segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Diatribe Midiática


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão

Popular ou impopular, o conceito pouco importa, o quarto poder avança e como um tornado vai destruindo os valores éticos e morais de uma sociedade despedaçada pela corrupção, humilhada pela crise econômica e esfrangalhada com tanto desastre nas notícias divulgadas. O que precisa ser feito é terminar de uma vez por todas com a eternidade dos canais de televisão, das estações de rádio e democratizar a oferta para uma concorrência sem a interferência do poder economico.

Quando lemos as notícias na tv, nos jornais e na internet Brasil afora,
o melhor a fazer é nos desligarmos dessa brutal realidade e entristecimento generalizado. Há um excesso que deveria ser monitorado, supervisionado e controlado, não se trata de censura, pois que os donos da mídia se consideram acima do bem e do mal, fazem a defenestração da cidadania e se espelham num parlamento abalado pela corrupção e um executivo sem legitimidade, já que de representatividade não se cuida, o eleitor dará o seu ponto de vista na votação de 2018, ainda que deslizemos num precipício de candidatos despreparados e dos inimigos da democracia ou do combate ao fundamental.

As notícias são capciosas, revestidas de um pré julgamento e de grande conteúdo de malícia, no viés de prejudicar e materializar a consumação de uma condenação específica. O pior de tudo é que parte considerável
da mídia está a defender exposição de não arte que se confunde com aberração e desvios das mentes humanas. Querem por que pretendem destruir a sociedade combalida, empobrecida e entregue aos anos a fio de desgoverno.

E não venham colocar a culpa no judiciário, pois que ele tem sim seus defeitos, mas não é o fazedor de sonhos, esperanças ou reconstruções de pensamentos desviantes. Nunca na história desse País existiram tantas investigações em curso, denúncias e condenações, os próceres da política levaram o Brasil ao estado  do caos, à ingovernabilidade, e a imprensa marrom se acha livre para fazer um observatório patológico para privilégio de poucos e mantença dos seus direitos concatenados com uma peca constituição que no mais das vezes confere a renovação da concessão da licença e perpetua animadores e outros por quase um século na nossa mais inglória das missões, qual seja, de ter que assisti-los.

A quebra dessas amarras é fundamental poder político, desgraçadamente corrupto,unido ao poder econômico destruidor, são presas fáceis de uma mídia má intencionada acostumada as baladas de longos caminhos tortuosos que em si somente repetem as mesmas pessoas e não oportunizam que jovens cheguem aos cargos mais importantes, pela falta de rodízio.

E com isso os brasileiros se tornaram estrangeiros, milhões moram fora e o número aumenta cada dia mais e principalmente os que frequentam universidades,centros de pesquisas e ciência e não querem mais ouvir falar do Brasil. Esses poderosos meios de comunicação não podem permanecer sem o perfil de agências reguladoras e não poderiam ter a concessão ou licença por mais de uma década, prazo máximo, renovada por mais cinco anos.

É a mesma situação de exploração de portos,aeroportos e demais serviços públicos,manter concessionárias e permissonárias por dezena de anos não é salutar, cria monopólio, oligópolio e traduz uma falta de concorrência e principalmente de um juízo de melhorar a qualidade do serviço em prol do consumidor e dos usuários que usufruem dessa forma de desenvolvimento do arranjo econômico.


Enfim,se permanecermos com um classe política corrupta, uma elite econômica exploratória, e uma mídia que polui com diatribes formais e informais, as esperanças para o cenário de 2018 serão apequenadas, tanto assim que a radicalização se torna uma realidade se não mudarmos o modelo e inserirmos  novos personagens na incipiente movimentação do caminho democrático da sociedade brasileiras.

Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo.

2 comentários:

Anônimo disse...

O JUDICIARIO É O UNICO CULPADO DE NOSSAS DESGRAÇAS... CORRUPTO, INCOMPETENTE, SABOTADOR, ETC, ETC, ETC... PRESENTE EM TODOS OS GOVERNOS HÁ QUASE 2 SÉCULOS APENAS FAZ E PROTEGE O QUE NÃO PRESTA, ESCRAVIZOU, TORTUROU, ASSASSINOU E FEZ COM QUE O POVO ESTIVESSE SEMPRE DE BICO CALADO... PERGUNTA SEM RESPOSTA??? QUAIS AS PROVIDENCIAS QUE OS DESEMBARGADORES TOMARÃO A RESPEITO DAS DENUNCIAS QUE FIZ SOBRE OS CRIMES PRATICADOS PELO EX DIRETOR GERAL DA SAUDE DO ESTADO DE SP, NELSON PAULO ANDREAZZA DA SILVEIRA, O PROMOTOR ORLANDO BASTOS FILHOS JÁ AMARELOU E MIXOU PRA TRAZ,E OS SENHORES DEIXARÃO A MAÇONARIA CONTINUAR COMANDANDO E A FAZER DO JUDICIARIO O QUE BEM QUER...

jomabastos disse...

Os valores éticos e morais de uma sociedade despedaçada pela corrupção, humilhada pela crise econômica e esfrangalhada com tanto desastre nas notícias divulgadas, estão destruídos. A população está dormente, tanto que já acredita piamente na mentira de que um político endeusado virá salvar-lhes a vida.
Estamos totalmente fechados em um protecionismo absoluto. O nosso nacionalismo é exacerbado. Vivemos em um capitalismo de estado. Não existe liberalização política, econômica e social. A corrupção é extrema. Os políticos e os rentistas enriquecem em vez de gerarem riqueza. Fecharam-nos as portas(a extrema direita e a extrema esquerda) para o conhecimento e cultura internacional, com a desculpa que o globalismo e a globalização do mundo exterior, eram algo inapropriado e nefasto para este país. A nossa mídia mentirosa sempre afirmou que assim somos e seremos os melhores em tudo. As nossas estatísticas de desemprego são totalmente deturpadas. A Educação e a saúde estão um desastre. O saneamento básico conspurca. As infraestruturas estão calamitosas. A pobreza e a miséria mantêm-se escondidas. Sessenta milhões de pessoas estão "ocultos" pelo Bolsa Família. Vivemos rodeados de muita violência, quase uma guerra civil. Somos um país muito rico em commodities, mas não-desenvolvido. Estas são algumas das muitas e grandes razões porque milhões de brasileiros "fogem" para fora deste país. Embora desejem, eles não querem voltar... pelo menos enquanto o Brasil não der uma grande reviravolta para muito melhor.