quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Lula pode ser o candidato de Temer e do PMDB?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Sempre governista desde a proclamação da “Nova República” de 1985, o PMDB não deseja largar o osso do Palácio do Planalto em 2018. Mesmo batendo o recorde de impopularidade na cadeira presidencial, Michel Temer  tem tudo para apoiar, preferencialmente por debaixo dos panos, a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva – velho parceiro peemedebista. Claro, o apoio só não vem se Lula acabar impedido de concorrer quando o Tribunal Regional Federal da 4ª Região confirmar a condenação dele, em meados de setembro de 2018.

Já se fala, com seriedade, que o cardeal peemedebista Nelson Jobim está conchavando, seriamente, para ser o candidato a vice na chapa quente do companheiro $talinácio. Homem que já vestiu todas as casacas da República – ex-constituinte, ex-ministro do STF, ex-ministro da Justiça, ex-ministro da Defesa (quando até usou farda de general quatro estrelas), Nelson Jobim hoje cumpre a missão, nos bastidores, de articular a defesa de ilustres enrolados na Lava Jato e outras operações menos votadas da Polícia Federal. Só por isso já seria o cara ideal para vice do “presidiável” Lula.

O apoio descarado ou velado do PMDB a Lula tem uma razão bem simples: ele incorpora a figura com poder bélico suficiente para enfrentar aqueles que combatem a corrupção. No PMDB, ninguém tem tal perfil – nem o “General Jobim”. O impopular Temer não tem a menor condição de disputar uma reeleição. Assim, só lhe restaria fechar um acordo com a turma do $talinácio. Seria uma espécie de pacto de não agressão, sobretudo se Lula eventualmente ganhar a disputa. O PMDB deseja apenas continuar no poder, como sempre esteve. Não é à toa que Temer até evita “esculachar” Dilma e o próprio Lula – sempre que finge atacar o regime petista, de cuja cúpula fez parte... A petelândia não esquece o vice-traidor, porém tem a ordem de cima para atenuar os ataques ao “governo-morto”.

A ordem geral é articular uma poderosa linha de frente para atacar a candidatura de Jair Bolsonaro que desponta como grande favorito ao Palácio do Planalto. $talinácio cansa de avisar seus fanáticos seguidores que “fará o diabo” para arrasar com o “mito”. Até agora, os inimigos do Bolsonaro não descobriram como vão neutralizá-lo. Certamente, vem muita baixaria e golpe baixo contra o deputado do Patriotas. O duro vai ser impedir Bolsonaro de concorrer por uma possível condenação naquela putaria suprema armada pela deputada Maria do Rosário ou por uma contra condenação porque pescou um peixinho em uma área de proteção ambiental em Angra dos Reis. No entanto, no Brasil dominado pelo Crime Institucionalizado, tudo é possível.

A tal esquerda aloprou. O PSDB sem rumo até promoverá uma reunião com o PT e outros partidos de canhota para tentar barrar o que chamam de “onda ultraconservadora”. O alvo claro é o Bolsonaro. A esquerdalha roubou, foi incompetente na gestão, além de ter seus principais líderes processados e perto de uma condenação. No entanto, ela não desiste de ocupar o podre poder em Bruzundanga. A sorte nossa e azar deles é que seu único candidato com chance é Lula (mais próximo da cela de uma cadeia ou de uma prisão residencial que do Palácio do Planalto)...  

Fora, porém dentro


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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Novembro de 2017.

Desarranjo de Preços Relativos


“País Canalha é o que não paga precatórios”
                    
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira                  

O urso polar mora no ártico; o bipolar mora aonde quiser.

O fim do atual desgoverno (que está próximo) virá por falência múltipla de
órgãos.

A bagunça é de tal ordem que um ascensorista do congresso ganha mais que um general.

Isto ocorre em parte, por vingança dos derrotados de 64 que agora estão
no poder, mas também pela desorganização geral em que se encontra o serviço público.

O setor privado, ainda que de forma imperfeita, faz seus ajustes.

O desgoverno não tem nem idéia de organização e métodos.

É tudo feito na base do olhômetro.

Assim, como a natureza não tolera movimentos erráticos, surgirá um bicho mais forte que botará ordem no “galinheiro”.

Provavelmente dona Onça.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

O Diferencial Catarinense


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Hélio Duque

Na geografia dos estados brasileiros, a relação na distribuição de renda “per capita”, por habitante, é indecorosa. Nas diferentes regiões, das mais prósperas às mais pobres, a realidade é de monstruosa concentração de renda nacional. Na desigualdade por cada unidade federativa, em 2014, o Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) levantou dados para aferir o padrão de vida dos brasileiros.

Em 2017, o estudo “Inquality in Brazil: a regional perspective”, de autoria dos economistas Izabela Karpowicz e Carlos Góes, divulgado pelo FMI e Banco Mundial, comprova a abissal distância entre ricos e pobres. O diferencial focou a renda mensal dos 5% mais ricos e os 5% mais pobres.
                  
No mais desenvolvido, o Estado de São Paulo, os 5% mais ricos tem renda de R$ 8.200,00 e os 5% mais pobres R$ 165,00. No Rio de Janeiro, fica em R$ 7.600,00 e R$ 141,00; no Paraná, R$ 7.600,00 e R$ 197,00; em Minas Gerais, R$ 7.700,00 e R$ 147,00; no Rio Grande do Sul, R$ 7.700,00 e R$ 175,00; na Bahia, R$ 6.300,00 e R$ 82,00; já no Distrito Federal, a desproporção é escandalosa, demonstrando o poder da burocracia pública: os 5% mais ricos tem rendimento de R$ 12.900,00 ficando os 5% mais pobres com R$ 151,00. A desigualdade de renda, na totalidade dos Estados, tem o perfil dos números exibidos naquela amostragem. Alagoas é onde esse diferencial é mais brutal, expressado em R$ 4.800,00 e R$ 67,00.
                  
Nesse cenário devastador, o Estado onde se radiografa o menor diferencial entre as duas faixas de renda é Santa Catarina. Longe de ser um paraíso é quem apresenta números sobre a desigualdade da renda, 30% menor do que a média do país. A renda mensal média dos 5% mais ricos é de R$ 6.400,00 e os 5% mais pobres é de R$ 285,00.

A realidade catarinense não se expressa apenas nesses números, ainda muito distantes do que deveria ser uma sociedade com efetiva justiça social, mas retratam um nível superior a media das outras 26 unidades federativas brasileiras. Nas suas diferentes regiões e nas várias vertentes, vem demonstrando o que pode ser feito para o Brasil superar o estágio de brutal concentração de renda.
                  
“O Brasil não tem problemas, só soluções adiadas”, dizia há décadas o escritor nordestino Câmara Cascudo. Em Santa Catarina essa afirmação vem sendo colocada em prática. Ainda agora com o Brasil mergulhado na recessão econômica, que vem saindo aos poucos, o desemprego nacional é de 12,4%. Já em nas terras catarinenses, atestado pelo IBGE, o desemprego é de 6,7%. Fruto de um ajuste produtivo, da modernização industrial, da competitividade e da atração de novas empresas de bases tecnológicas. A educação é a matriz sustentadora dessa realidade.
                  
Tenho grande admiração por Santa Catarina e quando lá estou, no reencontro com velhos e queridos amigos, expresso o encantamento que me é proporcionado. Se no setor produtivo tem um vigor acima da média brasileira, exibe no seu vasto e belo litoral uma estrutura turística inigualável, fruto de trabalho criativo expressado na fisionomia de um povo que tem o prazer de servir ao turista a alegria de viver.

Hotéis dos mais sofisticados aos mais simples, pousadas surpreendentes pelo nível de conforto. Restaurantes com padrão internacional, em Florianópolis, Camboriú, Itapema, Barra Velha, Joinville, Blumenau e ao longo das suas praias belíssimas.
                  
Se os adultos contam com essa estrutura, os filhos podem desfrutar do maior parque juvenil de entretenimento da América Latina: o Beto Carrero. O turismo familiar ali encontra um recanto de alegria e prazer. Em Santa Catarina, tão desconhecida dos brasileiros, está se estruturando um Brasil que busca a modernidade.
                  
Nesse instante da vida nacional de descrença no futuro, de profunda crise moral, de valores abandonados e contestados, a terra de Anita Garibaldi exibe padrão econômico, social e de lazer que deveria merecer sérias reflexões para os brasileiros que acreditam no futuro.


Hélio Duque é doutor em Ciências, área econômica, pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). Foi Deputado Federal (1978-1991). É autor de vários livros sobre a economia brasileira.

Ministério da Flatulência


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Félix Maier

O presidente Michel Temer deu uma entrevista exclusiva ao Sensacionalista de que pretende criar mais um ministério, caso seja reeleito. Trata-se do Ministério da Flatulência. Apertem o nariz!

Faz sentido. Com a população envelhecendo rapidamente no Brasil, nada mais certo do que captar as flatulências dos velhinhos, de modo que seja aumentado o estoque de vento malcheiroso - o pum -, mas de grande utilidade energética. E a gente que ria do discurso feito por Dilma Rousseff na ONU, que vergonha...

De acordo com um paper publicado em afamadas revistas científicas sobre a Química do Peido, “o fedor do peido tem origem na presença de gás sulfídrico (H2S), metanotiol (H3C-S-H), dimetil sulfeto (H3C-S-CH3) e mercaptanas na mistura. Estes compostos contêm enxofre em sua composição. A proporção dos compostos fedorentos representa algo como 1% do total.”

Para implantar a nova fonte energética, será realizada licitação nacional, para escolha da firma que obtiver a melhor solução pumista, dentro do princípio de melhor custo-benefício aos consumidores. Nada de estatal de pum público, como a PumBrás, já que o pum é, antes de tudo, um produto privado. Por isso, serão bem-vindas as empresas campeãs nacionais da Lava Jato, como a Odebrecht, JBS, OAS, EBX, Camargo Correa, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão e demais clientes do STF e do juiz Sergio Moro.

Feita a licitação, serão criados centros de estoque de vento nos principais parques e praças das cidades, de modo que os portadores da melhor idade da artrose e outros ganhos escleróticos possam canalizar os gases noturnos/matutinos antes de bailarem naqueles aparelhos de metal instalados nas praças e parques. Claro, serão construídas cabines individuais, para a coleta do vento malcheiroso. Ninguém iria querer ver as bundas caídas dos velhinhos nas praças, exceto a arte Queer, que gostaria de levar algumas bundas para um museu, de modo que fossem apalpadas por crianças.

As centrais de estoque de vento malcheiroso terão medidores, em g ou kg, da quantidade de gás emitida e estocada pelo dono da flatulência. Ao mesmo tempo, após a descarga final de vento, o medidor emitirá um tim-tim, alertando no painel quanto de dinheiro o dono da flatulência emitida terá transferido para sua conta-corrente. É óbvio que o vazador de vento malcheiroso deverá fazer primeiro o cadastro junto ao site do Ministério da Flatulência, de modo a fazer jus ao dinheiro recebido.

Serão acrescentadas moléculas de cebola, couve-flor e ovos, de modo que o gás de pum fique ainda mais fedido, de modo que seja facilmente identificado durante o uso, assim como é acrescentado o Mercaptan (à base de enxofre) ao gás liquefeito de petróleo (GLP), para evitar acidentes, já que o GLP é inodoro. Afinal, existe pum que não fede. Como identificar, assim, um vazamento na cozinha?

Haverá também coletores individuais de gás pum, que podem ser guardados nos banheiros das casas. Segurar um pum no elevador é fácil, mas guardá-lo a noite inteira é impossível. Depois é só levar a coleta gasosa para um centro de estoque de vento, onde será pesado e vendido.
Não são apenas os velhinhos (em bom Português, não é preciso dizer que aí estão incluídas também as velhinhas) que estão sujeitos à flatulência. Muitos jovens, especialmente os balofos, são fábricas possantes de vento malcheiroso e também podem contribuir com o aumento do estoque desse combustível gasoso.

Caminhões-tanque recolherão o vento malcheiroso dos centros de estoque de flatulência, levando para firmas credenciadas, que farão a distribuição do gás de trás aos consumidores, seja em botijões, seja em sistemas de canalização do condomínio ou da cidade.

Os ambientalistas – especialmente os vegetarianos comedores de capim – já demonizaram a “vaca que emite pum”, afirmando que o gás metano desses animais é mais nocivo do que o gás carbônico emitido pelos carros, no agravamento do efeito estufa. Antes que o rebanho bovino, caprino, asinino, ovino e demais bichos fazedores de pum menos famosos sejam exterminados, eu sugiro que as fazendas também tirem o pum das vacas, ao mesmo tempo em que tiram o leite.

O agronegócio está em alvoroço. Muitas empresas investirão firme na produção de batata doce, chucrute, ervilha e pinhão, de modo a aumentar ainda mais a explosão da flatulência.

Por fim, haverá uma luta renhida pela disputa dos direitos autorais da máquina de coletar pum. O Sensacionalista afirma que esse direito deve ser dado a Dilma Rousseff, no que eu concordo plenamente. Sem aquele discurso na ONU, o Brasil não seria pioneiro no setor, com possibilidade de ganhar milhões de dólares em royalties nacionais e internacionais.


Félix Maier é Escritor.

Intentonas


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Aileda de Mattos Oliveira

Não há explicação filosófica, nem histórica, nem sociológica, que traga à luz a causa do problema crucial desta nação; que dê resposta à pergunta sobre o fenômeno estranho que só ocorre nestas paragens. Somos um país sem povo e sem políticos, no sentido de que eles existem além das necessidades, mas sem as condições éticas e morais exigidas.

Mas, fica a pergunta nunca respondida: Por que a maioria dos políticos brasileiros são traidores da pátria? Por que o dinheiro é o alvo desses indivíduos sem classe, sem cultura, sem civismo? Por que detestam tanto o país que dizem representar?

Pelas costas, o Brasil é atacado seguidamente pelo punhal dos decretos, do desrespeito à Constituição, do deboche generalizado dos Três Podres Poderes. Apesar de um povo fraco, incompreensivelmente o país sobrevive às seguidas intentonas que lhe impedem a capacidade de se transformar na maior nação por estes lados do Atlântico. Mas, somente forças superiores não o deixam sucumbir.

Políticos se curvam às imposições estrangeiras de manter o povo na escuridão da ignorância, a fim de que o Brasil continue um país colonial a serviço de qualquer membro de instituição transnacional e se mantenha um reles gigante abobalhado, eternamente adormecido.

Dia 27, fez oitenta e dois anos que o servil comunista Prestes, cumprindo ordens de sua amada Moscou, mandou assassinar militares enquanto dormia, porque ele e seus comparsas eram covardes como são os políticos de hoje, que votam na surdina sempre em favor de seus interesses, esfaqueando o povo e a nação.

Nada mudou. Os políticos traidores lutarão, como Prestes, por exigência estrangeira, contra o Brasil. Como Prestes, ganharão um dinheirinho a mais da provedora. É o que demonstram nas suas caras estúpidas de famintos por cédulas.

O que aconteceu com este país no momento de sua formação, que criou nas suas entranhas filhos bastardos que, travestidos de políticos, o detestam e o apunhalam a cada momento?

Causam nojo as suas caras; são repulsivas suas palavras mentirosas, porque traiçoeiras, peçonhentas.

Em 1935, foi assim. E será sempre assim se não tentarmos acabar com esse tipo de político medíocre, mas esperto e mercenário.

Este é o meu desabafo no dia em que patriotas foram mortos por traiçoeiros agentes de Moscou. Ainda há agentes de si mesmos, que não se deterão no momento em que virem seus mandatos em perigos. Corjas!

Aileda de Mattos Oliveira é Dr.ª em Língua Portuguesa. Acadêmica Fundadora da ABD. Membro do CEBRES).

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

O estilo foge, mas não sai de cima do PSDB


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Governo feio não tem pai. Por isso tem nada de anormal na providencial e oportunista lembrança feita pelo presidenciável Geraldo Alckmin de que “sempre foi contra participar do governo Michel Temer”. O futuro presidente do PSDB (assume dia 9 de dezembro, na convenção tucana), Alckmin prometeu que o partido deixará o governo federal, porém ponderou que “manterá o apoio a todas as reformas que sejam do interesse do Brasil”. É o estilo foge, mas não sai de cima dos tucanos.

Será muito difícil descolar a imagem desgastada do governo Temer da candidatura presidencial de Geraldo Alckmin. O “desembarque” da administração federal não passa de uma manobra fake. Alckmin sinaliza que o apoio temerário (em cima do muro) continuará: “Abandonar (o governo) no sentido de não ter compromisso, não. Temos compromisso e temos que dar sustentação na Câmara e votar projetos de interesse do país. Mas sempre fui contra participar do governo. Não tinha a menor razão para o PSDB estar indicando ministros”.

Geraldo Alckmin não tem saída. Sabe muito bem que, sem o apoio do PMDB, sua candidatura presidencial se torna ainda mais inviável eleitoralmente. O Presidente Temer deseja que ocorra, o mais depressa possível, uma conversa dele, com Alckmin, para organizar a tal “saída”. A vacilação tucana (deseja sair, porém diz que vai “ficar” com as reformas temerárias) é apenas mais uma prova do ocaso de um partido que não tem projeto para o Brasil e, pior ainda, sequer tem identidade. O que significa ser “social democrata” no Brasil?

O PSDB lançou ontem um documento que é motivo de piada entre estrategistas de campanha e ideólogos políticos. Um dos trechos “críticos” do blá-blá-bla tucano, intitulado “Gente em primeiro lugar: o Brasil que queremos”, parece brincadeira: "O capitalismo de compadrio tem que acabar. A concessão de subsídios, renúncias fiscais, desonerações e benefícios tributários requer regras amplamente debatidas com a sociedade, e isso vale para todo o orçamento público! Em particular, o acesso dos mais ricos a serviços públicos gratuitos precisa ser reavaliado".

Formulado pelo Instituto Teotônio Vilela, o texto traz outra pérola digna do mais cínico humor de um partido que ainda tem Aécio Neves como um de seus líderes: o PSDB não irá tolerar a falta de ética. "A atividade pública não pode servir ao enriquecimento pessoal, mas somente ao bem comum. Não compactuaremos com a corrupção, a desonestidade, a falta de ética, os desmandos".

É por essa e outras que os tucanos levarão um grande pau na eleição do ano que vem...

Primos plagiando


Pelo Celular


Familiaridade


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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 29 de Novembro de 2017.

Viva Dona Onça!


“País Canalha é o que não paga precatórios”
                    
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira                  

De um só bafo, dona Onça nauseou toda a porcada !

Após um silêncio digno dos ensinamentos de Händel, em sua ópera “Giulio Cesare in Egitto” na ária “Va tacito e nascosto”, nossa estimada felina pôs , novamente o país no caminho da roça (ou da rocinha?).

Em marcha fúnebre, liderada pelo urubuzário (nominalmente admoestado pela dita) seguirão ao ocaso de sua insignificância, membros do cão egresso, do desgoverno e dos bordéis de todo jaez.

Todos Cãodecorados com a Ordem do Javali, cuja insígnia é um supositório de pimenta malagueta.

Régulo de opereta, o indefensável bocó cavanhacudo, está nu e sem escudo.

O vampiro está prestes a dar seu último suspiro.

O bolofófico substituto sabe que será breve e está p. (rima).

Como na arena em que eram martirizados os cristãos, os canalhas agora estão expostos ao escárnio e à merecida “vendetta”.

Acabou-se o tempo das amoras! (Ó tempora, ó mores!).

Em breve os filhotes e sobrinhos da Onça estarão ciceroneando os decaídos em sua visita a Cannes (ou “ersatz”).

Nada como um dia após o outro! Felina cutucada não é biscouto!

Brasil acima de tudo! Obediente somente a Deus, de quem é a obra-prima.

Viva Caxias!

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

O mercado assimilou Bolsonaro, ou vice-versa?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Torna-se cada vez mais séria aquela brincadeira do “é bom Jair se acostumando”. Antes encarada como uma “aventura” que não se sustentaria, a candidatura presidencial do deputado federal Jair Bolsonaro vai ganhando viabilidade e visibilidade. Ontem, o mercado ficou excitado com a informação de que Bolsonaro teria o economista Paulo Guedes como seu timoneiro da área econômica. A bolsa monopolista teria subido em função disto.

Alguns fatos são concretos e inegáveis. A maioria esmagadora dos brasileiros está de saco cheio e exige mudanças (até radicais). O descontentamento é cada vez maior com o regime do Estado-Ladrão. A guinada conservadora é a tendência. O discurso esquerdista e sua variante social-democrata não convencem mais. Culpa da petelândia e de seus parceiros no crime. Eles simplesmente “desmoralizaram a honradez” (para usar uma velha expressão do humorista Millôr Fernandes).

O fenômeno Bolsonaro é simples de entender. O mercado e o eleitorado estão carentes de alguém que seja ou demonstre ser honrado. Até agora, é Bolsonaro quem mais bem incorpora tal vontade. O discurso dele combina indignação com combate ao crime – e ataque ao “esquerdismo canalha”, cujos representantes são alvos diretos do indomável Ministério Público e de alguns magistrados que se consagram como “Pontos-fora-da-curva” em um Judiciário que parecia sinônimo de impunidade.

O nome do Bolsonaro fica mais forte a cada erro cometido pelos companheiros de Michel Temer – e a cada palhaçada encenada pela canhota acuada. Quanto mais batem nele, mais o Jair cresce, principalmente junto ao eleitorado jovem do Sul-Sudeste, muito impactado pela crise que atinge, duramente, a classe média baixa e os trabalhadores de baixa renda. Eles são os indignados com a roubalheira – já identificada como a geradora do caos. A maioria culpa diretamente a classe política. Porém, uma minoria já identifica que a culpa é do modelo estatal brasileiro: um capimunismo rentista e corrupto.

Bolsonaro é quem, até agora, melhor representa o discurso contra a insegurança generalizada, no campo político, econômico, judicial e “policial”. A retórica de “pau em bandido” – não importa se ele é da classe alta, média ou baixa – é facilmente assimilável pelo eleitorado. A curiosa novidade é que o papo também agrada aos “deuses” do mercado – justamente os maiores beneficiários dos favores estatais e do rentismo quase nunca produtivo. Até onde vai esta ironia brasileira? Talvez o fla-flu eleitoral de 2018 nos mostre claramente.

É uma jogada de mestre a escalação de Paulo Guedes no time de Bolsonaro – ou o contrário, o patrocínio do time de Paulo Guedes ao Jair até então sem “consistência junto ao poder econômico”. O Bolsonaro sempre pintado como defensor de um Estado forte, nacionalista e interventor agora será colocado na vitrine de uma possibilidade de prática liberal na gestão da Presidência da República. O mercado, que acredita no que deseja, agora aposta suas fichas no Bolsonaro.

A candidatura dele cresce de modo consistente por dois motivos que se complementam. O primeiro é que a equipe de Bolsonaro vem fazendo, há muito tempo, um trabalho muito consistente nas redes sociais, principalmente focando nos jovens (os agentes que desejam e incorporam, mais facilmente, o desejo por mudanças). O segundo motivo é que os adversários se mostram cada vez mais incompetentes, despreparados e, sobretudo, desmoralizados para enfrentar um candidato contra o qual não pesam denúncias de corrupção.

É inegável que Bolsonaro reflete diretamente e surfa na onda da indignação e revolta. O mero discurso messiânico de esquerda não tem capacidade de derrotar Bolsonaro. O desmoralizado Lula é um presidiável – e não um presidenciável viável. O impopular Michel Temer – colocado no poder pela articulação bandida do PMDB para trair o parceiro PT – agora estaria tentando liderar uma articulação de “centro-direita” para enfrentar Bolsonaro. Tudo indica que tal plano vai dar com os corruptos n’água. A parceria de Bolsonaro com o mercado tende a ser mais consistente e forte.

A questão mais importante é: não baste o jogo de faz de conta eleitoreiro. O momento brasileiro exige a formulação de um Projeto Estratégico de Nação – missão até hoje não cumprida pelos agentes políticos e econômicos no Brasil Capimunista que precisa ser passado a limpo urgentemente. A articulação de Bolsonaro com Guedes ao menos indica que haverá um debate liberal no fla-flu de 2018. Amplia-se o espaço, também, para uma discussão séria sobre a Intervenção Institucional sem golpismos.

Falta muito tempo para outubro de 2018. Muita água – e lama – vai passar embaixo da ponte da temerária sucessão ao Palácio do Planalto. Ainda serão firmados, como de mau hábito, muitos acordos espúrios para viabilizar uma candidatura presidencial. Bolsonaro, se quiser vencer e não terminar derrubado mais adiante, precisa se articular de modo consistente, e não meramente para efeitos de marketing. Até porque não basta ganhar a eleição. É preciso criar e garantir as condições para realizar as mudanças prometidas.
O jogo será muito bruto. Os donos do poder não querem mudanças estruturais. Farão o diabo para sabotar Bolsonaro ou qualquer grupo que lidere propostas de transformação real.

“Carta do Rio de Janeiro”

Os procuradores da Força Tarefa da Lava Jato lançaram ontem, no Rio de Janeiro, um documento de compromisso no combate à corrupção:

Os procuradores da República das Forças Tarefas da Lava Jato de Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro, reunidos na cidade do Rio de Janeiro, no dia 27 de novembro de 2017, para coordenar esforços no combate à corrupção, por meio da discussão de casos conexos, de técnicas e instrumentos de investigação e dos fatores que estimulam a corrupção no país, vêm a público expressar que:

1. Desde 2014, a Lava Jato vem revelando que a corrupção no Brasil está bastante disseminada no modo de funcionamento do sistema político nas esferas federal, estadual e municipal. Cargos públicos de chefia são loteados por políticos e partidos para a arrecadação de propinas. O dinheiro enriquece criminosos e financia campanhas, o que deturpa a democracia, gera ineficiência econômica, acirra a desigualdade e empobrece a prestação de serviços públicos.

2. Dentre os resultados desse esforço coletivo de diversas Instituições, 416 pessoas foram acusadas por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa; 144 réus foram condenados a mais de 2.130 anos; 64 fases foram deflagradas, cumprindo-se 1.100 mandados de busca e apreensão; pelo menos 92 ações penais tramitam na Justiça; 340 pedidos de cooperação internacional foram enviados ou recebidos em conexão com mais de 40 países; e mais de 11 bilhões de reais estão sendo recuperados por meio de acordos de colaboração com pessoas físicas e jurídicas.

3. Contudo, mesmo depois de tantos escândalos, tanto o Congresso como os partidos não afastaram os políticos envolvidos nos crimes. Pelo contrário, a perspectiva de responsabilização de políticos influentes uniu grande parte da classe política contra as investigações e os investigadores, o que se reflete na atuação de Comissões Parlamentares de Inquérito e em diversos projetos de lei que ameaçam as investigações.

4. Exemplos disso são a forma de atuação da CPI da Petrobras de 2015 (a qual absolveu criminosos e condenou investigadores) e da CPMI do caso JBS em 2017 e a propositura de uma série de projetos de lei prejudiciais à punição dos grandes corruptos, como os de anistia (perdoando a corrupção sob o disfarce de perdão a caixa dois), de abuso de autoridade (criando punições a condutas legítimas com único intuito de intimidar as autoridades), da reforma do Código de Processo Penal (impedindo prisão preventiva em casos de corrupção), da delação premiada (vedando-a, por exemplo, em casos de réus presos) e da prisão apenas após percorridas todas as instâncias (propiciando ambiente altamente favorável à prescrição e à impunidade).

5. As tentativas de garantir a impunidade de políticos poderosos certamente se intensificarão, como aconteceu na libertação dos líderes políticos fluminenses pela ALERJ no dia 17/11/2017.

6. Da mesma forma, é essencial que a sociedade acompanhe o desenrolar das grandes questões jurídicas que hoje são travadas na mais alta Corte do País, como o foro privilegiado, a colaboração premiada, a execução de condenação confirmada em segundo grau e a prisão preventiva, manifestando democraticamente o seu interesse de que não haja retrocessos. Para o desenvolvimento adequado das investigações, é essencial que se fomente um ambiente favorável para a celebração de acordos de colaboração premiada e que tenham sua homologação apreciada rapidamente.

7. O Ministério Público Federal continuará a defender a sociedade e a democracia brasileiras da corrupção endêmica de nosso sistema político. Esse é o compromisso dos procuradores da Lava Jato, que não se acanharão com os ataques que vêm sofrendo de interesses atingidos pelas investigações. Contudo, o futuro da Lava Jato e a esperança no fim da impunidade histórica de poderosos no Brasil dependem do Congresso Nacional. Somente os parlamentares federais podem aprovar as leis necessárias para satisfazer os anseios da população por Justiça. Infelizmente, há quase um ano, em plena madrugada do dia 29/11/2016, enquanto o país chorava a tragédia do avião da Chapecoense, a Câmara dos Deputados desprezou o desejo legítimo de mais de 2 milhões e 300 mil pessoas ao desfigurar as 10 Medidas Contra a Corrupção, encerrando precocemente um debate necessário.

8. Se a luta contra a Corrupção depende essencialmente do Congresso, é preciso que a sociedade continue atenta aos movimentos dos atuais parlamentares, manifestando-se contra qualquer tentativa de dificultar ou impedir as investigações criminais de pessoas poderosas. Por fim, é crucial que em 2018 cada eleitor escolha cuidadosamente, dentre os diversos setores de nossa sociedade, apenas deputados e senadores com passado limpo, comprometidos com os valores democráticos e republicanos e que apoiem efetivamente a agenda anticorrupção. Olhando o passado, não podemos descuidar do futuro."

Assinam: Procuradores das Forças Tarefas da Lava Jato em Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo.

  
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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 28 de Novembro de 2017.

O Brasileiro de A a Z


“País Canalha é o que não paga precatórios”
                    
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira                  

Dos Abilolados às “Zelites” procuraremos identificar características iguais ou semelhantes, entre esses bichos estranhos, que somos nós, os brasileiros.

O estudo é imprescindível para formular propostas de melhoria institucional. Começaremos pelo andar de cima.

Elite intelectual, praticamente não temos. Alguns poucos gatos pingados que tiveram a sorte de estudar com bons professores.

A classe endinheirada, ou herdou, conseguiu ser o melhor na Lei de Gerson ou ainda foi (é) patrocinada por interesses estrangeiros, para demolir os valores tradicionais e inviabilizar o progresso do país.

A classe “mérdia” (como é chamada por uma perigosíssima ideóloga) luta apenas para sobreviver. Massacrada intencionalmente pelos sucessivos desgovernos que usam a mesma cartilha londrina, aliás aplicada em toda América Latina. Está submetida ao “controle social”.

Já a classe “polititica” reúne o rebotalho dos esgotos humanos. Vejam amáveis leitores: um diabrete de quinto escalão, tinha escondida num apartamento, uma fortuna. Seria o único esconderijo?

Os demais valhacoutos teriam quantias semelhantes? Imaginem então, o que devem ter os arquidiabos do primeiro escalão!

Com grande influência da enorme imigração italiana, o brasileiro sofre de um “senefregismo” crônico. Só olha o próprio umbigo. Um antigo ditado afirmava “que só é solidário no câncer”.

Assim, toda reforma eficaz deve começar por bons exemplos dos sãos e punição aos decaídos.

Para os idiotas, borrachadas; para os ladrões,cadeia; para os traidores, fuzilamento na forma do Código Penal Militar em vigor.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Corrupção Brasileira tem "razão"?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Bacana saber que o professor Graham Brooks, pesquisador de Anticorrupção e e Criminologia da University of West London, está estudando a “Propinocracia” brasileira. O acadêmico estuda se os corruptos sistêmicos brasileiros agiram motivados por Dinheiro, por Poder, por Sexo ou pelas três “razões” combinadas.

Uma grande “dúvida” que o teórico britânico deveria tirar é: a corrupção se tornou sistêmica porque: 1) o Crime é Institucionalizado; 2) o brasileiro é corruptível; ou 3) a máquina estatal brasileira é estruturada para operar criminosamente, e não para desenvolver a Nação, garantindo a promoção do bem comum.

A doutrina é clara: o Crime não se organiza sem a “parceria” com a máquina estatal. Outro princípio fácil de perceber: quando o cidadão e, por extensão, a sociedade organizada, não controla o Estado, a tendência é que os agentes estatais cometam abusos e pratiquem a corrupção. Assim, pode-se definir Crime Institucionalizado como a associação delitiva entre bandidos de toda espécie e agentes públicos.

Quais os objetivos dessa associação criminosa? Os ingênuos podem até pensar que a principal intenção do “bandido” é, simplesmente, se locupletar e atender aos seus desejos atávicos por poder, dinheiro e sexo. No entanto, quem estuda um pouquinho o Poder Real Mundial (deve ser o caso do professor Graham Brooks) tem o dever intelectual de saber que a corrupção estruturada cumpre, principalmente, a missão de inviabilizar o desenvolvimento de uma Nação, tornando-a mais fácil de explorar pelos agentes conscientes ou inconscientes dos “controladores” externos.

Por tal explicação, fica lógico compreender que a corrupção brasileira é conseqüência – e não causa. Assim, não adianta “combater” a corrupção. Ela é uma espécie de “praga natural” produzida e reproduzida pelo modelo dependente a que se submete o Brasil. A corrupção sistêmica é fruto de nossa falta de soberania, independência e civilidade. Ou seja, ela é um problema estrutural. Ajuda, porém pouco se resolve com protestos de rua ou virtuais bem intencionados.

A única maneira legal e legítima de conter a corrupção é a inédita Intervenção Institucional – já em andamento, mesmo que pareça um processo lento. A máquina estatal, sua burocracia, regramentos e gastos precisam ser reduzidos e simplificados, ficando sob controle e fiscalização direta de cidadãos tecnicamente habilitados e eleitos para cumprir tal finalidade, em mandatos curtos, sem reeleições.

A Intervenção Institucional só terá sucesso se reduzir, ao máximo, a distância entre o cidadão-eleitor-contribuinte e a gestão de uma máquina estatal local. Por isso é preciso implantar o Federalismo pleno, com o poder operando a partir dos bairros, municípios e regiões – e não a partir de um centralizado poder federal. O aprimoramento institucional só será viável com uma Constituição enxuta e um regramento claro, objetivo e sem excessos.

A Intervenção Institucional precisa ter e cumprir a missão imediata de tirar qualquer “razão” que a corrupção possa advogar a favor dos corruptos. Nossa tragédia é o sistema, o modelo e o mecanismo estatal. A vitória contra a corrupção só ocorrerá quando a maioria dos cidadãos brasileiros tiver capacidade plena de fiscalizar e controlar a máquina estatal, partindo do “poder local”. Aí sim, com sistema distrital, votação com resultado auditável, conferível por recontagem, teremos chance de eleger pessoas honestas e que sejam pressionáveis pela proximidade com o colégio eleitoral.

A prioridade do momento brasileiro é definir e debater que projeto estratégico de Nação queremos e podemos implantar. É hora de debater e promover, o mais rápido possível, o Aprimoramento Institucional brasileiro. O fla-flu presidencial já em andamento não soluciona nossos problemas estrututurais.      

Releia o artigo de domingo: Ineleja bandido! Voto nulo é arakiri!


O imortal Chico Anísio explicava nossa corrupção...

Muito bem



Coisa de molequinho 214



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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 27 de Novembro de 2017.