terça-feira, 11 de julho de 2017

O Colapso Político


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

Enfrentamos a mais séria crise que abala todas as estruturas da República provocada pelo colapso político. A ruindade chega a tal ponto de já cogitarmos mais um impedimento presidencial. A economia estagnada o crescimento bastante distante e o desenvolvimento descompassado
com a realidade, mas a nata da classe política não se importa, investimentos paralisados e um movimento de muitos brasileiros rumo ao exterior em definitivo.

A fantasia de um País misturado pelo futebol e carnaval atinge seu ápice com a desolação e total desanimo, tamanho o  desemprego, cujas ambicionadas reformas já foram para as calendas. Enquanto isso na vizinha Argentina o Presidente Mauricio Macri assume a liderança do G20 é visitado pelos grandes lideres mundiais,ao passo que todos somem do Brasil que virou terra de ninguém um deboche e total desunião. A esquerda fracassou a direita naufragou e mantém o status quo de voto obrigatório de propaganda obrigatória e fundos partidários bilionários para favorecimento dessa casta que leva o Brasil ao caos numa velocidade de fórmula 1.

Perdemos a sintonia e o  ritmo de uma sociedade pacificada e completamente antenada com o moderno. As brigas e disputas pessoais são a ilusão de uma verdadeira terra sem lei, de vários estados destruídos pela malversação do dinheiro público e prefeituras contaminadas pela redução do repasse dos fundos de participação. A quem interessa o caos total? Quais são os legitimos defensores desse colapso político? Aonde poderemos chegar?

Os tucanos movidos pelo fisiologismo já desembarcaram do governo e a base está ruída, mas é um movimento nitidamente irmanado
pelas forças cariocas descontentes com a recuperação da dívida e a falência do Estado do Rio de Janeiro. Não está imune a mídia e seus interlocutores mais por medo de entrar na operação lava jato do que participar a vontade popular. A chapa deveria ter sido cassada para se evitar trucidar a República e desarticular o principio federativo. No exterior poucos entendem o que se passa assim o traumático procedimento de impedimento anterior causou profundos sulcos, agora tudo se renova se repete e desgasta muito as instituições.

Correremos o risco da desinstitucionalização mediante o massacre de vozes sem reverberação que preferem a anarquia e a bagunça generalizada, ou sustentaremos a governabilidadade? Muito importante seria que elaborássemos uma legislação a qual permitisse candidaturas sem filiação
partidária ou esquemas que são sempre descobertos depois das eleições e facilitassemos a vinda de políticos do exterior para que trouxessem a experiencia e praticassem governos não corruptos.

O tempo é de grandes transformações em vários setores mas há sempre uma dúvida,sairemos melhores tantas sangrias ou a hemorragia contaminará todos os setores indistintamente? Há um estado de cansaço de estresse além da apatia que se abate sobre a sociedade civil, não sendo antecipadas as eleições,o ano de 2018 contemplará alta taxa de
votos nulos, em branco e uma enorme abstenção daqueles que não enxergam solução pela via política.

A situação pede um discurso político mas que passe ao largo do atual colapso que tem sido impiedoso. A mudança de tabulação dos juros pelo BNDES poderia trazer alivio para empréstimos de micro e médios empresários,na TJLP, mas ainda é pequeno o esforço para descortinar um amanhã do crédito e das garantias que propiciem uma volta ao estado de crescimento.

Nada antes se viu como agora e temos dificuldade de avaliação,já que os
preços no Brasil,por inúmeros fatores, são abusivos. Ficamos caros antes de participarmos riqueza, já que somente distribuímos pobreza, miseria e violência espalhada para os quatro cantos do País. O colapso político segmenta a sociedade e transforma a cidadania em refém
do que decidem nos bastidores e deliberam para a Nação.

Nada nos impulsiona para a resolução de todos os problemas,ao contrário as reformas perdem terreno e fôlego, fomos novamente enganados, ludibriados e encapsulados pela névoa de trevas que sucedem de modo
frequente e interminável. Do tempo sereno da democracia para uma tempestade perfeita que impede a governabilidade e fulmina a economia como uma subcategoria do domínio das forças que tentam sobreviver junto ao poder corroído por escândalos de toda sorte  e índole.

Não avançamos em tratados internacionais, o famigerado Mercosul é uma estagnação total e correremos o sério risco de pontuar um produto interno bruto desprezível em 2018 no cenário em preparação para as eleições com a copa do mundo a ser realizada na Rússia. A desmoralização da República é nítida,evidente e inequívoca, com um regime federativo minado e desarticulado pelo deficit publico acima de três trilhões de reais.

O consumidor se assusta e para de realizar negócios,os planos de saúde praticam reajustes abusivos e continuamos a ser uma terra sem lei,sem princípios, sem moral, sem ética,sem classe política que luta pelo interesse comum e bem estar. Sorvidos pelos escândalos do poder a evidencia do colapso político abre mais um caminho na história visando novo processo de impedimento, resta saber se a nossa democracia aguentará tamanha imbecilidade institucional e fragmentação das forças vivas que emblematicamente caminham na direção de uma estagnação econômica e calotes do poder público em curso.

Sem uma definição a curto prazo e a entrega provisória do poder a pessoa responsável, confiável e que ostente credibilidade, brincaremos de democracia jogo esse perigoso para o retrocesso institucional sem igual na quadra do século XXI.


Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo.

2 comentários:

jomabastos disse...

O que é certo é que o governo já assentou o desconto compulsivo de um dia de salário anual, para todos os trabalhadores deste País. Esse valor ronda os 3,5 bilhões de Reais, que primeiramente serão distribuídos por todos os sindicatos, inclusive o sindicato dos patrões. É uma pouca vergonha! É uma ditadura de esquerda ao dar de comer aos sindicatos comunistas que estão declaradamente contra o desenvolvimento deste País. É a continuação da destruição da economia deste País.

jomabastos disse...

RENOVAÇÃO CONSTITUCIONAL PRECISA-SE!
Como sair da crise estrutural que este País se encontra? Essa é a grande questão.
Como podemos pensar nas eleições de 2018 com os mesmo suspeitos de corrupção no comando dos partidos, dos Municípios, dos Estados, do Senado e da Câmara, do País? Antes das eleições de 2018 obrigatoriamente tem que acontecer uma renovação Constitucional.
Se não fosse a grande evolução e desenvolvimento da corrupção brasileira, o Temer e demais doutorados em corrupção dos três poderes, já há muito teriam resignado.
Na verdade "o Brasil só sairá do buraco com uma cirúrgica Intervenção Institucional para acabar com a guerra de todos contra todos.". Não existe outra saída!
Este país necessita de uma nova Constituição!
Há que acabar com este regime presidencialista concentrador de poder.
Há que descentralizar o poder e criar um verdadeiro federalismo.
Há que acabar com o capitalismo de estado e criar uma economia de mercado.
Para que a democracia possa abrir caminho neste Brasil, há que termos ética e moral na ocupação de cargos públicos.
É necessário que qualquer cidadão que já tenha sido criminalmente condenado, seja impedido de ocupar qualquer cargo público para o restante de sua vida.
É necessário que o detentor de qualquer cargo público que esteja a ser criminalmente investigado, suspenda imediatamente suas funções até que sua situação jurídica esteja resolvida.
Há que acabar com o Foro Privilegiado ou qualquer Vara Jurídica que proteja judicialmente quem quer que seja o delituoso criminal, pois todos os crimes devem ser tratados em pé de igualdade nos tribunais comuns.
O STF, nos moldes em que trabalha, não tem estrutura nem competência para ser um tribunal judiciário.
O STF deveria eliminar a sua Função de Judiciário e passar a trabalhar apenas como Tribunal Supremo Administrativo e Tribunal Constitucional.
A função de supremo tribunal judiciário ficaria apenas no STJ, como deveria estar previsto na Constituição.
E em todos os tribunais fazerem parte apenas Juízes de Togado e por concurso público devidamente estruturado, sem quaisquer indicações do poder político.
É necessária a total independência dos três poderes, mantendo somente a necessária harmonia entre si.
Queremos um Brasil Liberal e livre de corrupção!