domingo, 3 de dezembro de 2017

O que acontece se Lula ou Bolsonaro vencerem?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

A polarização radical é uma tendência no fla-flu eleitoral de 2018, principalmente na disputa (desleal) pelo trono do Palácio do Planalto. Diferentes enquetes (que insistem em chamar de “pesquisas”) indicam uma consistente intenção de voto em Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Lula incorpora a chamada esquerda tradicional – muito desgastada, porém mais viva que nunca. O próprio Bolsonaro se rotula  como a “direita conservadora” – atualmente em ascensão e incorporando a revolta do eleitorado contra a politicagem tradicional e corrupta.
O estúpido conflito entre duas categorias sociologicamente imprecisas (esquerda x direita) interessa àqueles que desejam dividir o Brasil, para torná-lo mais fácil de controlar. Para os donos do poder, quanto mais extremista for a disputa, melhor para a sobrevivência e manutenção esquema de hegemonia do Crime Institucionalizado. A pancadaria entre sinistros e destros é previsível. Os extremos se indicam como “soluções”. Simplesmente, porque Lula e Bolsonaro dependem do extremismo para vencerem. O suposto discurso neutro, de centro, falsamente conciliador, têm chances mínimas de sucesso em 2018.
Lula deseja retornar à Presidência com dois objetivos. O primeiro é urgente: vencer a eleição para se vingar daqueles a quem acusa, indevidamente, de “perseguição”. Lula pretende acabar com a “República de Curitiba”. O segundo desejo de Lula é estratégico: consolidar o projeto bolivariano no Brasil e na América Latina. A intenção de Lula é claramente autoritária e vingativa. O PT não tem projeto estratégico de Nação para o Brasil. A petelândia e seu decadente líder máximo são meramente táticos. Querem o poder para ampliar o aparelhamento estatal e não deixar o poder tão cedo.
Muitos se perguntam: Lula tem condição de vencer a eleição? A resposta – que desagrada muita gente - é: claro que tem! Apesar de todo desgaste de imagem, Lula ainda é muito querido por uma grande fatia do eleitorado beneficiada pela politicagem populista do PT. Este segmento é extremamente fiel a Lula. Na verdade, o problema dele é judicial. Lula está e será condenado por outros crimes relacionados à corrupção na Era PT.
Tudo indica que, em meados de setembro do ano que vem, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região confirme a condenação dada por Sérgio Moro em um dos processos. Como ainda caberá recurso, a Lei da Ficha Limpa não deve ser aplicada contra Lula. Na véspera da eleição de outubro, dificilmente, o judasciário tupiniquim terá coragem suficiente para lhe impugnar a candidatura. Caso seja eleito, aí sim, vai começar a novela de um impeachment... Mas, com a poderosa canetinha de condão que assina o Diário Oficial (agora totalmente virtual), Lula reconquista o poder da impunidade... Que perigo...
Bolsonaro tem um outro projeto que anda não está claro. Seu discurso é de guerra total – emocionalmente com ódio - contra a esquerda. Logicamente, isso provoca reações também emocionais na turma da canhota – que o odeia na mesma proporção. Diferentemente do PT, Bolsonaro assume o compromisso do combate à corrupção. O problema é se tal intenção será possível na prática. Um Presidente tem muito poder. No entanto, a estrutura do Crime Institucionalizado é maior que ele, com enorme capacidade de engoli-lo. A não ser que Bolsonaro, após vencer, consiga implantar um regime de força... Curiosamente, isso é tudo que deseja a máquina estatal bandida – que odeia democracia.
É preciso insistir. O que Lula quer está bem claro. Bolsonaro, se deseja representar um contraponto eficiente a $talinácio, precisa apresentar, urgentemente, um projeto claro de compromisso com a mudança estrutural focada na liberdade e na Democracia - a segurança do Direito. Não basta encenar o discurso meramente “conservador”, como tem feito até agora. Além disso, como já é um candidato “viável”, precisa tomar muito cuidado com quem vai se aproximar dele. Os corruptos são profissionais e oportunistas...
Agora, tentemos imaginar um cenário após uma eventual vitória de Lula ou de Bolsonaro. Se Lula ganhar, o objetivo imediato é neutralizar e detonar a Lava Jato e, por extensão, a tal “República de Curitiba”. Tal “missão” contará com o apoio descarado e escancarado do PMDB, PP e demais comparsas da Era Lula-Dilma. É uma dúvida cruel se a esperada “reação” dos segmentos honestos da sociedade brasileira conseguirá encarar a ofensiva bolivariana-petralha. Com Lula, fatalmente, o radicalismo vai imperar e pode sair do controle.
E se Bolsonaro for o vencedor? A previsão é de pau comendo. Bolsonaro deve partir para cima dos “inimigos” ideológicos. Nesta situação, ao contrário do que ocorreu com o impeachment da Dilma, a petelândia tende a reagir violentamente contra Bolsonaro. Não porque seja a expressão da coragem, mas porque os fanáticos membros da seita lulopetista não terão  outra alternativa. Como os petistas têm presença forte na máquina estatal – sobretudo em setores estratégicos como o Ministério Público Federal -, o Presidente Bolsonaro vai tomar porrada por dentro, de forma assimétrica.
Além disso, a petelândia tem outro um aliado fortíssimo para “a guerra”: as facções criminosas, cujos integrantes são atacados abertamente por Bolsonaro, um defensor da pena de morte... Assim, vencendo Lula ou ganhando Bolsonaro, a tendência é o agravamento da guerra civil não-declarada no Brasil. É muito provável que a intolerância política seja radicalizada.
Qual a alternativa a tal cenário? Atualmente, não existe. A tal “candidatura de centro” não vai se viabilizar. Apesar da costumeira covardia e cagaço de seus “deuses”, o tal “mercado” já sinaliza um consistente apoio ao Bolsonaro e uma consolidada rejeição a Lula. Uma grande parte do eleitorado – conforme demonstram as “enquetes” – desejam o retorno de Lula. No momento, o Brasil está rachado e deve ficar ainda mais dividido.
Assim, vale perguntar novamente: Qual a saída? A resposta é única. A inédita Intervenção Institucional. No entanto, parece que ela só ocorrerá depois de um confronto radical de resultado ainda imprevisível. Ou seja, pela primeira vez em sua História, o Brasil só vai mudar (para melhor ou pior) por imposição de quem sair vitorioso em um conflito interno, violento e extremista.
O clima de guerra até pode ser atenuado se a economia voltar a crescer de modo consistente. Mas nem isto é garantido... Aguardemos pelo “fla-flu” de 2018, com Copa do Mundo, vários feriadões e uma crise ainda persistente – porém com promessas midiáticas de que o melhor está por vir...
Enquanto isso, os segmentos responsáveis e pensantes da sociedade brasileira precisam insistir e investir na formulação de um inédito Projeto de Nação, com uma nova Constituição que transforme o Brasil em uma verdadeira República Federalista, onde a Liberdade, a Democracia e a Ordem Pública neutralizarão a Ditadura do Crime.
Picolé de Chuchu sem chance
Vale a pena assistir à entrevista de Geraldo Alckmin a Mariana Godoy, na RedeTV!, para constatar por que o tucano não tem a menor chance de enfrentar Lula e Bolsonaro

Releia o artigo de sábado: Por que os tucanos não têm chance em 2018?


Leia também o artigo de Carlos Maurício Mantiqueira: Lula (o molusco) é o Bitcoin do Brasil


Elegância





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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 3 de Dezembro de 2017.

2 comentários:

Anônimo disse...

Discurso moderado com a maior dívida per capita do mundo são coisas antagônicas. Não há que se falar em deixar as intenções às claras quando o único objetivo é pegar a caneta que assina os AI’s, digo, MP’s. Quem falar o que vai fazer perde, obviamente. Lula não precisa falar, pois todos sabem que continuará financiando o comunismo e roubando a rodos.

Pedro Rodrigues disse...

Até agora os juntos para o povo e a dívida crescent a olhos vistos e ainda não vi nenhuma candidate falar sobre isso