quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Os tresloucados generais de Kim Jong-Um


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Alves de Oliveira

Aqueles que conseguiram assistir  a gravação  das imagens e guardar na memória a reação dos militares de alta patente que cercavam Kim Jong-un, logo após o lançamento com êxito  de um míssil balístico que atravessou   o Japão, numa ilha que fica na região norte do  seu  espaço aéreo, em 29.08.17, bem poderão compreender por que o ditador tem um poder  interno absolutamente incomparável e sem limites.

Os generais que estavam à sua volta comemoravam a “vitória” e mais pareciam ratos saltitantes agradecendo as migalhas recebidas de alguém que não tem  cara de uma pessoa normal. A reação dos militares da República Popular “Democrática”(?) da Coreia, em flagrante puxa-saquismo a seu líder máximo, vibravam, pulavam, davam “cambalhotas”, riam e comemoravam com palavras e gestos exagerados , o “grande” feito do tirano norte-coreano que os lidera, de uma maneira tão contundente que igual só se observa nas torcidas que comparecem em massa aos estádios de futebol. Esse tipo de reação efetivamente  não condiz com  situações  de ameaças nucleares  à humanidade.

Mas o espírito dos dirigentes da Coreia do Norte é exatamente esse. A sua “elite” política e social é constituída pela classe dos militares mais graduados. Enquanto o povo norte-coreano vive num regime de repressão e opressão, combinada com miséria sem paralelo no mundo inteiro, ao mesmo tempo ele é forçado a sustentar um Exército cujo efetivo corresponde a mais de 10% (dez por cento) da população.

A Coreia do Norte é um país pequeno que tem um potencial bélico com tecnologia quase equivalente aos “grandes”. Tanto que está incluida no seleto grupo dos que dominam  artefatos nucleares. E como o seu ditador tem poderes absolutos, só depende do comando dele o disparo de mísseis com ogivas nucleares capazes de matar multidões e destruir grandes cidades.

Mas tudo leva a crer que esse tirano é um sujeito absolutamente irresponsável e inconsequente em relação ao seu país e ao seu povo. O “ego” dele está acima de tudo. Acima do povo e da nação que dirige. Mas ao mesmo tempo em que ele tem poder de fogo para destruir boa parte do  mundo, parece desprezar que seria absolutamente certa uma reação imediata bem mais que “à altura”. Não demoraria mais que poucas horas para que a Coreia do Norte fosse riscada do mapa e virasse cinzas.  Seria  consequência inevitável e  natural.

A grande esperança do mundo para que se evite tantos estragos fica à cargo do Governo Chinês ,que parece ser o mais influente dentre todos em relação à Coreia do Norte. Independentemente de “afinidades” ideológicas que possa ter com o país vizinho, se porventura deflagrado o conflito mundial, a China teria muito a perder, independentemente do lado em que ficasse no conflito ,vitorioso ou derrotado, vendo interrompidos todos os grandes esforços que tem feito através de muitas décadas para se tornar uma das nações mais prósperas e ricas do Planeta. E sabe-se que destruir é bem mais fácil do que construir. O que leva séculos para ser erguido pode levar minutos para ser destruído.

O melhor exemplo que se poderia encontrar  para o perigo que representa  o domínio e posse de artefatos nucleares pela Coreia do Norte, poderia ser representado pela estupidez da entrega  de uma arma de fogo carregada a uma criança travessa.

É claro que aqui não se tem a ousadia nem a pretensão  de tentar afastar os riscos que representam os artefatos nucleares à humanidade. Eles já estão aí, como fatos consumados, e difícil está o seu controle. Mas as grandes potências que dominam essa tecnologia conseguiram manter-se em equilíbrio, por enquanto, o que tem evitado qualquer provocação, de um lado ou outro. Mas no meio dessa situação equilibrada surge uma Coreia do Norte “da vida”, com um dirigente maluco, e consegue “desequilibrar” esse equilíbrio.

O “outro” problema tem mais tempo para resolver. O de Pyongyang, não. Deve ser atacado imediatamente. Agora.  Caso contrário, poderá ser tarde  para evitar-se tantos estragos de dimensões e abrangência  imprevisíveis.

Sérgio Alves de Oliveira é Advogado e Sociólogo.

2 comentários:

Anônimo disse...

Nem brinquem com isso. Esse povo estrangeiro acha que a capital do Brasil é Buenos Aires. São ruins de geografia. Vai que esse louco digita as coordenadas nos Estado Unidos errado e manda um míssil na capital dos Estados Unidos do Brasil? Tem que avisar lá que só pode disparar o míssil de terça a quinta.

Sérgio Alves de Oliveira disse...

Caro "anônimo"das 8:53 PM. Considerando a hipótese suscitada por VaSa,os militares que tomaram o poder em 64 foram muito espertos.Prevendo a possibilidade do surgimento de algum ditador norte-coreano,ou outro qualquer, que pudesse fazer essa confusão de trocar as coordenadas geográficas dos EUA pelas do Brasil para direcionar os seus mísseis,logo trataram de mudar o nome do Brasil de "Estados Unidos do Brasil",como estava na Constituição de 1946,para "República Federativa do Brasil",como constou na Constituição de 1967 que eles escreveram,e continua até hoje,com a de 1988.