulo Futebol Clube, que luta para não cair... Aliás, Temer não cultiva o gosto por polêmicas futebolíscas. Porém, para vencer de goleada contra a acusação da Procuradoria-Geral da República, o Presidente é obrigado a jogar pra galera de uma Câmara que tem 78 deputados torcedores confessos do Flamengo, 33 corinthianos e por aí vai...

O “dando-que-se-recebe” para não tomar bola nas costas será testado quarta-feira da semana que vem... A galera, em peso, deseja que Temer se ferre... No entanto, o resultado deve ser outro. Se depender da vontade da maioria corrupta ou clientelista do parlamento brasileiro (que é para lamentar), o Presidente continua no cargo. Temer é parecido com aquele treinador “prestigiado” pela diretoria do Clube. A diferença é que ele não deve ser mandado embora, apesar de tantas derrotas contra o povo brasileiro.

Quem adora metáforas é Luiz Inácio Lula da Silva. O ilustre torcedor só vive um momento diverso de seu principal time de coração: o Corinthians (embora o volúvel Lula também torça pelo Vasco da Gama). O Timão lidera facilmente o campeonato brasileiro porque joga magistralmente na defesa, raramente toma gol e demonstra ser fatal nos contrataques. Já Lula não tem a mesma eficiência corinthiana. O ex-Presidente abusa na ofensiva, se defende muito mal e só sabe reclamar do juiz. Lula só se torna comparável a Temer porque ambos apostam que, no final do jogo-jogado, acabarão vencedores no “tapetão” (o judiciário do mundo ludopédico).

Coisas do País do Futebol... Aliás, este esporte – que eletriza a torcida mundial – é um dos campeões em lavagem transnacional de dinheiro. As milionárias compras e vendas de jogadores e as negociatas envolvendo a realização de grandes competições internacionais são marcadas por denúncias refinadas de corrupção. Vide o escândalo da FIFA (a entidade-empresa máxima que comanda os negócios e as negociatas futebolísticas no Planeta da Bola).

O brasileiro ainda não cansou de perder de goleada para o time do Estado-Ladrão. Quando isto acontecer, estaremos com as pré-condições amadurecidas para a inédita Intervenção Institucional que promoverá mudanças estruturais no País que tem tudo para parecer um Real Madrid ou um Barcelona, porém ainda lembra um ficcional Tabaraja Futebol Clube ou, pior ainda, um Íbis Sport Club – que é conhecido, folcloricamente, como “o pior time do mundo”.     

Continuemos na torcida para o Brasil virar o jogo... A torcida contra ainda é muito grande,,,

Cobra na cadeia

A 42ª fase da Operação Lava Jato bota na cadeia Aldemir Bendine.

A delação premiada da Odebrecht revelou pagamento de R$ 3 milhões em propinas ex-poderoso presidente do Banco do Brasil e da Petrobras.

“Cobra” era o codinome do Bendine nas planilhas da empreiteira...

É mais um susto no coração de Luiz Inácio Lula da Silva – que insiste para sentar frente a frente com o juiz Sérgio Moro, no dia 13 de setembro...

Encaixado


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A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 27 de Julho de 2017.

T’ MERDE!


“País Canalha é o que não paga precatórios”

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

É uma praxe teatral desejar a palavra de Cambronne aos atores prestes a entrar em cena.

No circo planaltino, será dita aos autores da herança maldita. Ao entrar em cana ouvirão: “Por aqui seu merda!”.

Não há mais parábolas nem inspiração que nos acudam para satirizar o momento-excremento que vivemos.

Ou nos tornamos repetitivos ou pífios.

Temos que cortar o mal pela raiz. Não basta a prisão do ogro ou da mera atriz.

A fubecada ”master” tem que ser dada no judas ciário e nos torquemadas da vida.

Rigor seletivo e blindagem pra poupar a fina flor da bandidagem?

A retórica não elimina a má intenção.

Nem a náusea é escusa pra situação confusa.

Bundas moles nunca antes vistos na história deste país, tentarão um “acordão”.

Tarde demais; o povo já acordou!

Apesar da imprensa (que seu espírito embota) não engole mais a lorota do janota.

Os herdeiros de Floriano, comer-lhe-ão o â... (vocês sabem).

Serafins, querubins e ofanins, em vão tentarão salvar que tem sorriso alvar.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

O Sistema de Educação e muito mais


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Gilberto Pimentel

Estaremos encerrando o debate sobre os “Desafios e Perspectivas da Educação Diante da Realidade Brasileira”. Para coroar o evento, acontecerá um painel sobre o “Sistema de Educação nas Forças Armadas”. Vamos contar com a participação das principais autoridades responsáveis pela atividade nas suas respectivas Forças e os que nos derem a honra de comparecer poderão verificar a qualidade desse ensino e as diferenças quanto aos resultados quando há de fato priorização e a execução de uma política competente, objetiva e permanente, independente da restrição dos recursos orçamentários.

A abordagem do tema vem ao encontro da tradicional política do Clube Militar, desde suas origens, de se envolver, ativamente, na busca de soluções para problemas nacionais que afligem a vida da Nação.

Vários educadores acorreram ao nosso chamado desde o lançamento do debate e suas preciosas colaborações estão à disposição de todos no portal do Clube. Embora modesta, esperamos ter contribuído no sentido de alertar nossos dirigentes, em geral, tão descuidados do problema, possivelmente dentre os mais graves que nos afligem e provocadores de grande parte das nossas mazelas.

Não poderíamos deixar passar a ocasião para afirmar que nem tudo de mal que se atribui à deficiência do sistema de ensino nacional, ao menos na nossa modesta opinião, é disso decorrente. Acho que enfrentamos, hoje, problemas tão ou mais graves, como a crise de valores, que têm sua origem, também, em outros fatores, talvez até mais importantes.

Digo isso com a experiência de quem viveu dois anos num país muito mais pobre do que o Brasil, cheio de problemas sociais, recentemente envolvido em conflito fronteiriço, com muito baixo índice educacional, mas onde duvido, um político que seja apenas suspeito da prática de ilegalidade no exercício da função pública tenha sobrevida. Seu destino é o “juízo político” e o ostracismo e/ou cadeia. Por isso clamará indignada a sociedade.

Uma sociedade que, garanto, jamais aceitaria se abastecer numa feira de produtos roubados como as que proliferam por aqui. Lá a educação familiar ainda funciona, gente!!!

Que não teria paz enquanto não visse atrás das grades um bandido que ferisse um policial.

Uma sociedade que ainda hasteia a bandeira nacional nas suas casas nos dias de comemorações cívicas.

Um país que, para vergonha nossa, foi citado nesses dias como opção de migração para os aposentados brasileiros que percebam valor mínimo estipulado por lei, pois lá o estado, com esses recursos lhes assegura vida digna, moradia e assistência de saúde.

Enquanto isso, nosso estado, desgovernado, nem o compromisso com o funcionalismo ativo cumpre.

E calados vemos se aproximar o pleito de 2018 para consagrar uma vez mais a vitória do crime e da corrupção oficial.


Gilberto Pimentel, General, é Presidente do Clube Militar.

O Esquerdismo Nem-Nem


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Alves de Oliveira

Até que ponto o crescimento das ideologias de esquerda, tanto no mundo, quanto no Brasil, nas suas mais variadas versões (na régua ideológica : “ultraesquerda”, ”esquerda” e ”centro-esquerda), e do surgimento da “ideologia”  da juventude NEM-NEM  (jovens que não estudam nem trabalham), estariam relacionados entre si?  Até  que ponto as “invasões” migratórias dos países  ricos por populações mais pobres de outros países estariam acontecendo por iniciativa e coordenação das esquerdas? 

A matéria é delicada e as fontes de pesquisa raras . Para que melhor se compreenda o raciocínio, o fenômeno mundial das migrações externas  em massa de gente de diversas nacionalidades ,com destino a países mais ricos , integrará a discussão. Onde essa situação mais se acentuou foi na  migração   de expresivos contingentes populacionais do mundo islâmico, tanto para os países mais desenvolvidos  da Europa, quanto para os Estados Unidos.

Nesse exato sentido, o Presidente Donald Trump  está encontrando muita dificuldade para restringir e regulamentar  tais migrações , que considera prejudiciais ao povo do país que governa, devido à já parcial “esquerdização” e “islamização” desse país, incrementadas  fortemente nos Governos  do seu antecessor  Barack Obama, que “aparelhou” as instituições públicas americanas nessa direção, com muita “dedicação”.                                                                                                                                             
Quanto aos recentes acontecimentos na  Europa, a imprensa nem tem mais espaço para noticiar todos os horrores que diariamente estão acontecendo, especialmente na Alemanha e França, onde os islâmicos praticamente já “tomaram conta” ,agindo como se donos fossem desses países. Mas o pior de tudo é que essas práticas estão sendo incentivadas e mesmo patrocinadas pelo esquerdismo escancarado  que foi implementado   tanto na UNIÃO EUROPÉIA, quanto na ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS-ONU. Por isso deve-se compreender perfeitamente as razões da  saída do Reino Unido (Brexit) da União Europeia, que tomou essa medida para evitar sua  própria “contaminação” do terrorismo  que já assolou seus parceiros da UE.

Não há como fugir da conclusão que o “DNA” que move o esquerdismo  dentro dos países se identifica com o “DNA” que regula as migrações  tanto internas quanto  externas, invariavelmente de populações de regiões ou  países menos desenvolvidos para  regiões ou países mais desenvolvidos.  Dito fenômeno marca presença especial  em alguns países , fortemente no Brasil, onde as migrações internas também têm como principal característica  o abandono de regiões mais pobres em busca de regiões mais ricas e desenvolvidas. No Brasil esse fenômeno corre “frouxo”, e jamais funcionaria com tanta velocidade  sem o patrocínio e  incentivo  dos governos.

Dessa política absurda emerge que o “assalto” migratório ilimitado de regiões mais pobres sobre regiões e cidades mais ricas ,paulatinamente está invertendo o comando dessas cidades, onde os seus naturais, que construíram toda a riqueza existente , são forçados a ceder  seus direitos  para esses “alienígenas” invasores.  São Paulo é quem mais sofre com essa situação. Não  é mais o paulista quem manda em S.Paulo, porém “outros”, que inclusive são decisivos nas escolhas dos políticos eleitos. Isso seria sinal de “liberdade” ou “esculhambação” mesmo ? Estaria se respeitando os direitos dos “locais”?

A “casa-da-mão-Joana” é conhecida como aquela onde todos mandam, sem qualquer organização ,  onde cada um faz o que bem entende. Está sempre aberta para qualquer um entrar. Ninguém, por livre consentimento , admitiria  morar numa casa desse tipo. Ora, é evidente que a cidade ,o estado e o próprio país são extensões do próprio lar. Por consequência essas unidades político-administrativas também não poderiam ser transformados em  “casas-da-mãe-Joana”, como foram e continuam sendo. Mas infelizmente no mundo e particularmente no Brasil a política é essa. Portanto os próprios países, sob patrocínio da ONU, foram  transformados em típicas  “casas-da-mãe-Joana”.

O mesmo acontece internamente no Brasil , com as  suas cidades,  regiões e  estados não possuindo  quaisquer  poderes  para legislar sobre os seus próprios interesses, inclusive sobre migração. Por aí se vê a grande mentira que é a propalada autonomia constitucional  dos Estados e Municípios na (pseudo)federação brasileira. O Brasil é um Estado-Unitário, não federativo. A  Constituição mente. E descaradamente.

Interessantíssimo é observar que a juventude “nem-nem” predominantemente tem  vocação ideológica de esquerda. Mas parece que essa característica vai bem mais longe. As  populações carentes que migram de países mais pobres para países mais ricos provavelmente chegaram a essa situação  devido ao  mesmo fator “nem-nem”, não obtendo vidas estáveis nos seus países de origem por não gostarem ou não terem aptidões para trabalhar ou estudar. Ninguém migra de um país para outro quando tem estabilidade social e econômica na origem. Resumidamente, é gente que não deu certo nos seus próprios países. Será que eles seriam diferentes e “somariam” nos outros países pelos quais optaram migrar, ”coincidentemente” ricos? Por que não migram para regiões também pobres ?  Teriam que trabalhar para construir? Eis a questão.

A título de mero “recheio”, a população de jovens “nem-nem” cresceu no Brasil em 2015 para 22,5 % (Síntese de Indicadores Sociais-SIS-2016-IBGE) ,  coincidente com o aumento do esquerdismo e ideologias  similares.
O que se torna claro é que esse migrantes forçados pelas más condições das suas vidas nos países de origem nada ou pouco fizeram para construção dos seus próprios países. E de si mesmos. Que moral teria essa gente para migrar para países já organizados, desenvolvidos e ricos, construídos exclusivamente pelos respectivos povos? Isso não se configura apropriação de bens alheios?

Essa “vocação” seria tão somente “usufruir” da obra dos outros?  Não de “construir” para si próprio e para o coletivo  ?  Teria mais sabor a riqueza dos outros do que as próprias? Por que não fizeram isso nos seus países de origem? Mas me permito colocar no mesmo “saco” das esquerdas classificadas lá no início ,tanto o socialismo em si, quanto o comunismo, o marxismo, o gramscismo, o fabianismo, a social-democracia, e todas as suas ramificações.

A ironia de toda essa situação é que especialmente os radicais “esquerdopatas” têm como principal característica a guerra declarada contra o “capital”. Porém esquecem que o “capitalista”, titular do capital, também trabalha, e geralmente bastante, mais que a maioria dos seus subordinados. Todavia os “nem-nem” parecem estar vendo no capital um concorrente “desleal”, que ocupa o espaço que eles mesmos queriam ter. Mas a diferença está em que o “concorrente desleal” faz jus ao que ganha porque trabalha, e muito. Enquanto isso, os “nem-nem” só querem usufruir  da riqueza dos outros.

Por coincidência ,essa dinâmica  é igual à  “IDEOLOGIA DO LADRÃO” , que habitualmente rouba ou furta para bem-viver , sem que a sua consciência seja abalada. Qual a palavra que melhor definiria  a  situação de quem não estuda, não trabalha, nem se interessa por nada disso, preferindo só reclamar, fazer-se de vítima do “sistema”, criticar e  usufruir do que outros construíram ? A palavra é uma só: V-A-G-A-B-U-N-D-A-G-E-M !!!


Sérgio Alves de Oliveira é Advogado e Sociólogo.

A Lei é a Justiça


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

O texto abaixo foi escrito por Frédéric Bastiat (1801-1850), que foi economista, homem público e escritor, nascido em 1801, em Bayonne, na França, e falecido em 1850, em Roma, Itália.

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Justiça significa igualdade de direitos

A lei é a Justiça. E seria estranho se a lei pudesse ser outra coisa mais! Por acaso a Justiça não é o Direito? Será que os direitos não são iguais? Como a lei interviria para me submeter aos planos sociais dos Srs. de Mimerel, Melun, Thiers, Louis Blanc, em vez de submeter esses senhores aos meus planos? Pensa-se que eu não recebi da natureza a suficiente imaginação para inventar também uma utopia? Será que é papel da lei escolher uma fantasia dentre tantas, colocando a força pública a serviço de uma delas?

     
A lei é a justiça. E que não se diga, como vai acontecer, que, concebida desta maneira, a lei seria atéia, individualista e sem coração; que acabaria transformando a humanidade à sua imagem e semelhança. Isso é uma dedução absurda, muito digna do entusiasmo por tudo o que emana do governo e que leva a humanidade a crer na onipotência da lei.

     Absurdo! Pelo fato de sermos livres, temos de deixar de agir? Porque não recebemos o impulso da lei, devemos ficar desprovidos de qualquer impulso? Porque a lei se limita a garantir o livre exercício de nossas faculdades, devemos dizer que tais faculdades estão inertes? Pelo fato de a lei não nos impor formas religiosas, sistemas de associação, métodos de ensino, procedimentos de trabalho, regras de comércio ou planos de caridade, devemos apressar-nos para mergulhar no ateísmo, no isolamento, na ignorância, na miséria e no egoísmo? E deve-se concluir que não saberemos mais reconhecer o poder e a bondade de Deus, que não sabemos mais nos associar uns aos outros, nem prestar ajuda mútua, amor e socorro aos nossos irmãos em desgraça, nem estudar os segredos da natureza, nem aspirar ao aperfeiçoamento de nosso ser?

     O caminho para a dignidade e o progresso

     A lei é a justiça. E é sob a lei da justiça, sob o reinado do Direito, sob a influência da liberdade, da segurança, da estabilidade e da responsabilidade que cada pessoa haverá de atingir seu pleno valor e a verdadeira dignidade de seu ser. É somente sob a lei da justiça que a humanidade alcançará, lentamente, sem dúvida, mas de modo certo, o progresso, que é o seu destino.

     Parece-me que tenho a meu favor a teoria, pois qualquer que seja o assunto em discussão, quer religioso, filosófico, político, econômico, quer se trate de prosperidade, moralidade, igualdade, direito, justiça, progresso, trabalho, cooperação, propriedade, comércio, capital, salários, impostos, população, finanças ou governo, em qualquer parte do horizonte científico em que eu coloque o ponto de partida de minhas investigações, invariavelmente chego ao seguinte: a solução do problema social está na liberdade. [Observação: Este Bastiat deveria ser leitura obrigatória desde o curso primário!]

     Idéia posta à prova

     Por acaso não tenho a meu favor a experiência? Olhe para esse mundo inteiro. Que países possuem os povos mais pacíficos, mais felizes e mais cheios de moral? São aqueles nos quais a lei intervém menos na atividade privada. São aqueles nos quais a individualidade tem mais iniciativa e a opinião pública mais influência. São aqueles nos quais as engrenagens administrativas são menos numerosas e menos complicadas; os impostos menos pesados e menos desiguais; os descontentamentos populares menos excitados e menos justificáveis.

     São aqueles nos quais a responsabilidade dos indivíduos e das classes é mais efetiva e nos quais, por conseguinte, se os costumes não são tão perfeitos, tendem inexoravelmente a se corrigirem. São aqueles nos quais as transações comerciais, os convênios e as associações sofrem o mínimo de restrições; o trabalho, os capitais, a população sofrem menores perturbações. São aqueles nos quais os homens obedecem mais às suas próprias inclinações; nos quais o pensamento de Deus prevalece sobre as invenções humanas. São aqueles, enfim, que mais se aproximam da seguinte solução: dentro dos limites do Direito, tudo deve ser feito pela livre e espontânea vontade do homem, nada deve ser feito por intermédio da lei ou da força, a não ser a justiça universal.

     A paixão do mando
     Isto deve ser dito: há no mundo excesso de grandes homens. Há legisladores demais, organizadores, fundadores de sociedades condutores de povos, pais de nações, etc. [uma referência não aos "Founding Fathers" americanos, de valor indiscutível, mas a alguns europeus que tentaram impor suas fantasias megalomaníacas a todo o continente, como foi o caso de Napoleão, por exemplo, além de "pensadores" socialistas, cada um deles achando que tinha uma idéia melhor que a do outro, para "moldar" a sociedade e o Estado] Gente demais se coloca acima da humanidade para regê-la, gente demais para se ocupar dela. [é como ocorre no Brasil. Diga-me, por exemplo, por que cargas d´água precisamos de tantos deputados e de tantos senadores? Nem os EUA, cuja população é muito mais numerosa do que a nossa, possui tantos parlamentares assim!]
     E me dirão: "Você que fala está também procedendo como essa gente."

     Verdade. Mas há de se convir que o faço num sentido e de um ponto de vista muito diferente. E que, se me intrometo com os reformadores, é unicamente no propósito de que deixem as pessoas em paz. Eu não me volto para o povo da mesma forma que Vaucanson olha para seu autômato. Eu o faço como um fisiologista que se ocupa do organismo humano: para estudá-lo e admirá-lo.

     Minha atitude para com as outras pessoas está bem ilustrada na história que se segue, de um célebre viajante: ele chegou a uma tribo selvagem onde acabara de nascer um menino. Uma turba de adivinhos, bruxos e curandeiros, armados de anéis, ganchos e ataduras, rodeava a criança. E um deles dizia: "Este menino não sentirá jamais o perfume de um cachimbo da paz, se eu não alargar suas narinas." E outro dizia: "Ele ficará privado do sentido da audição, se eu não puxar suas orelhas até os ombros." E um terceiro comentou: "Ele não verá a luz do sol, se eu não der a seus olhos uma direção oblíqua." Um quarto acrescentou: "Ele não permanecerá jamais de pé, se eu não lhe curvar as pernas." E um quinto disse ainda: "Ele não poderá pensar, se eu não comprimir o seu cérebro." E, após tudo isso, acrescentou o viajante: "Deus faz bem o que ele faz; não pretendam saber mais do que Ele; e, posto que Ele deu órgãos a esta frágil criatura, deixem esses órgãos se desenvolverem, se fortificarem pelo exercício, o tato, a experiência e a liberdade."

     Deixem-nos agora experimentar a liberdade

     Deus colocou também na humanidade tudo o que é necessário para que ela cumpra seu destino. Há uma fisiologia social providencial. [essa idéia provocou uma enorme dissensão entre Leibniz, que acreditava da Providência divina, e Voltaire, um ateu; os livros "Zadig, uma história oriental" e "Cândido, o otimista", ambos de Voltaire, bem ilustram seu ateísmo!] Os órgãos sociais são também constituídos de modo a se desenvolverem harmonicamente ao ar livre da liberdade. Fora com os curandeiros e organizadores! Fora com seus anéis, suas correntes, seus ganchos e suas tenazes! Fora com seus métodos artificiais! Fora com suas manias de administradores governamentais, fora com seus projetos socializados, sua centralização, seus preços tabelados, suas escolas públicas, suas religiões oficiais, seus créditos livres, seus bancos gratuitos ou monopolizados, suas regras, suas restrições, sua piedosa moralização ou igualação pelo imposto!

     E posto que se infligiram inutilmente ao corpo social tantos sistemas, que se termine por onde se deveria ter começado: que se rejeitem os sistemas; que se coloque, por fim, a Liberdade à prova - a Liberdade, que é um ato de fé em Deus e em sua obra.

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

Temer caidão vem com mais taxação?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Qualquer bebe de colo sabe que impostos só podem ser aumentados por decisão legislativa – e não por decreto de um Presidente da República altamente impopular. No Brasil temos regramentos em excesso. Exceto para punir quem não cumpre a Constituição. Assim, é normal que o ministro da Fazenda venha com a solução, nada original, de aumentar outros tributos, se o Judiciário confirmar que é proibido aumentar a taxação sobre combustíveis pela via da canetada temerária.

A suspensão do aumento na gasolina, álcool e diesel, por decisão de um juiz Federal em Brasília, não refletiu em redução nos preços dos combustíveis nas bombas dos postos de abastecimento. Curioso é que, assim que Michel Temer anunciou a maior taxação, subiram, imediatamente, os valores cobrados pela gasolina, álcool e diesel. Embora a mudança na PIS/Cofins por decreto seja flagrantemente inconstitucional, a tendência no Brasil da impunidade é que a Advocacia Geral da União consiga uma liminar para cassar o impedimento. Nós, os otários consumidores, continuaremos pagando as contas da gastança e roubalheira no setor público...   

Enquanto rodamos feito cachorro correndo atrás do próprio rabo, na  polêmica sobre aumentos nos combustíveis, barrados por decisão judicial, o Poder Real Mundial anuncia uma medida de mega impacto econômico. O Reino Unido confirmou que proibirá a venda de carros movidos a gasolina e diesel a partir de 2040. Em outubro do ano passado, o Conselho Federal da Alemanha já tinha definido que a produção de automóveis à combustão seria banida em 2030 e, a partir de 2050, veículos assim ficarão proibidos de rodar no País.

O resto do mundo desenvolvido acompanhará tal tendência, sob desculpa (até justa) de diminuir a poluição do ar. Já os subdesenvolvidos, mesmo despreparados, acabarão forçados a seguir o novo modelo. Carros híbridos ou totalmente elétricos provocação mudanças radicais na matriz industrial. A indústria petrolífera será impactada imediatamente. O “ouro negro” só será usado em química fina – e não para produzir combustíveis derivados. Imagina o quanto esta transformação afetará o Brasil e a Petrobras - “estatal” que será fatalmente privatizada, brevemente, na hora que convier aos controladores globalitários.  

Seguimos na “normalidade institucional” (sob domínio do governo do Crime). Neste meio tempo, surge no ar uma boa notícia: A Airship do Brasil lançou ontem, em São Carlos, no interior de São Paulo, um dirigível movido a gás hélio, para transporte de carga. O negócio tende a ser sabotado, nos bastidores, pela decadente indústria automobilística que não deseja parar de fabricar caminhões no Brasil subdesenvolvido que mal usa ferrovias e hidrovias. Devemos rezar e pressionar para que a previsível sabotagem não prejudique a excelente idéia do dirigível.

Enfim, tudo normal no País que tende a deixar impunes, apesar da Lava Jato, vários crimes societários cometidos pela Petrobras, Eletrobrás e por aí vai, no universo de 151 “estatais”. Em agosto, teremos mais uma bandeira vermelha na conta de luz, por causa do clima seco com falta de chuvas nas áreas de reservatórios. E vamos pagando conta... Se depender do rentista Henrique Meirelles, a gente só faz isto mesmo...

A ditadura arrecadatória prossegue, até que uma inédita Intervenção Institucional acabe com ela... Algum dia... Quem sabe...

Quarta que vem a Câmara dos Deputados decide o destino do Presidente-impostor...

Está fundido...


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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 26 de Julho de 2017.