segunda-feira, 3 de julho de 2017

Descolar da corrupção não é fácil


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Sabe quem era a advogada/consultora do cartel que pagou pelo menos R$   260 milhões em propina a políticos e funcionários públicos para impedir que empresas de ônibus fossem alvos de fiscalização? O nome dela é Adriana Alcelmo, ex-primeira-dama do Estado do Rio de Janeiro, que tem chance de deixar sua confortável prisão domiciliar de luxo. A versão carioca da Operação Lava Jato aperta o cerco ao esquema em que o ex-governador Sérgio Cabral Filho (alvo de 12 processos) desponta como “poderoso chefão”.

A operação “Ponto Final” mira na cúpula do setor de transportes intermunicipais no Rio de Janeiro. Atinge em cheio a “empresa” que reúne os principais sindicatos patronais de empresas de ônibus: a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranpor). Também mexe com a autarquia estadual que sempre facilitou, por ação ou omissão, a corrupção milionária no setor: o Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Detro).

O esquema foi dedurado pelo ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, Jonas Lopes, e pelo doleiro Álvaro Novis. O esquema de empresários de ônibus é investigado pela Polícia Federal por ter pago centenas de milhões em propinas ao grupo liderado pelo ex-governador Cabral. A contrapartida de propinas eram vantagens ilícitas, como reajustes injustificados de tarifas, retenção irregular de créditos do Riocard e prevaricação dos agentes encarregados de fiscalizar o setor que fingiam não ver nada de errado nas empresas e suas operações.

A conta da corrupção era indiretamente paga pelos cidadãos - quase 2 milhões de passageiros, em média, transportados diariamente por uma frota de 9,5 mil veículos, distribuída por 1.212 linhas e operada por 90 empresas. Os empresários de ônibus recebem mensalmente R$ 28,3 milhões em subsídios do falido governo fluminense. As empresas operavam em regime precário, na condição de permissionários de serviço, porque nunca se fazia licitação porque o cartel impedia, distribuindo propinas a rodo.

O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal no Rio de Janeiro, determinou a prisão dos empresários Jacob Barata Filho, José Carlos Reis Lavouras, Amaury Andrade, Marcelo Traça Gonçalves, Lélis Marcos Teixeira (presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro - Fetranspor), e Rogério Onofre (presidente do Departamento de Transportes Rodoviários do Rio de Janeiro - Detro).

Nos bastidores da politicagem do Rio de Janeiro, já se dá como certo que a operação Ponto Final também pode render problemas para os ex-governadores Antony Garotinho e Rosinha Garotinho – que também seriam alvos de investigações pela versão carioca da Lava Jato. Outro alvo é o presidente da Assembléia Legislativa, Jorge Picciani, apontado como organizador dos pagamentos de propinas pelo ex-conselheiro Jonas Lopes.

Embora o alvo seja o setor intermunicipal, o cartel do ônibus também controla as empresas de ônibus da cidade do Rio de Janeiro e de outros municípios, o que pode dar dor de cabeça para muitos prefeitos ou ex-prefeitos e seus filhos ilustres. Agora presos, os empresários (conhecidos como “os portugueses”) terão muito a revelar.

Meu avô Nilton Machado - que sempre tentou, sem sucesso, denunciar falcatruas no setor de transportes do Rio de Janeiro – deve estar lavando a alma lá no céu, com esta operação “Ponto final”...

É por isso que quem está próximo de corruptos deve tentar se distanciar... O problema é se a Polícia Federal vai deixar...

Retrato Fatal


Lula e a falecida Marisa, donos do sítio que não era deles, posam para uma foto com os empregados, que não eram deles. Cozinheira, copeira, motorista usam uniformes, seguindo normas de casas das "Elites opressoras" que ambos diziam combater.

Releia o artigo de sábado: Crime Institucionalizado mata Lava Jato

Reveja o de domingo: Enquanto houver bambu, a rima é outra...


Terrorismo político


Privilégio


Unidos venceremos


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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 3 de Julho de 2017.

3 comentários:

Loumari disse...

Descolar da corrupção não é fácil.
A corrupção nos países do hemisfério sul como Brasil e Moçambique, é como a cola SÚPER GLUE. Polivalente e fiável. Cola forte e rápido. Resistente a qualquer condição.
Resiste aos choques e suporta temperaturas extremas de -50° C a +120° Célsius
BRINCAM? John! Colou colou mesmo não se descola.

Anônimo disse...

Agora é Gedel! Existe espécie mais canalha, mais larápia, mais corrupta que político? Essa corja não faz nada, não produz nada, não expele uma gota de suor, apenas entra na política para tramar como roubar dos que produzem. Tudo safado. Tinha que ser enforcado em praça pública.

Anônimo disse...

"A política é um mecanismo destinado a impedir que as pessoas tomem parte naquilo que diretamente lhes concerne." (Paul Valéry citado por Olavo de Carvalho)