quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Estado Sonegador


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

Quando fazemos uma leitura crítica do estado brasileiro esfrangalhado e sucateado vamos chegar à segura conclusão no sentido de que se trata de um Estado sugador do contribuinte e ao mesmo tempo sonegador.

O sugador retira do trabalho e do consumo os impostos que recolhe para a galhardia de poucos privilegiados e é, ao mesmo tempo sonegador: não tem retorno algum naquilo que pagamos. Sonega transporte, sonega saúde, sonega educação, sonega cultura, e principalmente honestidade, probidade, moralidade e um conjunto de regras na dicção da própria governabilidade.

Fomos tremendamente enganados na eleição de 2014,um estelionato eleitoral, sem qualquer plano de voo,e mais grave ainda um projeto de poder que felizmente foi coarctado, mas não podemos ousar a ponto de vivermos de impeachment, em todas e quaisquer circunstâncias.

Nenhuma democracia aguentará tanta instabilidade, e falta de juízo para que o parlamento se sobreponha a vontade popular e decida de acordo com seus valores. O governo eleito em 2014 não começou e corre o sério risco de não terminar, enquanto isso as instituições batem de frente. O STF impõe medida restritiva ao Senador, e o Senado reage para convocar sua força e deliberar se aceita ou não esse tipo de pronunciamento jurisdicional.

A Constituiçao de 1988 é uma página virada da história brasileira, talvez a mais acintosa regra de não se governar. deu direitos para todos mas não atribuiu deveres, e assim a anarquia pode ser instalada a qualquer momento. Todos sem exceção estão descontentes desde o mais humilde trabalhador até o mais graduado. O Exército não quer calar e começa a demonstrar que poderá intervir se as instituições não forem capazes de resolver os problemas da sociedade civil.
O Estado sugador, que nos traga goela abaixo e retira tudo pela via do aumento de tributos e impostos, agora em outubro aumentará as faturas das contas de energia elétrica, a pretexto de uma seca sem igual com os reservatórios praticamente no volume morto. O Brasil é empurrado como se fosse um gigante movido por um motor sem tração e com pouca bateria que falha mas não apaga. É a sensação que todos temos, ao passo que a midia diabólica joga quanto pior melhor.

Assistimos as piores notícias e não importa de qual parte do planeta, se for matéria de má qualidade lá vem nosso jornalismo cotidiano invadindo nossos lares para dar em primeira mão, terremoto, maremoto, tornado,
abalo, enfim toda qualidade censurável que visa a debelar valores e nos tratar com o complexo de vira lata. Precisamos criar meios e mecanismos autoprotetivos que iluminem nossos caminhos. Afinal de contas não é a corrupção o único vetor que nos salvará, e nos permitirá crescimento com desenvolvimento.

As gerações estão sendo esmagadas e perdendo chances de ocupações no mercado de trabalho, milhares partindo para o exterior em direção à terra mãe, mas não é possível absorver todos que pretendem morar em Portugal ou qualquer outro lugar do planeta. Temos uma carga tributária ridiculamente sofrível, o maior valor para gastos em eleição mas ao mesmo tempo o pior conjunto de políticos do globo. Nossa mesquinha, egoísta e aloprada classe política somente se permite enxergar o umbigo e as mordomias que consegue usufruir do poder, sempre com gastança e dinheiro público farto e à vontade. Não é sem razão que o Estado Brasileiro, talvez um dos que mais arrecadem do planeta está falido, devendo 3 trilhões e com o sinal de que não obterá êxito no orçamento e na lei de diretrizes se não cobrar mais algum tributo ou imposto.

Cobra-se muito, suga-se o sangue do contribuinte e a contraprestação é um Estado completamente sonegador de serviços públicos e de mínimas condições de vida digna. Ninguém grita, se rebela,cobra, protesta,
faz greve, ao que tudo indica o povo desolado e alquebrado está acostumado ao cenário deprimente de nossa classe política: são 81 senadores e mais de cinco centenas de deputados federais. Pergunta-se para que, o que fazem, estão em Brasília terça, quarta e quinta, olhe lá,
quando não voltam para casa e afirmam proximidade com as bases.


O Estado desgrudou do cidadão e causticamente castigou o sentimento de ser brasileiro, de lutar pela pátria e a reconstrução da Nação. Oxala esses momentos plúmbeos e cinzentos dos dias atuais se transformem no elixir de um novo amanhã governado pelo bem comum e dirigido por cidadãos que olham pela Nação e visam a ter um vetor de Pátria amada.

Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

6 comentários:

Waltão disse...


DEVOLVAM LOGO ESSE MALDITO PARA A ITÁLIA PARA CORRIGIR UMA DAS MAIORES CAGADAS QUE O CACHACEIRO DE SÃO BERNARDO FEZ !!!!

Loumari disse...

TRECHO TIRADO DO LONGO TEXTO ESCRITO POR MIA COUTO:

Da cegueira colectiva à aprendizagem da insensibilidade
Mia Couto

A violência contra os mais fracos

O primeiro desses fenómenos é a violência. Dizemos com frequência que
somos um povo pacífico. Isso é verdade. Mas os povos todos, do mundo, são
pacíficos por natureza. O que muda é a sua história. Assim, é verdade que
somos um povo pacífico, mas também é verdade que foi esse povo pacífico
que fez uma guerra civil que matou cerca de um milhão de pessoas. A guerra
terminou em 1992, e essa data é talvez a mais importante da nossa história
recente, depois da Independência Nacional. Terminou o conflito militar, mas
não terminaram outras guerras silenciosas, invisíveis e perversas.
Hoje somos uma sociedade em guerra consigo mesma. Os alvos dessa guerra
são sempre os mais fracos. Estamos em conflito com as mulheres, com as
crianças, com os velhos, estamos em guerra com os pobres, com aqueles que
não têm poder. Somos uma sociedade obcecada pelo Poder. Quem não tem
poder é como quem circula na traseira do chapa: não existe. Tudo tem uma
leitura política, o mais pequeno detalhe é um recado, uma definição de
hierarquias. Quem chega primeiro à reunião, onde se senta, quem não
comparece à cerimónia, com que carro chegou, de quem se faz acompanhar,
tudo isso são sinais de poder. Nas ruas sou chamado de patrão, sou chamado
de “boss”, porque a minha cor da pele é tida como um sinal de Poder. O
vendedor de viaturas insurgiu-se com a escolha de um carro que eu queria
comprar. Deixe que escolho um carro compatível com o seu estatuto.
Estamos em guerra connosco mesmos e o primeiro desses alvos é
curiosamente uma maioria: as mulheres. Em Moçambique há mais um milhão
de mulheres que homens. Mas ao nível das percepções, os homens dão pouca
importância a essa verdade. Eles são chefes, os donos, e olham as mulheres
como uma pertença privada. As mulheres, por outro lado, ainda pedem licença
para existir. A maioria das mulheres que são objecto de violência dos maridos
acha que isso não é um crime. Acham normal, acham natural. Ser agredida faz
parte do seu destino, da sua imutável natureza.
E conto-vos três episódios reais, que retirei da nossa imprensa apenas nas
últimas semanas:
Em Cabo Delgado 17 homens violaram uma mulher que se atreveu a
atravessar o acampamento onde se praticavam os rituais de iniciação. Da parte
das autoridades locais houve uma inaceitável passividade. Foi necessária
insistência da família e de ONGs para que houvesse uma insuficiente resposta.
Em Manica dois jovens violam sexualmente uma mulher no sétimo mês da
gravidez.
Em Tete um homem mata a criança de dois meses e esfaqueia gravemente a
mulher porque a meio do dia ele chegou a casa e a mulher recusou fazer sexo
com ele. O jornalista da televisão que entrevista o confesso culpado sugere
uma quase legitimidade do ato ao perguntar: “o senhor devia estava
necessitado não é verdade?”.
Reclamamos a violência da rua, mas é mais provável uma mulher ser agredida
dentro de casa do que fora de casa. É mais provável uma criança ser agredida
e violentada no espaço da sua família. Esta tendência não sucede apenas em
Moçambique, mas no mundo. As estatísticas são reveladoras e assustadoras:
cerca de 70 por cento dos actos de violência contra a mulher acontecem dentro
da casa. Mais de 60 por cento dos assassinatos de mulheres são cometidos
pelos seus companheiros ou ex-companheiros. Em todo o mundo, uma em
cada três mulheres ou já foi ou irá ser agredida ou violentada.

Continua

Loumari disse...

Não é pois
Moçambique que é afectado de modo particular. O que sucede é que para nós
essa violência é legitimada por razões que se dizem culturais. Nós ainda
banalizamos muito facilmente. É ainda prevalecente a ideia de que a mulher é
que é culpada, porque ela é quem provoca a violência. Ainda achamos que
este assunto não tem a ver connosco, que é para ser denunciado pelas ONGs.
Isto é, desresponsabilizamo-nos. Mesmo sendo mulheres, achamos que este
assunto tem a ver com os outros. Mesmo sendo homens, que têm mães, irmãs
e filhas, achamos que isto não tem nada a ver connosco.

Ler o texto todo na sua integralidade aqui:
http://www1.ci.uc.pt/cd25a/media/Pdf/Mia%20Couto_Da%20cegueira%20colectiva.pdf

Loumari disse...

MOÇAMBIQUE NAÇÃO QUE JÁ ESTÁ DOBRADA EM QUATRO - PENITÊNCIA !

Maldito todo aquele que consente com todos estes GATUNOS que feriram gravemente esta nação. Moçambique está a sangrar e a hemorragia é tal que não falta muito para esta nação entrar no estado vegetativo.
Todos os dias lemos nos jornais nacionais como internacionais anunciações sobre grandes e colossais somas em dólares investidos em Moçambique, mas, não vemos nenhum dos projectos pelo qual o financiamento foi destinado sair dos cartões. São projectos nos papéis, aprovados pelos investidores pela sua viabilidade, mas os moçambicanos roubam todos os fundos de investimentos. Esta nação já é só de GATUNOS. DEMÓNIOS DOS DEMÓNIOS SE APROPRIARAM DESTA NAÇÃO.

Portanto, todos nós os moçambicanos temos nas nossas mãos uma ARMA TÃO PODEROSA, QUE ATÉ PODE NEUTRALIZAR UMA BOMBA NUCLEAR DE ALTA MAGNITUDE, "THE BIBLE" mas raros são os que recorrem a ela com fé, devoção e abnegação ao Mestre o TODO-PODEROSO.
Estão ali todos a se acomodarem com as poucas comodidades porque têm medo de perder seu conforto.
Mas que conforto e comodidade ainda tendes? Quem hoje em Moçambique vive com a tranquilidade e paz na sua alma? Quem? Muitos de entre eles quando saem de casa nas manhãs para o serviço, estão com cólicas nas tripas pela frustração que é possível que não volte a casa vivo, e se não se lhe interromper o dia porque recebeu má noticia, seu filho morreu atropelado ou porque sofreu de convulsão e foi levado ao hospital e os médicos impotentes por falta de efectivos médicos (medicamentos, equipamentos) assistem seus pacientes morrerem nas suas vistas.
É este Moçambique com que todos consentis apoiando estes DEMÓNIOS DOS DEMÓNIOS QUE ESTÃO NOS MANETTES DO EXECUTIVO COM NAS SUAS MÃOS O DESTINO DA NAÇÃO?
Por amor do céu, quem é criança aqui que não sabe se defender nem lutar pela vida de seus filhos?
Um governo que faz o mal e o povo que consente e ainda aplaude as tolices dos seus lideres, tornando-se cúmplices de uma situação desastrosa que hoje assola a maior parte do povo.

Muitos deles são gentes sem personalidade, sem orgulho, não respeitam nem a sua origem, nem a sua história.
Quando digo que o maior cego não é aquele que não vê, mas bem aquele que recusa de ver, o Mia Couto o demonstra com expor a verdade a luz do dia.
Antes muitos do riquinhos Moçambicanos se contentavam com viver em Ilhas paradisíacas no meio do Oceano de miséria. (Mansões luxuosas gradeados como prisões). Mas hoje, são estes mesmos riquinhos que vivem em prisões douradas. Já viram como estão gradeadas as casas dos ricos de Moçambique? Vivem com o medo no ventre do pobre que eles mesmos criaram quando a elite governista condenou a população humilde privando-lhe de educação, hoje esta população faminto e necessitado, vítima do Ogro que lhe oprime em 40 anos, venha lhe assaltar e roubar-lhe os seus bens de luxo.
Vivem atormentados. Quando saem para rua não lhe sai da mente a frustração de que ao regressar ao seu luxuoso carro talvez já não tenha as rodas.
Bravo Mia Couto. Pelo menos há entre nós alguns com alma sensível, com espírito humilde, e que luta sem armas divulgando a cupidez daqueles que detém o poder nas mãos, mas que não o usam de maneira a fazer evoluir a sociedade. Olhem pelas condições dos hospitais? Um doente morre logo na entrada pelo bafo tóxico que sai de lá dentro.
INDIGNEM-SE!!!!!!
MEDITEM! MEDITEM BEM. CASO LHES SOBRA ALGO DE DISCERNIMENTO.

Loumari disse...

"No My Love todos nos abraçamos, temos medo de cair!"

Só o nome é que tem humor, porque lá em cima, onde há vários tipos de pessoas, do camponês ao engravatado, da estudante universitária à vendedora ambulante, a segurança é zero.

https://www.youtube.com/watch?v=a3rSrv8dXrA

MOÇAMBICANOS A SEREM TRATADOS QUE NEM ANIMAIS!

ONDE EU VI ANIMAIS SENDO TRANSPORTADOS DESTA MESMA FORMA E NESTAS CONDIÇÕES DOS MAIS DEPLORÁVEIS, FOI NA CHINA NOS ANOS QUE EU VIVI LÁ DE 1992/1994
VIA CAMIÕES GRADEADOS CHEIÍSSIMOS DE CÃES VIVOS QUE ERAM CONDUZIDOS AO MATADOURO.

Anônimo disse...

SE O JUDICIARIO FIZESE A SUA PARTE JÁ AJUDARIA, A OPERAÇÃO TARTARUGA É A MAIÓR PROVA DE INCOMPETENCIA DESSE PODER CORRUPTO QUE NÃO MUITO LONGE JUNTO COM O EXERCITO COMETERAM AS MAIORES ATROXIDADES IMAGINAVÉIS, ESCRAVIZARAM, ASSASSINARAM, TORTURARAM,ROUBARAM E A MAFIA QUE IMPLANTARAM PROGREDIU A TAL PONTO DE DESEMBARGADORES E JUIZES RECRUTAREM A PRÓPRIA FAMILIA PARA COMANDAREM O NARCOTRÁFICO, CONTRABANDO E OS JOGOS ILEGAIS,ERM TROCA DO SILENCIO SOLDADOS DO EXERCITO E OUTRAS AUTORIDADES TAMBÉM SE BENIFICIAM DESSAS ATIVIDADES CRIMINOSAS... UM EX DIRETOR GERAL DA SAUDE DO ESTADO DE SP, FOI AGRACIADO COM UMA GREBA DE TERRAS, ONDE IMPEDE A PASSAGEM DE RUAS E AVENIDAS E AINDA EXECUTA UM EMPREENDIMENTO MILIONARIO SEM NUNCA TER SIDO QUESTIONADO POR SER UMA AREA DE DOMMINIO PUBLICO DE QUE MODO CONSEGUIU... NELSON PAULO ANDREAZZA DA SILVEIRA O MAÇON MAIS PREVILEGIADO E PROTEGIDO DO JUDICIARIO...