sábado, 30 de setembro de 2017

A inevitável Intervenção Cívica Constitucional


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Muita bobagem tem se falado sobre “Intervenção Militar”. Ela não vai acontecer. Descarte a hipótese de uma quartelada. As Forças Armadas não vão botar tropa na rua para dar “golpe” do jeito convencional. Nenhum General vai subir no cavalo para proclamar uma Nova República. Os militares brasileiros nunca tiveram tanta clareza da importância democrática: a Segurança do Direito, que viabiliza a Ordem Pública, e garante a vida - focada na obediência consciente às leis e voltada para a paz social. Só quem pode assegurar isto é o povo – por mais idiota que seja ou pareça ser.

Ainda sob hegemonia do Crime Institucionalizado, o gravíssimo momento brasileiro tem novidades históricas. A primeira é que a população atinge níveis recordes de indignação e emputecimento contra o Estado-Ladrão e seus dirigentes: políticos ou burocratas que formam uma espécie de baronato criminoso. A segunda é que grupos com análise estratégica e capacidade pensante se unem para formular soluções viáveis para o Brasil, raciocinando sobre conceitos corretos – coisa que era rara no País das “idéias fora do lugar” ou copiadas de outros lugares, inaplicáveis à nossa realidade.

Terceira: a onda conservadora (tendência mundial) engole uma esquerda burra, incompetente e criminosa, ao mesmo tempo em que ridiculariza e neutraliza uma zelite estúpida, oligárquica, rentista, escravagista, que ainda se acha dona do Brasil. Os dois extremos são estadodependentes. Só sobrevivem na máquina estatal ou em função das benesses estatais, nem sempre legítimas ou “legais”. Por isso dependem de relações promíscuas com as bandas apodrecidas do Executivo, Legislativo Judiciário e dos diversos aparelhos repressivos do Estado-Ladrão. O Crime se organiza na relação delitiva entre bandidos de toda espécie e a burocracia estatal – gigantesca e cada vez mais caríssima.

Esses “extremos” de canalhas e corruptos estão apavorados com a “intervenção Militar” que não vai acontecer. Os imbecis deviam ter medo, de verdade, da outra ação em andamento: a inevitável Intervenção Cívica Constitucional. A mudança cultural e institucional é promovida pela parte do tal “povo” capaz de pensar, formular soluções, agir racionalmente e liderar mudanças focadas na Democracia. O fenômeno é facilmente perceptível nas redes sociais e nas ruas. É ignorado pela mídia tradicional, emburrecida pelo gramscismo e contaminada pela canhotice. O rentismo também finge que não percebe a realidade, alternando euforia com ganhos fáceis e imediatos e com faniquitos emocionais a cada pequena perda, enquanto dá uma especulada na bolsa de valores, uma golada no whisky, uma baforada do charuto ou uma inútil aposta nas requintadas mesas de jogos de azar, em clubinhos seletos.

O povo que rala para sobreviver, do jeito que pode, começa a perceber que ele pode ser o protagonista da História. Em protestos de massa, já percebeu que pode ajudar a derrubar incompetentes do poder. Ao mesmo tempo em que descobriu que não é fácil depor bandidos profissionais. A maioria já identificou que existem três “culpados” (dolosos ou culposos): o Estado-Ladrão, sua atual Constituição (com um infindável aparato de leis contraditórias e sem legitimidade) e uma gigantesca burocracia, incluindo o segmento que mais criticado e odiado – os políticos. Os “culpados” são parasitas que roubam recursos das pessoas e da Nação.

A boa novidade é que os “culpados” tomam tanta porrada ultimamente que nunca estiveram tão acuados. Eles se borram de medo da “Intervenção Militar” que não acontecerá. Deviam ter medo real da Intervenção Cívica Constitucional em andamento... O problema é que vivem em outro planeta ou no ilusório mundo da “burrocracia”... Só levam uma vantagem: o Estado-Ladrão é tão gigante no Brasil que qualquer mudança estrutural é naturalmente sabotada pelo tamanho exagerado da máquina. Acontece que uma “Intervenção Cívica Constitucional” tem capacidade de romper, no tempo certo, com a estrutura criminosa.

O Brasil caminha para a formulação de uma Constituição enxuta, com declarações de princípios legais e liberais, entendida por qualquer um para ser facilmente cumprida (sem necessidade de “interpretações” pelo Judiciário). Este é o desenrolar da inédita Intervenção Cívica Constitucional. Neste processo – agora sim para cagaço generalizado (sem trocadilho) dos bandidos -, o povo conta com imenso apoio dos militares – que são estudiosos da realidade brasileira, por formação e dever legal. Patriotas, os militares também clamam por mudanças. Em livres debates com a sociedade, no limite legalista em que a atuação deles permite, oficiais de nossas Forças Armadas participam de debates de alto nível para o aprimoramento institucional brasileiro.

É por isso que a polêmica em torno de uma manifestação livre e democrática do General Mourão gerou tanto frisson – no “braço forte” que defende uma “intervenção” contra o Estado-Ladrão e na “mão inimiga” da ladroagem e do rentismo Capimunista. Pessoas de bem ou bandidos amadores e profissionais, é bom que vocês saibam que a Intervenção Cívica Constitucional é um processo histórico sem volta no Brasil. O fenômeno está em andamento. A velocidade vai depender do grau de degradação da máquina estatal que produz muita roubalheira, injustiça, impunidade, rigor seletivo e violência descontrolada.

O Crime Institucionalizado será legitimamente “golpeado”, não por meras quarteladas, mas sim por um movimento cidadão e muito bem estruturado de mudanças focadas na Democracia.

Está se formando e consolidando um Núcleo Monolítico do Poder Nacional. Tudo ocorre a partir da fusão indissolúvel e legítima do povo com suas Forças Armadas. O Alto Comando Militar, sobretudo no Exército, tem clareza deste fenômeno Histórico. Outro poder com capacidade de moderação social, o Judiciário, começa a entender isto, na base da pressão popular e da atitude corajosa e correta de alguns de seus membros, principalmente nas primeiras instâncias.

Breve, teremos uma nova Constituição para debater livremente. Chega de ficar nas redes sociais fofocando, brigando feito idiota, falando abobrinha ou fingindo que faz uma revolução ficando a bunda diante de um computador ou teclando no smartphone. O mundo em conflito precisa de um Brasil em equilíbrio e livre do domínio do Crime. Por isso, as mudanças são inevitáveis e inadiáveis.

Quem tem medo de “Intervenção” é porque tem culpa (ou dolo) no “Cartório”... Deve tomar remédio para dor de barriga, se recolher ou se mudar para Cuba (ou Miami)...

Enquanto prepara a “mudança”, responda, com sinceridade: Como é que um Presidente com apenas 3% de aprovação faz projeto entreguista de privataria, para alegria de alguns rentistas sem noção?

Recado do Campo (de batalha)

Sem medo desse infeliz


Fantasmagórica


 

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A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Setembro de 2017.

Cordão de Isolamento


“País Canalha é o que não paga precatórios”
              
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Os imprudentes e impudentes membros da porcada, das três espécies, viram que virá o sacrifício expiatório.

Tentarão, a qualquer custo, evitar o fim de todos.
Assim, escolherão bodes, melhor dito, cabras marcados para morrer, numa tentativa de apaziguar a Onça.

Santa ingenuidade. O “cordon sanitaire” só é possível antes de a infecção virar septicemia.

O caso presente é ainda mais grave; trata-se de metástase.

A tragédia, para eles é irreversível. Sua sorte, macabra (ou macabral?).

Apesar de instada a tirar mais uma vez a bunda da cadeira, a classe alarmada já passou o “mico” para a classe armada.

Dentro de seu brilhantismo e sentido patriótico (profissional), age como num ensaiado jogral.

Primeiro disse: A Onça subiu no telhado !

Depois: Não !

Agora: Vejam, senhores pais o conteúdo deletério das cartilhas de seus filhos e netos.

Ganha um sorvete de maracujá quem acertar o próximo passo.

Leiam Dante e Torquato Tasso.

Quem abrirá a arca mostrada por Petrarca?
“Virtù contro a furore
prenderà l'armi,
e fia el combatter corto,
che l'antico valor
nelli italici cor non è ancor morto.”


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

A Intervenção de Brinquedo da Rocinha

Capa da Gazeta do Povo, do Paraná... 

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Alves de Oliveira

Sem dúvida o Governo Temer, por meio do Ministro da Defesa, Raul  Jungmann, e o Comando do Exército, estão tratando os brasileiros como verdadeiros  idiotas.

Valendo-se de parte do disposto no artigo 142 da Constituição, a pedido do polêmico Governador carioca, Luiz Pezão, as Forças Armadas foram convocadas pelo Governo Federal  para “intervir” na Favela da Rocinha, em São Conrado, Zona Sul do  Rio de Janeiro, com a finalidade de dar um basta nos acirrados tiroteios trocados entre  quadrilhas de traficantes  sediadas nas imediações, com graves repercussões na população de 150 mil habitantes dessa comunidade. Segundo o Ministro Jungmann, essa intervenção teria se dado  para “acabar  com a guerra  que levava terror aos moradores”. Dita operação transcorreu durante uma semana, no corrente mês de setembro.

Resumidamente, o resultado dessa mobilização militar pode ser considerado igual a “zero” ,levando em conta a gigantesca estrutura de tropas federais  empregada (950 militares) e o elevado custo certamente decorrente. Tudo resultou na apreensão de meia dúzia de  armas de fogo ,granadas e outros “badulaques” de uso  rotineiro dos marginais.

Depois dessa pífia intervenção, para “inglês ver”, para “enganar bobo”, necessariamente a sociedade está sendo levada a questionar se o necessário mesmo seria uma intervenção NA ROCINHA, ou uma intervenção NO GOVERNO, que ordenou essa medida, juntamente  com  todo o seu aparato de sustentação, infiltrado nas cúpulas dos Três Poderes.

O único “grande” resultado dessa “intervenção militar” foi que os traficantes tiveram que dar uma trégua ,um recuo estratégico, decretando “férias coletivas” durante as operações militares, conscientes que logo-logo retomariam as suas atividades criminosas habituais. Afinal de contas eles são traficantes, não “burros”, como esse pessoal do Governo.

Ocorre que o uso que estão fazendo do citado dispositivo constitucional (CF art.142) tem sido somente parcial. É um uso “aleijado”, “deficiente”, portanto.  A intervenção constitucional de fato pode ser decretada por requisição de algum dos Três Poderes (Executivo,Legislativo e Judiciário) com o fim precípuo de garantir a ORDEM ou a LEI. Foi o que aconteceu com a Rocinha e em outras inúmeras ocasiões anteriores. As Forças Armadas nessas situações só servem de “mandalete” do único Poder que até hoje fez uso dessa prerrogativa convocatória: o Poder Executivo.

Mas para que serve a outra parte do artigo 142 da Constituição ,que trata da intervenção para “garantia dos poderes constitucionais” e para “defesa da pátria”? Seria somente para “enfeitar” ? Porventura as Forças Armadas já se deram ao trabalho de ler e bem interpretar esse tal  artigo ,pelo     qual  fica bem claro que elas possuem a competência privativa e exclusiva de por sua própria iniciativa decretar a intervenção quando presentes os pressupostos de   “ameaça à pátria  ou  aos poderes constitucionais”,e que de fato a  pátria já  está sob ameaça da delinquência política  multinacional  (Foro San Pablo,etc), e os poderes constitucionais tomados e corrompidos pela pior escória da sociedade?

Será que as Forças Armadas estariam preferindo renunciar à própria dignidade e ao papel constitucional de protagonismo, na defesa da pátria e dos poderes constitucionais, que lhes foi garantido na Constituição, em troca do papel de pura subserviência ou de “capacho”ao poder politico civil ,como está   acontecendo?  Sem dúvida esse não é o perfil do Exército de Caxias. Pode ser o perfil de qualquer outro ,menos o de Caxias.


Sérgio Alves de Oliveira é Advogado e Sociólogo.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Medo de “Intervenção”, na guerra Senado x STF




Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

A banda pobre do Senado dará um tiro de fuzil AK-47 no pé, caso insista na guerra suicida contra o Supremo Tribunal Federal, para tentar salvar o mandato de Aécio Neves. Talvez seja o capítulo mais tenso da guerra de todos contra todos os poderes. Em tese, o Senado não tem competência legal para alterar decisões da máxima instância do Judiciário. Na verdade, o que vale é o contrário, com a competência originária do STF, caso seja acionado, para mudar o que o Congresso Nacional aprovar, de maneira inconstitucional. A única coisa legítima é que a Câmara e o Senado mudem a lei – que o Judiciário tem de fazer cumprir.

O ex-ministro do STF, Carlos Ayres Britto, foi quem mais bem definiu que os deputados e senadores não têm poder legal para revisar decisões do Supremo: “O Congresso Nacional, por qualquer de suas casas, não tem competência para sustar ato decisório do Supremo Tribunal Federal. Ato propriamente jurisdicional. O Supremo é que tem competência para sustar ato decisório de qualquer das casas do Congresso Nacional, do próprio Congresso Nacional. Quem não se conformar com a decisão do Supremo, se couber recurso, recorre ao próprio Supremo Tribunal Federal, mas a decisão do Supremo não pode ser revista por nenhum outro poder”.

Agindo corporativamente, certamente pensando na própria pele a ser salva, 43 dos 81 senadores aprovaram a ilegalidade de mexer com a decisão suprema que afastou Aécio Neves do mandato. Os “vencedores”, que serão derrotados adiante”, preferiram ignorar o argumento político e jurídico do senador Randolfe Rodrigues, do PSOL: “Estamos em um momento em que a estabilidade institucional está sob ameaça. A minha convicção é que tem uma decisão do Supremo Tribunal Federal. Uma decisão pautada, não no que tange a Constituição no artigo 53, parágrafo segundo, mas pautada no Código de Processo Penal, que esta Casa aprovou. Cabe a esta Casa elaborar as leis. Não cabe a esta Casa julgar as leis. Essa matéria não carece de deliberação por parte do plenário do Senado Federal. É uma decisão judicial e, na ordem jurídica constitucional, decisão judicial se cumpre”.

A defesa de Aécio Neves reclama que as pretensas provas apresentadas contra o senador são fabricadas e ilegais, e que o afastamento do cargo de um parlamentar legitimamente eleito pelo povo implica desequilíbrio entre os poderes da República e o agigantamento do Judiciário. O tucano foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República por obstrução à justiça e corrupção passiva. Investigadores afirmam que Aécio Neves pediu e recebeu R$ 2 milhões dos donos da J&F. Aécio não tem mais salvação política. Sua desmoralização pode arrastar o PSDB para a vala onde estão PT, PMDB e PP.

Os corruptos do Congresso devem sofrer uma outra contundente derrota suprema. Quarta-feira que vem (dia 4), o STF decidirá o alcance da lei da Ficha Limpa. Os ministros vão decidir se a regra pode ser aplicada ou não a políticos condenados antes de a lei entrar em vigor, em 2010. Por enquanto, o placar é de 5 a 3 pela ampliação do alcance. Faltam votar os ministros Marco Aurélio, Celso de Mello e a presidente Carmem Lúcia. A tendência é que a legislação possa ser usada para crimes cometidos antes de a lei entrar em vigor.

Resumindo, na visão da opinião pública, fica a impressão que STF consolida a missão de combater os corruptos denunciados pelo Ministério Público e pela Polícia Federal. Fica no ar a impressão de que o recente “recado” do General Mourão surtiu efeito prático na maioria sensata do Judiciário. Os corruptos profissionais da politicagem têm todos os motivos para ficarem apavorados.

Outra coisa... Até na mídia forte tem algum blog ou articulista falando (bem ou mal) de “Intervenção Militar”. Até ministro do STF fez enquête no twitter sobre o tema. No Congresso, o medo dos militares é generalizado (sem trocadilho).

Falta uma centelha para a população sair às ruas para exigir que os militares tomem o poder, temporariamente... É só isso que fala nas redes sociais. As Forças Armadas deixaram hoje a Rocinha, depois de uma semana de ocupação, certamente para que não aumente ainda mais a pressão e clamor popular a favor de uma “Intervenção”...

Deu para entender porque apenas 3% ainda acham ótimo ou bom o governo Michel Temer? A situação institucional brasileira é nada normal. É insustentável.

O filósofo popular Negão da Chatuba tem sua explicação para o fenômeno do desgaste e pavor em todos os poderes em guerra:

- O lendário Marechal chinês Massari Konoku está agindo... E quem tem.. Tem medo...

Sujaço da Silva


 

Recibos do além

 


A arte de pagar aluguel


 

Entre amigos


 

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 29 de Setembro de 2017.

Pujol?


“País Canalha é o que não paga precatórios”
              
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Amáveis leitores, não é quem vocês estão pensando.

Trata-se de um brilhante arquiteto que projetou um palácio na esquina da ruas Alvares Penteado e Quitanda, em São Paulo.

Foi agência do Banco do Brasil. Hoje abriga seu Centro Cultural.

Construído antes da “africanização” da Paulicéia Desvairada, é um prédio de extremo bom gosto.

O trabalho de adaptação do edifício ao novo uso também foi excelente.

Como diz o caboclo “Igual quenem” o trabalho da equipe restauradora do edifício Brasil.

Tudo estudado, medido e avaliado. Estamos salvos porque o homônimo
e seus companheiros, estão unidos na defesa da pátria.

Primeiro o chefe disse, em outras palavras: “Vai que é tua, Tafarel !”

O arrimo de cerca, docemente constrangido, respondeu a uma pergunta e causou um rebuliço nos canalhas e traidores.

Agora, nós, o sofrido povo, fomos instados a manifestar nossa indignação com o estado de coisas; o bordel planaltino.

Por vaidade, o urubuzário e cão egresso cavam a própria sepultura.

“Não há bem que não se acaba nem mal que sempre dura”.

Ratatá na rataiada!


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

A Escola de Frankfurt



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

A wikipédia, a enciclopédia livre, resume um assunto de extrema relevância, cujo aspecto ideológico é desconhecido da maioria, principalmente os jornalistas formados com base nos conceitos esquerdistas da famosa Escola de Frankfurt.

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Escola de Frankfurt (em alemãoFrankfurter Schule) é uma escola de teoria social e filosofia particularmente associada com o Instituto para Pesquisa Social da Universidade de Frankfurt/Francoforte.[ A escola inicialmente consistia decientistas sociais marxistas dissidentes que acreditavam que alguns dos seguidores de Karl Marx tinham se tornado "papagaios" de uma limitada seleção de ideias de Marx, usualmente em defesa dos partidos comunistas ortodoxos.

Entretanto, muitos desses teóricos admitiam que a teoria marxista tradicional não poderia explicar adequadamente o turbulento e inesperado desenvolvimento de sociedadescapitalistas no século XX. Críticos tanto do capitalismo e do socialismo da União Soviética, os seus escritos apontaram para a possibilidade de um caminho alternativo para o desenvolvimento social.
     
Apesar de algumas vezes apenas espontaneamente afiliados, os teóricos da Escola de Frankfurt falaram com umparadigma comum em mente, compartilhando, portanto, os mesmos pressupostos e sendo preocupados com questões similares.
    
Para preencher as percebidas omissões do marxismo tradicional, eles solicitaram extrair de outras escolas de pensamento, por isso usaram ensaios de sociologia antipositivistapsicanálisefilosofia existencialista e outras disciplinas.
     
As principais figuras da escola foram solicitadas a aprender e sintetizar os trabalhos de variados pensadores, como KantHegelMarxFreudWeber e Lukács.
    
Seguindo Marx, eles estavam preocupados com as condições que permitiam mudanças sociais e o estabelecimento de instituições racionais. Sua ênfase no componente "crítico" da teoria foi derivada significativamente da sua tentativa de superar os limites do positivismomaterialismo e determinismo retornando à filosofia crítica de Kant e aos seus sucessores no idealismo alemão, principalmente a filosofia de Hegel, com sua ênfase na dialética e contradição como propriedades inerentes da realidade.
    
Desde a década de 1960, a teoria crítica da Escola de Frankfurt tem sido crescentemente guiada pelo trabalho de Jürgen Habermas na ação comunicativaintersubjetividade linguística e o que Habermas chama de "discurso filosófico damodernidade".
      
Mais recentemente, teóricos críticos como Nikolas Kompridis se sonorizaram como oposição a Habermas, afirmando que ele tinha minado as aspirações à mudança social que originalmente davam propósito a vários projetos de teóricos críticos – por exemplo, o problema de que razão deve denotar, a análise e a ampliação de "condições de possibilidade" para a emancipação social e a crítica ao capitalismo moderno.
Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Eleição de 2018 sem novidades no front?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

A Corrida Maluca pela sucessão presidencial de 2018 indica uma tendência assustadora e decepcionante para um eleitorado que manifesta, em conversas informas e nas redes sociais, um claro desejo por mudanças. As candidaturas que se apresentam e que podem surgir serão resultantes de alianças político-econômicas que desejam exatamente o contrário da maioria da população.

Os estrategistas querem apenas algumas reformas. Por isso, apesar dos aparentes conflitos entre os candidatos “personagens” e suas patéticas encenações, os controladores e financiadores das engrenagens do sistema não querem, de verdade, romper com o modelo do Estado-Ladrão Capimunista. O pretenso discurso “liberal” esconde a vontade real de manter o rentismo – a pouco republicana parceria privada-estatal para ganhar dinheiro, facilmente, com a rolagem da “dívida” pública, enquanto se finge uma “redução” de gastos.

O previsível quadro eleitoral é dantesco. Em ritmo de “Perdemos”, o PT e o líder da seita Luiz Inácio Lula da Silva estão desgastados demais para algum favoritismo na disputa presidencial. Situação parecida com a do PMDB, cuja cúpula é fortíssima candidata a puxar alguma cadeia, após condenações por corrupção. O PSDB também deixa de ser, no imaginário popular, uma alternativa confiável, graças ao fenômeno desmoralizador chamado Aécio Neves.  

A situação mais estranha é a do DEM. Sempre governista, o velho PFL tenta se reinventar com a marketagem “liberal” no discurso, porém intervencionista-estatal na prática. A ironia é que a turma do DEM foi a base de fundação da “Nova República” de 1985 junto com o PMDB (de cuja costela nasceu o PSDB). Agora, os “democratas” lideram um time de ricaços para recuperar o poder em 2018. Nizan Guanaes, Abílio Diniz, Armínio Fraga, Jorge Lehmann, Eduardo Mofarej, Luciano Huck e a Família Marinho, dentre outros, formam um fundo para eleger até 100 parlamentares identificados com as supostas idéias liberais.

A intenção máxima é emplacar um candidato de “centro-direita” no Palácio do Planalto. João Dória briga para ser este nome. Mas pode ser atropelado por Luciano Huck. A tática é oferecer um candidato supostamente “não-político tradicional”. Uma prioridade imediata é conter candidaturas como a de Jair Bolsonaro – que terá imensas dificuldades com a inconsistência partidária do “Patriotas” (ex-Partido Ecológico Nacional) – e a de Álvaro Dias pelo “Podemos” – que enfrenta problema idêntico.

Perdida com $talinácio (sério candidato a várias condenações com risco concreto de prisão), a esquerda terá imensas dificuldades em se juntar em torno do “coronel” Ciro Gomes – que vem pelo PDT que há muito tempo corrompeu o brizolismo originário. A possível candidatura tucana de Geraldo Alckmin também terá imensas dificuldades para se posicionar na faixa de centro esquerda. Até agora, ninguém se apresenta como um candidato viável a suceder Michel Temer.

Acompanhe, com cuidado, o movimento para salvar Aécio Neves, e verá a atuação cínica das forças políticas e econômicas que sempre mandaram no Brasil.

Até quando o Brasil seguirá no ritmo de mais do mesmo, sem novidades concretas no front das mudanças políticas e estruturais?

Oh o gás...



Operação salva geral



PT = Partido Tucano?



Entranhado...


 

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IV) Depósito no sistema PayPal, para doações feitas no Brasil ou no exterior.

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 28 de Setembro de 2017.

O Canto do Marreco


“País Canalha é o que não paga precatórios”
              
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

O político não é cisne; quando muito, marreco furreco.

“Qua, qua! “ e olhe lá!

O saque do tesouro perdeu seu encanto ou Dona Onça encurralou-o num canto?

Pego com a boca na botija, cai em pranto e procura gente que o livre da cana por enquanto.

Para nosso espanto, acham-se mocós de dinheiro tanto.

Será o único ou apenas um “troco” pro santinho do pau oco?

Em tempos de judas ciário vigiado, haverá solução ou será imposta?

Nessa última, há quem aposta!

Será “ratatouille” o prato preferido da felina?

A rataiada já sabe a sua sina.

A prostituta imprensa menospreza a inteligência de quem pensa.

Sempre nos tratou como animais; não percebe que o engano não vai mais.

A ambição estrangeira, sabe que vai dar besteira.

Os de hoje, idiotas, lamberão depois as botas?

E por enquanto chega.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Por que a esquerda não consegue entender o Islamismo?



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos I. S. Azambuja

Daniel Greenfield, jornalista do David Horowitz Freedom Center, é um escritor de Nova Iorque que enfoca o islamismo radical. Ele demonstra que conhecer a verdade sobre o islamismo implicaria destruir a própria esquerda. Daí as ilusões vendidas sobre um movimento que tem a missão precípua de destruir a civilização cristã ocidental.

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O maior erro intelectual da esquerda é sua convicção de que o mundo pode ser dividido em uma luta binária pelo poder, na qual ambos os lados concordam a respeito de sua natureza, mas discordam a respeito de seus resultados.

Para os esquerdistas de uma determinada geração, era um problema de classes. Marx começou o Manifesto Comunista esquematizando uma luta fundamental de classes por toda a história humana. Para os marxistas, todas as coisas do mundo poderiam ser desmembradas em uma luta de classes, com os opressores ricos de um lado e os oprimidos de outro.

Não importava que esse modelo não se encaixasse na realidade de que os líderes comunistas haviam vindo de ambientes ricos e seus oponentes provavelmente eram pobres camponeses. Para a esquerda, todas as coisas são definidas pelo modelo. A realidade é uma inconveniência que é suprimida através dos gulags* ou dos esquadrões de fuzilamento.

Atualmente, a variável é a política de identidade. Tudo deve ser interseccional. Há aqueles que ficam do lado direito da história, a favor do aborto, do casamento gay e da imigração ilegal. Todos os que não estiverem a bordo são racistas, mesmo se forem negros ou latinos; sexistas, mesmo que sejam do sexo feminino; ou homofóbicos, mesmo que sejam gays. Novamente, a realidade não interessa. A luta binária é o modelo para tudo.

A esquerda acredita que haja uma luta binária a respeito do futuro da humanidade com somente dois lados. Ela não entende como a direita de fato pensa, e ela não tem espaço para entender sistemas de crenças igualmente convincentes que funcionam fora desse modelo.

É aí que entra o islamismo. Ou não entra.

A esquerda jamais foi capaz de entender a religião. Ela não é tão secular ou ateísta quanto é consumida por um convincente sistema de crenças próprio que não deixa nenhum espaço para a convicção religiosa.
A esquerda não consegue entender nada em termos do que uma determinada coisa seja. Ela só consegue entender as coisas em termos de si mesmas. A esquerda não consegue entender a religião nos termos da religião, mas somente nos termos de como a religião se encaixa na esquerda.

Incapaz de entender religião, a esquerda atribui à religião um lugar baseado em seu alinhamento na luta. Seria a religião uma força reacionária que sustenta a ordem existente ou uma força progressista que se opõe a ela? A religião está trabalhando com as classes dominantes ou com os oprimidos? A religião está ao lado da esquerda ou ao lado da direita?
O islamismo é racista, sexista, xenofóbico e homofóbico.

A Fraternidade Muçulmana, que se tornou a aliada islâmica mais próxima da esquerda, foi politicamente influenciada pela Alemanha nazista. Seus líderes ficaram indignados com o fim do feudalismo do califado e mantêm extensas redes de negócios em todo o mundo. Eles incitam revoltas contra as minorias e buscam estabelecer uma teocracia.

Se existe uma organização muçulmana que deveria ser um modelo de grupo reacionário, fascista e fundamentalista, essa organização é a Fraternidade Muçulmana. Mas, em vez disso, a esquerda vive de aconchego com esse grupo violento e odioso. Por quê?

Porque no Ocidente a Fraternidade Muçulmana está alinhada com suas causas progressistas. Portanto, ela não pode ser reacionária. Se a Fraternidade Muçulmana fosse alinhada com os conservadores, então ela seria o inimigo.

Assim, os progressistas não se importam com o que diz o Corão. Ele não significa nada para eles, assim como a Bíblia não significa nada para eles. A religião está do lado da justiça social ou não está. Como os muçulmanos são parte de sua gloriosa coalizão interseccional multiforme, então o islamismo deve ser uma religião boa.

Os progressistas não se importam com o que diz o Corão. Ele não significa nada para eles, assim como a Bíblia não significa nada para eles.
É assim estupidamente simples. E não há quantidade de citações do Corão que fará com que isso mude.

Há nisso um forte elemento de cinismo. O inimigo do meu inimigo é meu amigo. Mas há também uma inabilidade mais profunda da esquerda em entender o islamismo e qualquer outra ideologia que esteja fora de sua visão de mundo.

A esquerda reagiu ao surgimento do ISIS com uma incoerência frenética. Os esquerdistas literalmente não conseguiam entender o que fez com que o Estado Islâmico progredisse, porque ele não se encaixava em nenhum dos modelos políticos esquerdistas. O ISIS não podia existir, entretanto, não havia como negar sua existência. E assim, os intelectuais e os políticos esquerdistas gaguejaram que os membros do ISIS eram niilistas, que não acreditavam em nada, embora ninguém se exploda por não acreditar em nada.

[Segundo a esquerda,] os terroristas muçulmanos não matam as pessoas por causa de Alá, do Corão ou do Califado. Isso não se encaixa no modelo. Eles matam porque, como todos os povos do Terceiro Mundo vitimizados pelo colonialismo, são oprimidos. Um terrorista muçulmano não mata judeus ou americanos porque o Corão ordena que os fiéis subjuguem todos os não muçulmanos. Um migrante muçulmano não ataca sexualmente mulheres alemãs porque o Corão permite que o faça.

Estas são todas reações à opressão ocidental. Os opressores muçulmanos são, na verdade, os oprimidos.

Mas o Estado Islâmico matou outros muçulmanos para estabelecer um califado governado pela lei islâmica. Os muçulmanos oprimidos estavam subitamente agindo como os perversos opressores ocidentais. E, se os muçulmanos podem ser opressores, então todo o modelo binário que a esquerda estava usando para explicar o mundo começa a desabar.

Quando a esquerda se levanta contra as inconsistências de seu modelo binário, ela não revisa o modelo. Ao contrário, tenta entender o motivo pelo qual as pessoas estão agindo tão irracionalmente que não se enquadram no modelo. Por que os brancos pobres da área rural não votam na esquerda? Deve ser porque ouviram programas de rádio conservadores e por racismo.

Como pode haver minorias conservadoras? Falsa consciência. Também, pudera, Thomas Sowell e Stacey Dash não são “de fato” minorias.
O islamismo e os muçulmanos estão fundamentalmente fora do modelo da esquerda. Eles são parte de sua própria luta binária entre o islamismo e tudo o mais que existe. Eles têm seu próprio “lado certo da história”.

O islamismo e a esquerda, ambos, reivindicam ter sistemas “perfeitos” que podem criar uma utopia... depois de um monte de matanças. Eles estão alinhados um com o outro, todavia são incapazes de entender um ao outro porque suas visões de mundo não deixam espaço para nada além de seus modelos perfeitos. Os esquerdistas desprezam os fundamentalistas e os islâmicos desprezam os ateus e, mesmo assim, eles estão trabalhando juntos enquanto um ignora aquilo em que o outro crê.

A esquerda não consegue processar a idéia de que a religião transcende a política. Na melhor das hipóteses, os esquerdistas veem a religião como um subconjunto da política. E como o islamismo toma a forma de seu eixo político, ele deve ser progressista. Mas, para os muçulmanos, a política é um subconjunto da religião. A política não pode transcender a religião porque ela é uma expressão da religião.

Os esquerdistas não entendem a religião e, por isso, não conseguem entender os muçulmanos. Eles veem o islamismo como outra religião a ser trazida para dentro de sua esfera de influência para promover a justiça social aos seus seguidores. Eles não conseguem entender que os clérigos muçulmanos não se tornarão pregadores da justiça social, ou que os muçulmanos matam porque acreditam genuinamente em Alá e em um paraíso para os mártires. Essas idéias são estranhas aos esquerdistas.

Os esquerdistas não conseguem entender que os clérigos muçulmanos não se tornarão pregadores da justiça social, ou que os muçulmanos matam porque acreditam genuinamente em Alá e em um paraíso para os mártires.

A aliança entre o islamismo e a esquerda coloca juntas duas visões de mundo de mentalidade bem limitada. A esquerda não consegue reconhecer que o islamismo quer algo diferente de casamento gay, direito ao aborto, salário mínimo de 15 dólares por hora, empregos verdes, e todo o restante da infindável agenda de justiça social, pois o colocaria do mesmo lado dos republicanos e do restante da direita. E isso também não é assim, mesmo.

A esquerda não precisa desistir de suas crenças para entender o islamismo. Mas ela teria que abandonar seu pensamento binário e reconhecer que houve e há outras lutas no mundo, diferentes daquelas que os esquerdistas definem. E isto a esquerda não está disposta a fazer porque uma luta binária é o que torna sua visão de mundo tão abrangente. Se sua visão de mundo não abranger o mundo, então ela não pode exigir o poder absoluto.

A esquerda não consegue aceitar que sua grande luta é realmente um desastroso show secundário em um conflito civilizacional maior, ou que sua agenda não é universal, mas é produto de uma tendência intelectual particular que tem pouca aplicação fora de sua própria bolha. Assim, a esquerda continuará rejeitando a verdade sobre o islamismo porque aprender a verdade sobre ele não somente destruiria sua aliança com o islamismo, mas também destruiria a própria esquerda.
Carlos I. S. Azambuja é Historiador.