terça-feira, 25 de julho de 2017

Utopia Negativa


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

marxismo cultural (ou politicamente correto atual) trata-se de uma utopia negativa, porque se concentra na crítica dissolvente da nossa sociedade real. A Teoria Crítica da sociedade por parte do politicamente correto é negativa porque não possui conceitos capazes de superar a distância entre o presente e o futuro, mas “pretende conservar-se fiel àqueles que deram e dão a sua vida pela Grande Recusa”1. Quaisquer que sejam as possibilidades reais que a nossa sociedade atual apresenta de um futuro melhor, o marxismo cultural não nos revela quais são, limitando-se a negar o sistema em que se baseia a nossa sociedade, e na sua totalidade.
    
A chamada Utopia Negativa (marxismo cultural ou politicamente correto atual) nasceu com a Escola de FrankfurtHerbert MarcuseTheodor Adorno e Max Horkheimer ligaram estritamente a investigação filosófica à sociologia e à psicologia e declararam inspirar-se em HegelMarx e Freud.
    
Com Hegel, os marxistas culturais insistem no caráter absoluto da Razão, isto é, “o que é real é racional, e o que é racional é real” (sic, Hegel) o que implica um determinismo que já está ultrapassado pela atual probabilística científica. Por outro lado, seguindo Hegel, os marxistas culturais refutam o Saber fora do seu caráter finito, ao contrário de Fichte, que distinguiu o Saber Finito em constante evolução, do Saber Infinito. Depois, os marxistas culturais dizem que seguem Hegel no caráter dialético (ou caráter negativo) da Razão, ignorando contudo a parte mais importante da dialética de Hegel, que é a identidade positiva entre a realidade e a racionalidade. Em suma, os marxistas culturais pegam em Hegel, adulteram a sua filosofia, e depois dizem que se baseiam nele.
    
Marx, os marxistas culturais vão buscar a essência da sua filosofia: a crítica à sociedade capitalista, a prognose do fim do capitalismo – que não só não acabou, como se transformou no neoliberalismo atual –, ignorando, contudo, quer o desenvolvimento da estrutura econômica que deveria – segundo Marx – determinar a passagem à sociedade socialista, quer o conceito de Marx de que o homem é essencialmente constituído pelas necessidades e pelas relações de produção e trabalho que as satisfazem (a chamada “Esquerda Caviar”). A diferença ideológica entre o Bloco de Esquerda e o PS de Sócrates, por um lado, e o Partido Comunista está (essencialmente) aqui.
    
A Freud, os marxistas culturais foram buscar o conceito de “instinto”, entendido como tendência para o regresso a uma situação anterior, primordial ou originária; o “instinto”, segundo Freud, é o retorno à origem do Homem. Depois, foram buscar o conceito freudiano de “repressão”, sendo que (segundo os marxistas culturais) esta é exercida pela civilização sobre o tal “instinto” primordial e originário – ignorando os marxistas culturais a função positiva que, segundo Freud, essa repressão exerce, através do Superego, quer na formação da civilização quer na formação da personalidade humana normal.

Em suma, os marxistas culturais pegam em Freud, adulteram as suas conclusões científicas, e depois dizem que se baseiam nele.
    
Existem outras vacuidades dos marxistas culturais, como a negação filosófica da relação entre a “razão objetiva” versus “razão subjetiva”. Segundo os marxistas culturais, a tarefa da filosofia não é a de regressar à tradição objetivista do passado, mas antes a total e completa destruição do presente por meio de um “progresso da direção da utopia que consiste na negação de tudo o que é inútil ao homem e impede o seu livre desenvolvimento”2.
    
Para os marxistas culturais, para além da trilogia “Marx, Freud e Hegel”, só existem duas personalidades históricas que não são crucificadas, e que constituem verdadeiros ídolos: Nietzsche (na sua faceta niilista e anti-ética) e o Marquês de Sade, “porque ao declararem a identidade entre a Razão e o Domínio, as doutrinas impiedosas são mais piedosas do que as dos lacaios da burguesia”3.
    
Para os marxistas culturais, existe uma obsessão doentia na luta total contra o “domínio”: o domínio dos pais sobre os filhos, o domínio do dono sobre o gato, o domínio do gato sobre o rato, etc., e quando, por exemplo, um filho mata o pai, não se trata de um crime, mas “de uma revolta contra o domínio estabelecido pela Razão burguesa”. Quando um heterossexual mata um homossexual, trata-se de “um crime hediondo que exprime o domínio da Razão burguesa sobre uma vítima da civilização”; quando um homossexual mata um heterossexual, trata-se da “reação de uma vítima da História contra o domínio cultural da burguesia”.
    
Outra obsessão doentia dos marxistas culturais é tudo o que se relaciona com a sexualidade. A “repressão do instinto” é pau para toda a obra, tudo o que é “instinto” é valorizado, e anoção aristotélica de “virtude moral”, baseada na Razão do “justo-meio”, é desprezada sistematicamente pelo marxismo cultural.

“A auto-sublimação da sexualidade destrói o primado da função genital, transforma todo o corpo em órgão erótico e transforma o trabalho em jogo, divertimento ou espetáculo. Com o advento do puro Eros, ficaria assim destruída a ordem repressiva da sexualidade procriadora” – “Eros e Civilização”, de Herbert Marcuse
    
Sendo que “a auto-sublimação da sexualidade destrói o primado da função genital”, legitima-se assim tacitamente a pedofilia através da necessidade da não-sublimação da sexualidade infantil (conforme defendido por Alfred KinseyWilhelm Reich e Michel Foulcault, todos eles marxistas-freudianos), embora os marxistas culturais não assumam abertamente a defesa da pedofilia – para já; lá chegaremos: na Holanda já se iniciou a campanha politicamente correta marxista-freudiana a favor da legalização da pedofilia.
    
Depois, consideram a procriação como expressão de uma sexualidade “repressiva”,legitimando, assim, a prática sexual homossexual, não-reprodutiva por excelência, como sendo “não-repressiva”, e portanto, superior à heterossexualidade.

Quando um homossexual se suicida, o marxista cultural vem dizer que “o suicídio resultou de uma manifestação de desespero perante a repressão da moral burguesa e do domínio dos lacaios da burguesia em relação a uma vítima da História”; quando um heterossexual se suicida, o marxista cultural não diz nada porque os suicídios são majoritariamente cometidos por heterossexuais, e porque o heterossexual faz parte da “maioria dos lacaios da burguesia” – salvo se o heterossexual suicida for um negro; ou melhor: uma mulher negra.

Transcrito do Blog SOFOS.

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

2 comentários:

jomabastos disse...

A pedofilia é algo extremamente condenável e deveria ser aniquilada.
Senhor Historiador, veja e reveja mas mostre a História completa e não só o seu lado preferido da História. Os Americanos, seguidos dos Holandeses foram os primeiros a se organizarem em movimentos de pedofilia.
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"O NAMBLA (sigla para North American Man/Boy Love Association — Associação norte americana de homens e rapazes amantes) é uma organização fundada nos anos 70, mais precisadamente em 1976 que faz parte do ativismo pedófilo no qual defende a aceitação da pedofilia como fim de tabus na sociedade e da idade de consentimento.
A origem do NAMBLA remonta nos anos 60 durante a revolução sexual, agravado aos distúrbios de Stonewall.
NAMBLA é a organização mais importante e longeva do movimento pedófilo."
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"Na Holanda havia o partido Partido da Caridade, da Liberdade e da Diversidade (em holandês Partij voor Naastenliefde, Vrijheid en Diversiteit) no qual era liderado Marthijn Uittenbogaard. De acordo com o próprio partido, a plataforma de NVD’s visa maximizar a diversidade e a liberdade. Várias posições adotadas pelo NVD têm sido contestadas por aqueles que as entendem como sendo ilegais e imorais.
O partido possuía a proposta de que pessoas maiores de doze anos tenham direito a voto, a manter relação sexual, a fazer apostas, a optar por seu local de residência, e ao uso de drogas leves. O uso de drogas pesadas somente seria permitido a partir dos dezesseis anos de idade. O partido também pretendia retirar da lei o casamento, permitir a nudez em público, em qualquer lugar no país, tornar gratuitas as tarifas para viagens por via férrea, e instituir uma plataforma abrangente para os direitos animais. O partido também se proclama ecológico e defensor dos animais.
O partido ficou ativo entre 2006 e 2010 quando foi encerrado, embora os ativistas ainda permaneçam fiéis à causa."

Anônimo disse...

Texto didático para ser repassado a todos os jovens, que chegam atônitos ao mundo em meio a esse furacão.