segunda-feira, 3 de julho de 2017

O Estado Leviatã


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

Convivemos com o modelo do Estado hobbesiano que empalma sua atividade mediante o cometimento de atos ilícitos continuados e cada vez mais perversos. O Estado mínimo foi substituído pelo Estado máximo de corrupção, prevaricação, falta de serviço público eficiente e o mais
tragicômico é que a cidadania somente tem deveres e o Estado direito.

Em local que não consegue fazer a obra emplaca área de alagamento.  Quando não faz uma pista adequada e não coloca asfalto, põe a culpa nas empreiteiras. Os semáforos sem funcionar não são com ele e sim  defeito do sistema, mas se o cidadão comete a menor irregularidade ele é severa e duramente punido.

Quando nos deparamos com a realidade atual ficamos perplexos como se espalhou a forma impune do foro privilegiado e a imunidade que se concebe a partir do modelo que o próprio STF edifica. O STF não foi constituído para prender, mas sim para soltar atento ao cânone constitucional, qual seja a Lei Maior. E assim caminha o Brasil entre a encruzilhada de um novo impedimento fato inóspito e um descontrole generalizado das contas públicas, sem nenhum apetite para por adiante as reformas ou inserir regras de transição aceitáveis.

As empresas parecem desnorteadas. Seus CEOs não encontram explicações ou justificativas. O mercado acionário sofre o efeito paralisante e as aberturas de capital desapareceram do mapa de prognóstico previsível. Com o mecanismo da carne fraca, somada à delação do fim do mundo e junto o boicote americano, a par da concentração havida ,o mercado da carne sofrerá um perverso inverno o qual deve se prolongar, no mínimo, até o final do ano.

O Estado brasileiro se divorciou da cidadania, descasou-se do bem comum e simplesmente enterrou o conceito de Welfare State. O bem estar social é hoje consubstanciado em um tremendo mal estar e a falta de habilidade na prática de políticas públicas constantes e autosustentáveis. E corremos
o sério risco, sem mudança do sistema, de termos um candidato sem a menor expressão no pleito de 2018.

Ao que se constata ao fim e ao cabo de todas as macroinvestigações é o que o Estado encontra na força empresarial uma contribuição profícua e nas obras públicas são os aportes de aditamento e repasses o mais invulgar sinal de uma vergonha nacional. Enquanto a Alemanha conquista a copa das confederações mantendo equipe jovem que honra as tradições da copa de 2014 o Brasil envelhece em todos os campos e notadamente na política
aonde o deserto de idéias é substituído pela enxovalhada relação promíscua e o hino franciscano de é dando que se recebe.

Nesse ritmo alucinante do Estado que apenas quer tributar e não deixa produzir, que antecipa o recolhimento dos impostos por meio de substituição tributária e uma segurança pública sucateada, com o numero mais assustador de roubo de cargas nas estradas, convivemos com formas não palatáveis, e quem mais sofre é a cultura.

Os setores de pesquisa sem recursos financeiros e os grandes intelectuais se despedem melancolicamente do Brasil, assim temos gerações prejudicadas e totalmente desaparecidas do cenário com a forma que o Estado brasileiro se tornou maquiavélico a ponto de esmagar sonhos e enterrar a cidadania galvanizada falsamente por meio do voto obrigatório.

A estrada será longa e cheia de intempéries e atropelos,mas teremos a coragem suficiente para não depositarmos nossa confiança na classe política no elemento do voto e na urna eletrônica, pois que doravante todos são convidados a escrever a nova história do País sem o medo de destruição da inflação,da corrupção rumo a um cenário de 2018 de crescimento e desenvolvimento.


Sim, podemos desde que estejamos imbuídos dos mais sérios propósitos e princípios de lutarmos pelo bem comum e cremarmos de vez os interesses escusos e desalentadores de um Estado leviatã que se forjou em Hobbes para deleteriamente sufocar sua ideologia do século XVI em pleno século XXI, o que nos deixa distante das Nações desenvolvidas e dos Países de primeiro mundo.

Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Um comentário:

Anônimo disse...

A INCOMPETENCIA E A CORRUPÇÃO NO JUDICIARIO É COM QUE TRANSFORMA ESTE PAIS EM UMA MAFIA... EM UMA PEQUENA CIDADE DO ESTADO DE SP UMA TRABALHADORA FOI DEMETIDA POR JUSTA CAUSA E ESTÁ SENDO PROCESSADA POR TER COMIDO POR ENGANO UM RESTO DE MARMITA DE UMA COLEGA DE TRABALHO, O EMPRESARIO FEZ UMA ARMADILHA PARA NÃO PAGAR O SEU TEMPO DE SERVIÇO E TEVE A AJUDA DAS AUTORIDADES PARA SE LIVRAR DO COMPROMISSO... JÁ EM OUTRA CIDADE O EX DIRETOR REGIONAL DA SAUDE FOI CONTEMPLADO COM UMA AREA GIGANTESCA NO CENTRO DA CIDADE, CONSEGUIU INSENÇÃO DOS IMPOSTOS, FECHARAM A PRINCIPAL AVENIDA PARA QUE O TRANSITO FOSSE DESVIADO PARA NÃO SER INCOMODADO E OS PROMOTORES PERMITEM SEM QUALQUER ESTUDO DE IMPACTO DE VIZINHANÇA EMPREENDIMENTOS MILIONARIOS SEM AS LIÇENÇAS NECESSARIAS... E QUEM SE ATREVE DENUNCIAR ESSA MAFIA??? JUIZES, DESEMBARGADORES, PREFEITOS,PROMOTORES, VEREADORES, POLICIAS E OUTROS FUNCIONARIOS PUBLICOS RAPELÃO EM TODO PAIS ESSAS AREAS DE DOMINIO PUBLICO E MUITAS VEZES, A MAÇONARIA E A IGREJA CATÓLICA ENTRAM NA PELEJA... NARCOTRFICO, CONTRABANDO, JOGOS ILEGAIS E TODO TIPO DE CAMBALACHOS TEM SEMPRE POR DE TRÁS UM INTEGRANTE DO JUDICIARIO, O JUDICIARIO É A MAFIA QUE ATRAVANCA O PAIS... SE NÃO QUISEREM O TITULO DE PREVARICADORES NÃO ME PEÇAM NOMES, APENAS PENSEM NISSO...