sábado, 26 de agosto de 2017

A Privatização fake da Eletrobras


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Alves de Oliveira

Após o período  de 8 anos que vai  de 1º de  janeiro de 1995 a igual dia e mês de 2003,correspondente ao Governo FHC, onde as privatizações de empresas paraestatais foi a mola mestra da corrupção, infelizmente as privatizações desonestas voltam agora. E voltam com toda a fúria.   Tudo festejado pelos intermediários que ganharão muito com essas operações , e até  com pleno  apoio da mesma população  idiotizada  que tem sido responsável pela escolha desse lixo político que comanda  o Brasil desde a “Nova República” de 1985,chegando a níveis  extremos  na “Era”  PT/BMDB ,que começou em 2003,iniciando com Lula da Silva e durando  até hoje, com Temer.

É difícil compreender que apesar de toda a roubalheira havida  com as privatizações mais “antigas”, ninguém tenha sido condenado por esses ilícitos. Tem gente desse “núcleo” que roubou tanto que hoje é  dono  de imóvel avaliado em  vários  milhões de euros na zona mais nobre de Paris.
Como o Brasil possui uma classe política equiparada às mais “espertas” e “ladravazes”do mundo, essa “tchiurma”se notabilizou em ALTERNAR as formas de corrupção no tempo, de modo a usufruir ao máximo, e até a “última gota”, das vantagens próprias a cada período. No Governo FHC, do PSDB,por exemplo,  foi predominantemente com as privatizações. Na ”Era” PT/PMDB, com os “mensalões”, os ”petrolões”, os escândalos da JBS, BNDES, e tantos outros.

Praticamente fechadas as portas da corrupção nas modalidades descobertas pela Polícia Federal, na “Era” PT/PMDB, onde a “Operação Lava Jato” tem especial  destaque, é evidente que os delinquentes com assento no  Poder Político teriam que fazer um enorme esforço para criar novas  fontes de corrupção para não serem “apanhados”. Foi exatamente aí que resolveram retornar à política das privatizações, aproveitando o “know-how” do PSDB, adquirido no passado recente, evidentemente contando com a sua participação e apoio na reintrodução desse projeto, dessa nova fonte de corrupção.

Mas seria necessária uma intensa campanha com muita mídia comprada para obter aprovação da população. E assim foi feito. Tiveram pleno êxito. Os idiotas estão aí aplaudindo, nem se preocupando em saber as verdadeiras razões  que estão por trás dessa medida. Apesar de um discurso diferente,enganador,”fake”,o objetivo é um só: MAIS CORRUPÇÃO.
Mas o PT também não quis ficar para trás dos “outros”. Ele também privatizou ,e muito, contrariando o seu antigo discurso. É evidente que aí também houve muita “maracutaia”. Mas inexplicavelmente nenhuma autoridade se dispôs a investigá-las.

Conveniente seria recordar  que a ideia inicial do Poder Público investir em setores da economia que seriam necessários ao desenvolvimento, mas que não interessavam à iniciativa privada , por um motivo ou outro, principalmente devido  à baixa rentabilidade, realmente merece todos os louvores.

Os idealizadores da “reforma administrativa”, objeto do  Decreto-lei Nº 200,de 1967, conseguiram dar uma estrutura às empresas integrantes da Administração Indireta do Estado, algumas de direito privado (empresas públicas, fundações públicas e sociedades de economia mista),que deveriam funcionar exatamente nos moldes das demais empresas da iniciativa privada. Mas devido à nefasta interferência dos Chefes de Poder Executivo (Presidente da República, Governadores e Prefeitos), o maior contingente  de empresas vinculadas ao Estado jamais conseguiu o desempenho desejável para o qual fora programado.

Essa realidade se  deve ao fato da nomeação dos dirigentes e conselheiros não se dar como deveria ser, ou seja, pela competência profissional, como se procede na iniciativa privada,  e sim como mera acomodação política  e mesmo paga por apoios políticos em campanhas eleitorais. Com essa  medida  encheram a direção e o quadro funcional  dessas  empresas com nepotismo, empreguismo, incapacitados e ladrões. Jamais essas empresas poderiam dar certo, tanto quanto deveriam.  Então criaram as condições para privatizá-las com pleno apoio e aplausos da opinião pública, que mais erra que acerta.                                                                                     

Hoje mesmo estamos lendo nos jornais que o GRUPO GERDAU resolveu afastar do  seu  comando executivo todos os membros da própria  família “Gerdau” , substituindo-os por competentes executivos selecionados  no mercado. Ora, se uma família dessa estirpe , que conseguiu erguer um dos maiores conglomerados empresariais do Brasil, sentiu-se com deficiências para prosseguir no comando do grupo, o que não dizer desses “borra-bostas” que para serem eleitos para qualquer coisa  basta ter um título de eleitor, mas que paradoxalmente  têm  ilimitados poderes para preencher os cargos diretivos das empresas do Estado, algumas delas com o porte de uma Petrobrás, Eletrobrás, com patrimônios superiores ao Grupo Gerdau?  ?  De quem é a culpa da caótica situação das empresas do Estado, cujo desgaste até justificaria as suas privatizações, apesar de muita gente “amiga” do Governo estar na “fila” para faturar alto?

Resta acrescentar que muita “grana” de origem ilícita deve ser aplicada nas privatizações que se avizinham. E certamente muitos desses investimentos vão configurar uma segunda legalização dos ativos  desonestos que estavam  “lá fora” e que foram alvo daquela tal de “repatriação” do dinheiro roubado, mas onde tudo foi perdoado em troca do pagamento de imposto.Com essa política os ladrões estarão sendo premiados e passarão a ser donos do patrimônio que antes era do povo ,e que acabarão comprando muito  barato em virtude da subavaliação que serviu de base  para a venda, como na época de FHC já foi.

Sérgio Alves de Oliveira-Advogado e Sociólogo.

4 comentários:

Loumari disse...

Brésil : le président Michel Temer a décidé de retirer le statut de protection d'une zone de forêt tropicale de quatre millions d'hectares

Au Brésil, quatre millions d'hectares de réserve naturelle pourront désormais être exploités par des entreprises minières. Michel Temer, président par intérim, a en effet décidé d'abroger le statut de réserve naturelle d'une zone située à cheval entre les États du Pará et de l'Amapá, qui avait été instituée vers la fin de la dictature militaire, en 1984. Objectif : attirer les investisseurs et faire un appel du pied en direction du secteur minier.

La Renca (Réserve National de Cuivre et Associés) protégeait jusqu'à présent une zone extrêmement riche en or et en métaux cuivrés de quatre millions d'hectares — l'équivalent de la taille de la Suisse — de toute forme d'exploitation. Et pour cause, de nombreuses réserves naturelles et populations autochtones se trouvent également sur ce territoire
Depuis son arrivée au pouvoir, Michel Temer a enchaîné les décisions revenant sur un bon nombre de réformes progressistes, particulièrement au niveau du secteur social et de la préservation environnementale. Président par intérim du pays depuis la destitution de la présidente élue Dilma Roussef au terme d'une procédure d'impeachment controversée, qualifié par ses opposants de « coup d'état institutionnel», il est au cœur d'une vive contestation populaire, qui réclame à son tour sa destitution.

En attendant les élections de 2018, ce conservateur est accusé par l'opposition de profiter de sa position pour servir les intérêts des grands lobbies de l'agro-business et des exploiteurs miniers, extrêmement influents.

http://www.demotivateur.fr/article/au-bresil-un-gigantesque-pan-de-foret-amazonienne-grand-comme-la-suisse-est-ouvert-a-l-exploitation-miniere-11063

Loumari disse...

Brasil: o presidente Michel Temer decidiu retirar o status de proteção de uma área de floresta tropical de quatro milhões de hectares

No Brasil, quatro milhões de hectares de reservas naturais serão agora explorados por empresas de mineração. Michel Temer, presidente interino, decidiu revogar o status de uma reserva natural de uma área que se encontrava sobre os estados do Pará e do Amapá, que foi estabelecido no final da ditadura militar, em 1984. Objetivo: atrair investidores e fazer uma chamada para o setor de mineração.

A Renca (Copper and Associated National Reserve) protegeu até agora uma área rica em metais de ouro e cobre de quatro milhões de hectares - o equivalente ao tamanho da Suíça - de qualquer forma de exploração. E por uma boa razão, muitas reservas naturais e populações indígenas também são encontradas neste território
Desde o início do mandato, Michel Temer seguiu as decisões de uma série de reformas progressivas, particularmente no setor social e preservação ambiental.

Presidente interino do país desde a demissão do presidente eleito Dilma Roussef após um polêmico processo de impeachment, descrito por seus oponentes como um "golpe institucional", ele está no cerne de um forte protesto popular, Por sua vez, exige sua demissão.

Na pendência das eleições de 2018, o conservador é acusado pela oposição de aproveitar sua posição para servir os interesses dos lobbies agro-empresariais e os exploradores mineiros de grande influência.

Anônimo disse...

Não sei , não, mas essa vontade de sair vendendo tudo quanto é empresa estatal é medo do João Dória vencer as eleições e não ter mais nada para privatizar? Temer quer os "louros" só para ele?

Sergio Soares disse...

Que saudade da época na qual a Vale do Rio Doce,empresa que merecia ser ,de longe a nº 1 do mundo na área de minerais e no geral.A privatização,entre outras finalidades,tirou do estado (e do controle da Vale) minérios como o nióbio.Literalmente a empresa “levou ferro”(ao estilo do Jorge Serrão).Com relação ao último parágrafo,dou apenas um exemplo do Rio.O ex-secretário de finanças do Brizola (2 vezes) e ex-prefeito (3 vezes) César Maia,um astuto larápio do erário público,deixou para seu último mandato uma faxina completa do dinheiro do rico município do Rio(só os royalties do petróleo e o turismo já fazem um “estrago”).A título de contabilidade da megalavagem de dinheiro público ,cito algumas obras inúteis e superfaturadas : cidade da música (agora das artes pelo “afilhado”Paes) ,tremendo elefante branco; estádio João Havelange(de nome modificado após descobrirem outro mega-bandido);conjunto residencial feito pela Agenco em Jacarepaguá,uma área pantanosa,e construído sem fundações adequadas (superfaturadas);os próprios jogos panamericanos,que foram balão de ensaio para os jogos olímpicos); a transferência de contas-salário dos funcionários públicos para o banco santander,sem chôro nem vela;a contratação de novos funcionários sem concurso e qualificação para cargos de 3º e 2º graus.Em suma ,sumiu o dinheiro.Aí vem a pergunta(tão difícil de responder quanto a que quer saber o nome do maior ladrão da história do Brasil 9DEDOS) : por quê o Sr. Rodrigo Maia tentou colocar em votação por 3 vezes de madrugada o perdão do caixa 2 para os valores expatriados do país,pagando só 25% de impostos e limpando a falcatrua ganeralizada?Acho que cadeia é pouco para estes pústulas.Concordo com Antônio José Ribar Paiva;é crime de traição à pátria,e todos sabemos a punição qual é.E olha que eu sigo a filosofia budista como referência.