segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Jura que a Nova República termina hoje?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Membro do Comitê Executivo do
Movimento Avança Brasil

Pergunta fatal no derradeiro dia do ano de 2018: Será que a caduca “Nova República” de 1985 acaba hoje, com a virada para 2019? Seria maravilhoso para o Brasil e para os brasileiros que tal fenômeno mágico acontecesse... No entanto, o tempo histórico não opera com tanta precisão... Além disso, por aqui, os fantasmas do passado insistem em continuar assombrando o presente, para inviabilizar o futuro. Os canalhas morrem nunca?!

“Nova República” foi o termo usado para batizar o governo que começou em 1985, com a posse de um Presidente que não foi eleito chamado José Sarney. Por sacanagem irônica da História, o “Regime dos Presidentes Generais”, vulgar e popularmente chamado de “Dita-Dura”, acabou com um outro (este sim, verdadeiro) golpe militar: o General Leônidas Pires Gonçalves manobrou e urrou nos bastidores para sentar Sarney no trono do Palácio do Planalto. Os Generais de outrora saíram fora pelo portão da garagem...

Sarney foi o assassinato prévio da esperança. Foi política e institucionalmente trágica a morte súbita de Tancredo Neves (eleito “indiretamente” pelo Colégio Eleitoral do Congresso Nacional). Os militares de então resolveram que Sarney deveria assumir o poder, mesmo não tendo sido eleito. Preferiram não realizar uma nova eleição – o que seria o legal e o correto -, para não permitir alguma surpresa. A emenda das Eleições Diretas fora derrotada contrariando a vontade da maioria da população... O Brasil pagou pelo erro estratégico dos Generais de outrora... Paciência...

Novamente por ironia da História mal contada, neste dia 1º de janeiro de 2019, o Brasil assistirá à posse de um militar reformado eleito pelo voto direto, com o apoio escancarado das Forças Armadas. O Capitão Jair Messias Bolsonaro vem acompanhado do General de Exército na reserva Antônio Hamilton Martins Mourão, também eleito democraticamente, mesmo contra a vontade dos controladores das urnas eletrônicas. A fraude eleitoral escancarada seria muito arriscada. O medo de uma virada das Legiões falou mais alto...

Os Generais retornam ao poder. Eles promoveram uma espécie de “Intervenção Militar” pelo voto... Dizem que estão prontos para acionar o famoso “Cabo da Faxina”... O personagem seria o mais importante assessor especial do ministro Sérgio Moro – em quem o imaginário popular deposita 101% de esperança de sucesso no combate à Corrupção Sistêmica. Logicamente, os bandidos querem o contrário. Para isso e por isso, se reinventam...

Alguém pode acreditar que o MDB realmente conseguirá deixar de ser (sempre) governista após a posse de Jair Bolsonaro? O partido é camaleônico. Conseguiu indicar muitos de seus “quadros técnicos” para atuar no futuro governo. Espera ampliar a dose de indicações no segundo e terceiro escalões. A ordem geral é não largar o osso... O negócio é fazer qualquer acordo...

Emedebostas conseguem manter o espaço apenas alegando que “são contra o PT”... Eles farão barganhas em troca de votos no Congresso Nacional... Ainda mais se emplacarem Renan Calheiros na presidência do Senado... A turma de Sarney não se conforma em perder a hegemonia na área das Minas e Energia. Por isso, o Almirante que se cuide... O MDB está pronto para causar curtos-circuitos e retomar o poder de que sempre desfrutou no setor energético e mineral...

O MDB espera pegar Bolsonaro na curva das negociações políticas. Assim, a Nova República teria grandes chances de ter sua morte adiada sine die... Teria... Porque a esperança é que Bolsonaro não caia neste golpe baixo... Acontece que a pública máquina mortífera está aparelhada não só pelos petistas, mas, sobretudo, pelos tecnocratas emedebostas. Moreira Franco, o famoso Gato Angorá, emplacou pessoas de confiança em áreas estratégicas do novo governo, principalmente na área Econômica e na Infraestrutura, de olho nos futuros negócios bilionários das privatizações e concessões...

Por tudo isso, persiste a pergunta cheia de ironia: Jura que a velha Nova República termina hoje?

Repetimos, por 13 x 13: Oxalá que Bolsonaro não caia no conto do vigário do MDB. É melhor torcer e dar três pulinhos nas ondas do Lago Paranoá...

Acabar com a Nova República é mais difícil que combater os canalhas da Petelândia...

Amanhã começa o trabalho do Bolsonaro... O meu continua... Obrigado aos amigos e leitores que nos permitiram chegar até aqui e seguir em frente...

Enfim: Feliz 2019 para todos nós...    

Releia o artigo de Domingo: Não entre de otário na agenda bobalitária


Mensagem para Aileda

Recado do nosso Leitor José Moraes:

Sra. Aileda de Mattos Oliveira

Congratulo-me com a senhora pelo artigo “Estranha Escolha” saído na página Alerta Total. Realmente esperava-se de que a escolha do mesmo fosse outra sem ligação com o governo anterior, ainda que o Presidente o tenha como um elemento capacitado para tanto.

Concordo com a senhora quanto a escolha creditada a Bolsonaro não seja ou tenha ligações com o ’toma - lá da cá’ comum nos últimos governos.
A pergunta feita pela senhora quanto a escolha de um professor colombiano faz sentido.

Muito obrigado por mais este alerta.

Abraços, Zé Moraes









Em tempo: Dia 1º tem edição normal...

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 31 de Dezembro de 2018.

Cão Longe de Mim Distante


“País Canalha é o que não paga precatórios”

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira
Hoje, estas mal traçadas linhas, são dedicadas ao mais sofrido dos cães; o Cãotribuinte.

No bordel pós-moderno também conhecido por administração pública, nada funciona. A troca sucessiva de várias cafetinas não surtiu efeito.

Ignora-se quantos funcionários há, quanto ganha cada um e onde estão lotados.

O atual sistema tributário está mais pra Tributaotário.

Até hoje só tivemos reforma cosmética. Melhor dito, “cosm”; sempre longe da ética.

Com um pudor pueril procura-se esconder o valor total dos vencimentos dos cargos mais elevados; nos três despudorados poderes.

Um executivo médio nas grandes corporações multinacionais ganha cinquenta mil dólares americanos por mês. Nenhum escândalo. O benefício que trazem a suas empresas (e acionistas) é sempre muito superior.

Aqui no Brasil, estamos num jogo de fingimento e de desarranjo de preços relativos dos salários públicos.

Um ascensorista do Congresso talvez ganhe mais que um oficial general.

Antes de um recadastramento geral, é inútil falar em reforma da previdência. Ali ocorrem as maiores barbaridades. Muitos que contribuíram por mais tempo e por mais altos valores, recebem hoje menos que outros “apadrinhados' pelos desgovernos de então.

Nous sommes de sacos cheios!

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

domingo, 30 de dezembro de 2018

Não entre de otário na agenda bobalitária


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Membro do Comitê Executivo do
Movimento Avança Brasil

O Governo Bolsonaro vai começar. Tudo indica que iremos nos irritar e nos divertir com o previsível show de horrores da oposição burra. A agenda do ativismo bobalitário será confrontada pela pauta conservadora de Bolsonaro. Ideólogos de esquerda vão apanhar mais que massa de pizza. Celebridades papagaias terão faniquitos. Mas os bolsonaristas não podem repetir, às avessas, o papo furado dos adversários (ou inimigos)... 

Por isso, o problema da ideologia merece um amplo debate/embate. Sobretudo, uma discussão baseada em um novo conceito que desenvolvemos em 2007. Vamos refletir sobre a “ideocracia”. Tal conceito vai muito além da conhecida, mas indevidamente estudada “ideologia”. Ideocracia é a aplicação prática dos modelos ideológicos para a conquista e manutenção do poder. São Maquiavel sabe do que estamos falando...

Governado por “ideologias ou ideocracias fora do lugar”, o mundo parece um espaço reprodutor de erros e vícios, em que o ser nasce condenado, cresce sufocado e reprimido. Nele, o próprio ser violentado pratica a violência e reproduz a opressão do sistema. O ser se destrói existencialmente. Enfim, condena-se à morte em vida. E o ciclo de opressão e violência parece se perpetuar – como se fosse intrínseco ao ser humano. Será que é? Eis a questão.

As 
ideocracias nos fazem perder a noção da realidade objetiva. As verdades subjetivas distorcem as coisas, explicam falsamente a realidade e alimentam os conflitos individuais e coletivos. As ideocracias e suas ideologias, sempre com o intuito de “salvar o ser humano”, nascem e evoluem neste cenário de controle, dominação e manipulação. No fim das contas, as ideocracias e suas ideologias querem o poder. Não necessariamente o poder para a felicidade humana.

Para que servem as 
Ideocracias? As ideologias (conjunto de idéias) são usadas como mecanismos políticos de dominação, controle e manipulação das massas, através da padronização e simplificação das idéias. Já as ideocracias são os modelos ideológicos aplicados para a conquista e manutenção do poder.

As ideocracias e suas idéias influenciam o meio “bio-psicossocial”. Atuam sobre a “vida” e a mente dos seres organizados socialmente. Ideologia é "um conjunto de idéias, pensamentos, doutrinas e visões de mundo de um indivíduo ou de um grupo, orientado para suas ações sociais e, principalmente, políticas". O conceito de ideologia precisa ficar bem claro, para que seja compreendido seu emprego ideocrático.

Muitos autores definem ideologia como sinônimo de “visão de mundo”. Mas isto nem sempre é exato. Costuma-se conceituar visão de mundo como a perspectiva com a qual um indivíduo, uma comunidade ou uma sociedade enxergam o mundo e seus problemas, em um dado momento da história, reunindo em si uma série de valores culturais e o conhecimento acumulado daquele período histórico em questão. Mas as ideologias vão além da visão, sobretudo em um mundo controlado por oligarquias financeiras e seus restritos “clubes” de poder.

A ideologia é um fenômeno histórico-social decorrente do modo de produção. Karl Marx desenvolveu uma teoria da ideologia concebendo-a como uma forma de falsa consciência cuja origem histórica ocorre com a emergência da divisão entre trabalho intelectual e manual. É a partir deste momento, desta alienação, segundo Marx, que surge a ideologia. Ela é derivada de agentes sociais concretos (os ideólogos ou intelectuais), que tornaram autônomo o mundo das idéias. Desta forma, os ideólogos ou intelectuais teriam invertido a realidade.

De linha marxista, a filósofa Marilena Chauí caracteriza a ideologia como um mascaramento da realidade social que permite a legitimação da exploração e da dominação. “Por intermédio dela, tomamos o falso por verdadeiro, o injusto por justo”. Marx acreditava que a ideologia cria uma “falsa consciência” sobre a realidade que visa a reforçar e perpetuar a dominação.

Já Antônio Gramsci conceitua que a ideologia não é enganosa ou negativa em si, constituindo qualquer ideário de um grupo de indivíduos. Não é à toa que os modelos de pensamento gramscianos se mostram tão adequados aos diferentes sistemas ideocráticos aplicados no mundo atual. Por sua vez, Louis Althusser retoma a linha original de Marx, definindo que a ideologia é materializada nas práticas das instituições. Desta forma, o discurso, como prática social, seria a “ideologia materializada” na prática.

Também de linha marxista, o psicólogo e sociólogo Erich Fromm sempre se mostrou profundamente impressionado pelo que ele via como uma poda da liberdade humana, pelo modo como as pessoas se submetiam, inconscientemente, a desempenhar papeis mecânicos dentro da sociedade exclusivista estruturada na ideologia do capitalismo. Vale conferir o conceito de Erich Fromm, exposto em seu livro "
A revolução da esperança por uma tecnologia humanizada” (Círculo do Livro, São Paulo s/data. 190p.)":

"As ideologias são idéias formuladas para consumo público, satisfazendo a necessidade que todos têm de aliviar sua consciência culpada, na crença de que elas agem em favor de algo que lhes parece bom ou conveniente. As ideologias são mercadorias de pensamento já prontas, divulgadas pela imprensa, oradores e ideologistas a fim de manipular a massa do povo para finalidades que nada têm a ver com a ideologia, e que muitas vezes são exatamente o oposto”.

Erich Fromm pega na veia: “Essas ideologias são muitas vezes manufaturadas "ad hoc". Por exemplo, quando uma guerra é popularizada sendo descrita como guerra de libertação ou quando ideologias religiosas são usadas para racionalizar o status quo político”. Viram como é legal usar o raciocínio da esquerda contra ela própria?

A Oligarquia Financeira Transnacional, que controla o mundo, usa as ideologias do capitalismo, do socialismo, da globalização ou da “pqp” como melhor lhe convém para dominar as nações e exercer o poder do dinheiro. O grande desafio do mundo contemporâneo é entender os mecanismos ideocráticos e sua influência sobre os indivíduos e as sociedades. Quem ignorar a ideocracia será uma presa fácil de seus modelos ideológicos. É bom ficar esperto, para não ser devorado pelas “ideocracias fora do lugar”.

Repito: São Maquiavel que nos ajude e guarde! Não merecemos ser feitos de otário pelas ideocracias e por seus agentes de ativismo, principalmente as estrelas artísticas e outras subcelebridades menos votadas.

PS – O artigo deste domingão é uma atualização do texto publicado neste Alerta Total em 14 de maio de 2007 – “Os perigos da Ideocracia”.

Leia também o artigo de Renato Sant’Ana: Ativismo Agendado







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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Dezembro de 2018.

ABOBRICS





“País Canalha é o que não paga precatórios”

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

O Brasil é como um menino rico, dono da bola, que todo mundo quer estar junto. Aliás, é também o dono do jogo de camisas, do campinho, dos arcos, das redes, etc.

Sem ele ninguém brinca.

É verdade que tem um irmão maior e mais forte, o que às vezes é bom e outras, ruim.

É bom quando algum valentão quer lhe tomar alguma de suas “riquezas”.
Por outro lado, o irmão mais velho fica com ciúmes quando o menor acha ou inventa um brinquedo novo. Vejam o caso da Embraer e das reservas de nióbio e do grafeno.

Assim, quando algum imbecil (meio aviadado) ralha com nosso “herói”, ele sempre tem a resposta pronta : VTNC.

Na macro geopolítica choverão insultos. Que os atrevidos fiquem espertos; non inultus premor !

De 1.933 a 1.939 a Alemanha, de arrasada por uma das maiores hiperinflações da História, tornou-se a maior potência da Europa.

O Brasil em menos tempo, emergirá no cenário mundial; o gigante levantar-se-á do berço esplêndido.

A Casa da Mãe Joana, em breve sob nova direção, nos encherá de orgulho. De esperança já o fez.

Conduzida por patriotas que tiveram a melhor educação formal do país, auxiliados por civis sem nenhum interesse pessoal e com experiência de vida (sobreviveram ao caos gerado por ladrões e/ou incompetentes), florescerá nossa Pátria.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Ativismo Agendado


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Renato Sant’Ana

Quase ao mesmo tempo eclodiram os dois escândalos: o assédio sexual dos agentes da ditadura cubana às médicas do Mais Médicos, e os abusos de João de Deus, o curandeiro de Abadiânia. A curiosidade é que, num e noutro caso, certas ativistas de redes sociais, de quem se esperariam manifestações, nada tenham dito até agora.

O jornalista Cláudio Humberto cutucou as celebridades de campanhas como "#EleNão", que atacaram o então candidato Jair Bolsonaro – praticamente as mesmas do "#MexeuComUmaMexeuComTodas" contra o ator José Mayer, acusado de assédio por uma figurinista. Nenhuma apareceu para solidarizar-se com as vítimas do curandeiro. "Várias delas inclusive aparecem nas redes sociais em poses cheias de ternura ao lado do homem acusado em mais de 500 casos de abuso sexual", diz o jornalista.

Ele destaca ainda que as celebridades Taís Araújo, Cleo Pires, Ciça Guimarães, Preta Gil e Daniella Mercury, entre outras ("rostos" do movimento, que é, sim, político), até agora não se pronunciaram. Apenas Xuxa declarou que se "enganou feio" com o curandeiro.

O escritor William Faulkner, Nobel de literatura em 1949, foi sempre contra o envolvimento político de escritores e artistas - com boa dose de razão, no mínimo. (Fique claro, envolver-se ou não é uma escolha pessoal que deve ser respeitada.) Mas é preciso dizer que os artistas, que tão bem interpretam emoções, tendem a caminhar aos tropeços no terreno da política, em que um bom desempenho depende da racionalidade.

Em pleno voo, contra o azul do céu, o albatroz é de uma beleza indizível, mas no chão é um animal sem graça, atrapalhado com as próprias pernas. Alguns artistas, que alcançam elevação sublime com sua arte, ao opinar sobre política e temas afins dizem muita besteira.

Nossas famosas parecem não ter consciência de que sua militância serve a uma agenda ideológica que nada tem a ver com sua arte nem com a real valorização do feminino. As que gritaram contra José Mayer, por exemplo, nada disseram quando Zé de Abreu (outro ator da Globo) cuspiu no rosto de uma mulher; nem quando Lula (desculpem a citação) chamou de "mulheres de grelo duro" a algumas militantes do PT.

Na onda do "#EleNão", tentando rotular Bolsonaro de machista e, logo, favorecendo outro candidato, elas embarcaram na ilusão de "defender a mulher" - uma armadilha ideológica em que caíram como patos. E agora se omitem no caso das médicas cubanas e no das vítimas de Abadiânia.

Como explicar essa indignação seletiva? Quem prepara essa agenda?

Existe pouco - se algo houver - de genuíno nas manifestações das articuladinhas. Guiadas por sentimentos, não por um pensamento elaborado (o que as torna manipuláveis), tudo o que fazem é usar a condição de celebridade e o fácil acesso à mídia para afirmar "convicções ideológicas" (como se fossem verdades inelutáveis) e para difundir crenças (como se constituíssem conhecimento).

E assim chegamos a um real, inquietante e inamovível paradoxo: se, por um lado, não se pode adjetivar de "democrática a conduta emotiva, reativa e com baixa ou nenhuma reflexão dessas ativistas, por outro é do regime democrático, sim, garantir-lhes liberdade para falar o que lhes dá na telha. E a quem pretende zelar pela democracia cabe criticar com fundamento, o que requer elaboração conceitual: nada de ser emotivo, reativo e irreflexivo.

Renato Sant'Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito.

sábado, 29 de dezembro de 2018

A complexa faxina que Bolsonaro fará


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Membro do Comitê Executivo do
Movimento Avança Brasil

São Maquiavel que nos ajude e guarde! Uma das missões mais complexas da equipe de Governo de Jair Bolsonaro será a varredura da sujeira petista. Um colaborador graduado do futuro Presidente adverte: “Você não imagina o grau de torpeza legado pelo PT. Vendo de perto, você fica chocado”.

Concretamente, há dois problemas. Primeiro, o aparelhamento apavorante da máquina governamental. A Petelândia colocou seus comissários para ocupar postos-chaves na burocracia, através de concursos públicos direcionados. Assim, os futuros sabotadores da gestão Bolsonaro contam com suposta “estabilidade” no emprego público.

Segundo, pior que tal aparelhamento, é o poderio e eficácia da Engenharia Social nazicomunopetralha. Fomos e somos bombardeados pelo processo político-ideológico de construção psicossocial de regras padronizadas de conduta humana. Os ideólogos de canhota regularam nossa linguagem e nosso modo de agir, através da adoção prática de termos e expressões politicamente corretos.

A Comunicação - o instrumento básico de construção do Poder Real – foi habilmente usada para deformar mentes, construir, destruir e reconstruir conceitos que interessam ao sistema dominante. A Engenharia Social usa a Comunicação, suas mídias e seus profissionais (agentes conscientes e inconscientes) para difundirem ideologias e conceitos subjetivos, imprecisos ou sem base na verdade concreta e objetiva.

Tudo para moldar a sociedade dentro do pensamento globalitário da Nova Ordem Mundial – sob comando da Oligarquia Financeira Transnacional. Em uma sociedade com Educação precária, o terreno fica escancarado para a midiotização em massa (isto é, o uso da mídia para formar idiotas coletivos). A Petelândia promoveu o uso transgressor da mídia, espalhando ideias fora do lugar, para formar e deformar idiotas (ou imbecis) coletivos.

Só existe um jeito de neutralizar tal processo: contrapondo a Engenharia Social com educação, democracia e conceitos corretos, com base na verdade real, concreta e objetiva. Os valores familiares, em sua essência, são fundamentais neste processo.

Se não formos capazes de conter os efeitos negativos da Engenharia Social contra a humanidade, seremos vítimas do pior dos totalitarismos: aquele que não parece autoritário, pois é travestido pelo pensamento “politicamente correto” da Nova Ordem Mundial, combinado com o suposto “libertarismo” socialista.

Em resumo: devemos ser tolerantes. Mas não podemos ser coniventes com os erros. No meio termo, o desafio democrático e humanista. Devemos conter a imposição de um comportamento de minoria sobre a maioria, produzindo um artificial conflito entre segmentos sociais. Tudo para dividir a sociedade, que passa a debater questões irrelevantes (que só ganham relevância por causa da propaganda ideológico-midiótica).

Enquanto se discute bobagem, os poderosos deitam e rolam com a massa criticamente deformada. A Petelândia está na vanguarda deste atraso. A equipe de Bolsonaro terá de fazer a faxina da sujeira ideológica, tendo o cuidado para não cometer a mesma bobagem às avessas. A Engenharia Social promove esta armadilha.

O PT tira onda de que não vai comparecer à posse de Bolsonaro. Não precisa... Já estará infiltrado no âmago da próxima administração federal... Até que seja possível uma faxina, dentro da lei e da ordem democrática...

Jobim na cabeça

Fica ainda mais poderoso o homem que já vestiu as mais ambicionadas casacas da República, tendo sido deputado constituinte, ministro da Justiça, ministro da Defesa, ministro do Supremo Tribunal Federal e um dos altos dirigentes do PMDB.

O “banqueiro” Nelson Jobim será o novo Presidente do Conselho de Administração do Banco BTG Pactual S/A.

Mais novidade: o grupo de controle do BTG Pactual, na G7 Holding, passará a ser composto pelos Partners: Roberto Sallouti, Renato Santos, Antonio Porto, Guilherme Paes, e André Esteves (que adquiriu as ações de Marcelo Kalim, que sai e abre espaço para Jobim, até então diretor de Compliance).

Em tempo: Jobim deveria ser convocado para a Presidência da empresa CBF ou para o comando da Seleção Brasileira... Para ver se a gente volta a ganhar alguma coisa...

Calamitoso

O governador em exercício Francisco Dornelles assinou lei que prorroga o estado de calamidade pública do Rio de Janeiro até 31 de dezembro de 2019.

O prazo anterior determinava o fim da condição após 31 de dezembro deste ano.

A prorrogação da situação de calamidade por mais um ano mantém suspensa a obrigação do estado de cumprir os limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), como endividamento e gastos com pessoal.






Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 29 de Dezembro de 2018.

Santo de Casa não faz milagre



“País Canalha é o que não paga precatórios”

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Não adianta, amáveis leitores, este pobre escriba se esgoelar afirmando ser o Brasil uma superpotência.

Foi preciso que o líder de um dos países mais avançados tecnologicamente, o fizesse.

Em poucos dias abandonaremos a Era do Complexo de Vira-Lata e iniciaremos a Era das Oportunidades.

Repito (e repetirei à náusea): Temos comida, água potável e minérios.

É claro que o novo governo cometerá erros. Deverá corrigí-los imediatamente.

Idem, haverá brigas internas por diferenças de opinião, disputa pelo poder e/ou ciúmes. Tudo será administrado por quem teve VOTO.

Há muitas urgências e, por isso, devem ser atendidas primeiramente as urgências urgentíssimas.

É inadmissível que alguma criança morra de fome, de vermes ou de maus tratos.

É repugnante o estado miserável de nossos hospitais.

É intolerável a lerdeza e o descaso do judas ciário.

Começar uma reforma da previdência sem antes cobrar os devedores e extinguir os privilégios de políticos e pior que xingar a mãe dos brasileiros.

A reforma urgente e mais importante é a do sistema tributário. Deixemos o povo produzir sem medos, sem vinganças, sem entraves.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Estranha Escolha



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Aileda de Mattos Oliveira

Eleito Bolsonaro, a nervosa expectativa pelo resultado de sua vitória cedeu lugar à outra ansiosa espera, agora, relacionada à constituição de seu governo. Tive preocupação em saber se cada nome divulgado teria ou não ligação com os governos anteriores, e senti um cheiro azedo de Dilma, Lula e Sérgio Cabral, ao divulgarem o nome de Joaquim Levy para o BNDES.
Aguardei, dias seguidos, o escolhido para um dos mais preocupantes Ministérios, no momento atual: o da Educação. A natural demora indicava a difícil empreitada na escolha de alguém que preenchesse todas as exigências para a reestruturação do ensino no Brasil. Mas ..., e o “mas” é sempre um paredão a interpor-se no caminho, a água no chope de qualquer comemoração.
Senti-me frustrada com a escolha de um colombiano para executar a difícil tarefa de recomposição das raízes culturais brasileiras infestadas de fungos, injetados pela maldita praga petista. Surpreende-me não haver um brasileiro capacitado a exercer tal cargo e que incluísse em sua missão uma assepsia mental nos professores, usados como transmissores da doença socialista.
É de chorar de tristeza saber da inexistência de professor nativo que tenha saído ileso do contato com a barbárie progressista e não esteja em condições de transformar o futuro Ministério da Educação e Cultura num centro irradiador de estudos humanísticos e tecnológicos. Sim, porque limitar-se à tecnologia, é o caminho mais rápido de emburrecer o indivíduo, torná-lo autômato, uma casca sem miolo.
Será mesmo que dos extensos anos de extermínio do conhecimento praticado pelo petismo não tenha sobrado um sobrevivente, brasileiro nato, capacitado à reestruturação do programa educacional, a reavivar a cultura nacional, e levar a população a ter intimidade com a sua terra?
Se a escolha para tal missão, ainda que recaísse num intelectual português, viria eu da mesma forma criticá-la, mas não me causaria tamanha estranheza, por saber que não haveria danos nos currículos de Língua, de Literatura e de História.
Pela herança linguística e cultural que recebemos de Portugal, jamais iríamos substituir Machado de Assis por João Manuel de Castela, nem Memórias Póstumas de Brás Cubas porEl Conde Nicanor. Não iríamos substituir os feitos de Duque de Caxias pelos de Simon Bolívar, nem introduzi-lo na historiografia e iconografia brasileiras.
Por mais abrasileirado que seja, os antecedentes culturais da origem castelhana que correm nas veias do novo Ministro da Educação, falarão mais alto e a língua e a cultura brasileiras irão, pouco a pouco, desviar-se de suas origens, as que ainda restam, após a passagem danosa de dois presidentes: um analfabeto e outro, afásico. Nada mais restaria, caso tivesse sobrevivido o fantoche Haddad.
Fatalmente, língua e cultura, farão parte da mixórdia que deverá compor um possível projeto “Mercosul Cultural”. Assim como estão mudando as placas dos carros para a extinção das fronteiras rodoviárias, assim como foi retirado o brasão da República da capa do passaporte, assim será extinto o que resta do ensino nacional em nome da hipócrita unidade andino-brasiliense.
Pior ainda. É do conhecimento de todos que essa escolha resultara da intermediação de um guru, atualmente tão em evidência, que uma conhecida jornalista declarou, num de seus vídeos, tê-lo adotado como tal. Que decepção! Pensei que tivesse personalidade forte para não se deixar levar por ideias que, mesmo assemelhadas, não são as suas.
Quanto a Bolsonaro, eleitora que sou desde a sua primeira disputa política como vereador, considero um homem firme, de personalidade marcante e que nunca seguiu atalhos em sua caminhada, sempre pondo em prática o que afirmava sem jamais ter percorrido o mesmo solo pisado por outros. Mas sempre há um ‘de repente ...’, sempre há um escorregão na casca de banana que os que desejam aparecer jogam à sua frente.
Será, também, que tomou como seu o mesmo guru? Temo por isso.
Recentemente falecido, o General de Exército Paulo Cesar de Castro seria o homem ideal para assumir o Ministério da Educação. Tendo chefiado Departamentos relacionados ao Ensino, à Pesquisa, à Educação e à Cultura, no Exército, era muito preocupado com a degradação do ensino no país. Infelizmente, não lhe foi concedido pelo Altíssimo assistir às mudanças que começaram a ocorrer no Brasil.
Um ponto de interrogação fica registrado, considerando a minha decepção por saber que só no Brasil escolhe-se um nascido em terras do outro lado da fronteira, para determinar o que deve ou não o brasileiro estudar. 
Sou radical, portanto, conservadora, mas antes de tudo, brasileira. Seria possível, na Colômbia, um convite a algum brasileiro, mesmo culto, mesmo naturalizado, para ocupar cargo de Ministro de alguma coisa?
Certeza eu tenho, infelizmente, de que continuamos, psicologicamente rendidos a uma suposta competência de um nome estrangeiro. Não há jeito de pormos um fim a essa situação constrangedora de país submetido.
Aileda de Mattos Oliveira é Dr.ª em Língua Portuguesa. Acadêmica Fundadora da ABD. Membro do CEBRES.

Mote: Na doutrina de Lênin, Só reina a imoralidade


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Patativa do Assaré

Tudo que é baixo e ruim,
Corruptor e depravado
É querido e apoiado
Na doutrina de Lenin
O pundonor levou fim
Morreu a santa verdade,
Prenderam a liberdade
No xadrez da escravidão
Porque no seu coração
Só reina imoralidade.

O seu regime é assim,
Ninguém tem direito à vida
E a família destruída
Na doutrina de Lenin.
Seu instinto de Caim,
Seu coração de maldade,
Implantou a crueldade,
Com o seu tal comunismo
No qual não há civilismo
Só reina imoralidade.

Antonio Gonçalves da Silva (Patativa do Assaré) é o mais conhecido poeta popular do Brasil.