domingo, 28 de janeiro de 2018

Inseguronça


“País Canalha é o que não paga precatórios”

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira                  

Estamos todos perplexos. As mais altas cortes do país declaram que não vão cumprir a lei do voto impresso.

Dona Onça vê (ou finge que não vê).

Assim, vivemos sem a menor segurança. Nem pessoal, nem jurídica, nem econômica.

O prestidigitador-chefe da economia mente. O vampiro não somente mente, mas se mostra insolente.

A felina, com sua atitude benevolente, se lixa pro povo sofrente.

O desfecho, sem excesso, será o tal retrocesso.

Com ou sem Onça, veremos a fúria popular espoucar contra bandidos de todo jaez.

Os porcos não mais podem frequentar “aeroporcos” e outros locais públicos sem risco de apupos, sopapos e outros mimos.

Tentarão censurar as redes sociais que mostram pessoas morrendo à mingua na porta ou no chão de corredores dos hospitais.

Os parentes inconsoláveis das vítimas de latrocínios ou balas perdidas um dia farão justiça pelas próprias mãos.

Então teremos o verdadeiro “retrocesso” à barbárie.

Por omissão da felina e/ou fraqueza de seu chefe que não f... nem sai de cima.

O “Boi” hepta-réu é mero boi das piranhas para distrair a massa indignada.

O verdadeiro inimigo é o sistema - e quem o controla.

Nesse clima de inseguronça, a República vai degenerar em Principado.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

5 comentários:

Loumari disse...

O mundo à beira do caos

Vila Nova de Gaia, 15/Agosto/2011

Por Miguel Urbano Rodrigues

> A crise do capitalismo é tão profunda que até os líderes dos EUA e da União Europeia e os ideólogos do neoliberalismo assumem essa realidade.
Estão alarmados por não enxergarem uma solução que possa deter a corrida para o abismo. Esforçam-se sem êxito para que apareça luz no fim do túnel.

> Apesar das contradições existentes, os EUA e as grandes potências da União
Europeia puseram fim às guerras inter-imperialistas – como a de 1914-18 e a de 1939-45 – substituindo-as por um imperialismo colectivo, sob a hegemonia norte-americana, que as desloca para países do chamado Terceiro Mundo submetidos ao saque dos seus recursos naturais.

> Mas a evolução da conjuntura mundial demonstra também com clareza que a crise do capital não pode ser resolvida no quadro de uma "transnacionalização global", tese defendida por Toni Negri e Hardt no seu polémico livro em que negam o imperialismo tal como o definiu Lenine. Entre os EUA e a União Europeia (e os países emergentes da Ásia e da América Latina) existe um abismo histórico que não foi nem pode ser eliminado em tempo previsível.
>
> A crescente internacionalização da gestão não desemboca automaticamente na globalização da propriedade. O Estado transnacional, a que aspiram uma ONU instrumentalizada, o FMI, o Banco Mundial e a OMC é ainda uma aspiração distante do sistema de poder. [1]

> O caos em que o mundo está a cair ilumina o desespero do capital perante a crise pela qual é responsável.

> A ascensão galopante da direita neoliberal ao governo em países da União Europeia ressuscita o fantasma do fascismo na República de Weimar. A História não se repete porem da mesma maneira e é improvável que a extrema-direita se instale no Poder no Velho Mundo. Mas a irracionalidade do assalto à razão é uma realidade.

> O jogo do dinheiro nas bolsas é hoje muito mais importante na acumulação de gigantescas fortunas do que a produção. O papel dos "mercados" – eufemismo que designa o funcionamento da engrenagem da especulação nas manobras do capital – tornou-se decisivo no desencadeamento de crises que levam à falência países da União Europeia. Uma simples decisão do gestor de "uma agência de notação" pode desencadear o pânico em vastas áreas do mundo.

> O surto de violência em bairros degradados de Londres, Birmingham,
Manchester e Liverpool alarma a Inglaterra de Cameron e motiva nas televisões e jornais ditos de referência torrentes de interpretações disparatadas de sociólogos e psicanalistas que falam como porta-vozes da classe dominante.

> Em Washington, congressistas influentes manifestam o temor de que, o "fenómeno britânico" alastre aos EUA e, nos guetos das suas grandes cidades, jovens latinos e negros imitem os da Grã-Bretanha, estimulados por mensagens e apelos no Twitter e no Facebook.

> Mas enquanto a pobreza e a miséria alastram, mesmo nos países mais ricos, a crise não afecta os banqueiros e os gestores das grandes empresas. Segundo a revista Fortune, as fortunas de 357 multimilionários ultrapassam o PIB de vários países europeus desenvolvidos.

> Nos EUA, na Alemanha, na França, na Itália os detentores do poder proclamam que a democracia política atingiu um patamar superior nas sociedades desenvolvidas do Ocidente. Mentem. A censura à moda antiga não existe. Mas foi substituída por um tipo de manipulação das consciências eficaz e perverso. Os factos e as notícias são seleccionados, apresentados, valorizados ou desvalorizados, mutilados e distorcidos, de acordo com as conveniências do grande capital. O objectivo é impedir os cidadãos de compreender os acontecimentos de que são testemunhas e o seu significado.

Continua

Loumari disse...

O mundo à beira do caos

Vila Nova de Gaia, 15/Agosto/2011

Por Miguel Urbano Rodrigues


> Os jornais e as cadeias de televisão nos EUA, na Europa, no Japão, na América Latina dedicam cada vez mais espaço ao "entretenimento" e menos a grandes problemas e lutas sociais e ao entendimento do movimento da História profunda.

> Os temas impostos pelos editores e programadores – agentes mais ou menos conscientes do capital – são concursos alienantes, a violência em múltiplas frentes, a droga, o crime, o sexo, a subliteratura, o quotidiano do jet set, a vida amorosa de príncipes e estrelas, a apologia do sucesso material, as férias em lugares paradisíacos, etc.

> Evitar que os cidadãos, formatados pela engrenagem do poder, pensem, é uma tarefa permanente dos media.

> As crónicas de cinema, de televisão, a música, a crítica literária reflectem bem a atmosfera apodrecida do tipo de sociedade definida como civilizada e democrática por aqueles que, colocados na cúpula do sistema de poder, se propõem como aspiração suprema a multiplicar o capital.

> Em Portugal surgiu como inovação grotesca um clube de pensadores; e os debates na televisão e as mesas redondas e entrevistas com dóceis
comentadores, mascarados de "analistas", são insuportáveis pela ignorância, hipocrisia e mediocridade da quase totalidade desses serventuários do capital. Contra-revolucionários como Mário Soares, António Barreto, Medina Carreira, Júdice; formadores de opinião como Marcelo Rebelo de Sousa, um intoxicador de mentes influenciáveis que explica o presente e prevê o futuro como se fora o oráculo de Delfos; jornalistas his master's voice, como Nuno Rogeiro e Teresa de Sousa; colunistas arrogantes que odeiam o povo português e a humanidade, como Vasco Pulido Valente, pontificam nos media imitando bruxos medievais, servindo o sistema em exercícios de verborreia que ofendem a inteligência.

> O Primeiro-ministro e o seu lugar-tenente Portas, exibindo posturas napoleónicas, pedem "sacrifícios" e compreensão aos trabalhadores enquanto, submissos, aplicam o projecto do grande capital e cumprem exigências do imperialismo.

> Desde o início do primeiro governo Sócrates, o que restava da herança revolucionária de Abril foi mais golpeado e destruído do que no quarto de século anterior.

> Ao Portugal em crise exige-se o pagamento de uma factura enorme da crise maior em que se afunda o capitalismo.

> Nos EUA, pólo hegemónico do sistema, o discurso do Presidente Obama,
despojado das lantejoulas dos primeiros meses de governo, aparece agora como o de um político disposto a todas as concessões para permanecer na Casa Branca. A sua última capitulação perante o Congresso estilhaçou o que sobrava da máscara de humanista reformador. Para que o Partido Republicano permitisse aumentar de dois biliões de dólares o tecto de uma dívida pública astronómica – já superior ao Produto Interno Bruto do país – aceitou manter intocáveis os privilégios indecorosos usufruídos por uma classe dominante que paga impostos ridículos e golpear duramente um serviço de saúde que já era um dos piores do mundo capitalista. A contrapartida da debilidade interior é uma agressividade crescente no exterior.

> Centenas de instalações militares estado-unidenses foram semeadas pela Ásia, Europa, América Latina e África.

Continua

Loumari disse...

O mundo à beira do caos

Vila Nova de Gaia, 15/Agosto/2011

Por Miguel Urbano Rodrigues

> Mas "a cruzada contra o terrorismo" não produziu os resultados esperados.
As agressões americanas aos povos do Iraque e do Afeganistão promoveram o terrorismo em escala mundial em vez de o erradicar. Crimes monstruosos foram cometidos pela soldadesca americana no Iraque e no Afeganistão. O Congresso legalizou a tortura de prisioneiros. A "pacificação do Iraque", onde a resistência do povo à ocupação é uma realidade não passa de um slogan de propaganda. No Afeganistão, apesar da presença de 140 mil soldados dos EUA e da NATO, a guerra está perdida.

> Os bombardeamentos de aldeias do noroeste do Paquistão por aviões sem piloto, comandados dos EUA por computadores, semeiam a morte e a destruição, provocando a indignação do povo daquele país.

> O bombardeamento da Somália (onde a fome mata diariamente milhares de
pessoas) por aviões da USAF, e de tribos do Iémen que lutam contra o despotismo medieval do presidente Saleh tornou-se rotineiro. Como sempre, Washington acusa as vítimas de ligações à Al Qaeda.

> Na África, a instalação do AFRICOM, um exército americano permanente, e a agressão da NATO ao povo da Líbia confirmam a mundialização de uma a estratégia imperial.

> O terrorismo de Estado emerge como componente fundamental da estratégia de poder dos EUA.

> Obviamente, Washington e os seus aliados da União Europeia tentam
transformar o crime em virtude. Os patriotas que no Iraque, no
Afeganistão, na Líbia resistem às agressões imperiais são qualificados de
terroristas; os governos fantoches de Bagdad e Cabul estariam a encaminhar
os povos iraquiano e afegão para a democracia e o progresso; o Irão, vítima
de sanções, é ameaçado de destruição; o aliado neofascista israelense
apresentado como uma democracia moderna.

> A perversa falsificação da Historia é hoje um instrumento imprescindível ao funcionamento de uma estratégia de poder monstruosa que, essa sim, ameaça a Humanidade e a própria continuidade da vida na Terra.

> O imperialismo acumula porém derrotas e os sintomas do agravamento da crise estrutural do capitalismo são inocultáveis.

> O capitalismo, pela sua própria essência, não é humanizável. Terá de ser destruído. A única alternativa que desponta no horizonte é o socialismo. O desfecho pode tardar. Mas a resistência dos povos à engrenagem do capital que os oprime cresce na Ásia, na Europa, na América Latina, na África. Eles são o sujeito da História e a vitória final será sua.

> Vila Nova de Gaia, 15/Agosto/2011

> [1] Estes temas são tratados em profundidade pelo economista argentino
Claudio Katz num livro a ser editado brevemente.

> Este artigo foi publicado no Avante! nº 1969, de 25/08/2011 e em
http://www.odiario.info/?p=2185

Loumari disse...

https://www.youtube.com/watch?v=ngBN4FyKkiA

Putin Spreading Some Love and Hugs To a Factory Worker

Russian President Putin gets factory worker’s hopes up by offering kiss, but hugs instead
The president sidestepped a question by giving some love.
During an official trip to the city of Ufa (1,351 km east of Moscow), President Vladimir Putin visited one of Russia’s largest factories (built in 1925), which produces engines. During his tour he was filmed answering several questions from workers, one of whom posed one harking back to the USSR.
“There was a tradition back in the Soviet era – to give medals and orders to enterprises. Back then, the working collective of our factory was rewarded with two Orders of Lenin and an Order of the Red Banner of Labor,” the worker said to the president, before asking if such a practice might return. Apparently, he wanted the factory to win yet another reward, as it was “among the leaders in the industry.”
Putin dodged the issue in a rather unexpected way: “Let me just kiss you instead,” he retorted, before going in for a hug – but no kiss – as the crowd cheered. What a tease.
Later the president said he thought it was more effective to reward people, not factories, for the accomplishments they achieve.


Our Lord Jesus Christ said:

Matthew 5:15 Neither do men light a candle, and put it under a bushel, but on a candlestick; and it giveth light unto all that are in the house.
16 Let your light so shine before men, that they may see your good works, and glorify your Father which is in heaven.


John 15:8 By this my Father is glorified, that you bear much fruit and so prove to be my disciples.


1 Peter 2:12 Having your conversation honest among the Gentiles: that, whereas they speak against you as evildoers, they may by your good works, which they shall behold, glorify God in the day of visitation.


Isaiah 60 Arise, shine; for thy light is come, and the glory of the Lord is risen upon thee.
2 For, behold, the darkness shall cover the earth, and gross darkness the people: but the Lord shall arise upon thee, and his glory shall be seen upon thee.
3 And the Gentiles shall come to thy light, and kings to the brightness of thy rising.


Philippians 2:12 Wherefore, my beloved, as ye have always obeyed, not as in my presence only, but now much more in my absence, work out your own salvation with fear and trembling.
13 For it is God which worketh in you both to will and to do of his good pleasure.
14 Do all things without murmurings and disputings:
15 That ye may be blameless and harmless, the sons of God, without rebuke, in the midst of a crooked and perverse nation, among whom ye shine as lights in the world;
16 Holding forth the word of life; that I may rejoice in the day of Christ, that I have not run in vain, neither laboured in vain.

Anônimo disse...

A fúria popular está sendo habilmente deslocada para alvos desafetos que não fazem parte desses grupos. Por exemplo, o povo ouve que o chefão de tudo é Cunha.