segunda-feira, 9 de outubro de 2017

“Petrobrás! Oh, Petrobras... Até quando continuarás sendo espoliada por suas sócias? Respondas...


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Ao fim de uma insônia marcada por impunidade e corrupção – no modelo evocado pela suprema ministra Cármen Lúcia -, o Negão da Chatuba teve seu sono tumultuado e transformado em um pesadelo. Nele o poeta Castro Alves declamou: “Petrobras! Ó Petrobras! Até quando continuarás sendo espoliada por suas sócias?”. O defensor das grandes causas da Liberdade e da Justiça parecia transtornado com a maneira leve demais com que a Lava Jato perdoa a Petrobras e suplicou aos céus – ou ao Judiciário: “Deus! ó Deus! onde estás que não respondes?”...


Castro Alves seguiu sua pregação para o Negão da Chatuba e para a dona do ouro negro que dizem não mais ser nosso: “É até compreensível, Petrobras, que, à medida que o tempo passa, venham à tona novos aspectos de crimes envolvendo sociedades das quais você faz parte. Exemplo: no último dia 5 de outubro, o jornal espanhol El País publicou a matéria intitulada “Los secretos de la gran petroquímica de América – Odebrecht adquirió Quattor mediante uma fraudulenta operación financeira, según la Policia de Andorra” (link ao final),  tratando de crimes cometidos pela Braskem – sociedade na qual você tem como sócia a famigerada Odebrecht”...


O poeta prossegue, no ouvido do Negão, a imprecação contra a Petrobras: “O que não é compreensível – muito menos, admissível – é que você fique calada, se recusando a dar informações sobre denúncias envolvendo citadas sociedades. Diante de tal silêncio, Petrobras, fica impossível avaliar o seu grau de envolvimento (por ação ou omissão) com os delitos denunciados. Um dos exemplos mais vergonhosos dessa sua política de silêncio, Petrobras, é o caso da Gemini – empresa constituída com o objetivo de produzir e comercializar Gás Natural Liquefeito (GNL), cuja sócia majoritária é a White Martins”...

O psicografado Castro Alves não perdoa: “Vale lembrar que o fato de você ter fornecido a preços aviltados Nafta à Braskem e Gás Natural à Gemini ocasionou a condenação das sócias majoritárias das duas sociedades – respectivamente, Odebrecht e White Martins, que estavam se locupletando com a operação”...

Segue o pesadelo com o poeta: “No caso da Braskem, a Sentença por meio da qual o Juiz Sérgio Moro condenou Marcelo Odebrecht no PROCESSO n.º 5036528-23.2015.4.04.7000 da 13.ª VARA FEDERAL CRIMINAL DE CURITIBA é categórica. De tal Sentença, Castro Alves transcreveu os trechos a seguir: “Paulo Roberto Costa declarou que recebia vantagem indevida da Odebrecht e da controlada Braskem também com base no contrato de fornecimento de Nafta da Petrobrás para a Braskem (...)  o principal negociador da Petrobrás estava na ‘folha de pagamento’ da Braskem, o que, à toda evidência, desde o início comprometeu as chances da estatal de obter uma posição mais favorável (...) o fato é que ter o Diretor da Petrobrás na folha de pagamento certamente contribuiu para a revisão de um contrato com desvantagem para a estatal”...

Castro Alves retorna ao escândalo Gemini: “No caso do Gás Natural, Petrobras, não foi apurado se o seu principal negociador estava, ou não, na folha de pagamento da Gemini. Afinal, a comprovação do fornecimento de matéria-prima a preços aviltados não se deu em um processo criminal no âmbito da Lava Jato. Ela se deu em um processo administrativo que tramitou no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Tal processo, nº 08012.001015/2004-08, tinha por objetivo julgar se a aquisição do Gás Natural estava sendo feita a preços favorecidos, o que caracterizava uma infração à ordem econômica”...

O libertário poeta fala com dedo em riste ao sonolento Negão da Chatuba, porém criticando a Petrobras: “Acontece que receber matéria-prima a preços favorecidos não foi o único crime cometido por suas sócias contra o seu interesse, Petrobras. Relativamente à Gemini, vejamos como você pode estar sendo lesada em decorrência do espúrio Acordo de Quotista da Gemini, firmado em 29 de janeiro de 2004”...

Castro Alves faz outra ressalva: “Sem entrar no mérito de outros aspectos polêmicos, nesta oportunidade, serão focadas apenas as cláusulas 3.2 e 3.3 de referido Acordo. Tais cláusulas tratam da contratação pela Gemini da sua sócia majoritária White Martins para a prestação de todos os serviços necessários à produção, armazenamento e comercialização do Gás Natural Liquefeito. Importante notar que, além da contratação inicial, o Acordo contemplou a White Martins com o direito de preferência em todas as futuras contratações a serem feitas pela Gemini. Resumidamente, as cláusulas em questão transformaram a Gemini em um cliente cativo da White Martins até que a morte as separe”...

O bom baiano Castro Alves até lembrou de um conterrâneo que é um ativista das questões da Petrobrás: “Nada retrata com mais perfeição o autêntico descalabro representado pelo Acordo de Quotista em questão que as palavras de Romano Allegro, Vice-Presidente da Associação dos Investidores Minoritários (AIDMIN), contidas na denúncia feita em setembro de 2016 ao Tribunal de Contas da União (TCU). Sobre as cláusulas 3.2 e 3.3 acima referidas, falou Allegro – e não mais Castro Alves: 

“Não se alegue que a White Martins não se valeu de citadas cláusulas para superfaturar contra a Gemini. Não se argumente que seriam necessárias minuciosas perícias para a comprovação do superfaturamento. Para esta fase inicial, tal discussão acima seria absolutamente inócua”.
          
“Seria absolutamente inócua, pois o ato lesivo já está comprovado: o simples fato de ter sido assinado um Acordo contendo cláusulas que deixam brechas tão sugestivas para o sócio majoritário superfaturar contra a sociedade enseja severa punição para os responsáveis”.
         
“Sabendo que a sua sócia majoritária tinha o direito de preferência, como a Gemini obteria um preço justo ao ‘contratar a White Martins ou Afiliada desta para a execução dos serviços de logística do fornecimento de gás natural liquefeito aos clientes da Sociedade desde a planta de liquefação de propriedade da White Martins , na qual seria produzido o gás natural liquefeito a ser comercializado pela Sociedade, até o ponto de entrega aos clientes, incluindo o transporte, o controle dos estoques dos clientes, a definição e otimização das rotas de entrega, a manutenção das carretas e tanques criogênicos e dos equipamentos utilizados na prestação dos serviços aqui contemplados.’ ?”
          
“Como, alguém, representando os interesses da Petrobras, teria condições de vetar eventuais preços extorsivos cobrados pela White Martins para a prestação de serviços à Gemini? Afinal, o fato de existir um Acordo tão flagrantemente lesivo à Gemini tem o condão de pulverizar o ânimo de qualquer negociador sério”.

Castro Alves cansou de copiar Alegro e retorna com tudo ao pesadelo do Negão da Chatuba: “Ora, Petrobras, você, como responsável por 40% das despesas da Gemini, tem a obrigação moral de esclarecer, entre outras coisas, como tem sido remunerada a fabricante das carretas criogênicas utilizadas no transporte do GNL. Você tem a obrigação moral de mostrar que a Gemini está pagando um preço justo à sua sócia majoritária, White Martins, a fabricante das carretas utilizadas para distribuir o produto aos consumidores, que se espalham num raio de 1000 km”...

O intrépido poeta faz questão de fechar com chave de ouro o tumultuado pesadelo, digno de tirar o sono da Cármen Lúcia e de outras autoridades tupiniquins: “Concluindo, fica um recado, Petrobras: ou você esclarece as suspeitas existentes sobre os valores pagos à White Martins pelas prestações de serviços e fornecimento de equipamentos feitos à Gemini, ou você será considerada conivente com a espoliação a que está sendo submetida”...

Negão da Chatuba acordou, balbuciando, aliviado: “Ainda bem que o Castro Alves nem entrou na estória da Sete Brasil. O pesadelo ia acabar nunca...”

O Negão dormiu de novo... Castro Alves retornou... Mas o sonho foi mais light, declamando “Vozes D´Africa” – continente onde a Petrobras também fez parcerias e negócios que rendem escândalos apavorantes: 

Deus! ó Deus! onde estás que não respondes?
Em que mundo, em qu'estrela tu t'escondes
Embuçado nos céus?
Há dois mil anos te mandei meu grito,
Que embalde desde então corre o infinito...
Onde estás, Senhor Deus?.

Dizem que o Geddel Vieira Lima, quase delator premiado, já está recitando Castro Alves...

Releia o artigo de domingo: Fascistas e Rentistas contra Bolsonaro


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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 9 de Outubro de 2017.

2 comentários:

Anônimo disse...

E aquela citação dele em conversa interceptada pela polícia quando cita as mulheres de grel@ grande, será que tem a ver com esse desejo atual? Olha, gente doida nesse mundo é o que não falta. As piriguetes caçadoras de dinheiro dos ricos devem fazer fila para dar um golpe no Lula. Até estuprador e matador de mulheres teve muitas fãs e casou, imaginem o petista, com tanta grana escondida. E por falar nisso, alguém já vistoriou a casa da Rose?

jomabastos disse...

A corrupção e a paupérrima gestão judiciária, executiva e legislativa estão impregnadas e espalhadas nas terras deste país. Até quando?