sábado, 5 de agosto de 2017

Dos nossos farsantes


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Renato Sant’Ana

É repulsiva a vilania da esquerda brasileira ao apoiar a fraudulenta instalação de uma assembleia constituinte na Venezuela, o golpe de Nicolás Maduro para ter mais poder e praticar toda sorte de abuso: da asfixia do parlamento à execrável tortura. Mas faria sem o Brasil?

As diretrizes da "revolução bolivariana", que infelicita a Venezuela, foram traçadas no Foro de São Paulo, um conciliábulo infame criado em 1990 por Hugo Chaves, Fidel Castro e Lula. (Por que é que tanta gente desconhece isso? Por que é que a imprensa nunca fala nisso?) Pois bem, o plano traçado por aqueles três (parcialmente executado pelo PT, mas completo na Venezuela) é - ATENÇÃO! - "dar um golpe dentro do Estado": usar mecanismos democráticos para tomar o governo e, uma vez lá, subverter a ordem democrática, degenerar o Estado de Direito e implantar o "neocomunismo" ou, no melhor marketing, o "socialismo do século XXI".


Escapamos arranhando

Em 2013, quando a grossa corrupção do governo petista ainda não havia aparecido de corpo inteiro, Dilma Rousseff, com mais de 80% nas pesquisas, também queria instalar uma "assembleia constituinte". Mas a Lava Jato abortou a farsa. E o plano de "fazer as reformas por dentro" (expressão usada por petistas na intimidade) começou a fracassar. O povo brasileiro despertou e deu um basta ao assédio bolivariano. Foi só por isso que o lulopetismo não conseguiu extinguir o Estado de Direito nem implantar a "revolução" no Brasil.

Em 2015, a opinião pública, mal articulada, desorganizada e sem um líder a seguir (o que é mais bom que ruim) agitou as ruas contra a corrupção, síntese do lulopetismo. E suscitou mudanças! Longe do ideal, claro. Mas pró-faxina!

O povo das ruas precisa reconhecer que o mérito disso foi seu. Não da classe política. E convirá reagir novamente. Hoje, um grito de solidariedade para com o sofrido povo venezuelano terá duplo efeito, porque vai repelir também a truculência da esquerda brasileira.


Renato Sant'Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito.

2 comentários:

jomabastos disse...

É claro que os governantes comunistas do Brasil sempre apoiaram a Venezuela... Cuba, Nicarágua, Bolívia, Uruguay, Equador... e ainda não estamos livres desses comunistas, pelo contrário, eles trabalham sorrateiramente aqui no Brasil. Portanto, há que termos muito cuidado. O Brasil indiretamente ainda apoia Cuba através do programa Mais-médicos.
A mídia brasileira pouco fala dos comunistas, dos socialistas pró-Rússia e pró-China que apoiam os países comunistas da América Latina e de África.

Anônimo disse...

Nossos políticos vivem falando em social e transformação da sociedade, os chavões da esquerda e, no poder, correm para os bancos e fazem emissões de títulos sem controle para o povo pagar a conta. Ora, que empresta é conivente com essa safadeza. Logo, desapropriar esses créditos por interesse social é a via mais simples para liberação de mais de 50% da arrecadação nacional que vai todo santo mês só para o pagamento de juros dos 3 triliões que o Lula e a Dilma inventaram para os brasileiros. Pior é que isso continua acontecendo mesmo depois da lava jato.