quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

O “Princípio da Inutilidade” na prisão de Maluf


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Laércio Laurelli

Prender Paulo Salim Maluf aos 86 anos, doente, depois de ocorrido um fato criminoso há aproximadamente vinte e cinco anos, significa praticar justiça fora de tempo, fora da época certa e, portanto, atrasada. 

É um ato que se assemelha à uma ação pertinente à uma espécie de  tribunal de exceção.

Deixaram de analisar, talvez, uma possível prescrição em concreto ou em abstrato. 

Fachin, ministro comunista, prolator desta  proposta pela Suprema Corte, costumeiramente  pratica facilidade nas decisões em favor aos bandidos corruptos que arruinaram o país, contra a sociedade, enfim, contra o povo brasileiro. 

Deveria ter um pouco mais de cuidado em suas soluções monocráticas. 

Pode até aumentar a pena, mas dê a ele o privilégio que os demais políticos bandidos estão usufruindo atualmente, prisão domiciliar, que cabe no caso em espécie. 

Um tribunal que honra o poder judiciário do Brasil não deve se utilizar de uma sentença para deliberadamente aplicar “vingança jurídica”.

O supérfluo julgador deixa em liberdade, soltos, políticos que surrupiaram trilhões de reais, ou seja, valores incalculáveis do estado, diante de provas indiscutivelmente conquistadas pela operação lavajato e com consciência pública de que este numerário volumoso jamais retornará aos cofres públicos. 

Prender faz parte do jogo criminoso, sou favorável que a prisão deve ocorrer; quem comete um crime grave da maneira contada na acusação, como neste caso, deve responder o processo preso, mas notadamente deverá ser observada a decência jurídica que deve prevalecer e sempre constar das decisões criminais.

Devem elas  ocorrer no tempo certo, ou seja, julgamento célere, não obstante os recursos interpostos à época tenham contribuído para a elasticidade temporal. 

Por outra porta, o princípio da razoabilidade, entretanto, nos faz sentir que prender agora, na situação de saúde precária que se encontra o réu, diante da longínqua execução do fato-crime, nos faz sentir ainda, que se trata de retaliação política proposta pela hegemonia cultural oblicua, vigente na ditadura civil vergastada pela hodierna predominância em todas as direções territoriais deste país, além de representar uma real covardia em face dele, o réu, não oferecer qualquer periculosidade...

Ah....esses comunistas....

Não há sombra de dúvida, o decreto da prisão nos moldes da decisão restou venializada sob o fluxo da “ vendeta política”, e o mais curioso: por que sempre que ocorrem denúncias judiciais contra governos do PSDB, coincidentemente, explodem ações pirotécnicas contra Paulo Salim Maluf? 


Ir.'. Laercio Laurelli – desembargador aposentado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (art. 59 do Regimento Interno do T.J.).

7 comentários:

Loumari disse...

Definitivamente, no Brasil está a tocar no ritmo dinâmico o batuque.

Anônimo disse...

A CERTEZA QUE A CADEIA FOI FEITA PARA POBRE, PUTA E PRETO É O QUE LEVA O PAIS PARA O BURACO, SOSSEGUE POIS DESEMBARGADORES ESTÃO A CIMA DA LEI E NUNCA SÃO INVESTIGADOS E NEM PUNIDOS,OS SEUS CRIMES CONTRA A HUMANIDADE EM BREVE VOCÊ PAGARA É NO INFERNO...

ALMANAKUT BRASIL disse...

Se há um país onde a pena de morte traria benefícios incalculáveis à sociedade, é o Brasil!

Tudo o que acontece hoje é falha do Regime Militar, o brando, que não fuzilou seus opositores e suas próprias tranqueiras, como fizeram as DITADURAS comunistas!

E deu no que deu, herança maldita para o futuro!

Se estão discutindo reforma da previdência por causa da longevidade da população, precisam pensar em presídios para idosos, principalmente os safados, para que morram na cadeia!

E mudar totalmente o que acontece no Brasil depois do golpe do palanque das Diretas Já, ao qual só a CORJA passou a sentir o gostinho da qualidade de vida escandinava, enquanto o povo paga tudo!

A desgraça desse país é endossada por um livrinho maldito chamado de Carta Magna, elaborado pela raça com cheiro de enxofre, à base de concessões de rádio, TV e corrupção!

Se o pilantra Salim tivesse sido entregue à justiça dos Estados Unidos, a conta seria menor para os cofres públicos!

E se as coisas continuarem como estão, um dia a população colocará os bandidos do três poderes, principalmente do Judiciário, em praça pública e fará a verdadeira justiça, sem o circo que eles promovem!






















































ALMANAKUT BRASIL disse...

Maluf depõe e diz: eu não sou Maluf não!

Os # Marcheiros

https://www.youtube.com/watch?v=F3R-JAu9mnA

Aurélio Valporto disse...

A prisão foi corretíssima. Antes tarde do que nunca. Esse marginal é responsável pela morte de milhares de brasileiros, trata-se de um assassino de colarinho branco. Ademais o escriba ignora o fato de que vingança é apenas a espécie mais antiga de justiça. Corrupção deveria ser crime hediondo, inafiançável e imprescritível. Ainda que tarde, a sociedade sente-se sim vingada e a punição para corruptos tem que trazer no seu bojo o caráter pedagógico: O sujeito que não tem princípios morais e não tem empatia com a sociedade é um covarde, e covardes têm medo, esse tipo de verme social precisa ter medo de ser preso.

richard smith disse...

CUMEQUIÉ?!!!

O digno "irmão tripingado" desembargador por acaso já viu o vídeo de junho deste ano do "boy" malufe manobrando com perfeição e acelerendo o seu FERRARI à saída de um restaurante nos Jardins?!

Menas, "mano", menas...

Anônimo disse...

Justiça tardia não existe. Justiça tardia é a ratificação oficial da impunidade. Punição e penalidade contra crimes devem ser aplicadas e ponto.
A idade do criminoso independe da penalidade a ser cumprida. Esse papo de "vinganca da sociedade, ressocialização" talvez funcione em paises verdadeiramente educados e democraticos. Não é o caso. Aliás esse estado caótico que vivemos é resultado da roubalheira e esculhambacao generalizadas promovidas por esse tipo de gente. Cadeia é pouco. Tem que devolver o produto do roubo em dobro.