domingo, 12 de novembro de 2017

A Moeda do Futuro


“País Canalha é o que não paga precatórios”
                    
Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira                      

Já dissemos  que a moeda é um dinheiro garantido. O garantidor  pode ser  público ou privado.

A função principal da  moeda é ser meio de troca. Secundariamente, serve de  medida de  valor e de  reserva de valor.

As moedas garantidas  por entes públicos tendem a  perder sua característica de reserva de valor.

Um Estado soberano muda a regra do jogo sem o menor pudor.

Os Estados Unidos da América se recusaram a trocar por ouro os dólares acumulados pela França, como correspondia.

O governo hindu declarou recentemente  que as notas de mil e de quinhentas rúpias perdiam seu valor  liberatório: viraram apenas papel pintado.

Salvo na ocorrência de  uma hiperinflação, a moeda garantida pelo Estado ainda servirá de medida de  valor.

No futuro, as moedas utilizadas como reserva de valor terão, em sua quase totalidade, garantidores privados.

A característica de  uma moeda de reserva de valor é permitir a poupança.

Ganha-se hoje e guarda-se para gastar no futuro, o fruto do trabalho.

Assim, estas moedas de reserva de valor não podem estar sujeitas aos apetites subalternos dos poderosos de plantão.

A confiança no garantidor é que garantirá a seleção natural entre elas.

Os garantidores  privados, por sua vez, escolherão os mecanismos de defesa contra os governos mal intencionados.

Milícias  privadas? Estoques de água e alimentos?

O valor de  uso dos bens voltará a superar, quase sempre, o seu valor de estima.


A propaganda enganosa não mais conseguirá iludir a todos, todo o tempo.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

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