segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Estado-Menor – Súmula contra os Liberais


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Milton Pires

Eis que se apresentam os nossos “liberais”. Escrevem os liberais indignados que nosso problema está no “tamanho do Estado” - Estado que eles sequer sabem que tamanho tem porque foi tomado completamente pelo Crime Organizado naquilo que eu já defini como sendo uma Revolução Copernicana feita pelo PT – antes girava a Corrupção ao redor do Estado; agora é o Estado que orbita a Corrupção. 

Revoltam-se os liberais com a profusão, com multiplicação do número de cargos e funções públicas. Atacam os funcionários, a Previdência Social, a estabilidade no emprego como se estes cargos, instituições e garantias fossem os pães e os peixes multiplicados milagrosamente por um Jesus Cristo Comunista inventado pelo PT. 

É dogma, é profissão de fé de todo liberal, que a “corrupção tomou o Estado em virtude do tamanho dele” quando na verdade o Estado só ficou deste tamanho porque a corrupção tomou a Justiça antes do Estado – esta sim, a Justiça, a base de qualquer tipo de Estado. 

Acreditam os liberais que “o Estado é o Governo”, que o Governo é a Administração Pública e que, se a Administração Pública está tomada pelos petistas (como de fato está), há que se acabar com tudo: com Administração Pública, Governo e Estado. Este último, o Estado, “não pode ter tamanho maior do que um aplicativo de celular para qualquer cidadão que não seja petista” - mais do que isso já é, segundo os liberais, “compromisso com o PT, com a CUT e os Sindicatos”. 

A Lava Jato é a “Cruzada do Liberal Brasileiro” que parece ignorar que, uma vez extinta a estabilidade no emprego, reformada a Previdência e “enxugado o Estado”, caminharemos a passos largos, com o STF controlado pelo Foro de São Paulo, para uma “Operação Lava Uber” – inevitável vingança da Organização Criminosa que controla toda e qualquer forma de vida institucional no Brasil porque detém em suas mãos a origem da vida de todas elas – a Suprema Justiça do país. 

Apresentam-se os liberais, nas suas mais diversas manifestações, sem preparo acadêmico algum, sem conhecimento mínimo para o enfrentamento dos próceres da intelectualidade petista, adotando sempre o discurso econômico da redução das contas, empresas, autarquias e gastos públicos. 

Invocam Adam Smith, Thomas Jefferson, e Milton Friedman, vagam pela Avenida Paulista gemendo que “não existe almoço de graça” recitando trechos da Escola de Chicago e da liberdade negativa de Isahiah Berlin que garante ao cidadão o direito de ser “deixado em paz pelo seu governo”. 

Em desespero, apontam os liberais para o gigantismo do deficit público, para o gasto com os inativos, com os impostos, taxas e tributos quando as vozes que hão de contestá-los clamam jesuiticamente, emocionalmente, por “justiça social” e por um compromisso do Estado com o “bem estar de todas e todos”. 

Jogam, os liberais, Rogério Chequer, Kim Kataguiri ou Rodrigo Constantino contra Marilena Chauí, Márcia Tiburi, Emir Sader e tantos outros profissionais do Foro de São Paulo capazes de destruí-los, num confronto patético, em três ou quatro linhas. São eles, os intelectuais petistas, estas “celebridades da cultura”, o terror de todo liberal.

Os “liberais”, ou estes que no Brasil de 2017 ousam assim se apresentar, parecem não entender, ou entendem mas não aceitam, que não lutaram nem lutam contra um Governo Petista; mas contra um Regime. 

Não sabem, nem parecem querer saber, da diferença existente entre um discurso econômico, uma maneira de conduzir as contas do Estado, e uma cosmovisão, uma percepção supostamente completa da realidade, fundada no materialismo dialético e na economia política, capaz de distribui-se de uma forma transversal por toda sociedade tornando-se, ela mesma, a cosmovisão, um modus operandi, uma linguagem própria que mais é uma profissão de fé do que um “logos”, uma razão econômica da gestão pública. 

Os liberais, depois da queda de Dilma Rousseff, concentram sua bateria de argumentos na economia política. A cultura de uma nação é, para eles, nada mais do que a “cereja do bolo”. Falam casualmente, despreocupadamente, quase de forma diletante até, de “marxismo cultural” quando mais bem deveriam apontar o marxismo econômico como fenômeno secundário, como “cereja do bolo”, ou epifenômeno da destruição total da vida política na sociedade brasileira. 

Os liberais são, uma vez eu já o disse, os “neo-mortadelas” que ignoram as bases mínimas do contrato social. Bases estas que deixam claro, até mesmo para um criança, que o fundamento de qualquer Estado está na Justiça; não no debate entre Economia Natural e Economia Política – polêmica esta que parece ser o único tema capaz de reunir liberais brasileiros numa mesa de discussões. 

É tão forte o apelo liberal, o discurso da fé no “Estado Menor”, que até mesmo o único candidato que em alguma medida poderia se revelar conservador, apresenta-se agora como “Jairzinho Paz e Amor” numa história, numa estratégia, que não se repete nem como farsa nem como tragédia, mas como piada daquilo que fez um analfabeto alcoólatra, representante do Foro de São Paulo nas eleições de 2002. 

O liberalismo brasileiro de 2017 nada mais é do que a vontade desenfreada de ganhar mais dinheiro e pagar menos impostos. Para fazer isso a FIESP, o ILISP e o Partido NOVO invocam a ideia de “liberdade”; o PT, a Universidade Brasileira, a Igreja Católica e a CUT, a ideia de igualdade e de“justiça social”. 

Pergunte a qualquer brasileiro, essa forma de vida medíocre que dança “Vai Malandra”, que aceita ser desarmado e votar obrigatoriamente em urnas eletrônicas, que só estudou até a quarta série e gosta de ir para UPA “bater exames pelo INPS”, o que lhe incomoda mais: a simples ideia do vizinho ter uma casa melhor do que a sua ou o fato dos dois terem sido colocados na mesma prisão sem motivo algum e você terá ideia de quem vencerá o debate entre liberais e petistas.

Nenhum liberal brasileiro consegue entender que, lutando em nome do dinheiro, terá entrado numa batalha que já perdeu mesmo antes de começar.


Milton Simon Pires é Médico. Editor do Ataque Aberto.

Um comentário:

ALMANAKUT BRASIL disse...

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