sábado, 30 de setembro de 2017

A inevitável Intervenção Cívica Constitucional


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Muita bobagem tem se falado sobre “Intervenção Militar”. Ela não vai acontecer. Descarte a hipótese de uma quartelada. As Forças Armadas não vão botar tropa na rua para dar “golpe” do jeito convencional. Nenhum General vai subir no cavalo para proclamar uma Nova República. Os militares brasileiros nunca tiveram tanta clareza da importância democrática: a Segurança do Direito, que viabiliza a Ordem Pública, e garante a vida - focada na obediência consciente às leis e voltada para a paz social. Só quem pode assegurar isto é o povo – por mais idiota que seja ou pareça ser.

Ainda sob hegemonia do Crime Institucionalizado, o gravíssimo momento brasileiro tem novidades históricas. A primeira é que a população atinge níveis recordes de indignação e emputecimento contra o Estado-Ladrão e seus dirigentes: políticos ou burocratas que formam uma espécie de baronato criminoso. A segunda é que grupos com análise estratégica e capacidade pensante se unem para formular soluções viáveis para o Brasil, raciocinando sobre conceitos corretos – coisa que era rara no País das “idéias fora do lugar” ou copiadas de outros lugares, inaplicáveis à nossa realidade.

Terceira: a onda conservadora (tendência mundial) engole uma esquerda burra, incompetente e criminosa, ao mesmo tempo em que ridiculariza e neutraliza uma zelite estúpida, oligárquica, rentista, escravagista, que ainda se acha dona do Brasil. Os dois extremos são estadodependentes. Só sobrevivem na máquina estatal ou em função das benesses estatais, nem sempre legítimas ou “legais”. Por isso dependem de relações promíscuas com as bandas apodrecidas do Executivo, Legislativo Judiciário e dos diversos aparelhos repressivos do Estado-Ladrão. O Crime se organiza na relação delitiva entre bandidos de toda espécie e a burocracia estatal – gigantesca e cada vez mais caríssima.

Esses “extremos” de canalhas e corruptos estão apavorados com a “intervenção Militar” que não vai acontecer. Os imbecis deviam ter medo, de verdade, da outra ação em andamento: a inevitável Intervenção Cívica Constitucional. A mudança cultural e institucional é promovida pela parte do tal “povo” capaz de pensar, formular soluções, agir racionalmente e liderar mudanças focadas na Democracia. O fenômeno é facilmente perceptível nas redes sociais e nas ruas. É ignorado pela mídia tradicional, emburrecida pelo gramscismo e contaminada pela canhotice. O rentismo também finge que não percebe a realidade, alternando euforia com ganhos fáceis e imediatos e com faniquitos emocionais a cada pequena perda, enquanto dá uma especulada na bolsa de valores, uma golada no whisky, uma baforada do charuto ou uma inútil aposta nas requintadas mesas de jogos de azar, em clubinhos seletos.

O povo que rala para sobreviver, do jeito que pode, começa a perceber que ele pode ser o protagonista da História. Em protestos de massa, já percebeu que pode ajudar a derrubar incompetentes do poder. Ao mesmo tempo em que descobriu que não é fácil depor bandidos profissionais. A maioria já identificou que existem três “culpados” (dolosos ou culposos): o Estado-Ladrão, sua atual Constituição (com um infindável aparato de leis contraditórias e sem legitimidade) e uma gigantesca burocracia, incluindo o segmento que mais criticado e odiado – os políticos. Os “culpados” são parasitas que roubam recursos das pessoas e da Nação.

A boa novidade é que os “culpados” tomam tanta porrada ultimamente que nunca estiveram tão acuados. Eles se borram de medo da “Intervenção Militar” que não acontecerá. Deviam ter medo real da Intervenção Cívica Constitucional em andamento... O problema é que vivem em outro planeta ou no ilusório mundo da “burrocracia”... Só levam uma vantagem: o Estado-Ladrão é tão gigante no Brasil que qualquer mudança estrutural é naturalmente sabotada pelo tamanho exagerado da máquina. Acontece que uma “Intervenção Cívica Constitucional” tem capacidade de romper, no tempo certo, com a estrutura criminosa.

O Brasil caminha para a formulação de uma Constituição enxuta, com declarações de princípios legais e liberais, entendida por qualquer um para ser facilmente cumprida (sem necessidade de “interpretações” pelo Judiciário). Este é o desenrolar da inédita Intervenção Cívica Constitucional. Neste processo – agora sim para cagaço generalizado (sem trocadilho) dos bandidos -, o povo conta com imenso apoio dos militares – que são estudiosos da realidade brasileira, por formação e dever legal. Patriotas, os militares também clamam por mudanças. Em livres debates com a sociedade, no limite legalista em que a atuação deles permite, oficiais de nossas Forças Armadas participam de debates de alto nível para o aprimoramento institucional brasileiro.

É por isso que a polêmica em torno de uma manifestação livre e democrática do General Mourão gerou tanto frisson – no “braço forte” que defende uma “intervenção” contra o Estado-Ladrão e na “mão inimiga” da ladroagem e do rentismo Capimunista. Pessoas de bem ou bandidos amadores e profissionais, é bom que vocês saibam que a Intervenção Cívica Constitucional é um processo histórico sem volta no Brasil. O fenômeno está em andamento. A velocidade vai depender do grau de degradação da máquina estatal que produz muita roubalheira, injustiça, impunidade, rigor seletivo e violência descontrolada.

O Crime Institucionalizado será legitimamente “golpeado”, não por meras quarteladas, mas sim por um movimento cidadão e muito bem estruturado de mudanças focadas na Democracia.

Está se formando e consolidando um Núcleo Monolítico do Poder Nacional. Tudo ocorre a partir da fusão indissolúvel e legítima do povo com suas Forças Armadas. O Alto Comando Militar, sobretudo no Exército, tem clareza deste fenômeno Histórico. Outro poder com capacidade de moderação social, o Judiciário, começa a entender isto, na base da pressão popular e da atitude corajosa e correta de alguns de seus membros, principalmente nas primeiras instâncias.

Breve, teremos uma nova Constituição para debater livremente. Chega de ficar nas redes sociais fofocando, brigando feito idiota, falando abobrinha ou fingindo que faz uma revolução ficando a bunda diante de um computador ou teclando no smartphone. O mundo em conflito precisa de um Brasil em equilíbrio e livre do domínio do Crime. Por isso, as mudanças são inevitáveis e inadiáveis.

Quem tem medo de “Intervenção” é porque tem culpa (ou dolo) no “Cartório”... Deve tomar remédio para dor de barriga, se recolher ou se mudar para Cuba (ou Miami)...

Enquanto prepara a “mudança”, responda, com sinceridade: Como é que um Presidente com apenas 3% de aprovação faz projeto entreguista de privataria, para alegria de alguns rentistas sem noção?

Recado do Campo (de batalha)

Sem medo desse infeliz


Fantasmagórica


 

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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Setembro de 2017.

7 comentários:

Anônimo disse...

Engano seu. A intervenção militar vai acontecer quando a esquerda começar a correr risco de não mais emplacar seus boçais subservientes.

jomabastos disse...

Excelente artigo!
"Os militares brasileiros nunca tiveram tanta clareza da importância democrática: a Segurança do Direito, que viabiliza a Ordem Pública, e garante a vida - focada na obediência consciente às leis e voltada para a paz social. Só quem pode assegurar isto é o povo – por mais idiota que seja ou pareça ser."

O Brasil é um país geograficamente muito grande, onde as pessoas já não creem umas nas outras e existe uma notória e ampla falta de confiança na integridade do Congresso, do governo e da classe política em geral. As pessoas querem ser liberais, produtivas e não viverem sob a alçada de um capitalismo estado. Os programas de responsabilidade social devem ser fortes no sentido de integrarem rapidamente os cidadãos na sociedade produtiva. A nossa economia é muito fechada, demasiado protecionista. Há que existir uma grande integração à indústria e ao comércio internacional. Temos que ser auto-sustentáveis, auto-suficientes, grandes produtores de todas as necessidades e consequentemente grandes exportadores. Temos que investir e desenvolver fortemente as novas tecnologias de informação e comunicação.
O Estado e as empresas privadas têm vindo a falhar sucessivamente na área da Educação, Cultura, Saúde, Saneamento Básico e Infraestrutura Logística. Há que reverter todos os pontos negativos que nos mantêm em um estágio de não-desenvolvimento. O Estado e as empresas privadas têm que utilizar os recursos naturais e humanos da maneira mais eficiente possível, tendo como focos prioritários a educação, a interação social e a qualidade do meio ambiente.

Se tivermos as eleições de 2018 sem uma verdadeira renovação da Constituição, este país, continuará a viver a sangria e o desperdício de riquezas naturais e prosseguirá em seu não-desenvolvimento.
O Estado continuará com a sua ação política de fornecedor de vantagens para os seus políticos e para a elite econômica que o sustenta com sua corrupção ativa e passiva. O Estado será aquele ringue onde não se discutirão programas e propostas para o alavancamento econômico e social do País.

Temos que devolver ao Brasil o caminho da democracia e da liberalização. Há que submeter constitucionalmente a política e o tecido econômico a práticas e a fiscalizações anti-corruptivas. Se nada for feito de relevo na Constituição, esta Nação, embora muito rica em matéria-prima, em commodities e com um grande potencial para se desenvolver rapidamente, continuará mergulhada em um desenvolvimento muito mal conduzido, onde dificilmente poderemos utilizar a expressão "país em desenvolvimento".

Anônimo disse...

CARMINHA MEU BEM NÃO ME BATA COM A TOALHA A TOALHA TÁ MOLHADA E ISTO VAI DOER... OLHE, FALE E ESCUTE, SE AS POLICIAS NÃO COMBATEM O CRIME E PRECISAM DE AJUDA, TROQUEM DE POLICIA, SE AS FFAA IGUALMENTE AO JUDICIARIO SÃO INCOMPETENTES E CORRUPTA TANTO QUE PERMITEM E ATÉ PRATICAM O NARCOTRAFICO, CONTRABANDO E JOGOS ILEGAIS ELES É QUE PRECISAM DE UMA INTERVENÇÃO E QUEM SABE DESSAS PATIFARIAS E SABOTAGENS E MESMO ASSIM AINDA TORCCEM PARA QUE DITADORES E ASSASSINOS VOLTEM AO PODER OU ESTÃO LOUCOS OU SÃO TÃO BANDIDOS COMO ESSES MAFIOSOS... MAÇONARIA A MAFIA MALDITA...

Anônimo disse...

É bom lembrar que a operação Lava Jato é uma caça aos corruptos e não caça fantasma.

Lucy Ferreira disse...

NÃO CONCORDO COM VOCÊ . ISSO É BALELA . EU QUERO MESMO É INTERVENÇÃO MILITAR . ELES TÊM MAIOR CAPACIDADE DE AÇÃO .
EIS O QUE ESCREVI EM UM COMENTÁRIO ONTEM:
" QUANTA MENTIRA E TRAPAÇA NO MEIO POLÍTICO !!! EU CREIO QUE INFELIZMENTE A ÚNICA SOLUÇÃO SEJA MESMO UMA INTERVENÇÃO MILITAR JÁ !!! ACHO QUE O EXÉRCITO ESTÁ DEMORANDO MUITO . NÃO ADIANTA FICAR AMEAÇANDO , ELES TEM QUE AGIR E É AGORA , CASO CONTRÁRIO OS " CARAS DE PEROBA " CONTINUARÃO AGINDO E RINDO DA NOSSA CARA . OS POLÍTICOS QUE AÍ ESTÃO SÓ QUEREM SABER DE SALVAR SUA " BOQUINHA " , POUCO SE IMPORTANDO COM O PAÍS . TEMOS QUE DAR UM BASTA NISSO E LIMPAR O QUADRO POLÍTICO E APÓS A LIMPEZA COLOCARMOS O PAÍS EM ORDEM , EM SEGUIDA FARÍAMOS NOVAS ELEIÇÕES SÓ COM CANDIDATOS NÃO ENVOLVIDOS EM INVESTIGAÇÃO E AINDA SEM UMA SÉRIE DE MORDOMIAS QUE TÊM . QUERO VER QUEM VAI QUERER SER POLÍTICO PELO SIMPLES FATO DE QUERER AJUDAR O PAÍS . É ISSO AÍ OU PODEMOS PERDER AS ESPERANÇAS DE UM BRASIL MELHOR . "

ALMANAKUT BRASIL disse...

VAI SER NO DIA 12 DE OUTUBRO NÃO VAI ESQUECER!

SENTA A PUA GENERAL MOURÃO

https://www.youtube.com/watch?v=ofNvdVoTs9g


Discurso contra intervenção MILITAR se atenua na medida em que se atesta o crescimento dos militaristas – Análise de mídia - 29/09/2017

Prezados colegas de farda, acho relevante ressaltar aqui na Revista Sociedade Militar essa constatação. Ao longo dos últimos meses a grande mídia vem aos poucos atenuando seu discurso contra os militaristas. Seria ingenuidade não atribuir isso aos resultados de seguidas pesquisas que atestam o crescimento do número de pessoas que expressa o desejo por uma ação das Forças Armadas para o que chamam, entre outras coisas, de “higienização do país”.

https://www.sociedademilitar.com.br/wp/2017/09/discurso-contra-intervencao-militar-se-atenua-na-medida-em-que-se-atesta-o-crescimento-dos-militaristas-analise-de-midia.html


SOCIALISMO, IMPRENSA E ESPANTALHOS - 29/09/2017

O Jornal das Dez, da Globo News, todas as sextas-feiras faz um “resumo da semana”, no qual elenca os assuntos mais importantes do período.

Ao mesmo tempo em que joga tudo o que está à direita do socialismo na extremidade do mal, a Globo apresenta a esquerda como a guardiã da paz e da tolerância universal.

http://www.puggina.org/artigo/outrosAutores/socialismo-imprensa-e-espantalhos/10760

Anônimo disse...

Essa nova Constituição seria votada ou outorgada? Princípios econômicos liberais venderiam mais facilmente o Brasil do que agora, para a China por exemplo, alegando a lei da concorrência (a lei do mais forte), e dando motivo para que a (grande) parcela da população que seria descartada nesse processo votasse novamente na esquerda ou em algum populista. A dupla desvantagem: os liberais não defenderiam o Brasil de tubarões como George Soros e garantiriam pela nova Constituição (enxuta) o direito de banqueiros e suas parentes serem quintas colunas da destruição do povo brasileiro desde a infância.