quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

A jogatina eleitoral para que nada mude no Brasil


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Católicos celebram, no mundo todo, o Dia de Santa Luzia, a protetora dos olhos. Então, nada melhor que abri-los, atentamente, na véspera de Fla-Flu eleitoreiro no Brasil. A temporada de boatos já começa a rodar. Já se espalha que Jair Bolsonaro pode desistir da aventura presidencial e optar por uma candidatura ao Senado. O presidenciável seria o popular General Hamilton Mourão. Será? Especulações fazem parte do jogo sujo eleitoreiro – que vai comer solto, para que nada mude, de verdade, no Brasil. Eleição, no atual regime criminoso, é pura jogada ilusória.
O esperado julgamento de Lula, em segunda instância, foi marcado para 24 de janeiro. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, tende a confirmar a condenação dele por Sérgio Moro. Advogados dele, que reclamam agora do “golpe da alta velocidade”, ainda poderão recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral e ao Supremo Tribunal Federal. O TSE tende a impedir Lula de concorrer. No STF, onde tudo pode acontecer, a tendência é uma apertada derrota do petista.
Vale repetir por 13 x 13: Além da maioria da população, a cúpula do Judiciário e os militares não aceitam que um condenado por crimes ligados à corrupção possa disputar o Palácio do Planalto em 2018. Não adianta aliança secreta com o Diabo ou a cúpula corrupta do PMDB – o que dá no mesmo. O nome de Lula é inaceitável porque ele representa uma ameaça ao processo de combate à corrupção (que a Lava Jato representa). Além disso, uma eventual vitória do companheiro $talinácio provocaria a previsível vingança dele contra os “inimigos”, retomando-se o projeto de implantação do cínico socialismo bolivariano em Bruzundanga.
É altamente provável que os desembargadores do TRF-4 ratifiquem que Lula continua condenado a nove anos e meio de prisão pelo escândalo do famoso triplex do Guarujá (que $talinácio jura nunca ter sido dele). Assim, Lula já ficaria inelegível pela Lei da Ficha Limpa. A bola está com os desembargadores João Gebran Neto (relator), Leandro Paulsen (revisor) e Victor Luiz dos Santos Laus (terceiro membro da 8ª turma do TRF-4). Advogados de Lula já estão prontíssimos para tentar adiar a aplicação da ficha-limpa contra $talinácio, até o famoso trânsito em julgado.
TSE e STF logo terão de descascar o pepino dos também famosos “embargos” (infringentes ou declaratórios). O PT já tira proveito da polêmica programada. O vai ou não ser candidato já serve de propaganda antecipada a favor do $talinácio... Até março a eleição presidencial de outubro/novembro de 2018 estará cercada de dúvidas... Isto é tudo que interessa ao regime do crime institucionalizado. Além disso, nos bastidores da máquina judiciária que aparelha, a petelândia fará pressão para que processos idiotas contra Bolsonaro (o caso Maria do Rosário e a pescaria de um peixinho em área ambiental) tenham um desfecho contra Jair.
Agora, abra o olho, com ajuda de Santa Luzia, e enxergue o tamanho da encrenca que se arma. A judicialização da politicagem nos tribunais superiores deve permitir uma eleição com dois candidatos “favoritos” previamente condenados. Lula e Bolsonaro já seriam, em caso de vitória de um ou do outro, “pré-candidatos” a um pedido programado de “impeachment”. Mas, também, podem evocar a mesma proteção dada a Michel Temer – que só vai responder por broncas judiciais ao final do mandato.
Já deu para “ver” o tamanho da previsível confusão. Derrubar Lula e também Bolsonaro é o que interessa à ditadura do Crime – que procura, desesperadamente, por uma “terceira-via” para manter o sistema do jeitinho brasileiro como sempre esteve, sob hegemonia dos controladores externos do Brasil. A polarização extrema Lula x Bolsonaro interessa ao Poder Real Mundial. Os controladores globalitários não querem saber de “Intervenção Institucional” – tese que ganha mais adeptos, a cada dia, no Brasil. Por isso, nada melhor que um fla-flu eleitoreiro para iludir a torcida desorganizada de eleitores...
Em resumo: estamos em um mato com cachorro desorientado e sem noção. Eleição é encenação. Trata-se de um mero mecanismo de escolha. Torna-se enganação, ainda mais, quando teatralizada com urnas eletrônicas inseguras e que não permitem recontagem de votos pela via impressa. O resultado final do pleito, no Cassino do Al Capone, será sempre aquele que interessar ao sistema de poder real. Quem contrariar os interesses dos patrões globalitários perde, rapidinho, o emprego de Presidente. A sabotagem dos controladores costuma ser fatal. É tão gigantesca quanto o poder de cooptação deles. O jogo é sujo e bruto.
A galera inocente, nas redes sociais, já entrou no ritmo do Fla-Flu eleitoreiro. Projeto estratégico de Nação? Deixa isso para lá... O fundamental é a polêmica inútil, radicalizada, que serve apenas para deixar tudo como sempre esteve na Republiqueta Capimunista de Bruzundanga... Estamos diante de um impasse assustador, entre o nada e o lugar nenhum... Parece que o Brasil só vai mudar por um acidente da História... Ainda bem que eles acontecem... Mas a chance de perda é igual a uma aposta mínima nas loterias da Caixa... A diferença é que o prejuízo social será gigantesco...
Enquanto isso, vamos suportando o ocaso temerário em meio ao caos institucional, com a galinha fingindo que terá sucesso em mais um vôo suicida, enquanto os corruptos ainda cantam de galo, esperando que o ovo da serpente seja chocado... Agora dá para entender porque as Velhinhas de Taubaté querem discutir o sexo dos pintos...
Apóie o livro do Zé


  
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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 
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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 13 de Dezembro de 2017.

2 comentários:

jomabastos disse...

Sim ao semi-presidencialismo!
Que o Presidente da República seja sempre um General, responsável pela administração interna, segurança pública em geral, responsável por todas as forças policiais, bombeiros, fronteiras, rodoviária e imigração, e que também, tenha a seu cargo as embaixadas, a organização eleitoral e a promulgação das leis.
Os generais são pessoas com muito boa formação pessoal, com ética e moral, sempre com formação acadêmica superior e treinados para o alto comando. Então um general é a pessoa mais indicada e correta, para manter um país muito estável na segurança interna e idôneo na representação e segurança internacional.Também deixam de ser os políticos com seu TSE, a controlarem as eleições e respetivas urnas eleitorais.

Que o Presidente da República seja o General Hamilton Mourão e o primeiro-ministro o Jair Bolsonaro.

Mas para que algo assim aconteça, é necessária a tão desejada intervenção institucional.

Anônimo disse...

Todos os candidatos sem exceção estão com as fichas sujas enlameadas ou encardidas, correndo por fora o possivel candidato Álvaro Dias por enquanto ficha limpa, se atender aos interesses dos poderosos por osmose, talvez emplaque como o próximo presidente,desde que consiga fingir que vai entrar de sola mas que continue mantendo acordos espúrios com os treis poderes da república CARCOMIDOS que se consideram até então como inatingíveis. Quanto as FFAA continuarão fazendo cara de paisagem e a famosa intervenção não passe de um sonho de uma NOITE DE VERÃO PARA OS BRASILEIROS QUE AINDA ACREDITAM EM PAPAI NOEL.