quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Pacto de Sobrevivência


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

Enquanto a falta de governabilidade nos golpeia e nos mostra a cara perversa de uma economia saída da depressão em ritmo menor de recessão, vivemos um pacto de sobrevivência cujos partidos e os políticos não se combinam exceto para projetar luzes em 2018.O governo que é provisória e terminará daqui um ano patina e nos dificulta enormemente saber como estaremos nos próximos dias,o dólar perto da casa dos quatro reais, e o euro já superando 4 quatro reais e 10 centavos, a bolsa de valores sem credibilidade e apoio estrangeiro cai em descrédito
e as contas públicas descontroláveis pedem socorro.

A reforma da previdência não poderá ser votada e aprovada tal como está,os políticos já chamuscados não se reelegeriam. No entanto, o pacto consigo próprio de sobrevivência é a razão de ser da nossa política. Poucos ou quase ninguém tem envolvimento com o bem estar social ou interesse público/coletivo, cada um olha seu próprio umbigo e vê as condições de reeleição para o ano de 2018. Sim será um ano e tanto, danado com a Copa do Mundo na Russia, atravessando junho e julho e daí no segundo semestre o País conviverá com as eleições presidenciais, governo, e parlamento, tantos discursos inócuos e pouca crença naquilo que se promete.

Há saída para o Brasil contemporâneo? Para muitos sim, basta pegar um voo no aeroporto e se mandar para o EUA, Europa ou Asia, e tentar lá a sorte grande, sem violência ou picaretagem de notícias amargas que somente descolorem o nosso cotidiano. No entanto, aos verdadeiros e autênticos patriotas sobra a esperança da rebeldia, da reforma e da reconstrução daquilo perdido no hiato entre um desgoverno e sequelas de corrupção as quais longe da boa governabilidade nos levam ao sucateamento na pesquisa, na ciência e no conceito de inteligências melhorando a vida academica do Brasil.

Somente melhoraremos se mudarmos a nossa Lei Maior que completará  30 anos de vivencia ou sobrevivência com mais de cem emendas constitucionais. O alvo agora é um só a retaliação dos setores de investigação,delegados,ministério público e magistratura. Fazem de tudo para esculhambar a democracia e a justiça, querem acabar com as férias,
licença premio, congelar salários e aumentar a contribuição previdenciária.

Para nossos artistas ligados à pasta da cultura, nossos políticos e aqueles bons de bola tudo, para os demais nada. Poderíamos refundir a estrutura tributaria e criar um imposto de combate a miséria social (ICMS) cada brasileiro num total de cem milhões recolheria um real mes, obteriamos um bilhão e duzentos milhões ano os quais seriam administrados por uma entidade estrangeira destinado para habitações, saúde e fundamentalmente escola.

Não é possível que em pleno século XXI nossa educação seja primária e nossa cultura subdesenvolvida. Lemos pouco os nossos livros são uma fiel cópia do que pretendem as editoras, somente com viés de venda e sem conteúdo. De igual quando importamos um livro,revista e qualquer informe de caráter cientifico somos obrigados a pagar pesados impostos e com isso ficamos na terra abandonada no fim do mundo, pois que não interessa às hostes das elites e do poder político dar sabedoria aos que somente tem o dever obrigatório do voto.

Em pouco tempo saberemos se as condições de uma estabilidade a curto prazo gerará divisas a médio e longo prazos. Não tempos planejamento, serviços de inteligência e a miserabilidade sob todas as formas deflagra a pobreza de alma e de corpo,transformando-se na bestialidade de crimes praticados à luz do dia.

Delitos praticados contra empresas de valores e transportes deveria ser alçados à categoria hedionda e passar para a esfera federal,pois que somente a policia federal em sintonia com exército exerceriam uma permanente fiscalização e monitoramento. Os Americanos prezam armamento e cometem delitos barbaros, nós votamos o desarmamento e estamos em situação pior,quer dizer com arma ou sem arma o problema é a educação de uma sociedade sem trauma ou neuroses de cidadãos que perderam o caminho do bem e da verdade.

Alimentam nossos políticos o sonho do pacto de sobrevivência e pouco se importam, se lixam se o Brasil pode naufragar querem por que querem mandar nas consciências e pensam na reeleição,no ano de 2018. O modus operandi não apetece e enfraquece a cidadania. De qualquer sorte enquanto mantivermos o divórcio entre o eleitor e o eleito não sairemos da calamidade e do estado de destruição que nos infelicita e demonstra dados estatísticos realmente alarmantes e preocupantes.

Cabe a cada um dizer não ao continuísmo e ao estado de coisas que nos debilita e envergonham no Brasil e fora dele.


Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo.

2 comentários:

Loumari disse...

* "Aqueles que querem viver, deixe-os lutar, e aqueles que não querem lutar neste mundo de eterno conflito não merecem viver." (Adolf Hitler)

Anônimo disse...

A COISA QUE MAIS ME ENVERGONHA É A EXISTENCIA DE UM JUDICIARIO CORRUPTO E INCOMPETENTE... SALARIOS E PREVILÉGIOS MILIONARIOS E COMO NÃO O SUFICIENTE JUIZES E DESEMBARGADORES USAM E ABUSAM DA TOGA PARA GOLPES E CRIMES QUE ATÉ DEUS DUVIDA... EM TODOS OS MUNICIPIOS DOS ESTADOS COMANDAM E APOIAM DE TUDO O QUE NÃO PRESTA NESTE PAIS, MAS TENTEM UMA DENUNCIA PARA CIMA DE UM DESSES MAFIOSOS QUE FAZEM DO NARCOTRAFICO, CONTRABANDO JOGOS ILEGAIS,ETC, ETC E ETC UMA RENDA PARALELA PARA A MAÇONARIA QUE EQUIVALE NO MINIMO O DOBLO DO PIB BRASILEIRO... LADRÃO É LADRÃO E O DE TOGA É O MAIS GRANDÃO...