terça-feira, 29 de agosto de 2017

Argumentos mentirosos para privatizar a Eletrobrás


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Heitor Scalambrini Costa

A palavra privatizar é definida como: “realizar a aquisição ou incorporação de (empresa do setor público) por empresa privada”, “colocar sob o controle de empresa particular a gestão de (bem público)”.

Foi anunciado recentemente pelo atual governo golpista (sem voto, sem credibilidade popular) a aceleração do processo de depredação e entrega do patrimônio público com um amplo programa de privatizações, que pretende transferir áreas de mineração e exploração de petróleo e gás (incluindo o pré-sal), usinas e empresas de energia, portos, ferrovias e outros.

O que teria então demais que uma empresa pública (de todos) fosse adquirida por uma empresa privada (de alguns)?

Existem setores estratégicos em um país que devem ser conduzidos, geridos pelo Estado. Setores esses essenciais a soberania do país, a conquista de direitos alienáveis. O setor elétrico é um deles. E vários países chamados desenvolvidos entendem assim (França, Alemanha, Austrália, …).

Uma das empresas arroladas na privatização é a Eletrobras, a maior companhia do setor de energia elétrica da América Latina, atuando no segmento de geração, transmissão e distribuição, controlando 15 subsidiárias. É uma empresa de participações que tem 50% do capital social da Itaipu Binancional.

Além disso, diretamente ou através de subsidiárias, possui participação em mais de 170 Sociedades de Propósito Específico (SPE). Entre 2012 e o primeiro trimestre de 2016 distribuiu a seus acionistas mais de R$ 9 bi de dividendos e juros sobre capital próprio.

A justificativa para a privatização desta empresa é a de melhorar a eficiência, a qualidade e diminuir as tarifas; além de abater a dívida pública. Todavia, experiências recentes, vindas do governo FHC, mostraram que com as privatizações realizadas naquele governo (mesmos personagens que comandaram o processo de privatização na época, o fazem hoje no governo golpista), que a dívida pública só aumentou, as tarifas aumentaram muito acima da inflação e aconteceu o racionamento.  Esta foi a consequência direta da privatização de parte importante do setor elétrico (toda distribuição, parte importante da transmissão, e uma pequena parte da geração).

É uma afronta a inteligência de qualquer cidadão/cidadã deste país o discurso do serviçal ministro de minas e energia, que desavergonhadamente mente a nação brasileira sobre os beneficios de privatizar a Eletrobras e outras áreas subordinadas a seu ministério. É  crime lesa-pátria o que este Coelho (pai investigado por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro) vem patrocinando, amparado por um governo com total falta de legitimidade, que golpeou a democracia brasileira. Esperamos que em algum momento tenha a punição devida.

O ministro borbônico age como mero serviçal dos interesses do mercado, do agronegócio, do capital e do sistema financeiro. Totalmente na contramão dos interesses da maioria do povo brasileiro. Um anti-brasileiro oriundo do sertão pernambucano, que será lembrado pelo entreguismo dos bens públicos em seu curto mandato (esperamos assim). Triste sina para os petrolinenses.


Heitor Scalambrini Costa é Professor aposentado da Universidade Federal de Pernambuco.

4 comentários:

Anônimo disse...

Quando um cronista começa seu texto falando em "governo golpista", está na hora de parar a leitura, pois em seguida virão argumentos de vinculação ideológica com a quadrilha que foi defenestrada do poder em 2016.
Xô, Satanás! Xô, Satanás!
Vocês fracassaram, perderam o rumo e foram devidamente enquadrados como não-confiáveis pelos eleitores, em 2016!!!
Paulo Onofre.

Anônimo disse...

Com toda a certeza, o professor é de esquerda, o que é comum em professores de universidades pública, caso do professor aposentado. O que ele diria da privatização das estatais de telefonia, quando só na minha cidade, um cidadão tinha 3000 telefones, telefones linha fixa, já que na época não existia celulares. Tínhamos que relacionar a linha na declaração de imposto de renda. Pessoas de baixa renda não tinham a mínima condição de possuir um telefone. Com a privatização, o valor caiu extraordinariamente e as linhas eram ligadas rapidamente, diferente de antes, quando levava um tempo absurdo para se instalar uma linha em uma residência. Após a privatização, todos podiam ter linhas fixas e hoje todos podem ter um celular.
Mas não adianta mostrar esse exemplo para o professor socialista, de esquerda radical. Nada convence um militante de esquerda, dilmista ou petista, fato constatado quando chama o atual presidente de golpista, como o fazem os petistas e dilmistas. Pena que as privatizações, na época, não atingiram todas as estatais, incluindo a Petrobras, Banco do Brasil e tantos outros dinossauros estatais.

Anônimo disse...

Se privatizar sempre trouxesse tantos resultados positivos como estão falando, (eficiência, menos despesas...) então, meu sonho para o futuro seria privatizar o Congresso Nacional.Como não pode, então, é melhor fechar de uma vez. Já estão aparecendo candidatos "maravilhosos" para 2018: Ronaldinho Gaúcho e o cara do "papa-capim", que viralizou nas redes sociais. E não duvidem, serão eleitos. No Pará, uma viciada que apareceu em redes sociais convidando a todos para uma "social"(festa) regada a bebidas e drogas foi, pasmem, convidada a ser candidata a vereadora. Felizmente não foi eleita e no início desse ano foi assassinada por traficantes. Que pais é esse?!

Manuel Maeder disse...

o que o ilustre professor esquerdista(sic)nao disse, è que essa estrovenga chamada Eletrobras esta sendo vendida porque a Anta-Mor conseguiu destruir algo que ja era ruim ha muito tempo,cabide de emprego de apaniguados politicos,com uma verdadeira casta de marajas encastelados a decadas,filho mais velho do Sarney por exemplo, ineficiente, inutil e dispendiosa,mas evidentemente o professor esquerdoso ainda acha que o Estado pode ser bom empresario. Ainda bem que esta aposentado. Veste teu pijaminha e vai cuidar dos netos professor, teu tempo ja passou.