quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Ministério da Flatulência


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Félix Maier

O presidente Michel Temer deu uma entrevista exclusiva ao Sensacionalista de que pretende criar mais um ministério, caso seja reeleito. Trata-se do Ministério da Flatulência. Apertem o nariz!

Faz sentido. Com a população envelhecendo rapidamente no Brasil, nada mais certo do que captar as flatulências dos velhinhos, de modo que seja aumentado o estoque de vento malcheiroso - o pum -, mas de grande utilidade energética. E a gente que ria do discurso feito por Dilma Rousseff na ONU, que vergonha...

De acordo com um paper publicado em afamadas revistas científicas sobre a Química do Peido, “o fedor do peido tem origem na presença de gás sulfídrico (H2S), metanotiol (H3C-S-H), dimetil sulfeto (H3C-S-CH3) e mercaptanas na mistura. Estes compostos contêm enxofre em sua composição. A proporção dos compostos fedorentos representa algo como 1% do total.”

Para implantar a nova fonte energética, será realizada licitação nacional, para escolha da firma que obtiver a melhor solução pumista, dentro do princípio de melhor custo-benefício aos consumidores. Nada de estatal de pum público, como a PumBrás, já que o pum é, antes de tudo, um produto privado. Por isso, serão bem-vindas as empresas campeãs nacionais da Lava Jato, como a Odebrecht, JBS, OAS, EBX, Camargo Correa, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão e demais clientes do STF e do juiz Sergio Moro.

Feita a licitação, serão criados centros de estoque de vento nos principais parques e praças das cidades, de modo que os portadores da melhor idade da artrose e outros ganhos escleróticos possam canalizar os gases noturnos/matutinos antes de bailarem naqueles aparelhos de metal instalados nas praças e parques. Claro, serão construídas cabines individuais, para a coleta do vento malcheiroso. Ninguém iria querer ver as bundas caídas dos velhinhos nas praças, exceto a arte Queer, que gostaria de levar algumas bundas para um museu, de modo que fossem apalpadas por crianças.

As centrais de estoque de vento malcheiroso terão medidores, em g ou kg, da quantidade de gás emitida e estocada pelo dono da flatulência. Ao mesmo tempo, após a descarga final de vento, o medidor emitirá um tim-tim, alertando no painel quanto de dinheiro o dono da flatulência emitida terá transferido para sua conta-corrente. É óbvio que o vazador de vento malcheiroso deverá fazer primeiro o cadastro junto ao site do Ministério da Flatulência, de modo a fazer jus ao dinheiro recebido.

Serão acrescentadas moléculas de cebola, couve-flor e ovos, de modo que o gás de pum fique ainda mais fedido, de modo que seja facilmente identificado durante o uso, assim como é acrescentado o Mercaptan (à base de enxofre) ao gás liquefeito de petróleo (GLP), para evitar acidentes, já que o GLP é inodoro. Afinal, existe pum que não fede. Como identificar, assim, um vazamento na cozinha?

Haverá também coletores individuais de gás pum, que podem ser guardados nos banheiros das casas. Segurar um pum no elevador é fácil, mas guardá-lo a noite inteira é impossível. Depois é só levar a coleta gasosa para um centro de estoque de vento, onde será pesado e vendido.
Não são apenas os velhinhos (em bom Português, não é preciso dizer que aí estão incluídas também as velhinhas) que estão sujeitos à flatulência. Muitos jovens, especialmente os balofos, são fábricas possantes de vento malcheiroso e também podem contribuir com o aumento do estoque desse combustível gasoso.

Caminhões-tanque recolherão o vento malcheiroso dos centros de estoque de flatulência, levando para firmas credenciadas, que farão a distribuição do gás de trás aos consumidores, seja em botijões, seja em sistemas de canalização do condomínio ou da cidade.

Os ambientalistas – especialmente os vegetarianos comedores de capim – já demonizaram a “vaca que emite pum”, afirmando que o gás metano desses animais é mais nocivo do que o gás carbônico emitido pelos carros, no agravamento do efeito estufa. Antes que o rebanho bovino, caprino, asinino, ovino e demais bichos fazedores de pum menos famosos sejam exterminados, eu sugiro que as fazendas também tirem o pum das vacas, ao mesmo tempo em que tiram o leite.

O agronegócio está em alvoroço. Muitas empresas investirão firme na produção de batata doce, chucrute, ervilha e pinhão, de modo a aumentar ainda mais a explosão da flatulência.

Por fim, haverá uma luta renhida pela disputa dos direitos autorais da máquina de coletar pum. O Sensacionalista afirma que esse direito deve ser dado a Dilma Rousseff, no que eu concordo plenamente. Sem aquele discurso na ONU, o Brasil não seria pioneiro no setor, com possibilidade de ganhar milhões de dólares em royalties nacionais e internacionais.


Félix Maier é Escritor.

Um comentário:

Sérgio Alves de Oliveira disse...

Meu Caro Felix Maier- Tentando colaborar com a ciência na busca da melhor tecnologia para coletar "pum" para ulterior aproveitamento como energia limpa,apesar de "fedorenta",numa modesta contribuição à alternativa proposta pela ex-Presidenta,na ONU,eu proporia estudos para melhor e total aproveitamento desses gases. O único inconveniente que existiria seria a necessidade de introdução de uma das pontas de mangueira no orifício de saída dos gases para armazenamento numa espécie de "balão". Assim não haveria desperdício do precioso "combustível". O único problema seria achar gente disposta e "patriota" o suficiente para isso. Mas não me surpreenderia nada que os nossos governos "democráticos" como são ,baixassem uma lei obrigando as pessoas a "colaborar"na busca de energia limpa,apesar de "fedorenta".