quarta-feira, 9 de agosto de 2017

A Maldição de Stalin


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

O texto abaixo é a transcrição da orelha do livro A MALDIÇÃO DE STALIN, escrito por Robert Gellately (Professor de História da Cátedra Earl Ray Beck, na Universidade Estadual da Flórida. Seus livros foram traduzidos em mais de vinte idiomas e incluem os aclamados “Lenin, Stalin e Hitler, a Era da Catástrofe Social” e “Apoiando Hitler: Consentimento e Coerção na Alemanha Nazista”, ambos publicados pela editora Record).
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Quando, graças aos incríveis erros do Kremlin, o ataque alemão pegou a União Soviética desprevenida e a empurrou para a beira da derrota, Stalin logo teorizou que Hitler estava, sem querer, desempenhando um papel revolucionário. A destruição desencadeada pelos nazistas presentearia os comunistas com a primeira oportunidade genuína, desde a Primeira Guerra Mundial de retomar o antigo imperativo leninista de levar a revolução ao mundo.

Stalin e seus camaradas tentaram capitalizar a imensa paixão e os conflitos políticos da guerra. E, ao fazê-lo, foram fundamentais para o início da Guerra Fria e da corrida armamentista.

Nos anos 1950, já tendo se tornado em tudo um ditador, Stalin tendia a empregar o terror como método para governar, justificando-o como maneira de preservar a revolução dos ataques de seus inimigos internos e externos. Ao mesmo tempo fomentava um culto à liderança que o transformou em uma espécie de deus, a inspirar ativistas e simpatizantes ao redor do mundo.

Com base em numerosos documentos originais russos e outras fontes do Leste Europeu, liberados após o fim da União Soviética, além de muitos outros documentos alemães, americanos e ingleses, o historiador best-seller Robert Gellately delineia a origem dessa influência desde o seu período de incubação, durante os primeiros dias da Segunda Guerra Mundial, até a morte de Stalin, em 1955. Examina ainda o papel central desempenhado pelo ditador nesses anos, quando ele e seus seguidores batalharam para implementar o comunismo na Europa e em todo o mundo.

Na esteira da Segunda Guerra Mundial, e com sua ajuda, alguns discípulos impuseram em outros países regimes de estilo stalinista, que variavam apenas nos graus de severidade, repressão e violência. Em lugar algum, todavia, poderia qualquer desses sistemas permitir que liberdades democráticas sobrevivessem. De maneira que, bem depois da morte de Stalin, muitos milhões de pessoas agüentaram nos ombros seu legado como uma pesada cruz, ou como uma maldição. 

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

2 comentários:

Sérgio S. França Carvalho disse...

Sempre esclarecedor seus posts. Parabéns. Continue postando.
Humilde sugestão. "Japão na II Guerra".

Aad Menges disse...

Interessante é observar na foto, esquema de um disco voador desenvolvido pelos alemães durante a segunda guerra mundial.