quarta-feira, 15 de novembro de 2017

A República e o Muro de Berlim


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

Neste dia 15 a Republica Nova já completa 128 anos de vida, ao passo que a queda do muro de Berlim atinge 28 anos de sua implementação. Há semelhanças entre ambos ou meras coincidências no campo da dessemelhança entre uma Nação que não consegue sair das amarras e outra que depois de ser demolida na segunda grande guerra reconstruiu uma verdadeira e autêntica democracia.

O muro de Berlim significa o distanciamento e a própria separação entre brasileiros que não preferem conviver em paz e harmonicamente,tudo polemizam e chegam ao  extremo de bater às portas da justiça para reparação de danos à honra. Essa nova forma de rebeldia veio a ser criada por um desgoverno que lançou o País na mais profunda e grave crise de sua história sem rumo ou apetite para combater as mazelas da malsinada corrupção.

República não tão nova agastada e carcomida pelos maus brasileiros que não souberam demonstrar o espírito civico de conotação democrática. Eleições e mais eleições a federação está atomizada e a Republica molecularizada e não se encontram em ponto algum. A derrubada
deste muro de Berlim verdadeira muralha da China dependerá de três fatores a saber: patriotismo com a união dos brasileiros de bem, a noção do que se precisa fazer para voltar ao crescimento e desenvolvimento e por fim e não menos importante o surgimento de uma ideologia governamental que com mãos fortes derruba o separatismo que desmoraliza a Nação e empobrece debate.

Quantos candidatos virão a pedir o voto e dizer que farão o melhor pela Nação, porém fica a indagação se estão ou não preparados, se conhecem a fundo os aspectos do gargalo da Nação e suas vicissitudes? A maioria somente entra na disputa sem pretensão de vencer se lança para ganhar grana e fama, porém é chegado o tempo da República que completa 128 trazer à baila o que fora feito na Alemanha que comemora os 28 anos
da queda do muro de Berlim.

Devemos adotar, copiar e seguir à risca o modelo germânico. A Alemanha Ocidental e Oriental se fusionaram não há mais distinções e o mais rico se preparou para que o menos favorecido economicamente pudesse avançar sem atropelos ou estigmas. Nosso atraso cultural, de educação e sobretudo com Nação do terceiro mundo sucede em bom e claro vernáculo na falta de um grande pensamento, de um governante que saiba tomar decisões técnicas sem ser prisioneiro do congresso na troca de favores e de
benesses.

Enquanto por três vezes em curto intervalo de tempo voltamos à discussão sobre impechment, na Alemanha, Merkel fora reeleita pela vez terceira a demonstrar que o País,apesar do avanço da radicalização, segue forme, firme e resoluto de, junto com a França, ambos governarem o crescimento e manterem a unificação Européia sólida e hígida, com a saída do Reino Unido do bloco (Brexit).

Uma República ainda jovial se cotejada com outros Países, mas plenamente desmoralizada pelos governantes improbos e desonestos, os quais surrupiam o dinheiro público e fazem constantes desvios,sacrificando a saúde,a educação e os transportes coletivos. No País de primeiro mundo o cidadão tem um bom carro que somente faz uso nos finais de semana, se vale do serviço de transporte público eficiente.

No cenário local potentes carros importados desfilam no meio de carroças de carregadores de papel e papelão num calçamento horrível e num asfalto inqualificável, com semáforos piscando intermitentes, mas se vier uma chuva tudo pode acontecer menos dar defeito nos radares os quais
fluem melhor do que o transito e mostram a cara 24 hs por dia.

Sair desta pasmaceira e mostrar que somos competentes passa pela revisão da política no comando de governantes competentes e sabiamente preparados, não é um esporte de artista ou de empresários que
objetivam somente a fama. Não temos escolas que preparam nossos governantes e infelizmente não há uma legislação que permita a importação de bons políticos a alíquota zero eis que isso influenciaria diretamente nossa sofrível classe governante.

O Brasil é possível e  viável, vejam como em 28 anos ambas Alemanha construíram a potencia mais forte da Europa e doutro lado do mundo com 128 anos da Republica Nova ainda engatinhamos para superar brigas e rupturas inclusive institucionais. Sem maturidade e senso de responsabilidade continuaremos a patinar e ficarmos sujeitos aos tombos de um establisment corroído e falido pela falta de envergadura de quem nos dirige e do empresariado em ritmo lento em compasso de espera.

Não é conveniente radicalizar, mas sim implementar tolerância zero a fim
de que possamos refundir a Pátria e derrubar as barreiras que separam brasileiros na ilha da fartura daqueles que convivem com o continente da miserabilidade. Entre o oásis que se aquieta e a constelação que se espalha, para não termos divisão será fundamental que a eleição não prognostique soluções mágicas, artificiais e surrealistas, sob pena de alastrarmos a construção da muralha chinesa em solo brasileiro.


Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Um comentário:

Anônimo disse...

ISTO MESMO, TOLERANCIA ZERO TAMBÉM COM O JUDICIARIO... EM TODOS OS REGIMES E GOVERNOS O JUDICIARIO É O UNICO PODER QUE ESTEVE PRESENTE SEM SER FISCALIZADO, LOBO EM PELE DE CORDEIRO, COMETEM CRIMES, CAMBALACHOS,CORRUPTO E INCOMPETENTE SEM UMA POLICIA ESPECIALIZADA E SEM A MODIFICAÇÃO NA LEI DA MAGISTRATURA, CONTINUAREMOS A PRESENCIAR, DEMAGOGOS, IDIOTAS, PREVARICADORES E OUTROS BANDIDOS A SAQUEAREM O BRASIL, POIS OS SALARIOA E PREVILÉGIOS MILIONARIOS DESSES MAFIOSOS ESTÃO A 128 ANOS LEVANDO O PAIS PARA O BURACO, ENTÃO VÃO TRABALHAR, MAS TRABALHAR SEM COMANDAR AS FACÇÕES, SEM PREVILEGIAR OS BODES PRETOS E PARENTES, TRABALHAR SEM PROTEGER E RECEBERDE TRAFICANTES, CONTRABANDISTAS E BICHEIROS, SEM DESTRIBUIR AREAS DE DOMINIO PUBLICO, VENDAS DE SENTENÇAS E SEM OS CRIMES DE PRAXE...