quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Análise Correta


“País Canalha é o que não paga precatórios”

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira                  


Um analista  de cenários políticos deve ser como um pedestre prudente.

Antes de atravessar uma rua, olha para  os dois lados, ainda  que saiba que a via é de mão única.

Um motorista  na contramão pode atropelá-lo. Ou ainda, pode  estar ele num país de mão inglesa, onde a circulação veicular é  feita ao contrário da maioria dos  países.

Idiotas declarados ou até recentemente não identificados falam a respeito de eleições com uma candura pueril.

Num país sem poder judas ciário, sem instituicâes (que nos mentem funcionar), com um povo xucro e miserável, a eleição é uma farsa da Oligarquia Financeira Internacional para apenas trocar de títeres e  continuar a mesma pantomima.

As redes sociais, para mim, foram cruéis. Tenho visto pessoas pelas quais tinha  admiração, se mostrarem de uma imperdoável ingenuidade.

A palavra imbecil significa “aquele não preparado para a  guerra”, para se  defender dos sutis ataques gramscistas urdidos pelo Instituto Tavistock, de Londres, nesta guerra de quinta geração que vivemos em escala mundial.

Pessoas que  tiveram boa educação, mas se recusam a olhar para outros lados, são como cavalos de corrida com antolhos.

O simples fato de considerarem a hipótese de eleições antes de uma Intervenção na  forma do art. 142 da Constituição Federal, mostra o seu grau de alienação quanto à realidade nacional.

Não adianta trocar as moscas se a merda continuar a mesma.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

2 comentários:

Loumari disse...

O código de condução em Moçambique é o código Britânico. Os carros têm o volante a direita e a condução e na mão esquerda. Mas como todos os outros países numa via não sinalizada a prioridade é também a direita. E a carta de condução Moçambicana vem escrita em Português e Francês, e é reconhecida na França. Quem tiver a carta de condução Moçambicana não precisa passar de novo pela escola de condução na França. Basta ir a prefeitura e pedir trocar a carta Moçambicana para a Francesa automaticamente, caso alguém obter a carta de residente. Portanto, para um Estado Unidense, o seu Driving Lincense não vale na França. Não é reconhecido. O cidadão americano deve passar pela escola de condução na França e até passar todos os exames do código e de condução. Acho que o mesmo é exigido aos cidadãos brasileiros.
Japão também tem o código de condução Britânico. E também Jamaica.
Moçambique é pobre mas tem família. Única nação que nunca foi colonizada pela Grã-Bretanha, mas é membro da COMMONWEALTH. E é também membro da FRANCOPHONE.
Moçambique dá-se bastante bem com as suas tias. O sobrinho de sapatos rotos mas tem assento com o seu nome na mesa na casa de sua tia Grã-Bretanha e na mesa de sua tia França. E também lida-se muito bem com as tias Espanha e Itália.

Loumari disse...

TRECHO TIRADO DO LONGO TEXTO DE MIA COUTO

Da cegueira colectiva à aprendizagem da insensibilidade

GUERRA COM OS MORTOS

Até aqui falei de conflitos com mulheres, crianças, velhos. Mas todos esses segmentos sociais são compostos por gente viva. O mais triste é que a nossa sociedade entrou em guerra com os seus próprios mortos. Este é o sintoma mais grave da nossa patologia social: passamos a maltratar até os nossos mortos. O que acontece nos nossos cemitérios é um atentado contra os mais básicos princípios morais. As famílias enterram os seus entes queridos e são obrigadas a retirar o mais ínfimo valor que acompanhe o falecido. Sabem que no dia seguinte, o caixão foi assaltado, o morto foi despido. As próprias jarras de flores são quebradas antes de serem colocadas para prevenir que sejam roubadas e vendidas. Não contentes em assaltarem os vivos, há gangs que se especializaram em roubar os mortos. Nem depois do último suspiro estaremos a salvo dos ladrões.
Meus amigos.
Eu disse que estávamos em guerra connosco mesmos. Esta guerra doméstica compõe-se de duas violências. A violência daqueles que agridem. E a violência dos que se calam. Marthin Luther King disse : o que me entristece não é apenas o clamor dos homens maus, é o silêncio dos homens bons.
A lista das nossas guerras domésticas estende-se por mais domínios. Os exemplos que escolhi ilustram o facto de que não somos a sociedade pacificada que pretendíamos ser. Há um percurso enorme a percorrer e esse caminho é sobretudo uma viagem interior. Essa viagem só acontecerá se vocês souberem ver, souberem não aceitar. Tudo o que aqui disse pode ser resumido em dois textos pequenos de autores alemães. Peço-vos que escutem. O primeiro é uma parábola e diz o seguinte:

“Um dia, vieram e levaram o meu vizinho, que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram o meu outro vizinho, que era comunista.
Como não sou comunista, não me incomodei.
No terceiro dia, vieram e levaram o meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e levaram-me mim.
Nessa altura, já não havia mais ninguém para reclamar."

O segundo texto é um apelo na forma de verso, escrito pelo dramaturgo Bertolt Brecht:

"Nós pedimos-vos com insistência:
Nunca digam
Isso é natural.
Diante das barbaridades de cada dia,
Numa época em que corre sangue
Num tempo em que a arbitrariedade tem força de lei,
Num momento em que a humanidade se desumaniza
Não digam nunca:
Isso é natural.
Se aceitamos as coisas como naturais este nosso mundo torna-se imutável