terça-feira, 19 de setembro de 2017

A razão do General Mourão e do Zezé de Camargo


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

O General de Exército na ativa Antônio Hamilton Martins Mourão tem todo direito de exercer sua liberdade de expressão e manifestar a defesa da Intervenção Constitucional, se o Judiciário fracassar na tarefa de livrar as instituições do domínio do crime. O militar não pode ser punido por ter dito uma verdade que apavora corruptos e a pretensa intelectualidade esquerdista que não sabe que a Democracia é a Segurança do Direito, através do exercício da razão republicana.

O General Mourão, em nenhum momento, pregou “golpe militar” – como alguns idiotas inúteis e canalhas confessos o vêm acusando. Na palestra fechada, restrita aos membros de uma loja maçônica em Brasília, em nenhum momento o membro do Alto Comando do Exército pregou o “retorno de um governo dos militares”. O Diretor de Economia e Finanças da Força Terrestre apenas admitiu que a Intervenção Constitucional é uma hipótese concreta e estudada pelos militares, caso o Judiciário não consiga resolver “o problema político”.

É ilegal, ilegítimo e imprevidente que Mourão sofra qualquer punição. O ministro da Defesa, Raul Jungman, soltou ontem uma nota esquisita, falando que foram discutidas “medidas cabíveis a serem tomadas”. O Comandante do Exército, Eduardo Villas-Bôas, ainda não emitiu qualquer comentário público sobre a delicada situação. Em tese, pela legislação em vigor, Mourão só poderia fazer uma manifestação com autorização expressa do Comando da Força. Se Mourão, que é maçom, fez a palestra e falou o que tinha de ser dito é porque, subliminarmente, a opinião dele reflete a do Alto Comando militar.

Uma “crise militar” é tudo que o Presidente Michel Temer menos deseja. Ainda mais mexendo com Mourão que é um dos comandantes militares mais populares nas redes sociais. O General ganhou fama ao ser punido, em 2015, quando “ordens superiores” lhe tiraram do Comando Militar do Sul por ter criticado a classe política corrupta e defendido uma “luta patriótica” a favor do Brasil. Mourão também havia dado autorização a um quartel gaúcho para homenagear o falecido Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra – a quem Mourão foi subordinado e do qual era grande amigo pessoal.

Ao ter respondido a uma pergunta sobre “Intervenção Militar” na palestra dada na Maçonaria, Mourão pode ter refletido apenas sua opinião pessoal e não a da maioria do Alto Comando do Exército. No entanto, a sinceridade, a coragem e a honestidade intelectual dele ganharam repercussão com a divulgação, nas redes sociais, do vídeo do evento. Uma eventual punição a Mourão só vai reverberar a visão de Mourão nos meios militares e na sociedade civil organizada que defende o que é chamado imprecisamente, no popular, de “Intervenção Militar”.

A regra é clara! Militares não farão qualquer intervenção, por iniciativa deles próprios, a não ser que o Brasil mergulhe em uma guerra civil declarada que os obrigue a agir em conformidade no que está previsto no artigo 142 da Constituição. O máximo que pode acontecer, na realidade, é que o Poder Militar, convocado por algum dos outros poderes, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, promova alguma ação pontual. Ou, então, que os militares dêem total respaldo a uma ação legítima do povo em uma legítima, legal e inédita “Intervenção Constitucional”.

Os militares não têm projeto de governar o Brasil – conforme ocorreu entre 1964 e 1985. No entanto, já cansaram de afirmar publicamente que não abrem mão do papel estratégico de colaborar na formulação de um Projeto Estratégico para a Nação. O problema é que a maioria dos políticos não deseja isto. A politicagem está mais focada em se locupletar com o dinheiro e as vantagens públicas, defendendo-se das tsunâmicas acusações de corrupção.

Se Mourão for punido agora, estará criado o “mártir” político perfeito para influenciar na sucessão presidencial de 2018 e catalizar o desejo de muitos brasileiros favoráveis às intervenções: a Militar (improvável, por alguma “quartelada”) e a Institucional/Constitucional (em maturação, um processo irreversível, a partir da mobilização e vontade dos setores organizados da sociedade).

Antes de ferrar o General, uma perguntinha: Será que algum “intelectual” terá coragem (ou cara de pau) de pedir punição para Zezé de Camargo? O ex-cabo eleitoral da campanha de Lula em 2002 é um defensor da intervenção militar. Em recente entrevista à jornalista Leda Nagle, na revista Quem, Camargo detonou: “Nós não vivíamos uma ditadura”. Vivíamos um militarismo vigiado”.

Correta ou não tão exata, a visão do ídolo sertanejo reflete o senso comum que vai se tornando hegemônico na maioria da sociedade brasileira que se considera vítima da insegurança, gerada pela combinação da corrupção com a violência que consagra a impunidade.   

Resumindo: O General Mourão e o cantor sertanejo apenas reproduziram o senso comum, com o peso da autoridade de um militar do Alto do Exército. A maioria das pessoas não aguanta mais tanta roubalheira que acaba impune por falha do sistema judiciário (incluindo o Ministério Público).

Só a galera que afana e deixa roubar milhões não quer ver o tsunami em andamento. Ninguém suporta mais o domínio do crime sobre a vida das pessoas no Brasil. Só uma inédita Intervenção Constitucional pode promover profundas mudanças estruturais no Estado-Ladrão brasileiro. E os militares, dizendo ou não, querendo ou não, terão de ajudar neste trabalho, ou acabarão derrotados pelo Poder Criminoso.

Assim, antes de punir o General, cabe uma outra perguntinha indefensável ao Ministro da Defesa: Por que você não cuida da “guerra civil” na favela da Rocinha, em vez de ficar perdendo tempo com o que o Mourão falou no (inexistente) segredo de uma Loja maçônica?

Mourão, Zezé de Camargo e tantos outros brasileiros que desejam uma “intervenção” contra o Crime Institucionalizado estão absolutamente com a razão...


Palestra completa do Mourão na Maçonaria

Paisagismo

 

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Sapateando – ou a Onça subiu no telhado...


General Mourão, em 2015...

“País Canalha é o que não paga precatórios”
              
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Foi preciso que um patriota destemido dissesse o que o país inteiro queria ouvir:

Em outras palavras: “ou o judiciário funciona ou nós imporemos uma solução para o Brasil!”

Corre, corre na geral!

Barata voa e seu “cumpadre” se borra à toa!

No passado, a Anta mudou o falante de lugar, para uma escrivaninha,e nada aconteceu. Os tempos eram outros... Não se havia encontrado o mocó dos 51; nem a Cãospiração dos açougueiros com o flechador.

Hoje, o substituto antífero está mais preocupado em salvar o próprio rabo do que demonstrar sua “otoridade”. Ainda mais que o alvo do recado foi um urubuzário pelo qual não morre de amores.

Karma Lúcifer e seus pupilos deverão receber o Auxílio- Fralda -Geriátrica.

Enfim, nem o chefe da Onça sente-se com ânimo de explicitar o “racha” no bambuzal!

As irmãs da felina também estão pela tampa. Corte no orçamento poderá levá-las ao “onçamento”.

Assim, a mídia borra-botas sapateia de raiva; sabe o que lhe espera.

Zoofilia com dona Onça não é mole ! Santo Ander, devagar com o andor!


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

A sombra da Guilhotina


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Antônio José Ribas Paiva

A criminalidade política, que usurpou os Poderes da República, seus barões do serviço público e a mídia comprada estão em polvorosa, porque um general afirmou o óbvio: " que o Nosso Exército cumprirá a sua destinação constitucional, determinada pelo art 142 da carta, caso as instituições não consigam autodepurar-se do crime , que as permeia."

É, apenas, o mandamus constitucional, nada de novo ou ameaçador. 

Então, por que tanta revolta, tantos protestos?
         
Aos homens de bem não causam temor, declarações de autoridades em defesa da lei, da ordem e do futuro do Brasil.
       
Somente o lumpem da sarjeta política, que o usurpou os Três Poderes da República, está apavorado com a SOMBRA DA GUILHOTINA!
         
Até agora, essa corja tem se aproveitado, com exclusividade, da coisa pública, à custa da escravidão da Nação, que só faz trabalhar e pagar impostos confiscatórios. Chega!
       
Parabéns General Mourão, parabéns EXÉRCITO BRASILEIRO, contem com o irrestrito apoio da cidadania, em tudo o que for necessário fazer, para salvar o Brasil !!!

INTERVENÇÃO CONSTITUCIONAL JÁ!


Antônio José Ribas Paiva, Jurista, é Presidente do Nacional Club.

Avante, General Mourão!


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Alves de Oliveira

Causou grande desconforto e reboliço  devastador, pior que um furacão Categoria 5, a palestra do General de Exército da Ativa, Hamilton Mourão, na Loja Maçônica Grande Oriente, em Brasília, no dia 15.09.2017, especialmente nos meios políticos e militares. O pessoal da esquerda, como a Senadora Gleisi Hoffmann, Presidente (a?) do PT, chegou a ter  ataques e crises histéricas, exigindo imediatas providências punitivas ao general pelo  Comandante do Exército, Ministro da Defesa e Presidente Temer.

Todos foram colocados na “parede” pela dita Senadora , certamente cedendo aos apelos do “reizinho” que ela pensa ter na barriga. Mas qual teria sido o “crime” do General Mourão, merecedor de punição? Em primeiro lugar o General Mourão demonstrou que realmente é um cidadão bem preparado e informado, trazendo à tona a sua enorme  bagagem de conhecimentos não só nas questões militares e políticas do Brasil, como também do Mundo, cumprindo com  maestria o extenso e complexo roteiro da sua palestra.

Terminada a minuciosa exposição, a organização do evento sorteou meia dúzia de perguntas das tantas que foram feitas para serem respondidas pelo General Mourão. Em uma delas foi perguntado sobre a possibilidade de haver uma intervenção do Poder Militar, com base no artigo 142 da Constituição, em vista da crise política enfrentada pelo país. Esse tema não estava  previsto  no roteiro da palestra. Mesmo assim, o general não deixou de responder, ficando  claro que o que ele diria não seria necessariamente a posição do Exército, e sim  somente dele.

A clara resposta dada sobre esse assunto não teve nada de “política”. Ela foi puramente “jurídica”, e seria certamente respondida de igual maneira por qualquer operador do direito “diplomado”. O general somente cometeu o “crime” de repetir o que estava escrito na Constituição.

O que está disposto no citado artigo 142 da Constituição? Simplesmente assim:  “AS FORÇAS ARMADAS,CONSTITUIDAS PELA MARINHA,PELO EXÉRCITO E PELA AERONÁUTICA.....DESTINAM-SE À DEFESA DA PÁTRIA,À GARANTIA DOS PODERES CONSTITUCIONAIS E,POR INICIATIVA DE QUALQUER DESTES,DA  LEI E DA ORDEM”.

Ora, apesar do General Mourão não ter habilitação como  operador do direito, ele deixou claro que não é  nenhum  analfabeto funcional , ou seja, aquele que  sabe ler ,mas  não compreende o que lê, como grande parte do oficialato das FA que o censurou pela palestra. Bem sabe o general, por exemplo, que a intervenção por requisição de algum dos Três Poderes somente seria exigível nas hipóteses de “garantia da lei ou da ordem”. 

Aliás, esse tipo de “intervenção” tem sido usado indiscriminadamente  pelos Presidentes da República. Usam-na até para acabar com briga da cachaceiros em botequins. A vírgula estrategicamente disposta  na redação do artigo, “in fine”, não deixa qualquer dúvida sobre essa interpretação. Nas outras duas hipóteses de intervenção (defesa da pátria e garantia do poderes constitucionais) ,não há necessidade de requisição das Forças Armadas por algum dos Três Poderes, como “burramente” tem interpretado em vários declarações à imprensa inclusive  o Comandante do Exército. Elas podem e devem agir de moto próprio.

Registre-se, por oportuno, que a alegação de eventuais restrições legais para essa atitude das FA, por decisão própria, por força da Lei Complementar 97, de 1999, que regulamenta o art. 142 da CF, não poderia prosperar devido à sua flagrante INCONSTITUCIONALIDE, infelizmente até hoje não levantada pelas entidades que poderiam e têm competência para fazê-lo. Mesmo uma lei complementar não pode alterar a constituição.
Sem dúvida os pressupostos para a intervenção constitucional motivada por ameaças aos Poderes Constitucionais e defesa da pátria, por exclusiva  iniciativa e decisão das Forças Armadas ,já estão presentes.

Os Poderes Constitucionais, representados pelo Poder Executivo, Legislativo e Judiciário, foram invadidos por delinquentes de toda espécie, perdendo totalmente suas legitimidades. Por seu turno a “pátria” está sendo incontrolavelmente invadida por uma política de migrações extremamente tolerante ,justamente num momento em que o Mundo  sofre trágicas consequências, inclusive com o terrorismo, incentivado por organismos internacionais que também já  foram tomados pela nefasta  política  mundial, como a ONU e a UNIÃO EUROPEIA.

Também a soberania brasileira  está sendo compartilhada e parcialmente entregue ao FORO DE SÃO PAULO, criado por Fidel Castro e Lula, em 1990, cujas diretrizes aplicadas no Brasil persistiram mesmo após  o afastamento da Presidente Dilma, tudo acontecendo sob os olhares indiferentes e omissos das Forças Armadas.

Aos leitores  que se interessarem por esse  tema, tenho estudos anteriores já publicados, como, dentre outros: “As Forças Armadas podem intervir?” ; “Eu acuso as Forças Armadas de traição”; “Comando Militar do Sul (ou) Exército Sul-Brasileiro? “O Exército Fantoche da Hierarquia”; “...E o General Mourão amarelou” ; “Destrinchando a Intervenção do artigo 142 da Constituição”; “A incompreensão castrense da Intervenção Constitucional”; “Desobediência civil dos juízes? E dos Militares?” ; “Palavras de um tresloucado” “ Falta Macho nas Forças Armadas? “; O Exército Marionete do Presidente” .

Sérgio Alves de Oliveira é Advogado e Sociólogo.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Gol na mão grande vale, Raquel Dodge?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Quem acredita no conto da carochinha de que “as instituições estão funcionando normalmente” no Brasil deveria prestar atenção no antes e depois da posse de Rachel Dodge na chefia da Procuradoria-Geral da República. O flechador Rodrigo Janot deu uma desculpa esfarrapada para não ir ao evento. Alegou que recebeu um convite “muito impessoal”, por e-mail” de Raquel. Mas todo mundo sabe que o motivo real de Janot é não ter de ficar frente a frente com Michel Temer – alvo de suas flechadas e que é o “padrinho” da indicação da Rachel.

Não termos uma transmissão de cargo civilizada na PGR é mais uma prova de que a situação institucional se mostra pra lá de anormal no Brasil dominado pelo Crime Institucionalizado. Lamentável é constatar e ler na mídia fofoqueira que existe uma “briga de grupos” dentro do Ministério Público Federal – que tem um papel fundamental no combate à corrupção sistêmica. Pior ainda é saber que o trabalho da Lava Jato pode ser gravemente prejudicado pela guerrinha interna entre procuradores federais. As “flechas” autofágicas são perigosas, pois podem gerar perseguições, rigor seletivo e, no final das contas, viabilizar a impunidade a corruptos.

Na cúpula dos podres poderes, tem gente pregando, há muito tempo, que a Lava Jato precisa chegar a um final (feliz é difícil...). Por isso, a nova Procuradora-Geral Rachel Dodge tem logo a primeira missão espinhosa de mostrar, na prática, o combate à corrupção não vai ceder. Especula-se que isto será demonstrado imediatamente, com um bode expiatório previsível. Os corruptos da petelândia vão apanhar como nunca... Já os corruptos do PMDB – recém atingidos pelas flechadas do Janot – ficarão para depois... Quem sabe, um dia...

O apoio público e explícito que Rachel Dodge recebeu de “craques peemedebistas” como Renan Calheiros & cia... O supremo ministro Gilmar Mendes – outro inimigo declarado da Lava Jato – também figura entre os apoiadores da escolha e nomeação de Dodge feita por Michel Temer – alvo notório do agora ex-cacique Janot... Isto é mais ou menos como comemorar a legalidade e legitimidade de um gol de mão marcado pelo Corinthians contra o Vasco da Gama – apenas para usar uma metáfora futebolística recente, bem ao gosto do nobre corinthiano Luiz Inácio Lula da Silva...

É previsível que o ritmo frenético e até espetaculoso imposto por Janot deixará de vigorar na gestão da Raquel? Por enquanto, ela merece o crédito de quem assume o cargo agora... O jeito é aguardar para ver o que realmente vai acontecer com o futuro da Lava Jato. A delação da OAS, que pede passagem suprema, e ameaça mexer com grupos no Judiciário, será um grande teste geral sobre o destino imediato da Lava Jato. Aguardemos os efeitos das mexidas no time da Força Tarefa que joga contra os bandidos com foro privilegiado...

Apesar das dúvidas, o importante é uma certeza: a Polícia Federal, verdadeira fábrica de bambus para flechadores certeiros, continua operando a pleno vapor – muito mais pela vontade de seus servidores do que pela cúpula do Ministério da Justiça...

Porque não é fácil sobreviver no Brasil – “País onde nenhuma lei é cumprida, nem a Lei de Gaga” – como diria a turma do Rock in Rio que gritou “Fora, Temer”...   


Releia o artigo de domingo: A Polícia Federal é a fábrica de “bambu”


Silêncio ensurdecedor


Maluco ou bandido?


Pura Palhaçada


O jeito é fugir...

 

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 18 de Setembro de 2017.

Censura no Facebook e no YouTube


“País Canalha é o que não paga precatórios”
              
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Quem já esta conectado ao Facebook há vários anos pode testemunhar a queda da qualidade de seus serviços.

Agora os usuários são bombardeados com anúncios, obviamente pagos, e veem cada vez menos postagens de seus amigos.

A receita da empresa é fabulosa mas parece que os lucros não bastam; seus dirigentes querem também o poder.

Conhecendo muito bem o perfil de seus clientes, estão entre os grandes do negócio da BigData. Se não tiverem escrúpulos, “venderão” informações para eventuais sequestradores e outros tipos de bandidos.

Com a censura de postagens, sob o pretexto de banir o conteúdo de ódio, querem nos tornar carneiros assustados e balizar nossos discursos e pensamentos.

Em menor grau, o “patrulhamento” também acontece no YouTube.

Podemos perfeitamente viver sem essas redes sociais. Aconselho a todos que tenham uma lista de endereços de e-mail de seus parentes e amigos; idem de seus telefones.

Um belo dia veremos que fomos excluídos dos serviços. Sem julgamento e sem apelação.

O dia que os agentes da Nova Ordem Mundial também controlarem o serviço de e-mails, aí voltaremos para a idade das trevas.

Você se lembram da “visitinha” da dilmanta a esses senhores, nas sedes de suas empresas? “Ah! Só conversas republicanas!”. Melhor, só conversa mole.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Tchau, Querido...


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Renato Sant’Ana

Volta e meia, meninas do telemarketing de Zero Hora ligam para oferecer assinatura do jornal. Trato-as sempre com muita delicadeza: são jovens trabalhando honradamente. E, sabe-se bem como funcionam essas coisas, ganham mal e sofrem uma tremenda pressão para "terem produtividade". Penso tudo isso, mas não assino o pasquim.

Depois de um preâmbulo paternal, expresso minha recusa. Perguntam por quê. E eu digo: "Enquanto Luis Fernando Veríssimo e Paulo Germano forem colunistas do jornal, eu não assino". Elas insistem. Na expectativa de que a mensagem chegue ao seu supervisor, eu digo: "É que eles defendem ditaduras e eu estou do lado da democracia".

Eu nunca me lembro doutros nomes para referir. Aí, as meninas citam outros colunistas do jornal, algum que eu esqueci, algum que eu nem conheço. Mas eu mantenho o tom gentil e a recusa.

Agora, quando me ligarem, vou ter que inovar. É que Luis Fernando Veríssimo - conforme leio no blog do Jornalista Políbio Braga – foi "demitido" por Zero Hora. Perdi, pois, metade dos meus argumentos...

Aliás, Germano e Veríssimo assinam o que escrevem. Posso discordar de suas opiniões e até ficar irritado com a falsa malandragem de algumas colunas. Mas eles se expõe à crítica do leitor. O pior nesses jornais (Zero Hora, Folha de S. Paulo, O Globo) é o "trabalho de meio de campo", a matéria não assinada que vem com o ranço ideológico que os moços das redações (quase todos jovens) adquiriram nas faculdades de jornalismo dominadas por professores moderninhos: alguns militantes embandeirados; outros apenas tocando de ouvido; em todo caso, uns pamonhas que enfiam o gramscismo na cabeça dos moços que, por sua vez, reproduzem no jornal (nem sempre de modo consciente).

Em suma, certos colunistas até que me ajudam a não assinar Zero Hora, mas quem me faz mesmo rejeitar o jornal é anônimo. Não assino e pronto!

Veríssimo, que faz 81 no próximo dia 26, não precisa de Zero Hora: já está rico, no que nada há de errado. Mas agora tem um canal a menos para instilar suas sutilezas lulopetistas... Talvez fique frustrado... Ou um socialista ricaço não tem frustrações?

Releia no Alerta Total "Veríssimo e a Lava Jato":

http://www.alertatotal.net/2016/06/verissimo-e-lava-jato.html

Renato Sant'Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito.

MP 784/2017


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão

Os desvarios cometidos no mercado financeiro e de capitais aguçou a vontade de se regulamentar pelo caminho da medida provisória 784/17 procedimento específico a cargo da comissão de valores mobiliários (CVM) e o banco central (BACEN) hospedados em procedimento administrativo amplo e com multas vultosas podendo chegar de 5 até 50 milhões de reais.

Resolve alguma coisa,absolutamente não,pois não submete o acordo de leniência ao Ministério Público e se cerca de traquinagem de conceitos genéricos e nada palatáveis para o mercado geral como um todo. É fundamental dizermos que todas as anomalias que se pautam pelos crimes de colarinho branco, de corrupção e o cometimento de dezenas de ilícitos passam pela bolsa de valores e tem uma mão invisível do sistema financeiro.

Assistimos há pouco tempo a prisão de pessoas que atentaram contra o mercado, despejando a venda de ações ou comprando milhões em contratos de derivativos para ganhos de bilhões. Nada obstante é tímido e incipiente o envolvimento de ambos os mercados financeiro e de capitais na apuração desse rasgo atentatória à massa de investidores e no significado da apuração de responsabilidades.

A MP 784/17, por certo, será alterada em diversos pontos pelo parlamento, são quase cem emendas para que possam ser votadas até outubro antes que vença o prazo de vencimento da editada medida. Numa análise perfunctoria de sua percepção o Brasil cria acordos de leniência de todos os modelos e por consequência coloca uma certa confidencialidade nessas circunstâncias e não permite que os bancos e operadores do mercado passem a figurar direta ou indiretamente nas ações penais voltadas para depuração de suas responsabilidades.

As instituições estão atravessando grave crise e um momento delicado. A medida provisória retira das alçadas competentes o procedimento de fiscalização e investigação com a participação do Ministério Público Federal,e o que é fundamental a retirada do mercado dos que praticaram fraudes,se aproveitaram de insider ou se privilegiaram de informações confidenciais em determinado momento.

O que cogitamos é uma anomalia para que o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários, ambos autarquias federais passem a ser o dominus litis, sem que ocorra a interferência de órgãos jurisdicionais específicos, tais como a Polícia Federal e o Ministério Público. Não bastam vultosas multas para que tenham cifras de bilhões a fim de desestimular aos responsáveis, mas sim uma transparência e a certeza da punição colimando desestimular comportamentos que se repetem até com alguma frequencia mas que demoram anos a fio para uma resposta do xerife do mercado ou do próprio Banco Central.

Acaso a fiscalização fosse preventiva - e não o é todo sabemos -, não teríamos tantas estripulias no mercado acionário e no sistema financeiro. Dezenas de bancos vieram a ser liquidados e outros faliram, por ma gestão, total irresponsabilidade e desvios,o que não isenta a responsabilidade
de atingirmos e alcançarmos níveis de Basiléia 3, e partir para um congraçamento de unificação dos nossos regulamentos com os modernos Bancos Centrais.

Donde se indagar se as autarquias possuem autonomia na sua gestão, autoregulação e independência. Definitivamente não. Os cargos são da confiança da pasta da Fazenda e as diretorias passam por sabatina perante o parlamento,não se discute que temos excelentes nomes nos comandos, mas sem uma linha de controle por meio de critério de mérito em todo o seu espírito não haverá uma forma de se punir com a adoção da acalentada medida provisória.

Vivemos atrasos e retrocessos seculares, pois que mantemos taxas de juros elevadas enquanto nos Países modernos as taxas de juros são até negativas,mas não é só, a regulação do mercado de câmbio a compra de spread, e a redução lenta e gradual da dívida pública, e não autorizar que bancos públicos e privados tenham privilégios nas suas carteiras e operações de suma opacidade que não são submetidas às auditorias.

E aqui reside o calcanhar de aquiles, já que raramente temos auditorias punidas e por nos faltar uma conscientização a respeito e o rodízio entre elas somente cria uma reserva de mercado que atrapalha o avanço e temos anotado que em grandes processos de recuperação judicial empresas de auditoria são nomeadas administadoras judiciais apresentando um conflito ou entrechoque de interesse que atinge o coração do plano de soerguimento a ser traçado e aprovado pelos credores.

Em suas linhas gerais a declinada medida provisória, longa, e cheia de detalhes não inova, nada cria ou converge, apenas absorve para ambas as autarquias o norte de chamar para elas o poder normativo administrativo punitivo, com o fito de esvaziar a via do processo criminal e das imputações que poderiam surgir numa hipotetica contribuição premiada.

Os tempos difíceis pelos quais a Nação atravessa colocam em estado continúo e permanente de observação como será o amanhã em relação ao mercado financeiro e de capitais, seguramente a legislação é lacunosa e a punição deixa e muito a desejar.

Que nosso parlamento se convença da inutilidade da medida provisória e faça um largo, eficiente e ambicioso trabalho de sua reforma e revolução sem prejudicar a full disclousure e preventivamente a adoção de retirada do faltoso e do próprio administrador que não corresponder às expectativas do interesse coletivo.

Carlos Henrique Abrão, Doutor em Direito pela USP, em Especialização em Paris e convidado em Heidelberger, é Desembargador no Tribunal de Justiça de São Paulo.

domingo, 17 de setembro de 2017

A Polícia Federal é a fábrica de “bambu”


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Bambu não deve faltar... Mas a pergunta que começa a ser respondida, a partir desta segunda-feira é: Rachel Dodge seguirá dando tanta flechada ou mais que seu antecessor Rodrigo Janot? Pela previsível quantidade de denúncias que ainda vêm por aí, a resposta seria “sim”... Mas... “Sóquenão” – como diz a gíria da garotada...

O que torna incerto o provável aumento de flechadas é a indevida e perigosa proximidade que a nova Procuradora-Geral da República mostrou em relação a Michel Temer (convidado especial da festa de posse) e a outros membros da cúpula do PMDB – sem falar nos elogios abertos de Gilmar Mendes (notório inimigo público da Força Tarefa da Lava Jato).

Se é incerto que Raquel Dodge seguirá mantendo um ritmo crescente de flechadas, uma coisa é certíssima: a Polícia Federal seguirá o ritmo de caçada aos bandidos da elite do Crime Institucionalizado no Brasil. O Ministério Público Federal ganha muita fama e holofote porque é o responsável por fazer as denúncias ao Judiciário. No entanto, quem cumpre a missão fundamental das investigações é a Polícia Federal.   

Celebrada no filme “A Lei é para Todos”, a PT está com tudo e não está prosa... Apesar do destaque midiático dado à Lava Jato - com foco nos membros da Força Tarefa e nos magistrados como Sérgio Moro e Marcelo Bretas -, a Polícia Federal tem um papel de protagonismo com importância estratégica.

Traduzindo: a PF tem independência em relação à PGR para investigar. Em tese, só quem pode limitá-la, legalmente, é o Judiciário. Politicamente, quem pode atrapalhá-la é o governo, via Ministério da Justiça – a quem a PF é hierarquicamente subordinada. Curiosamente, até agora, desde o governo Lula, passando pela Dilma e chegando ao Temer, as “interferências” não são visíveis.

Os alvos corruptos da Lava Jato e afins fazem o papel deles. Tentam forçar a barra nos bastidores para que o Ministro da Justiça, Torquato Jardim, troque o comando da PF. Acontece que, por enquanto, o diretor-geral Leandro Daiello segue poderoso no cargo que ocupa desde 2011 – ainda no primeiro mandato da inesquecível Dilma. Na versão oficial, Daiello fica onde está “por tempo indeterminado”.


Além de não parar, as investigações da PF vão se intensificar. O trabalho invisível de inteligência dificilmente pode ser afetado por pressões (legais ou nem tanto) vindas do Executivo e do Judiciário. Sem trocadilho infame, os bandidos tem tudo a temer...

A PF é a legítima “fábrica de banbu”. É por isso que gente da estirpe de um Geddel tem tudo para tomar na rima...

Nossa guerra de todos contra todos ainda vai render muito filme de faroeste... Nada de anormal na Pátria das Quadrilhas...

Direito e Justiça em Foco


Domingão é dia de tricotar com o desembargador Laércio Laurelli sobre a percepção do brasileiro diante de tanta corrupção, no programa Direito e Justiça em Foco...

Corrida contra o tempo


Em busca da cela dourada


No limite da delação

 

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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 17 de Setembro de 2017.

Ópera no Metrô


“País Canalha é o que não paga precatórios”
              
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

A ideia não é nova. Imita feitos em outras cidades do mundo. Mas é importantíssima.

Levar cultura à população, sem tirá-la de sua rotina diária. Vejam o mais extraordinário: os cantores são quase todos jovens.

O Brasil está salvo.

A música de qualidade ensina que o erro de um estraga o trabalho de todos. Atenção, estudo, solidariedade, e respeito são os frutos decorrentes.

Em breve a canalha que nos desgoverna encontrará seu triste fim.

A pátria-mãe está sendo martirizada numa horrenda fogueira.

Nós, seus filhos por ela amados, correremos a salvá-la ou , ao menos, com ela morrer.



Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Marxismo Cultural: A estratégia primária da esquerda ocidental


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

O filósofo Marxista Antonio Gramsci postulou que aquilo que sustém uma sociedade são os pilares da sua cultura; as estruturas e as instituições do sistema educacional, a família, o sistema legal, a mídia e a religião, na medida em que providenciam a coesão social necessária para uma sociedade funcional e saudável. Transformando os princípios que estas instituições personificam, pode-se destruir a sociedade que eles moldaram. O seu pensamento seminal foi adotado pelos radicais dos anos 60, muitos deles, obviamente, pertencendo à geração que atualmente detém o Poder no Ocidente.

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(Transcrito do Blog Marxismo Cultural)

Gramsci acreditava que a sociedade poderia ser subvertida se os valores que a sustém fossem transformados para a sua antítese: se os seus princípios cardinais fossem substituídos por aqueles mantidos pelos grupos que eram considerados estranhos ou aqueles que ativamente transgrediam os códigos morais de tal sociedade. Devido a isto, ele propôs uma "longa marcha através das instituições" como forma de capturar as cidadelas da cultura e transformá-los numa Quinta Coluna coletiva, minando-a através do seu interior, transformando e subvertendo completamente os valores cardinais da sociedade.

Esta estratégia está sendo levada a cabo até ao ponto mais ínfimo. A família nuclear foi largamente destruída. A ilegitimidade deixou de ser um estigma e passou a ser um "direito". A trágica desvantagem das "famílias" sem uma figura paterna foi redefinida como uma neutra "escolha de vida". Isto é tanto assim que muitos afirmam agora que as crianças não precisam dum pai e duma mãe, mas sim do apoio dum adulto "se preocupa".

O sistema de ensino/educacional foi devastado; o seu princípio nuclear de transmitir uma cultura para as gerações sucessivas foi substituído pela idéia de que o que as crianças já sabiam era de valor superior a qualquer coisa que o adulto valorizava. A conseqüência desta política "centrada nas crianças" foi a propagação do analfabetismo e da ignorância, e uma capacidade limitada para o pensamento independente.

A agenda dos "direitos", também conhecida como "politicamente correta", subverteu a moralidade ao desculpar os erros dos auto-designados "grupos-vítima", tendo como base a ideia de que as "vítimas" não podem ser responsabilizadas pelo que fazem. A Lei e a Ordem foram igualmente minadas, com os criminosos a serem caracterizados como pessoas muito para além do castigo uma vez que eram "vítimas" do que foi classificada como uma sociedade "injusta".

Devido a isto, as feministas radicais, os grupos "anti-racistas" e os militantes homossexuais transformaram os homens, os brancos e especialmente os Cristãos (como os proponentes primários dos valores basilares da civilização ocidental), em inimigos da decência. Uma estratégia ofensiva de neutralização foi criada como forma de manter os propagadores dos valores da civilização ocidental na defensiva, essencialmente caracterizando-os como "culpados até prova em contrário".

Esta forma de pensar revertida assenta na crença de que o mundo encontra-se dividido entre os poderosos - responsáveis por tudo que existe de mau - e os oprimidos - totalmente inocentes de qualquer mal. Isto é doutrina Marxista pura. Isto gerou a crença de que o sentimento nacional (nacionalismo) é a causa de muitos dos problemas no mundo, e, como conseqüência, instituições transnacionais, como a União Europeia e a ONU, bem como as doutrinas que apóiam as leis internacionais em torno dos "Direitos Humanos", estão passando por cima das leis e valores nacionais.

Estas instituições têm um compromisso com o relativismo moral e cultural, que coloca grupo contra grupo e garante um poder supremo e antidemocrático aos burocratas que não só estabelecem as regras da "diversidade", como tornam ilegal qualquer tipo de voz contrária às atitudes permitidas.

A doutrina do "oprimido e do opressor" é a grande mentira que muitos dentro das elites esquerdistas usam para justificar o seu apoio às formas de pensar totalmente divorciadas da realidade e da natureza humana em si. Fundamentalmente, a aquisição de poder encontra-se no âmago do sistema de crenças esquerdista, usando para isso os "soldados rasos" como os "verdadeiros crentes". (Stalin referiu-se a estes como "idiotas úteis".)

Uma vez que o propósito primário (único?) da elite esquerdista é o sw obter o  poder absoluto, é bom lembrar aos militantes homossexuais e às feministas (idiotas úteis do esquerdismo) que se eles forem bem sucedidos nos seus planos de subversão cultural, todos nós (eles inclusive) seremos governados por um sistema político autoritário.

A tragédia dos idiotas úteis é que, como dizia Yuri Bezmenov, eles só se apercebem que estão do lado errado da moral e da decência quando a bota esquerdista se assenta de modo firme sobre os seus pescoços; a feminista só se vai aperceber que foi nganada quando vir o governo esquerdista a ignorar por completo muito do genuíno sofrimento pelo qual muitas mulheres ocidentais atravessam, especialmente em países que deveriam ser "paraísos feministas" (Suécia ou Holanda).

De forma semelhante, os militantes homossexuais só se aperceberão que a sua integridade física toma um lugar subalterno (sempre que isso entra em rota de colisão com a agenda da esquerda política) quando situações como esta se tornarem lugar comum.

Tal como aconteceu com os idiotas úteis que foram descartados por todos os revolucionários mal estes conquistaram o Poder Total, vai ser irônico observar, num futuro cada vez mais próximo, as feministas e os ativistas homossexuais  adotarem um discurso mais conservador quando se mentalizarem que a sua luta pela "igualdade" foi um logro, e que eles não foram mais que peões descartáveis do jogo de xadrez político que teve como profetas importantes Karl Marx e os seus discípulos da Escola de Frankfurt. 

Carlos I. S. Azambuja é Historiador.